<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659</id><updated>2012-02-16T23:49:37.108-02:00</updated><category term='judicidiciário'/><category term='Mídia'/><category term='desenvolvimento econômico e tecnológico'/><category term='Meio Ambiente'/><category term='Maioridade penal'/><category term='Geopolítica'/><category term='Educação'/><category term='Crise e desenvolvimento'/><category term='desenvolvimento econômico'/><category term='Política'/><category term='desenvolvimento econômico e social'/><category term='Blog'/><category term='Política maranhense'/><title type='text'>Blog do Robson Camara</title><subtitle type='html'>Este Blog objetiva ser um mecanismo de divulgação de idéias  diversificadas, não pretende ser usado para ofensa moral, mas sim, uma forma de expressão de opiniões sobre política, educação, políticas públicas, ciência, meio ambiente etc.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>115</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-7289589312285311378</id><published>2012-01-30T23:56:00.008-02:00</published><updated>2012-01-31T13:24:25.982-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política maranhense'/><title type='text'>As maranhas da tática de manutenção do poder no Maranhão</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-2zzC2X6ldPo/TydJpQDcUMI/AAAAAAAAAN8/cEZMv1ZBSN0/s1600/char_sarney_1427.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="183" src="http://1.bp.blogspot.com/-2zzC2X6ldPo/TydJpQDcUMI/AAAAAAAAAN8/cEZMv1ZBSN0/s200/char_sarney_1427.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A política  nacional tem jogado com o destino do Maranhão já faz algum tempo.  Vitorino, pernambucano, chega ao estado com apoio do governo central. A  eleição de José Sarney também teve o apoio do presidente da república  como retribuição pelo voto no colégio eleitoral que sacramentou o golpe  de 64. Estes casos são exemplos de como a política estadual não pode  ser vista isoladamente do cenário nacional, uma vez que o mentor do grupo que mantém o controle político e econômico do estado é  até o momento um homem da política nacional. A aliança nacional PT/PMDB  tem reflexo direto na atual conjuntura política no Estado. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As  eleições municipais de 2012 e a estadual de 2014 são definidoras na  contabilidade do espólio politico do “Dono do Mar”. Este poder lhe  confere parte da influência nacional que o senador tem.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Para compreender o jogo politico do estado é necessário entender as &lt;a href="http://www.jornalpequeno.com.br/2012/1/27/coisas-que-so-acontecem-no-maranhao-185148.htm" target="_blank"&gt;engrenagens das estruturas de poder&lt;/a&gt;  postas a serviço do grupo liderado por Sarney. O caso do processo de cassação de Roseana é  emblemático e demonstra bem as relações próximas com a estrutura do  poder judiciário, a ascensão de um sobre o outro de forma declarada. Um republicanismo as avessas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As  eleições municipais para o processo de acumulação de força pela  oposição são de grande importância, sobretudo quando se trata de grandes  prefeituras e não é desprezível papel das pequenas também. Chegar à  administração municipal de São Luís é um grande trunfo para quem  pretende alçar ao governo do estado, uma vez que capital política é de  onde emanam as decisões econômicas no jogo de poder político estadual  por sua força de atração. Tem sido assim desde o final do século XIX até  o século XXI, não nos enganemos. E os interesses das oligarquias  municipais são fluídos e representam adesão ou distanciamento de acordo  com a conjuntura. Isto faz parte do jogo político estadual,  infelizmente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O  debate eleitoral que ora está em curso é parte  de um processo que se arrastará até 2014. Muito se especula se Flávio  Dino deve ou não deve ser prefeito de São Luís. A meu ver, há alguns  motivos para que ele seja candidato. Um dos motivos é que estas eleições  municipais compõe o movimento do tabuleiro que tanto o grupo sarneísta  como a oposição conservadora pretendem utilizar como processo de  acumulação de força com vista a ter o melhor cenário possível para  enfrentar eventuais obstáculos em 2014. Lembrando que o processo  histórico não é estático, sim dialético e concreto. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Baseado  nisso, como não movimentar as peças com Dino como candidato real a  prefeitura de São Luís. Não seria um trunfo eleitoral tático caso alguma  adversidade se anteponha no percurso de 2014 na via do governo do  estado?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na  outra frente o grupo sarneísta e a oposição conservadora. O movimento  do tabuleiro para 2014 e o centro da tática reside em evitar que uma  candidatura fora do grupo hegemônico que governa o Maranhão seja  vitoriosa, e se constitua um governo comprometido com o setor popular  efetivamente. E como o grupo Sarney imagina isso? Mitigando toda a  possibilidade de Dino ser eleito na disputa municipal e/ou estadual,  criando um cenário de redução de qualquer possibilidade que lhe restar  na perspectiva de ser novamente alçado a quadro nacional no executivo  federal em um novo mandato de Dilma. Ou seja, aniquilar Dino  politicamente e destroçar o seu acúmulo eleitoral de suas alianças estadual que lhe restar, seu partido etc.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Creio  que as chances de Dino para 2014 são boas, na medida em que leve em  conta que este é um processo de grande acúmulo e posicionamento das  urnas nas eleições municipais; na vitória eleitoral de prefeitos  comprometidos com agenda da candidatura Dino (PC do B/MA) e, eventualmente,  neutralização política das estruturas político-econômicas que definem as  eleições estaduais. O que quero dizer que a eleição de 2014 para  governador é uma trilha muito mais espinhosa, embora o nome de Flávio  Dino apareça à frente das pesquisas. Os movimentos desse grande  tabuleiro tornam efêmeros ou concretos à medida que as bases são  construída ou destruídas nesta perspectiva.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pelo  prisma histórico-concreto, não acredito que o grupo político que domina  o estado ficará estático até 2014 esperando a banda passar, pois é  ingênuo pensar assim. Até porque também em 2014 haverá lances nesse  jogo. As articulações nacionais terão impactos locais e devem ser objeto  ponderação pela oposição na avaliação concreta da correlação de forças  que se movimentam dia após dia, minuto a minuto e segundo a segundo até  2014. Esta mesmas forças esperarão Dino de forma intacta ou passiva?  Acredito que não. Imagino que o grupo de Dino fará uma complexa  combinação de variáveis, não mecânica certamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O  movimento no tabuleiro das eleições municipais, em particular de São  Luís, deve ser bem calculado. Não há espaço para devaneios pequenos  burgueses, salvacionismo, libertaríssimos sem efeito concreto etc, uma  vez que a história cobra um preço alto para quem errar a tática neste  jogo da política maranhense. Vitorino sentiu na pele as consequências do  erro da tática, virou pó da história.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Considero  Sarney um bom jogador, sem reificá-lo. Por outro lado, acho que a  oposição pode jogar uma boa partida, uma vez que temos responsabilidade  histórica com o povo do Maranhão, errar por vaidade ou por análise  a-histórica da realidade, é um erro que a história cobrará. É necessário apresentar para o povo de São Luís e do estado um projeto de desenvolvimento que articule efetivamente o Maranhão a economia brasileira, como parte da infra-estrutura nacional. São Luís tem essa vocação, o Maranhão tem essa vocação, já vaticinava Rangel.Vamos à  luta!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-7289589312285311378?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/7289589312285311378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=7289589312285311378&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/7289589312285311378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/7289589312285311378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2012/01/as-maranhas-da-tatica-de-manutencao-do.html' title='As maranhas da tática de manutenção do poder no Maranhão'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-2zzC2X6ldPo/TydJpQDcUMI/AAAAAAAAAN8/cEZMv1ZBSN0/s72-c/char_sarney_1427.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-105088481018454918</id><published>2012-01-13T15:26:00.005-02:00</published><updated>2012-01-13T15:33:21.414-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise e desenvolvimento'/><title type='text'>Crise versus Desenvolvimento: o olhar crítico de Karl Marx</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;a href="http://www.admin.paginaoficial.ws/admin/arquivos/biblioteca/karl-marx23165.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img align="right" alt="" border="0" height="147" src="http://www.admin.paginaoficial.ws/admin/arquivos/biblioteca/karl-marx23165.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;h4&gt;&amp;nbsp;&lt;/h4&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Mais uma contribuição de Karl Marx chega aos olhos do público. O texto em questão foi encontrado graças um projeto iniciado em 1990, pelo Instituto Internacional de História Social, que conserva a maior parte dos manuscritos de Marx e Engels.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O artigo é um das descobertas do projeto Mega – Marx-Engels GesamtAusgabe, que, a partir dos arquivos de Karl Marx, está organizando a sua imensa obra ainda inédita: 114 volumes, o último dos quais será publicado em 2020.