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Uma entrevista com um sabotador econômico - Parte I

Temos visto a ação nefasta dos grandes orgãos de mídia, tanto escrita, televisiva e veiculada na rede, ao posicionar-se contrariamente ao direcionamento político que a América Latina tem tomado nos últimos tempos, o que faz tremer o sistema global de dominação. O império (que nesse momento passa por uma crise) e as grandes corporações estão em franca ação para parar esse movimento. Evidencia-se a natureza do imperio estadunidense e a relação incestuosa com as grandes corporações. Esta são duas faces da mesma moeda, como afirma John Perkins, um ex-sabotador econômico em uma entrevista concedida a jornalista Natália Viana. A entrevista será dividida em duas partes, a primeira introduz a entrevista e a segunda parte é a entrevista especificamente. A divulgação que faço dessa reportagem neste blog busca mostrar aos nossos leitores como a coisa acontece nos bastidores do poder global. O momento atual precisa muito dessa munição cognocitiva para consolidar uma estratégia de resistência contr...

Uma entrevista com um sabotador econômico - Parte II

Qual é a história dos sabotadores econômicos? Por que essa “carreira” foi criada? Foi o trabalho dos sabotadores econômicos que criou o primeiro império verdadeiramente global – e sem ter que usar as forças militares. Ossabotadores econômicos nasceram em 1951, quando Kermit Roosevelt, neto de Theodore Roosevelt, foi enviado para o Irã para derrubar do poder o xá Mossadegh. O governo americano estava com medo de que, se mandasse osmilitares para o Irã, isso causaria uma guerra contra a Rússia, e a Rússiaera uma potência nuclear. Então, a CIA fez uma experiência, enviando Kermit Roosevelt, e ele foi muito bem-sucedido, conseguiu derrubar o presidente eleito democraticamente, que estava se opondo às companhias petrolíferas americanas. Foi substituído pelo xá Mohammad Reza, que era umgrande camarada das empresas de petróleo. Como ele fez isso? Ele contratou gente para organizar protestos e passeatas, boicotes,marchas pelas ruas, e assim fez o Mossadegh parecer impopular. Esse padrãose most...

O boicote estadunidense a construção de nossa soberania tecnológica no campo espacial

A recente a atitude dos EUA em barrar nosso desenvolvimento tecnológico a pretexto de promover sanções à China é mais u ma atitude do império que merece reflexão. Os CBERS 3 e 4 tem finalidade pacifica, isso já foi constatado pelas autoridade estadunidense, mas o que está em jogo é crescimento do Brasil num campo tão relevante na atualidade. Uma sanção a cooperação do Brasil com a China em um importante campo tecnológico, como diz José Moserrat (JC, 22/10/2007), é um contracenso. Os EUA têm relações comerciais com esse país de grande envergadura, atualmente é superavitária em favor do dragão asiático. Para se ter uma idéia, na recente turbulência causada pela crise imobiliária estadunidense, jogaram papel no controle da crise importantes bancos centrais do mundo, entre eles o da China. Uma tensão como essa remonta a guerra fria, período em que havia grandes empecilhos em realizar trocas econômicas com países do bloco socialista, em particular a URSS. Por outro lado, em tempo de aquecim...

A mídia como ela é: a sátira reveladora da mídiamatrix

A mídia com seus arroubos reacionários está no estado mais avanço da sua crise. É uma crise que lhe deixa órfã dos períodos mais pujante da era FHC , ou seja, o auge das políticas privatistas neoliberalizantes . Agora procura fazer o coro da oposição conservadora. Nesse contexto, apresento um vídeo sobre a mídia que tenta dissecar o verdadeiro papel político e ideológico desse setor no momento, o que reforça nossas conclusões quão nefasto é manter ou renovar uma concessão pública, a exemplo da globo, que vem a muito tendo um destacado papel político na definição de grandes temas nacionais, influenciando inclusive nas última eleição presidencial. É necessário entendermos a natureza da forma como é organizado o controle das comunicações no Brasil e apontar como isso representa um retrocesso no amadurecimento democrático do país na conjuntura atual . É necessário fazer um debate maduro e amplo sobre a responsabilidade que uma concessão pública tem para bem informar a sociedade. E...

O Brasil do “status quo”, mídia conservadora e o Brasil das novas oportunidades as classes menos favorecidas: alguns elementos de análise

Cartaz da campanha da UJS Ultimamente temos visto uma grande reação dos setores da oposição conservadora esbravejar contra o governo, inflar uma crise após outra e atacar setores que fazem parte do campo de sustentação ao governo. As políticas públicas presentes nos programas sociais, no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), PDE (Programa de Desenvolvimento da Educação) entres outros, passam ao largo do debate da grande mídia nacional, pois esse temas não são importantes para a sua estratégia política. Chego à conclusão que pensar uma televisão pública de grande penetração nacional seria o caminho para democratização da imprensa, criação de mecanismos ou aplicação de maior rigor na legislação que regulamenta a atividade de empresa no país estaríamos mais próximo da democratização da mídia, além da revisão de algumas concessões e fazê-las cumprir o seu papel social. Observa-se uma forte tendência da grande imprensa nacional na transformação do clima político nacional ao demonstr...

O partido conservador chamado mídia burguesa

Nos últimos tempos temos visto um partido conservador que atua diuturnamente nos bastidores da política, este não tem registro no sistema eleitoral brasileiro mas possui grande representatividade de poder, estamos falando do poder midiático. O caso da queda do avião da Gol durante o processo eleitoral de 2006 e o da TAM, mas recentemente, demonstra o quanto vidas humanas somente fazem parte do material político que a mídia conservadora e golpista se utiliza para atingir o seu objetivo estratégico, o desgaste político do governo Lula, como bem frisa Paulo Henrique Amorim em seu blog “Conversa afiada”. Os noticiários das principais empresas jornalística do país deixam evidentes a atuação política do partido conservador midiático. Os seus colunistas agem como porta-vozes do sistema conservador capitaneado por seus patrões e demonstram um ódio e preconceito de classe, uma insatisfação com o resultado eleitoral que elegeu o atual presidente do país, estes demonstram um viés antidemocratismo...

Síndrome do “urubu na carniça”, o estágio doentio da mídia conservadora

Nem bem as chamas se apagaram, nem o sofrimento dos parentes das vítimas se aplacou, a mídia conservadora procura faturar em cima da tragédia. Em um noticiário matinal de uma grande rede, os comentaristas já acharam o culpado pelo acidente aério, o presidente Lula. Por esse ponto de vista, para que fazer perícia, investigação das condições da pista, saber as condições de operação da aeronave, fazer degravação da caixa preta se já existe um responsável por tudo. No Brasil temos uma crise, uma crise da imprensa, esta cada vez deixa evidente ao grande público que tem um viés político determinado, ela representa interesses políticos e econômicos inconfessáveis. A notícia, em si, torna-se um detalhe. O sentimento das pessoas envolvidas transforma-se matéria prima para exploração política do fato noticiado, nada mais que isso. A mídia conservadora perde-se no caminho tortuoso da síndrome do urubu na carniça, em sua sanha para desgastar um governo democraticamente eleito pelo povo, utiliza-se...