
No Maranhão, ao longo de sua história, um modelo secular de domínio político se instala em três momentos distintos - com a palavra os históriadores para contraditar. O primeiro momento que me refiro foi no final do século XIX e início do XX com Benedito Leite; o segundo esteve a pleno vapor até os anos 60 do século XX, com Vitorino Freire e, o terceiro momento com vitória eleitoral de Sarney em 1965, cujo processo naquele contexto, a olhos incautos, transpareceu um "abalo sismico" na estrutura de dominação que históricamente - na verdade, os elementos contraditorios dessa última premissa é o que vamos demonstrar aqui .
A Sarney chega ao poder apoiado pelos generais do golpe de 1964 o colocou em patamar bastante importante na república. Votou em Castelo Branco para presidente no colégio eleitoral, este se saíndo vencedor do processo indireto. Essa vitória tem repercusões importantes na força política de Vitorino, cujo lastro também era baseado no poder central do Brasil.
Em 2010, um processo de envergadura semelhante se anuncia. Uma eventual vitória de Flávio Dino trás uma perspectiva, do ponto de vista de uma viragem política, só comparável a que ocorreu quando Sarney derrotou Vitorino Freire.
A questão central é ganhar o governo para mudar as estruturas. O modelo econômico baseado nos grandes projetos não produziu mudança na qualidade de vida do povo maranhense. A questão do gás, por exemplo, tem que ser discutida baseado do ângulo da apropriação pelo estado dos dividendos oriundos da atividade de exploração desse insumo energêtico. Um projeto de desenvolvimento que tenha no seu escopo, a atilização de riquezas e potencialidades estratégicas que o Maranhão tem e que o particulariza das demais unidades da federação.
A Sarney chega ao poder apoiado pelos generais do golpe de 1964 o colocou em patamar bastante importante na república. Votou em Castelo Branco para presidente no colégio eleitoral, este se saíndo vencedor do processo indireto. Essa vitória tem repercusões importantes na força política de Vitorino, cujo lastro também era baseado no poder central do Brasil.
Em 2010, um processo de envergadura semelhante se anuncia. Uma eventual vitória de Flávio Dino trás uma perspectiva, do ponto de vista de uma viragem política, só comparável a que ocorreu quando Sarney derrotou Vitorino Freire.
A questão central é ganhar o governo para mudar as estruturas. O modelo econômico baseado nos grandes projetos não produziu mudança na qualidade de vida do povo maranhense. A questão do gás, por exemplo, tem que ser discutida baseado do ângulo da apropriação pelo estado dos dividendos oriundos da atividade de exploração desse insumo energêtico. Um projeto de desenvolvimento que tenha no seu escopo, a atilização de riquezas e potencialidades estratégicas que o Maranhão tem e que o particulariza das demais unidades da federação.
Bandeira Tribuzi, nos anos 1970, pensou pela primeira vez um esboço do projeto de desenvolvimento, pelos dados que temos. Diagnostica ele, a pujança e os fatores de declínio da economia maranhense e aponta as perspectiva de desenvolvimento aproveitanto os recursos do estado para o esforço de retomada de crescimento. É importante frisar, que Tribuzi, apesar de ter conhecimento dos grandes projetos gestados no governo Sarney, não o relaciona com ator fundamental do processo de desnvovimento do Maranhão.o.
O projeto de desenvolvimento que defendemos aqui, é aquele que efetivimente distribua as riqueza do estado em suas multiplas facetas e vocações nas macro e microregiões, no sentido de aproveitar do atual crescimento econômico do país trazendo infra-estrutura para o estado, mas com condicionalidade de desenvolvimento social e econômico adequadas a região.
O estado está situado geograficamente em uma região estatégica do Brasil, mas isso ainda não se traduziu em seu crescimento econômico. Para se ter uma ideia, o Centro de Lançamento de Acântara poderia alavanca tecnologia se estiver integrado com a produção de capacidade técnica no estado para atuar nesse campo, seja ela articulado a univerdades, instutuições de ensino e pesquisa etc; o gás para indústria, geração de energia e exportação de excedente, assim como fator de fixação de empresas no estado, além de ser uma região estratégica de portos, estradas e ferrovias etc.