&lt;br /&gt;Se dúvida, uma leitura necessária para refletir sobre o desenvolvimento social e]nestes tempos de crise. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;Confira abaixo o texto: &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Mercado sem desenvolvimento: a causa da crise &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por Karl Marx &lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;A enorme quantidade e variedade de mercadorias disponíveis no mercado não dependem apenas da quantidade e da variedade de produtos, mas são, em parte, determinadas pela entidade da parte de produtos produzidos como mercadorias, que deverão, portanto, ser inseridos no mercado para a venda na qualidade de mercadorias.&lt;br /&gt;A grandeza dessa parte das mercadorias vai depender, por sua vez, do grau de desenvolvimento do modo de produção capitalista que produz os seus próprios produtos apenas como mercadorias, e do grau em que tal modo de produção domina em todas as esferas da produção.&lt;br /&gt;Deriva daí um grande desequilíbrio no intercâmbio entre países capitalistas desenvolvidos, como a Inglaterra, por exemplo, e países como a Índia ou a China. Esse desequilíbrio é uma das causas da crise.&lt;br /&gt;Causa totalmente negligenciada pelos burros que se contentam em estudar a fase do intercâmbio de um produto por outro produto e que esquecem que o produto não é, portanto, em caso algum, mercadoria intercambiável enquanto tal. Isso constitui também a pedra no sapato que leva os ingleses, dentre outros, a querer subverter o modo de produção tradicional existente na China, na Índia etc., para transformá-lo em uma produção de mercadorias e, em particular, em uma produção baseada na divisão internacional do trabalho (ou seja, na forma de produção capitalista).&lt;br /&gt;Eles conseguem, em parte, esse intento, por exemplo, quando prejudicam os fiadores de lã ou de algodão vendendo seus produtos a um preço inferior ou arruinar o seu modo de produção tradicional, que não é capaz de competir com o modo de produção capitalista ou com o modo capitalista de inserir as mercadorias no mercado.&lt;br /&gt;Embora o capital produtivo, por sua própria natureza, esteja disponível no mercado, isto é, oferecido à venda, o capitalista pode (por um período de tempo longo ou curto, de acordo com a natureza das mercadorias) mantê-lo longe do mercado se as condições não lhe forem favoráveis ou com o fim de especular, ou outro. O capitalista pode subtrair o capital produtivo do mercado das mercadorias, mas, em um momento posterior, será obrigado a reinseri-lo. Isso não tem efeitos sobre a definição do conceito, mas é importante para a observação da concorrência.&lt;br /&gt;A esfera da circulação das mercadorias, o mercado, é, enquanto tal, diferente também fisicamente da esfera da produção, exatamente como são diferentes temporalmente o processo de circulação e o efetivo processo de produção. As mercadorias agora prontas ficam depositadas nos armazéns e nos depósitos dos capitalistas que as produziram (exceto no caso de serem vendidas diretamente), quase sempre só de modo passageiro, antes de serem expedidas para outros mercados.&lt;br /&gt;Para as mercadorias, trata-se de uma estação de preparação a partir da qual serão inseridas na efetiva esfera de circulação, exatamente como os fatores da produção disponíveis permanecem à espera, em uma fase preparatória, antes de serem transportados para o efetivo processo de produção.&lt;br /&gt;A distância física entre os mercados (considerados do ponto de vista da sua localização) e o lugar do processo de produção das mercadorias dentro de um mesmo país, e sucessivamente fora dele, constitui um elemento importante, porque é justamente a produção capitalista que faz com que, para uma boa parte dos seus produtos, o mercado seja constituído pelo mercado mundial. (As mercadorias também podem ser adquiridas para serem retiradas imediatamente do mercado, mas esse elemento deveria ser examinado em outros lugares, assim como a menção anterior às mercadorias que os produtores mantêm longe do mercado).&lt;br /&gt;Consequentemente, é preciso que o mercado se expanda continuamente. Além disso, em todas as esferas individuais da produção, todo capitalista produz de acordo com o capital que lhe é oferecido, independentemente do que fizerem os outros capitalistas. No entanto, não será o seu produto, mas sim o produto total do capital investido nessa particular esfera de produção que irá constituir o capital produtivo, que oferece à venda esta e qualquer outra esfera individual de produção.&lt;br /&gt;É um dado empírico que, embora a dilatação da produção capitalista leve a um incremento, a uma multiplicação do número de esferas de produção, ou seja, de esferas de investimento do capital, nos países de produção capitalista avançada, essa variação jamais mantêm o mesmo ritmo que o acúmulo do próprio capital.&lt;br /&gt;*O texto foi publicado no jornal "La Repubblica", em 08 de janeiro deste ano. A tradução foi feita por Moisés Sbardelotto.&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=173166&amp;amp;id_secao=9"&gt;Fonte: Portal Vermelho&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-105088481018454918?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/105088481018454918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=105088481018454918&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/105088481018454918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/105088481018454918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2012/01/crise-versus-desenvolvimento-o-olhar.html' title='Crise versus Desenvolvimento: o olhar crítico de Karl Marx'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-8369542599028794372</id><published>2012-01-09T20:51:00.003-02:00</published><updated>2012-01-10T00:39:18.809-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desenvolvimento econômico'/><title type='text'>Debate de ideias- José Luís Fiori - Para reler o "velho desenvolvimentismo"</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;img height="192" src="http://www.cartamaior.com.br/arquivosCartaMaior/FOTO/9/foto_col_8544.jpg" width="130" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;h3 align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;Para reler o "velho desenvolvimentismo"&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h4 align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;Ao longo do século XX, é possível identificar três grandes “matrizes teóricas” que organizaram o debate em torno ao “papel do estado” no desenvolvimento econômico, e contribuíram para a construção e legitimação da ideologia “nacional-desenvolvimentista” na América Latina.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;José Luís Fiori &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A hegemonia do pensamento desenvolvimentista, na America Latina, deita raízes na década de 30, se consolida nos anos 50, passa por uma auto-crítica nos anos 60, e perde seu vigor intelectual na década de 80. Nesse percurso é possível identificar três grandes “matrizes teóricas” que organizaram o debate em torno ao “papel do estado” no desenvolvimento econômico, e contribuíram para a construção e legitimação da ideologia “nacional-desenvolvimentista” : &lt;br /&gt;i) a teoria weberiana da “modernização”, contemporânea da teoria das “etapas do desenvolvimento econômico“, de Walter Rostow. Sua proposta de modernização supunha e apontava, ao mesmo tempo, de forma circular, para uma idealização dos estados e dos sistemas políticos europeu e norte-americano; &lt;br /&gt;ii) a teoria estruturalista do "centro-periferia" e do “intercâmbio desigual”, formulada pela CEPAL. Sua defesa intransigente da industrialização lembra o nacionalismo econômico de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Friedrich_List"&gt;Friedrich List&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alexander_Hamilton"&gt;Alexander Hamilton&lt;/a&gt;, mas não dá a mesma importância destes autores, aos conceitos de nação, poder e guerra; e, finalmente, &lt;br /&gt;iii) a teoria marxista da "revolução democrático-burguesa" que via no desenvolvimento e na industrialização o caminho necessário de amadurecimento do modo de produção capitalista e da própria revolução socialista. Sua interpretação e estratégia traduziam de forma quase sempre mecânica experiências de outros países, sem maior consideração pela heterogeneidade interna da América Latina.