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Mostrando postagens de Dezembro, 2012

Reflexões sobre a economia brasileira - Para entender o jogo da Economia

Autor: Luis Nassif
A divulgação do "pibinho" produziu curtos circuitos variados nos analistas. E abre uma bela discussão sobre o futuro da economia. Não se tenha dúvida: 2013 será um ano decisivo para o país. Eu disse para o país, não especialmente para o governo Dilma ou para as eleições de 2014. Mudanças de paradigma são tão complexas e envolvem tantos riscos políticos que só ocorrem em ambientes de crise profunda ou em regimes autoritários. Tenta-se, agora, a primeira mudança de paradigma em regime democrático e sem a crise como fator de reforço. E não é pouca coisa. Trata-se da mudança mais relevante da economia brasileira desde o desmonte do modelo militar pelo governo Fernando Collor – que acabou devorado pela pressa em conduzir as ações, descuidando-se da estratégia política. Depois dele, entraram FHC – que se limitou a manter as bases do que Collor desenhou – e Lula, que manteve o establishment econômico, enquanto as políticas sociais prosperavam. A crise de 200…

Economia Brasileira - Dívida líquida do setor público cai para 35% do PIB

A dívida líquida do setor público (DLSP) somou R$ 1,535 trilhão no final de novembro, o que corresponde a 35% do Produto Interno Bruto (PIB), calculado em R$ 4,381 trilhões, de acordo com Relatório de Política Fiscal apresentado nesta sexta-feira (28) pelo chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central, Túlio Maciel.Túlio Maciel, do Banco Central Em termos nominais, a dívida líquida soma R$ 27 bilhões a mais do que no final do ano passado, mas naquela época ela equivalia a 36,4% do PIB. Este percentual foi caindo ao longo de 2012 como reflexo, principalmente, da redução da taxa básica de juros (Selic), disse Maciel.
Em relação a outubro, quando a dívida líquida era R$ 1,541 trilhão (35,4% do PIB), ele disse que a desvalorização cambial ocorrida em novembro contribuiu para reduzir a dívida em R$ 25,2 bilhões, equivalentes a 0,6 ponto percentual do PIB.
De acordo com Túlio Maciel, a queda de 1,4 ponto percentual na relação dívida/PIB no ano é resultado também da desvalorização c…

As teorias sobre religião e política

As teorias sobre religião e política Enviado por luisnassif, sab, 29/12/2012 - 13:53
Por ANTONIO ATEU
Do Resistir.info
As crises religiosas e sociais e suas consequências políticas
por James Petras
A longa década de abertura do século XXI (2000-2012) tem sido um período de repetidas e profundas crises económicas e sociais, de guerras em série e prolongadas e de queda dos níveis de vida para a grande maioria dos americanos. Como é que as pessoas reagiram a estas crises?  Não surgiu nenhum movimento em grande escala, de longa duração, para desafiar as classes dominantes bipartidárias. Durante um breve momento, o movimento "Occupy Wall Street" proporcionou uma plataforma para denunciar os 1% super-ricos mas depois desapareceu da memória.  Coloca-se a questão de se, no meio de prolongados tempos difíceis, as pessoas se viram para a religião como solução, como uma saída para a piedade espiritual. A questão que este artigo aborda é se a religião se tornou no 'ópio do povo&#…

FHC pegou carona em livro de Marini para formular teoria |

FHC pegou carona em livro de Marini para formular teoria Enviado por luisnassif, dom, 23/12/2012 - 12:03
Da Carta Capital
‘FHC plagiou intelectuais banidos pela ditadura’, por Gianni Carta
Censurado. Ouriques considerou FHC um liberal a serviço dos Estados Unidos. Foto: Débora Klempous Foram necessários 43 anos para que Subdesenvolvimento e Revolução, do mineiro Ruy Mauro Marini, desse o ar da graça no Brasil. Publicada pela primeira vez no México em 1969, a obra clássica do marxismo brasileiro ganhou edições em diversos países, inclusive naqueles da América Latina a viver sob o jugo de ditaduras. O que nos leva a perguntar: por que tanto tempo para se reconhecer um grande intelectual brasileiro? Marini (1932-1998), presidente da Política Operária (Polop) e autor de Dialética e Dependência, passou 20 anos no exílio a partir do golpe de 1964. Professor no México e no Chile, onde dirigiu o Movimento de Izquierda Revolucionária (MIR), ele não era, é óbvio, bem-vindo pela ditadura brasileir…

