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Gilmar tem que ser processado

Publicado originalmente no blog do Nassif (02/07/2009 - 11:43) e reproduzido no Conversa Afiada do Paulo Henrique Amorin, agora em nosso blog. O sistema jurídico do país está suficientemente maduro e civilizado para que não haja intocáveis? O Brasil pode se perfilar ao lado das maiores democracias do mundo e se considerar um país em que a Justiça não seleciona os alvos de processos? Então não tem como poupar o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, do crime de denunciação caluniosa, no caso dos falsos grampos, trama da qual participou acusando a ABIN. Sem provas sequer de que o crime havia sido cometido, sem nenhuma evidência sobre a autoria dos grampos, Gilmar acusou expressamente funcionários públicos de autoria, comprometeu investigações contra acusados de crimes maiores. Agora, que não se apurou um indício sequer da exstência do grampo, pergunto: a Justiça vai fingir que nada ocorreu? O fato de ser presidente do STF agrava o provável crime cometido. Não poderá alega...

Começo do fim ou leve presságio: a renúncia do Sarney

Pipocam escandalos , um atrás do outro. Sarney de lá, Sarney de cá e nada. A mídia, na figura do PIG (Partido da Impressa Golpista), fustiga Sarney de todas as maneiras. Eu poderia estar satisfeito com tudo isso, pois é o começo do fim de um superpoder que ele acumulou ao ser alçado novamente a presidência do senado pela terceira vez. Muita coisa aconteceu: Roseana foi conduzida ao governo do Maranhão de maneira condenável, por um decisão jurídica através de uma corte política. Uma reflexão veio à tona - é necessário mudar a forma de indicação dessas cortes superiores e intermediárias da justiça brasileira. Retornando ao assunto. Os escândalos do senado que estão na pauta do dia e caem no colo do Sarney , pior é que não fico nem um pouco triste com isso. Então vamos a lista de questionamentos e amplo direito de defesa se o senador quiser publicar nesse modesto blog: a indicação do neto para o gabinete do Senador Epitácio Cafeteira é um caso que poderia se configurar de nepotism...

Os automóveis brasileiros

Caros leitores Esta matéria foi extraída do blog do Nassif. Diante de tantas uruburagem sobre o potencial atual do Brasil, Waldyr Kopezky, jornalista responsável da Revista AutoMOTIVO, reproduz no Blog do Nassif matéria produzida em em nov/08 na seção Painel da referida publicação. Nela, vocês verão que o Brasil JÁ POSSUI uma indústria automotiva nacional. Só que não interessa ao empresariado (sempre ele!) emplacar um “brand” nativo, relata o jornalista. Leiam: A força do empresariado brasileiro Você lembra da Souza Ramos? Sim, aquela empresa que adaptava as pickups Ford (fazia kits para fechar, ou transformava em cabine dupla) nos anos 80. Pois é, hoje Eduardo Souza Ramos - ao lado de Paulo Ferraz - são os responsáveis pela produção da Mitsubishi no Brasil. O País é o sétimo maior mercado para a montadora, que tem 1,3% do mercado nacional e deve registrar, este ano, crescimento de 48%. ‘Apesar de toda essa crise mundial, nossa política para o Brasil não muda’, disse Osamu Masuko, p...

O drama de Zé Pedágio: bye,bye 2010

O Serra pode ser um bom candidato para perder em 2010. É só acariciar a careca dele e todos os desejos do povo brasileiro podem ser atendidos. Um exemplo: que a direita neoliberal, vendilhã e entreguista não volte nunca mais. O tiro no pé do PIG (Partido da Impressa Golpista). A CPI dos tucanos, demos e da mídia golpista. Um conselho de Dona Lorca ao Zé Pedágio, aquele dos pedágios mais caros do Brasil e um compulsivo contumás por privatização.

Crise na península Coreana: o caminho da eurásia

É importante pensar que atualmente há um tencionamento de escala importante na quadra mundial sendo desenvolvido, o caso que envolve a Coreia do Norte, Coreia do Sul, Japão, EUA e colateralmente China, Rússia e União Europeia. Os incautos podem até pensar, loucura de um ditador ou fragmento de um comunismo que já passou. Nada disso, nem se trata de uma loucura e nem um fragmento de um comunismo. Desde 1953 do século passado que há um armistício, ou seja, uma guerra não resolvida entre a Coreia do Norte e os EUA, esse último acantonado na península sul coreana há 56 anos e a mídia burguesa não toca uma linha nessa questão, não seremos ingênuos em espera que ela agissse de maneira contrária. O que podemos analisar é que a mídia conservadora tenta vender que a ameaça nuclear é somente uma loucura de um "ditador comunista", é uma forma de embate a experiências que se coloquem no campo do socialismo. Tentam também vender o argumento de que todos os países que não se subjugam a tra...

Contibuição a análise da política maranhense por um desterrado*

Xô Sarney; Castelo nunca mais; libertação do Maranhão etc, são construções, não sei se poderia classificar como pueril ou necessidade de esboçar uma resistência a um mando político que atrofia e reduz uma história gloriosa a escombros. O Maranhão, de hiléia brasileira a feudo político de face familiar. Um patrimonialismo, a despeito de sua inautenticidade sociológica, que se coaduna em sentido estrito com "Donos do poder de Faoro". Não degusto essa tese com prazer, pois acho inautêntico trazer Weber para conversar acerca de um assunto tão sui generis que é o sarneysmo, pois desconfio de seu alcance analítico. Em síntese, o Maranhão 66 de Glauber Rocha não foi além do discurso do antivitorinismo e teve uma substituição a sua altura, um sarneysmo nefando. Tenho uma tese para a solidariedade nacional tímida acerca das enchentes no Maranhão - o fato de Sarney ser lembrando negativamente por uma grande parte da sociedade brasileira e Roseana Sarney ter voltado ao governo atrav...

Crises infinitas: doença crônica do capitalismo

Revista Principios nº. 100 Editora Anita Garibaldi. O caro e velho Marx já dizia que a crise do capitalismo é inerente a sua essência. Muitos não escutaram, estavam envoltos pelo fetiche da mercadoria, pelo feitiço, em bom português, daquilo que o capitalismo prometeu e não cumpriu, a reprodução infinita da taxa de lucro. Marx, muito pelo contrário do que acreditavam os teóricos liberais, vaticinou um queda tendencial da taxa de lucro em relação a mercadoria. A saída capitalista, então, se constitui sob forma especulativas de reprodução do capital, não mais submetidas a variações concretas de reserva de valor que afiançasse o capital. A banca especulativa em escala global, cujo epicentro são os Estados Unidos, ditaram as regras políticas e econômicas do mundo por décadas. Seu estágio mais aguçados rompia com a solução keynesiana que tanto serviu ao capitalismo para minimizar os danos da doença crônica capitalista, um câncer em metástase, além de servir como solução política para combat...