&lt;br /&gt;Estas três teorias consideravam que o desenvolvimento econômico era um objetivo indiscutível e consensual, capaz de constituir e unificar a nação; se propunham construir economias nacionais autônomas e sociedades modernas e democráticas; consideravam que a industrialização era o caminho necessário da autonomia e da modernidade, ou mesmo da construção socialista; e, finalmente, propunham que o estado cumprisse o papel estratégico de &lt;i&gt;condotieri&lt;/i&gt; desta grande transformação. &lt;br /&gt;Com o passar do tempo, entretanto, duas coisas chamam a atenção, nesta história desenvolvimentista. A primeira, é que apesar desta ampla convergência estratégica, as políticas desenvolvimentistas só tenham sido aplicadas de forma muito pontual, irregular e descoordenada. E em todo este período só se possa falar da existência de dois "estados desenvolvimentistas", na América Latina: o mexicano, com muitas reservas; e o brasileiro, que foi o mais bem sucedido, do ponto de vista do crescimento econômico. &lt;br /&gt;E a segunda coisa que chama muito a atenção é que exatamente no Brasil, a matriz teórica e estratégica que teve mais importância não foi nenhuma destas três, pelo contrário, foi a teoria da “segurança nacional” formulada pelos militares brasileiros que tiveram um papel central na construção e no controle ou tutela do “estado desenvolvimentista”, entre 1937 e 1985. &lt;br /&gt;O “desenvolvimentismo militar” deu seus primeiros passos no Brasil, com a Revolução de 30 e com o Estado Novo, mas só nos anos 50, com a criação da ESG, se transformou numa ideologia e numa estratégia específica e diferenciada dentro do universo desenvolvimentista, sendo a única que associava explicitamente a necessidade do desenvolvimento e da industrialização, com o objetivo prioritário da “defesa nacional”. &lt;br /&gt;Como contribuição ao debate contemporâneo, vale uma rápida anatomia deste projeto militar, que teve grande sucesso econômico, mas foi muito frágil do ponto de vista político e social:&lt;br /&gt;i. Os militares brasileiros propunham um projeto de expansão do poder nacional e uma visão competitiva do sistema mundial. Mas definiam sua estratégia de defesa a partir de um “inimigo externo” estritamente ideológico e longínquo, que nunca ameaçou nem desafiou efetivamente o país, e que foi importado da Guerra Fria. &lt;br /&gt;ii. A natureza exclusivamente ideológica deste “inimigo externo” permitiu aos militares transportá-lo para dentro do país, transformando todas as reivindicação e mobilizações sociais internas, em manifestações que ameaçavam sua paranóia anti-comunista. Daí veio o caráter conservador, autoritário e anti-popular deste projeto desenvolvimentista. &lt;br /&gt;iii. Por sua vez, a desmobilização ativa da grande maioria da sociedade explica a composição heterogênea, oligárquica e quase sempre liberal da coalizão de interesses que sustentou política e socialmente, o sucesso econômico do desenvolvimentismo militar brasileiro. Uma coalizão que se manteve unida enquanto duraram as altas taxas de crescimento e se desfez rapidamente na hora da grande crise econômica internacional, do início dos anos 80.&lt;br /&gt;iv. Por último, o projeto desenvolvimentista dos militares brasileiros utilizou a política macro-econômica como uma espécie de “variável de ajuste”. Ela nunca foi consistentemente ortodoxa nem heterodoxa, foi apenas a resultante possível, a cada momento, do grande paradoxo deste projeto: a necessidade de crescer e “fugir para frente, para manter unida uma coalizão de forças predominantemente anti-estatais e anti-desenvolvimentistas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;José Luís Fiori, cientista político, é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro.&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5382"&gt;Carta Maior - José Luís Fiori - Para reler o "velho desenvolvimentismo"&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-8369542599028794372?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/8369542599028794372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=8369542599028794372&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/8369542599028794372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/8369542599028794372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2012/01/debate-de-ideiais-jose-luis-fiori-para.html' title='Debate de ideias- José Luís Fiori - Para reler o &amp;quot;velho desenvolvimentismo&amp;quot;'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-2846612174189561985</id><published>2012-01-09T20:49:00.002-02:00</published><updated>2012-01-09T23:08:58.876-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desenvolvimento econômico'/><title type='text'>Debate de ideias: A miséria do 'novo desenvolvimentismo'</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;img height="181" src="http://www.cartamaior.com.br/arquivosCartaMaior/FOTO/9/foto_col_8544.jpg" width="100" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;h3 align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;A miséria do 'novo desenvolvimentismo' &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h4 align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Na América Latina e na Ásia, governos desenvolvimentistas sempre utilizaram políticas ortodoxas, segundo as circunstâncias, e o inverso também se pode dizer de muitos governos europeus ou norte-americanos ultra-liberais ou conservadores que utilizaram políticas econômicas de corte keynesiano ou heterodoxo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/h4&gt;José Luís Fiori &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;“O capitalismo só triunfa quando se identifica com o estado, quando é o estado”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fernand Braudel, “O Tempo do Mundo”, Editora Martins Fontes, SP, p: 34&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O "debate desenvolvimentista” latino-americano não teria nenhuma especificidade se tivesse se reduzido à uma discussão macro-econômica entre “ortodoxos”, neo-clássicos ou liberais, e “heterodoxos”, keynesianos ou estruturalistas. Na verdade, ele não teria existido se não fosse por causa do estado, e da discussão sobre a eficácia ou não da intervenção estatal, para acelerar o crescimento econômico, por cima das “leis do mercado”. Até porque, na América Latina como na Ásia, os governos desenvolvimentistas sempre utilizaram políticas ortodoxas, segundo a ocasião e as circunstâncias, e o inverso também se pode dizer de muitos governos europeus ou norte-americanos ultra-liberais ou conservadores que utilizaram em muitos casos, políticas econômicas de corte keynesiano ou heterodoxo. O pivô de toda a discussão e o grande pomo da discórdia sempre foi o estado, e a definição do seu papel no processo do desenvolvimento econômico.&lt;br /&gt;Apesar disto, depois de mais de meio século de discussão, o balanço teórico é decepcionante.. De uma forma ou outra a “questão do estado” sempre esteve presente, nos dois lados desta disputa, que acabou sendo mais ideológica do que teórica. Mas o seu conceito foi sempre impreciso, atemporal e ahistórico, uma espécie de “ente” lógico e funcional criado intelectualmente para resolver problemas de crescimento ou de regulação econômica. Desenvolvimentistas e liberais sempre compartilharam a crença no poder demiúrgico do estado, como criador ou destruidor da boa ordem econômica, mas atuando em todos os casos, como um agente externo à atividade econômica. Um agente racional, funcional e homogêneo, capaz de construir instituições e formular planos de curto e longo prazo orientados por uma idealização do modelo dos “capitalismos tardios” ou do estado e desenvolvimento anglo-saxão. E todos olhavam negativamente para os processos de monopolização e de associação do poder com o capital, que eram vistos como desvios graves de um “tipo ideal” de mercado competitivo que estava por trás da visão teórico dos desenvolvimenjtistas tanto quando dos liberais. &lt;br /&gt;Além disto, todos trataram os estados latino-americanos como se fossem iguais e não fizessem parte de um sistema regional e internacional único, desigual, hierarquizado, competitivo e em permanente processo de transformação. E mesmo quando os desenvolvimentistas falaram de estados centrais e periféricos, e de estados dependentes, falavam sobretudo de sistema econômico mundial que tinha um formato bipolar relativamente estático, onde as lutas de poder entre os estados e as nações ocupavam um lugar bastante secundário.. &lt;br /&gt;No final do século XX, a agenda neoliberal reforçou um viés da discussão que já vinha crescendo desde o período desenvolvimentista: o deslocamento do debate para o campo da macroeconomia. Como volta a acontecer com o chamado “neo-desenvolvimentismo” que se propõe inovar e construir uma terceira via (uma vez mais), “entre o populismo e a ortodoxia”. Como se tratasse de uma gangorra que ora aponta para o fortalecimento do mercado, ora para o fortalecimento do estado. &lt;br /&gt;Na prática, o “neo-desenvolvimentista” acaba repetindo os mesmos erros teóricos do passado e propondo um conjunto de medidas ainda mais vagas e gelatinosas do que já havia sido a ideologia nacional-desenvolvimentista dos anos 50. Passado a limpo, trata-se de um pastiche de propostas macroeconômicas absolutamente ecléticas, e que se propõem fortalecer, simultaneamente, o estado e o mercado; a centralização e a descentralização; a concorrência e os grandes “campeões nacionais”; o público e o privado; a política industrial e a abertura; e uma política fiscal e monetária, que seja ao mesmo tempo ativa e austera. E, finalmente, com relação ao papel do estado, o “neo-desenvolvimentismo” propõe que ele seja recuperado e fortalecido mas não esclarece em nome de quem, para quem e para quê, deixando de lado a questão central do poder, e dos interesses contraditórios das classes e das nações. &lt;br /&gt;Neste sentido, fica ainda mais claro que o desenvolvimentismo latino-americano sempre teve um parentesco maior com o keynesianismo e com “economia do desenvolvimento” anglo-saxônica, do que com o nacionalismo econômico e o anti-imperialismo, que são a mola mestra do desenvolvimento asiático. E que, além disto, os desenvolvimentistas latino-americanos sempre compartilharam com os liberais, a concepção econômica do estado do paradigma comum da economia política clássica, marxista e neo-clássica. Este paradoxo explica – aliás - a facilidade teórica com que se pode passar de um lado para o outro, dentro do paradigma líbero-desenvolvimentista, sem que de fato se tenha saído do mesmo lugar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;José Luís Fiori, cientista político, é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro.&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5334"&gt;Carta Maior - José Luís Fiori - A miséria do 'novo desenvolvimentismo'&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-2846612174189561985?