A tirania da maioria eventual e a eleição antidemocrática da representação dos pós-graduandos nos conselhos superiores da UnB encaminhada pela atual gestão da APG

Haroldo Lima: O risco da primeira crise institucional séria

Foto Nelson Jr., SCO/STF Risco de choque institucionalpor Haroldo LimaNão se sabe até onde nos levará o julgamento do chamado “mensalão”. Contando com estridente respaldo da mídia, granjeou simpatia da população, da sua camada média, de parcela das elites. Mas o Supremo Tribunal Federal, que o protagonizou, tem pela frente interrogações constrangedoras: o mensalão do PSDB foi anterior ao do PT, por que o do PT foi julgado antes?. O julgamento foi marcado para as vésperas de eleições municipais, e assim influenciou-as. Houve condenações sem provas, a partir da introdução, no curso do julgamento, do novo critério do “domínio do fato”. Na verdade, o Supremo capitulou a vulgarizações que o diminuíram: o Relator do Processo, Ministro Joaquim Barbosa, mostrou-se vaidoso, irritadiço, descortês para com seus pares e portou-se como um Promotor, não como um Juiz; o Revisor do Processo, Ministro Ricardo Lewandowski, apesar da coragem de levantar o contraditório em ambiente avesso a esse método, …

Como a turma do MIT dominou 3/4 do PIB mundial

Enviado por luisnassif, sex, 14/12/2012 - 19:27Do The Wall Street Journal, no ValorOs bastidores de uma aposta arriscada dos bancos centraisPor JON HILSENRATH e BRIAN BLACKSTONE de Basileia A cada dois meses, mais de dez banqueiros centrais se encontram aqui no domingo à noite para conversar e jantar no 18o andar de um edifício cilíndrico com vista para o Reno. À mesa estão os chefes dos maiores bancos centrais do mundo, representando países que produzem anualmente mais de US$ 51 trilhões de produto interno bruto, ou seja, três quartos da produção econômica mundial. Suas conversas têm se concentrado nos problemas econômicos globais e nas medidas dos BCs para gerir a economia. Desde 2007, os BCs inundaram o sistema financeiro mundial com mais de US$ 11 trilhões. Diante de recuperações frágeis e dos problemas econômicos que fervem na Europa, o esforço se acelerou. Os maiores BCs planejam injetar mais bilhões de dólares na economia, investindo em títulos soberanos, hipotecas e empréstimos…

O bacharelismo e os ecos do Brasil Colônia no Judiciário

A naturalidade com a qual os magistrados de São Paulo recebem “presentes” de empresas privadas e com que um ministro do STF fala do lobby que executou para “conquistar” esse cargo são exemplos de um problema que nasce com a própria formação do Estado brasileiro. Uma das faces desse problema é a baixa qualidade intelectual e cultural que atravessa uma parte importante do Judiciário. Na cultura do bacharelismo, ainda presente, os futuros magistrados são ensinados que não são servidores públicos, mas sim “membros do poder”.Marco Aurélio WeissheimerA Associação Paulista de Magistrados (Apamagis) distribuiu, dia 1º de dezembro, presentes oferecidos por empresas públicas e privadas para juízes estaduais, numa festa para mais de mil pessoas promovida no Clube Atlético Monte Líbano, em São Paulo. A revelação foi feita em uma matéria da Folha de S.Paulo nesta segunda-feira (10).
Segundo a reportagem assinada por Frederico Vasconcelos, entre os brindes e presentes oferecidos aos juízes havia “a…

Homenagem postumas a Niemeyer

A vida é um sopro...