Nesse projeto deve contemplar investimento de 7 a 10% do PIB em educação e aumentar a escolaridade média do maranhense para que o mesmo possa se apropriar do desenvolvimento do estado tanto na cidade quanto no campo. Estimular as vocações do Maranhão é fundamental dentro de um escopo de projeto de desenvolvimento. Desenvolver linhas de fomento para o desenvolvimento de ciência e tecnologia em associação com instituições de pesquisa nacionais e internacionais, entre outras inciativas que envolvam interação com micro-empresas que queiram desenvolver inovações que possam agregar valor ao que for produzido no estado.
Lembro da obra de Marcos Kowarick na “Trilha do saque”. Com efeito, saquear o Maranhão é saquear, também, a riqueza nacional. Os recursos minerais (petróleo, gás, ouro etc) prospectado no estado e efetivado sua retirada deve ser direcionado seus recursos a partir de orientações descritas nesse projeto de desenvolvimento. Uma pergunta vem a mente - o que o senador Lobão pensa sobre exploração dos recursos minerais do Maranhão? É baseado no modelo de exploração capitalista fundado no saque dá última partícula desse recurso e nada ao bem estar do povo? Falácias não valem com resposta!
Em suma, do ponto de vista nacional, Dino (PC do B) derrotando os Sarneys no dia 3 de outubro, debilita também a influência deles em um eventual governo Dilma, o que abre as portas para que o Maranhão retome sua vocação de desenvolvimento e se afaste do atraso aprofundado produzido pelo sistema da oligarquia.
Nesse projeto deve contemplar investimento de 7 a 10% do PIB em educação e aumentar a escolaridade média do maranhense para que o mesmo possa se apropriar do desenvolvimento do estado tanto na cidade quanto no campo. Estimular as vocações do Maranhão é fundamental dentro de um escopo de projeto de desenvolvimento. Desenvolver linhas de fomento para o desenvolvimento de ciência e tecnologia em associação com instituições de pesquisa nacionais e internacionais, entre outras inciativas que envolvam interação com micro-empresas que queiram desenvolver inovações que possam agregar valor ao que for produzido no estado.
Lembro da obra de Marcos Kowarick na “Trilha do saque”. Com efeito, saquear o Maranhão é saquear, também, a riqueza nacional. Os recursos minerais (petróleo, gás, ouro etc) prospectado no estado e efetivado sua retirada deve ser direcionado seus recursos a partir de orientações descritas nesse projeto de desenvolvimento. Uma pergunta vem a mente - o que o senador Lobão pensa sobre exploração dos recursos minerais do Maranhão? É baseado no modelo de exploração capitalista fundado no saque dá última partícula desse recurso e nada ao bem estar do povo? Falácias não valem com resposta!
Em suma, do ponto de vista nacional, Dino (PC do B) derrotando os Sarneys no dia 3 de outubro, debilita também a influência deles em um eventual governo Dilma, o que abre as portas para que o Maranhão retome sua vocação de desenvolvimento e se afaste do atraso aprofundado produzido pelo sistema da oligarquia.
Comentários
Bem, certamente Flávio Dino sai da eleição majoritária no MA sagrado o nome forte e combativo da oposição de esquerda de vanguarda, conforme o camarada Capovilla bem analisa no seu blog.
Contudo, esse tiro no pé que o PT (nacional) deu vai render ainda, viram a eleição presidencial se arrastando p o 2º turno. Em 2006 foi outro Tucano X Lula, mas Lula levou. Que eu quero dizer, parafraseando uma edição de 2006 da Princípios é que "não é correto subestimar a direita neoliberal, devido à força a ela proporcionada pelos poderosos interesses que representa. A mensagem ilusória de uma vitória fácil desarma o eleitorado e a militância política progressista.
Por isso, o povo brasileiro espera da esquerda, sobretudo do Partido dos Trabalhadores – principal legenda da aliança – que se coloque à altura dos desafios e demonstre ter aprendido com os erros."
Lembra dessa edição, camarada?
abraço forte.
Michelle Sena.