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/2846612174189561985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=2846612174189561985&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/2846612174189561985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/2846612174189561985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2012/01/debate-de-ideias-miseria-do.html' title='Debate de ideias: A miséria do &amp;#39;novo desenvolvimentismo&amp;#39;'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-6371458408872537545</id><published>2011-12-26T11:41:00.002-02:00</published><updated>2011-12-26T11:44:39.929-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geopolítica'/><title type='text'>Geopolítica: Obama eleva as apostas militares: Confrontação nas fronteiras com a China e a Rússia.</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/12/Obsama.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="450" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/12/Obsama.jpg" title="Obsama" width="360" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;Obama eleva as apostas militares: Confrontação nas fronteiras com a China e a Rússia&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de sofrer grandes derrotas militares e políticas em campos de batalha sangrentos no Afeganistão e no Iraque, de fracassar no apoio a antigos clientes no Iêmen, Egito e Tunísia e de testemunhar a desintegração de regimes fantoches na Somália e no Sudão do Sul, o regime nada aprendeu: Ao invés disso ele voltou-se rumo à maior confrontação militar com potências globais, nomeadamente a Rússia e a China. Obama adotou uma estratégia provocativa de ofensiva militar junto às fronteiras tanto da China como da Rússia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;por James Petras &lt;/i&gt;&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;A viragem do militarismo: Da periferia para a confrontação militar global&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;A escalada da confrontação de Obama em relação à Rússia&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;Entre realismo e ilusão: O realinhamento estratégico de Obama&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;b&gt;Conclusão &lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de sofrer grandes derrotas militares e políticas em campos de batalha sangrentos no Afeganistão e no Iraque, de fracassar no apoio a antigos clientes no Iêmen, Egito e Tunísia e de testemunhar a desintegração de regimes fantoches na Somália e no Sudão do Sul, o regime nada aprendeu: Ao invés disso ele voltou-se rumo à maior confrontação militar com potências globais, nomeadamente a Rússia e a China. Obama adotou uma estratégia provocativa de ofensiva militar junto às fronteiras tanto da China como da Rússia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de andar de derrota em derrota na periferia do poder mundial e não satisfeito em incorrer em déficits que arruínam o tesouro na ânsia de construir um império contra países economicamente fracos, Obama abraçou uma política de cerco e provocação contra a China, a segunda maior economia do mundo e o mais importante credor dos EUA, e a Rússia, o principal fornecedor de petróleo e gás da União Européia e a segunda mais poderosa potência do mundo em armamento nuclear. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este documento trata da escalada altamente irracional e ameaçadora de militarismo imperial do regime Obama. Examinamos o contexto militar global, econômico e político interno que motivam estas políticas. Examinamos então os múltiplos pontos de conflito e intervenção nos quais Washington está empenhada, desde o Paquistão, Irão, Líbia, Venezuela, Cuba e para, além disso. Analisaremos a seguir a lógica para a escalada militar contra a Rússia e a China como parte de uma nova ofensiva que vai além do mundo árabe (Síria, Líbia) e frente à posição econômica declinante da UE e dos EUA na economia global. Depois disso esboçaremos as estratégias de um império declinante, criado em guerras perpétuas, confrontando declínio econômico global, descrédito interno e uma população trabalhadora a cambalear desde o desmantelamento em grande escala dos seus programas sociais básicos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;A viragem do militarismo: Da periferia para a confrontação militar global&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Novembro de 2011 é um momento de grande importância histórica: Obama declarou duas importantes posições políticas, tendo ambas tremendas conseqüências estratégicas que afetam potências mundiais competidoras. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Obama decidiu uma política de cerco militar da China com base no estacionamento de uma armada marítima e aérea frente à costa chinesa – uma política destinada abertamente a enfraquecer e perturbar o acesso da China a matérias-primas e ligações comerciais e financeiras na Ásia. A declaração de Obama de que a Ásia é a região prioritária para a expansão militar dos EUA, a construção de bases e alianças econômicas foi dirigida contra a China, desafiando Pequim nas suas próprias traseiras. O punho de ferro da declaração política de Obama, pronunciada perante o Parlamento australiano, foi clara como cristal na definição dos objetivos imperiais estado-unidenses. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Nossos interesses duradouros na região [Ásia Pacífico] exigem nossa presença duradoura nesta região… Os Estados Unidos são uma potência do Pacífico e estamos aqui para permanecer … Quando finalizamos as guerras de hoje [i.é, as derrotas e retiradas do Iraque e do Afeganistão]… dirigi minha equipe de segurança nacional para que assegure uma prioridade principal à nossa presença e missões na Ásia Pacífico … Em conseqüência, a redução nos gastos de defesa dos EUA não será … às expensas da Ásia Pacífico”. (CNN.com, 16/Nov/2011). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A natureza precisa do que Obama chamou de “a nossa presença e missão” foi sublinhada pelo novo acordo militar com a Austrália para despachar navios e aviões de guerra e 2500 fuzileiros navais para a cidade mais a Norte da Austrália (Darwin) destinados à China. A secretária de Estado Clinton passou a maior parte de 2011 a fazer sondagens altamente provocatórias junto a países asiáticos que têm conflitos de fronteira marítima com a China. Clinton introduziu vigorosamente os EU nestas disputas, encorajando e exacerbando as exigências do Vietnã, Filipinas e Brunei no Mar do Sul da China. Ainda mais gravemente, Washington está a promover seus laços militares e de vendas com o Japão, Formosa, Singapura e Coréia do Sul, bem como a aumentar a presença de navios de guerra, submarinos nucleares e sobrevôos de aviões de guerra ao longo das águas costeiras da China. Na linha da política de cerco militar e provocação, o regime Obama-Clinton está a promover acordos comerciais multilaterais que excluem a China e privilegiam corporações multinacionais dos EUA, bem como seus banqueiros e exportadores, batizado como “Partenariado Transpacífico” (“Trans-Pacific Partnership”). Este inclui principalmente países menores, mas Obama tem a esperança de convencer o Japão e o Canadá a aderirem … &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A presença de Obama na reunião da APEC de líderes asiáticos e sua visita à Indonésia em Novembro de 2011 envolvem esforços para assegurar hegemonia estado-unidense. Obama-Clinton esperam contrariar o declínio relativo das ligações econômicas estado-unidenses face ao crescimento geométrico dos laços de comércio e investimento entre a Ásia Oriental e a China. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um exemplo recente dos esforços ilusórios, mas destrutivos, de Obama-Clinton para deliberadamente perturbar os laços econômicos da China na Ásia está a ter lugar em Myanmar (Birmânia). A visita de Clinton em Dezembro de 2011 a Myanmar foi antecedida por uma decisão do regime Thein Sein de suspender um projeto de barragem no Norte do país financiado pela China Power Investment. Segundo documentos oficiais confidenciais divulgados pela WikiLeaks as &lt;b&gt;“ONGs birmanesas que organizaram e conduziram a campanha contra a barragem foram fortemente financiadas pelo governo dos EUA” (Financial Times, 02/Dez/2011, p. 2). &lt;/b&gt;Isto e outras atividades provocatórias e discursos de Clinton condenando “ajuda ligada” chinesa desvanecem-se em comparação aos interesses em grande escala que ligam Myanmar à China. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A China é o maior parceiro comercial e investidor de Myanmar, incluindo seis outros projetos de barragens. Companhias chinesas estão a construir novas auto-estradas e linhas ferroviárias através do país, abrindo o Sudoeste da China a produtos birmaneses e a China está a construir oleodutos e portos. Há uma poderosa dinâmica de interesses econômicos mútuos que não será perturbada por uma disputa ( FT, 02/Dez/2011, p.2). A crítica de Clinton dos investimentos da China, de milhares de milhões de dólares, na infraestrutura de Myanmar é um dos mais bizarros da história mundial, vindo na seqüência dos oito anos de presença militar brutal de Washington no Iraque a qual destruiu US$500 mil milhões de infraestrutura iraquiana, segundo estimativas oficiais de Bagdá. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só uma administração iludida poderia imaginar que umas flores de retórica, uma visita de três dias e o financiamento de uma ONG são um contrapeso adequado aos profundos laços econômicos que ligam Myanmar à China. O mesmo posicionamento ilusório acompanha todo o repertório de políticas que informam os esforços do regime Obama para deslocar o papel predominante da China na Ásia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se bem que a política adotada pelo regime Obama não apresente, em si mesma, uma ameaça imediata à paz, o impacto acumulado de todos estes pronunciamentos políticos e projeções de poder militar desenvolvem-se como um esforço abrangente total para isolar, intimida e degradar a ascensão da China como uma potência regional e global. O cerco militar e as alianças, a exclusão da China nas associações econômicas regionais propostas, a intervenção com tomada de partido em disputas marítimas regionais e o posicionamento de aviões de guerra tecnologicamente avançados, estão destinados a minar a competitividade da China e a compensar a inferioridade econômica dos EUA através de redes políticas e econômicas fechadas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os movimentos militares e econômicos da Casa Branca e a demagogia anti-chinesa no Congresso dos EUA são claramente destinados a enfraquecer a posição comercial da China e a obrigar seus líderes voltados para os negócios a privilegiarem interesses da banca e dos negócios dos EUA além das suas próprias empresas. Levada aos seus limites, a prioridade de Obama à grande pressão militar poderia levar a uma ruptura catastrófica nas relações econômicas EUA-China. Isto resultaria em conseqüências calamitosas, especialmente mas não exclusivamente, na economia dos EUA e particularmente no seu sistema financeiro. A China possui mais de US$1,5 milhão de milhões de dólares em dívida americana, principalmente Títulos do Tesouro, e compra a cada ano de US$200 a US$300 mil milhões de novas emissões, uma fonte vital no financiamento do déficit dos EUA. Se Obama provocar uma ameaça grave aos interesses da segurança China e Pequim for forçada a responder, a retaliação não será militar mas sim econômica: a liquidação de umas poucas centenas de milhares de milhões de títulos do tesouro e a redução de novas compras de dívida estado-unidense. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O déficit dos EUA disparará, suas classificações de crédito descerão para a categoria “lixo” e o sistema financeiro tremerá à beira do colapso. As taxas de juro para atrair novos compradores de dívida dos EUA aproximar-se-ão dos dois dígitos. As exportações chinesas para os EUA sofrerão e verificar-se-ão perdas devido à desvalorização dos Títulos do Tesouro em mãos chinesas. A China diversificou seus mercados por todo o mundo e o seu enorme mercado provavelmente poderia absorver a maior parte do que a China perdesse no exterior no caso de um recuo do mercado estado-unidense. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto Obama vaga pelo Pacífico a anunciar suas ameaças militares à China e se esforça para isolar economicamente a China do resto da Ásia, a presença econômica dos EUA está a desvanecer-se rapidamente do que costumava ser o seu “quintal”. Citando um jornalista do Financial Times:&lt;b&gt; “A China é o único espetáculo para a América Latina” ( Financial Times, 23/Nov/2011, p.6).&lt;/b&gt; A China deslocou os EUA e a UE com principal parceiro comercial da América Latina; Pequim despejou milhares de milhões em novos investimentos e proporciona empréstimos com juros baixos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O comércio da China com a Índia, Indonésia, Japão, Paquistão e Vietnã está a aumentar a uma taxa muito mais rápida do que a dos EUA. O esforço estado-unidense para construir uma aliança de segurança na Ásia centrada no império baseia-se em fundamentos econômicos frágeis. Mesmo a Austrália, a âncora e fulcro do ímpeto militar dos EUA na Ásia, está pesadamente dependente de exportações minerais para a China. Qualquer interrupção militar remeteria a economia australiana para um mergulho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A economia dos EUA não está em condições de substituir a China como mercado para exportações de mercadorias asiáticas ou da Austrália. Os países asiáticos devem estar agudamente conscientes de que não há vantagem futura em ligarem-se a um império, altamente militarizado, em declínio. Obama e Clinton enganam-se a si próprios se pensam que podem atrair a Ásia para uma aliança a longo prazo. Os asiáticos estão simplesmente a utilizar as aberturas amistosas do regime Obama como um “dispositivo táctico”, um truque negocial, para conseguirem melhores termos para assegurar fronteiras marítimas e territoriais com a China. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Washington está iludida se acredita que pode convencer a Ásia a romper laços econômicos lucrativos a longo prazo e de grande escala com a China a fim de aderir a uma associação econômica exclusiva com tão dúbias perspectivas. Qualquer “reorientação” da Ásia, desde a China até os EUA, exigiria mais do que a presença de força naval e aerotransportada apontada para a China. Exigiria a reestruturação tal das economias dos países asiáticos, da estrutura de classe e da elite militar. Os mais poderosos grupos empresariais da Ásia têm profundas e crescentes ligações com a China/Hong Kong, especialmente entre as dinâmicas elites de negócios transnacionais chinesas na região. Uma viragem em direção a Washington implica uma contra-revolução maciça, que substitua “compradores” coloniais por empresários estabelecidos. Quando muito alguns oficiais militares asiáticos treinados nos EUA, economistas e antigos financeiros da Wall Street e bilionários podem procurar “equilibrar” uma presença militar estado-unidense com poder econômico chinês, mas eles devem perceber que em última análise a vantagem está em desenvolver uma solução asiática. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A era dos “capitalistas compradores” asiáticos, desejosos de liquidar a indústria nacional e a soberania em troca de acesso privilegiado a mercados dos EUA, é história antiga. Qualquer que seja o ilimitado entusiasmo por consumismo de luxo e estilos de vida ocidentais, os quais os novos ricos da Ásia e da China celebram descuidadamente, qualquer que seja a aceitação das desigualdades e da exploração capitalista selvagem do trabalho, há o reconhecimento de que a história passada da dominação estado-unidense e européia impediu o crescimento e o enriquecimento de uma burguesia e classe média indígenas. Os discursos e pronunciamentos de Obama e Clinton exalam nostalgia por um passado de supervisores neocoloniais e compradores colaboracionistas – uma ilusão tola. Suas tentativas de realismo político assumem uma feição bizarra ao imaginarem que posicionamentos militares e projeções de força armada reduzirão a China a um ator marginal na região. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;A escalada da confrontação de Obama em relação à Rússia&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O regime Obama lançou uma grande investida militar frontal sobre as fronteiras da Rússia. Os EUA avançaram sítios de mísseis e bases da Força Aérea na Polônia, Romênia, Turquia, Espanha, República Checa e Bulgária: complexos de mísseis antiaéreos Patriot PAC-3 na Polônia; radar avançado AN/PPY-2 na Turquia e vários mísseis (SM-3 IA) embarcados em navios de guerra na Espanha estão entre as armas mais importantes que cercam a Rússia, a maior apenas a minutos do seu alvo estratégico. Em segundo lugar, o regime Obama fez um enorme esforço para assegurar e expandir bases militares dos EUA na Ásia Central entre antigas repúblicas soviéticas. Em terceiro, Washington, através da OTAN, lançou grandes operações econômicas e militares contra os principais parceiros comerciais da Rússia na África do Norte e Médio Oriente. A guerra da OTAN contra a Líbia, que derrubou o regime Kadafi, paralisou ou anulou investimentos russos de milhares de milhões de dólares em petróleo e gás, vendas de armas e substituiu o antigo regime amigo da Rússia por um fantoche da OTAN. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As sanções econômicas ONU-OTAN e a atividade terrorista clandestina EUA-Israel contra o Irão minaram o lucrativo comércio nuclear da Rússia, de milhares de milhões de dólares, e empreendimentos petrolíferos conjuntos. A OTAN, incluindo a Turquia, apoiada pelas ditaduras monárquicas do Golfo, impuseram duras sanções e financiaram assaltos terroristas à Síria, o último aliado remanescente da Rússia na região e onde ela tem a sua única instalação naval (Tartus) no Mar Mediterrâneo. A anterior colaboração da Rússia com a OTAN enfraquecendo a sua própria posição econômica e de segurança é produto da monumental má interpretação da OTAN e especialmente das políticas imperiais de Obama. O presidente russo Medvedev e seu antigo ministro dos Estrangeiros, Sergey Lavrov, assumiram erradamente (tal como Gorbachev e Yeltsin antes deles) que apoiar políticas da OTAN contra parceiros comerciais da Rússia resultaria em alguma espécie de “reciprocidade”. o desmantelamento americano da sua ofensiva “missile shield” nas suas fronteiras e apoio para a admissão da Rússia na Organização Mundial do Comércio. Medvedev, seguindo suas liberais ilusões pró ocidentais, entrou na linha e apoiou sanções estado-unidenses-israelenses contra o Irã, acreditando nos contos de um “programa de armas nucleares”. A seguir Lavrov entrou na linha da OTAN de “zonas de interdição de vôo para proteger vidas de civis líbios” e votou a favor, só com um “protesto” delicado, demasiado tardio, de que a OTAN estava a “exceder o seu mandato” ao bombardear a Líbia, regredi-la à Idade Média e instalar um regime fantoche pró OTAN de patifes e fundamentalistas. Finalmente, quando os EUA apontaram um punhal ao coração da Rússia, fazendo um enorme esforço para instalar sítios de lançamento de mísseis a 5 minutos de Moscou ao mesmo tempo que organizava assaltos armados à Síria, a dupla Medvedev-Lavrov acordou do seu estupor e opôs-se a sanções da ONU. Medvedev ameaçou abandonar o tratado de redução de mísseis nucleares (START) e colocar mísseis de médio alcance a 5 minutos de Berlim, Paris e Londres. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A política de consolidação e cooperação de Medvedev-Lavrov, baseada na retórica de Obama de “redefinição de relações” (“resetting relations”) encoraja a agressiva construção do império: Cada capitulação levava a uma nova agressão. Em conseqüência, a Rússia está cercada por mísseis na sua fronteira ocidental; ela sofreu perdas entre os seus principais parceiros comerciais no Médio Oriente e enfrenta bases dos EUA no Sudoeste e na Ásia Central. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tardiamente responsáveis russos mexeram-se para substituir o iludido Medvedev pelo realista Putin, como presidente seguinte. Esta mudança para uma política realista previsivelmente provocou uma onda de hostilidade a Putin em todos os media ocidentais. A agressiva política de Obama para isolar a Rússia através da minagem de regimes independentes não afetou, contudo, o status da Rússia como potência com armas nucleares. Ela apenas aumentou tensões na Europa e talvez tenha encerrado qualquer oportunidade futura de redução pacífica de armas nucleares ou esforços para assegurar um consenso no Conselho de Segurança da ONU sobre questões de resolução pacífica de conflitos. Washington, sob Obama-Clinton, transformou a Rússia de um cliente acomodatício num grande adversário. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Putin encara o aprofundamento e expansão de laços com o Leste, nomeadamente a China, face às ameaças do Ocidente. A combinação de tecnologia de armas avançadas e recursos energéticos russos e de dinâmica manufatureira e crescimento industrial chinês são mais do que suficientes para as economias infestadas de crise dos EUA e da UE a chafurdarem na estagnação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A confrontação militar de Obama contra a Rússia prejudicará muito acesso da mesma a matérias-primas e impedirá definitivamente qualquer acordo estratégico de segurança a longo prazo, o qual seria útil para reduzir o déficit e reviver a economia estado-unidense. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;Entre realismo e ilusão: O realinhamento estratégico de Obama&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O reconhecimento de Obama de que o centro presente e futuro da política e do poder econômico está a mover-se inexoravelmente para a Ásia foi um lampejo de realismo político. Depois de durante uma década despejar centenas de milhares de milhões de dólares em aventuras militares nas margens e na periferia da política mundial, Washington finalmente descobriu que não é o lugar onde o destino das nações, especialmente as Grandes Potências, será decidido, exceto num sentido negativo – de sangria recursos sobre causas perdidas. O novo realismo e prioridades de Obama aparentemente estão centrados no Sudeste e Nordeste da Ásia, onde economias dinâmicas florescem, mercados estão em crescimento a uma taxa com dois dígitos, investidores preparam dezenas de milhares de milhões de atividade produtiva e o comércio expande-se três vezes mais do que o dos EUA e da UE. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas o “Novo realismo” de Obama é destruído por suposições totalmente ilusórias, as quais minam quaisquer esforços sérios para realinhar a política dos EUA. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em primeiro lugar, o esforço de Obama para “entrar” na Ásia é através de uma acumulação de meios militares e não através de um aperfeiçoamento e melhoria da competitividade econômica estado-unidense. O que é que os EUA produzem para os países asiáticos que promova sua fatia de mercado? Além de armas, aviões e agricultura, os EUA têm poucas indústrias competitivas. Os EUA teriam de reorientar amplamente sua economia, melhorar o trabalho qualificado e transferir milhares de milhões da “segurança” e do militarismo para a aplicação de inovações. Mas Obama trabalha dentro do atual complexo financeiro militarista-sionista. Ele não conhece qualquer outro e é incapaz de romper com ele. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em segundo lugar, Obama-Clinton operam sob a ilusão de que os EUA podem excluir a China ou minimizar o seu papel na Ásia, uma política que é enfraquecida pelo investimento enorme e crescente, e a presença, de todas as grandes corporações multinacionais dos EUA na China, as quais a utilizam como uma plataforma de exportação para a Ásia e o resto do mundo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A acumulação militar dos EUA e a sua política de intimidação forçarão a China a reduzir o seu papel como credor que financia a dívida estado-unidense, uma política que a China pode realizar porque o mercado dos EUA, se bem que ainda importante, está em declínio, pois a China expande a sua presença no seu mercado interno e nos da Ásia, América Latina e Europa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que antes parecia ser Novo realismo revela-se agora ser a reciclagem de Velhas ilusões. A noção de que os EUA podem voltar a ser a Potência suprema no Pacífico era do pós Segunda Guerra Mundial. As tentativas dos EUA sob Obama-Clinton para retornar à dominação do Pacífico, com uma economia avariada, com o fardo de uma economia super-militarizada e com grandes desvantagens estratégicas: Ao longo da última década a política externa dos Estados Unidos esteve nas mãos da quinta coluna de Israel (o “lobby” israelense). Toda a classe política estado-unidense é destituída de senso comum, prático e projeto nacional. Eles estão imersos em debates trogloditas sobre “detenções indefinidas” e “expulsões em massa de imigrantes”. Pior: estão todos nas folhas de pagamento de corporações privadas que vendem nos EUA e investem na China. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por que Obama renunciaria a guerras custosas na periferia não lucrativa e a seguir promoveria a mesma metafísica militar no centro dinâmico do universo econômico mundial? Será que Barack Obama e seus conselheiros acreditam que ele é o Segundo Advento do Almirante Perry, cujos navios de guerra no século XIX através de bloqueios obrigaram a Ásia a abrir-se ao comércio ocidental? Acreditará ele que alianças militares serão a primeira etapa para um período subseqüente de presença econômica privilegiada? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;Acreditará Obama que o seu regime pode bloquear a China, tal como Washington fez com o Japão nos dias que precederam a Segunda Guerra Mundial? É demasiado tarde. A China é muito mais central para a economia do mundo, demasiado vital mesmo para o financiamento da dívida dos EUA, demasiado soldada às corporações multinacionais do Forbes 500.&lt;/b&gt; Provocar a China, mesmo fantasiar acerca da “exclusão” econômica para deitar abaixo a China, é perseguir políticas que abalarão totalmente a economia mundial, em primeiro lugar e acima de tudo a economia dos EUA! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;Conclusão&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O “realismo de pacotilha” de Obama, sua comutação das guerras no mundo muçulmano para a confrontação militar na Ásia, não tem valor intrínseco e coloca custos extrínsecos extraordinários. Os métodos militares e os objetivos econômicos são totalmente incompatíveis e para além da capacidade dos EUA, como estão atualmente constituídos. &lt;b&gt;As políticas de Washington não “enfraquecerão” a Rússia ou a China, muito menos a intimidarão. Ao invés disso, irá encorajar ambos a adotarem posições mais adversas, tornando menos provável que ajudem as guerras seqüenciais de Obama em proveito de Israel. &lt;/b&gt;A Rússia já enviou navios de guerra ao seu porto na Síria, recusou-se a apoiar um embargo de armas contra a Síria e o Irão e (em retrospectiva) criticou a guerra da NATO contra a Líbia. A China e a Rússia têm demasiados laços estratégicos com a economia do mundo para sofrerem quaisquer grandes perdas de uma série de postos avançados militares dos EUA e de alianças “exclusivas”. A Rússia pode apontar tantos mísseis nucleares para o ocidente quanto os EUA podem montá-los nas suas bases na Europa do Leste. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por outras palavras, a escalada militar de Obama não mudará o equilíbrio de poder nuclear, mas levará a Rússia e a China para uma relação mais estreita e aliança mais profunda. &lt;b&gt;Ultrapassados estão os dias da estratégia “divida e conquista” de Kissinger-Nixon contrapondo acordos comerciais EUA-China contra armas russas.&lt;/b&gt; Washington exagerou totalmente a significância das atuais querelas marítimas entre a China e seus vizinhos. O que os une em termos econômicos é muito mais importante no médio e longo prazo. As ligações econômicas asiáticas da China desgastarão quaisquer tênues ligações militares aos EUA. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O “realismo de pacotilha” de Obama vê o mercado mundial através de lentes militares. A arrogância militar em relação à Ásia levou à ruptura com o Paquistão, seu regime cliente mais dócil na Ásia. A NATO deliberadamente chacinou 24 soldados paquistaneses e esfregou-os no nariz dos generais paquistaneses, ao passo que a China e a Rússia condenaram o ataque e ganharam influência. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No final das contas, o posicionamento militar e excludente da China fracassará. Washington exagerou a sua mão e afugentaram da sua anterior orientação para os negócios os parceiros asiáticos, os quais só querem utilizar a presença militar dos EUA para ganharem vantagem econômica táctica. Eles certamente não querem uma nova “Guerra fria” instigada pelos EUA que divida e enfraqueça o dinâmico comércio e investimento intra-asiático. &lt;b&gt;Obama e os seus apaziguados aprenderão rapidamente que os atuais líderes da Ásia.&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://port.pravda.ru/science/26-12-2011/32665-obama_confrontacoes-0/"&gt;Fonte: Pravda.ru&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://planobrasil.com/2011/12/26/obama-eleva-as-apostas-militares-confrontacao-nas-fronteiras-com-a-china-e-a-russia/"&gt;PLANO BRASIL - defesa geopolítica soberania (defense geopolitics strategy intelligence security) - Obama eleva as apostas militares: Confrontação nas fronteiras com a China e a Rússia «&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-6371458408872537545?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/6371458408872537545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=6371458408872537545&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/6371458408872537545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/6371458408872537545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/12/geopolitica-obama-eleva-as-apostas.html' title='Geopolítica: Obama eleva as apostas militares: Confrontação nas fronteiras com a China e a Rússia.'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-2773533671183549616</id><published>2011-12-14T01:05:00.001-02:00</published><updated>2011-12-14T01:05:17.652-02:00</updated><title type='text'>Facebook é o maior veículo de espionagem já criado</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;h4&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-uirh6jm7QGU/TdWakHF9A7I/AAAAAAAAAk8/ofkMDpOvNhE/s1600/f12a0ce.jpg"&gt;&lt;img border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-uirh6jm7QGU/TdWakHF9A7I/AAAAAAAAAk8/ofkMDpOvNhE/s1600/f12a0ce.jpg" width="420" height="346"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h4&gt; &lt;p align="justify"&gt;O fundador do WikiLeaks, Julian Assange em entrevista exclusiva à agência RT (anteriormente conhecida como Russia Today) citando que Facebook é a maior ferramenta de espionagem da história. De acordo com Assange, o Facebook recolhe automaticamente dados confidenciais dos usuários registrados do site e, posteriormente, essa informação é transferida para a inteligência dos EUA. &lt;p align="justify"&gt;O fundador do WikiLeaks disse em uma entrevista na televisão que o Facebook é maior veículo de espionagem já criado por seres humanos. Ele acrescentou que estávamos lidando com um banco de dados muito detalhado sobre as pessoas, seus hábitos, seus laços sociais, endereços, locais de residência, familiares e todos os dados destes estão localizados nos Estados Unidos e à disposição da inteligência do páis norte-americano. &lt;p align="justify"&gt;Respondendo a pergunta sobre o papel das redes sociais na definição das revoluções recentes no Oriente Médio, o infame jornalista online disse que o Facebook, em particular, foi o mais repugnante de todas as ferramentas de espionagem já inventado. Ele disse que os usuários devem estar cientes de que a adição de um contato no Facebook está auxiliando o trabalho para a inteligência americana, atualizando seu banco de dados. Outras inteligências podem querer mutilar o Facebook, ou apropriar-se das informações dos Americanos em troca de alguns serviços. &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-4DRBhh6kHtM/TdWiyF8S_2I/AAAAAAAAAlI/n1kJXKum3-g/s1600/cybcm.jpg"&gt;&lt;img border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-4DRBhh6kHtM/TdWiyF8S_2I/AAAAAAAAAlI/n1kJXKum3-g/s1600/cybcm.jpg" width="298" height="300"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Ele afirmou que o Facebook, o Google e o Yahoo, todas as grandes empresas americanas, tem incorporado interfaces para ser utilizadas pela inteligência americana. Isso quer dizer que o Facebook está nas mãos da inteligência norte-americana? Não, é diferente. Isso significa que as agências de inteligência dos E.U.A. têm meios legais e políticos para pressioná-los. &lt;p align="justify"&gt;Assange está esperando atualmente a revista da sua reclamação quanto à decisão do tribunal de Londres no tocante a sua extradição à Suécia, cujas autoridades acusam o australiano de 39 anos de crimes sexuais. Os advogados de Assange tendem a acreditar que a Suécia está buscando sua expulsão para entregar o investigador da verdade aos Estados Unidos. Enquanto isso, o desmistificador mais famoso de nossos dias, quem, de fato, não derruba nada, está declarando novamente verdades elementares. &lt;p align="justify"&gt;Recentemente, o Facebook tem intrigado alguns dos seus usuários, com as configurações de privacidade e segurança, e o fundador da empresa, Mark Zuckerberg opôs-se fortemente ao anonimato na Internet. Sua declaração provocou resistência por parte do fundador do site 4chan, Christopher “discutível” Poole, que considera que a preservação do incógnito permite que as pessoas se revelem em toda a sua totalidade, sem disfarces, a beleza brutalmente primitiva. A autoridade, ou se você decidir, a popularidade de Assange como um pirata não modificará muito a situação com as redes sociais. Os coletores das almas das pessoas que fizeram a aposta certa, e apostam confiando na estupidez comum. &lt;p align="justify"&gt;Nos últimos cinco anos, quase um bilhão de pessoas em todo o mundo foram no sentido pleno presas na rede, e seu número aumenta exponencialmente. A liderança dos principais meios de comunicação exigem que seus funcionários se registrem em tais sites de redes sociais como o Facebook ou o seu análogo russo VKontakte. &lt;p align="justify"&gt;“O problema do vazamento de dados das redes sociais, serviços de Internet e dispositivos móveis está se tornando cada vez mais urgente. Há relatos regulares de telefones e plataformas Android IOS preservarem fotografias, dados sobre o movimento do dispositivo e dados pessoais e lhes enviar à rede, relatou o “Globalist”. Em 01 de maio o buscador “Yandex” reconheceu e forneceu ao FSB (Bureau de Segurança russo) os dados de pessoas que utilizam os serviços de Yandex. Não devemos esquecer que as redes sociais podem se tornar um ponto de encontro para os terroristas e psicopatas perigosos, que tem sido um tema para uma discussão desde o início das redes sociais. &lt;p align="justify"&gt;O único argumento dos que perderam a fé em teorias da conspiração é o seguinte argumento: é uma tarefa difícil lidar com esta quantidade de informação. No entanto, além da política as redes sociais têm um componente social e público negativo. &lt;p align="justify"&gt;“Os psicólogos acreditam que as mais populares redes sociais são baseadas no princípio da pirâmide de Maslow. Segundo esta teoria, o mais alto nível das necessidades do indivíduo é simplesmente a auto-expressão. Um usuário da rede não pode apenas fornecer informações sobre si próprios, mas também mostrar os seus sucessos, criar bibliotecas de áudio e vídeo, próprios álbuns. No entanto, poucas pessoas pensam sobre as informações que tão levianamente colocam em nossas páginas. Essa informação torna-se uma meta desejável para os serviços de inteligência e, como a experiência das redes sociais americanas indica, é uma ótima maneira para os credores determinarem o lucro real. Nos serviços de inteligencia foi registrado uma série de casos em indivíduos mentalmente desequilibrados que rastrearam e chantagearam os usuários”, informou “Globalist”. &lt;p align="justify"&gt;Nós não somos mais capazes de viver sem a rede social e não vamos parar de comer o peixe capturado no Japão. Algumas pessoas vão continuar gritando que tudo é mentira (como o venenoso peixe de “Fukushima”), outros vão continuar a resistir a tentativas frustradas de progresso. Seria interessante saber como o presidente russo e outros altos funcionários, que abriram suas contas no Facebook e no Twitter estão protegidos contra tal escrutínio dos serviços secretos estrangeiros. É bastante claro, por que essa questão não foi colocada a Julian Assange. Afinal, ele tem reiteradamente admitido que suas principais revelações ainda estão por vir, explicando que a informação que já foi revelada é “apenas a ponta do iceberg.” &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://dinamicaglobal.blogspot.com/2011/05/facebook-e-o-maior-veiculo-de.html"&gt;&lt;strong&gt;Fonte: Dinâmica Global&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://planobrasil.com/2011/12/13/facebook-e-o-maior-veiculo-de-espionagem-ja-criado/"&gt;PLANO BRASIL - defesa geopolítica soberania (defense geopolitics strategy intelligence security) - Facebook é o maior veículo de espionagem já criado «&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-2773533671183549616?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/2773533671183549616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=2773533671183549616&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/2773533671183549616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/2773533671183549616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/12/facebook-e-o-maior-veiculo-de.html' title='Facebook é o maior veículo de espionagem já criado'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-uirh6jm7QGU/TdWakHF9A7I/AAAAAAAAAk8/ofkMDpOvNhE/s72-c/f12a0ce.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-4879312977836100727</id><published>2011-11-05T23:41:00.002-02:00</published><updated>2011-11-05T23:47:37.324-02:00</updated><title type='text'>Políticos fartos de democracia, polícia contra o povo</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;Por Naomi Wolf, do Project Syndicate&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_z_pMpqXT5vs/SHfESNyNgMI/AAAAAAAAAWw/m5lMgXNMNzs/s1600/5639_im_grande.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="227" src="http://3.bp.blogspot.com/_z_pMpqXT5vs/SHfESNyNgMI/AAAAAAAAAWw/m5lMgXNMNzs/s320/5639_im_grande.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Ao que parece, os políticos estão fartos da democracia. Por todo os EUA, a polícia, atuando sob as ordens das autoridades locais, vem pondo fim aos acampamentos montados pelos manifestantes do movimento Ocupe Wall Street. Às vezes com uma violência escandalosa e totalmente gratuita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No pior incidente até agora, tropas de choque cercaram o acampamento dos integrantes do movimento em Oakland e dispararam balas de borracha (que podem ser fatais), bombas de efeito moral e granadas de gás lacrimogêneo, com alguns policiais investindo diretamente contra os manifestantes. No canal do Twitter do Ocupe Oakland surgiu uma notícia como se fosse sobre Praça Tahrir do Cairo “eles estão nos cercando; centenas e centenas de policiais; há veículos blindados e tanques”. Foram presas 170 pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha recente prisão, embora eu tenha obedecido as exigências contidas na autorização e realizado um protesto pacífico numa rua em Manhattan, trouxe a realidade da repressão bem próxima de nós. Os Estados Unidos estão acordando para o que foi criado enquanto dormiam: empresas privadas contrataram sua polícia (a JP Morgan doou US$ 4,6 milhões para a Fundação da Polícia da Cidade de Nova York); e o Departamento Federal de Segurança Interna forneceu às forças policiais municipais armas de padrão militar. Os direitos à liberdade de expressão e de reunião do cidadão foram prejudicados sorrateiramente por critérios opacos para obter as autorizações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Repentinamente, os EUA assemelham-se ao restante do mundo que não é completamente livre, está furioso e protesta. De fato, muitos comentaristas não conseguiram entender completamente que uma guerra mundial está ocorrendo, mas que esse conflito é diferente de qualquer outro na História da humanidade. Pela primeira vez, as pessoas no mundo todo não estão se identificando e se organizando com base em posições religiosas ou nacionais, mas em termos de consciência global e as demandas são de uma vida pacífica, um futuro sustentável, justiça econômica e democracia. Seu inimigo é a “corporatocracia” que comprou governos e parlamentos, criou suas forças armadas, engajou-se numa fraude econômica sistêmica e saqueou ecossistemas e tesouros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em todo o mundo, os manifestantes pacíficos são satanizados como desordeiros. Mas a democracia é desordeira. Martin Luther King afirmou que a desordem pacífica é saudável, pois expõe a injustiça sepultada, que pode, então, ser restaurada. O ideal é que os manifestantes se dediquem a uma desordem disciplinada, não violenta, com esse espírito – especialmente a desordem do trânsito, que serve para manter os provocadores à distância e ao mesmo tempo deixar clara a militarização injusta da resposta policial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, movimentos de protesto não têm sucesso em horas ou dias; manifestações geralmente implicam sentar num lugar ou “ocupar” áreas por longos períodos. Esta é uma razão pela qual os manifestantes devem arrecadar seu dinheiro e contratar seus advogados. O mundo corporativo está aterrorizado com a possibilidade de os cidadãos reivindicarem o Estado de direito. Em todos os países os manifestantes devem responder com um exército de advogados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comunicação. Eles devem criar a própria mídia, em vez de depender de agências de notícias tradicionais para cobrir seus protestos. Devem manter blogs, tuitar, escrever editoriais e comunicados de imprensa, assim como registrar e documentar casos de abusos da polícia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Infelizmente, existem muitos casos documentados de provocadores violentos infiltrando-se nas manifestações em locais como Toronto, Pittsburgh, Londres e Atenas – pessoas que, segundo me disse um grego, são “desconhecidos conhecidos”. Os provocadores também devem ser fotografados e registrados e por isso é importante não cobrir o rosto durante um protesto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os manifestantes nas democracias têm de criar listas de e-mail locais, combinar suas listas com as nacionais e começar a registrar os eleitores. Devem dizer a seus representantes quantos eleitores registraram em cada distrito e devem se organizar para destituir políticos que são brutais ou agressivos. E precisam apoiar aqueles – como em Albany e Nova York, por exemplo, onde a polícia e o Ministério Público locais recusaram-se a reprimir com brutalidade os manifestantes – que respeitam os direitos de liberdade de expressão e de reunião.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitos manifestantes insistem em continuar sem uma liderança, o que é um erro. Um líder não tem de se colocar no topo de uma hierarquia: pode ser um simples representante. Eles devem eleger representantes com um “mandato” limitado, como em qualquer democracia, e treinar essas pessoas para conversar com a imprensa e negociar com políticos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os protestos devem ser o modelo da sociedade civil que se pretende criar. No Parque Zuccotti, em Manhattan, por exemplo, há uma biblioteca e uma cozinha; o alimento é doado; as crianças são convidadas a passar a noite ali; e aulas são organizadas. Músicos trazem seus instrumentos e a atmosfera deve ser alegre e positiva. Os manifestantes devem procurar manter a limpeza. A ideia é criar uma nova cidade dentro de uma cidade corrompida e mostrar que ela reflete o desejo da maioria e não de uma camada destrutiva e marginal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afinal, o que há de mais profundo no caso dos movimentos de protesto não são as demandas, mas sim a infraestrutura nascente de uma humanidade comum. Por décadas o que se tem dito aos cidadãos é que se deve manter a cabeça baixa – seja num mundo de fantasia consumista ou na pobreza e na labuta – e deixar a liderança para as elites. O protesto é transformador precisamente porque as pessoas emergem, encontram-se face a face e, ao reaprender os hábitos da liberdade, criam novas instituições, relacionamentos e organizações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nada disso pode ocorrer num ambiente de violência policial e política contra manifestações democráticas e pacíficas. Como indagou Berthold Brecht, após a brutal repressão dos comunistas alemães orientais, em junho de 1952, “não seria mais fácil…para o governo dissolver o povo e eleger um outro?”. Por toda a parte nos Estados Unidos, e em muitos outros países, líderes supostamente democráticos parecem estar considerando seriamente a irônica pergunta de Brecht.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO&lt;b&gt;&lt;a href="http://blogs.estadao.com.br/radar-global/visao-global-politicos-fartos-de-democracia-policia-contra-o-povo/"&gt;Fonte: Estadão &lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://planobrasil.com/2011/11/05/politicos-fartos-de-democracia-policia-contra-o-povo/"&gt;PLANO BRASIL - defesa geopolítica soberania (defense geopolitics strategy intelligence security) - Políticos fartos de democracia, polícia contra o povo «&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-4879312977836100727?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/4879312977836100727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=4879312977836100727&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/4879312977836100727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/4879312977836100727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/11/politicos-fartos-de-democracia-policia.html' title='Políticos fartos de democracia, polícia contra o povo'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_z_pMpqXT5vs/SHfESNyNgMI/AAAAAAAAAWw/m5lMgXNMNzs/s72-c/5639_im_grande.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-2747175021789797482</id><published>2011-11-05T23:18:00.002-02:00</published><updated>2011-11-05T23:28:45.095-02:00</updated><title type='text'>Concentração de riqueza ameaça fazer com que democracia nos EUA vire rótulo sem significado</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img alt="" height="19" src="http://n.i.uol.com.br/jornais/selos/tnyt.gif" width="104" /&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Paul Krugman&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A desigualdade econômica está de volta às manchetes, graças em grande parte ao movimento Occupy Wall Street, mas também por causa de uma assistência do Departamento de Orçamento do Congresso. E sabem o que isso significa? Que chegou a hora de desmascarar os grandes ocultadores da verdade!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A desigualdade econômica está de volta às manchetes, graças em grande parte ao movimento Occupy Wall Street, mas também por causa de uma assistência do Departamento de Orçamento do Congresso. E sabem o que isso significa? Que chegou a hora de desmascarar os grandes ocultadores da verdade!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem quer que tenha acompanhado essa questão sabe o que eu quero dizer. Toda vez que há uma ameaça de que seja revelado que as disparidades de renda são cada vez maiores, um grupo confiável de defensores da desigualdade procura ocultar os fatos. Institutos de pesquisa apresentam relatórios alegando que a desigualdade não está de fato em alta, ou que essa não é uma questão importante. Especialistas tentam colocar uma fachada mais benigna em frente a esse fenômeno, alegando que não se trata de fato de um conflito entre os ricos e o resto da população, mas sim entre os que têm escolaridade e os ignorantes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portanto, é preciso que se saiba que todas essas alegações são basicamente tentativas de ocultar a dura realidade: os norte-americanos vivem em uma sociedade na qual o dinheiro encontra-se cada vez mais concentrado nas mãos de poucas pessoas, e na qual essa concentração de renda e de riqueza ameaça fazer com que a democracia nos Estados Unidos se torne apenas um rótulo sem nenhum significado real.  &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://n.i.uol.com.br/noticia/2011/10/27/manifestantes-derrubam-uma-cerca-durante-protesto-ocupe-oakland-no-frank-ogawa-plaza-em-oakland-na-california-policiais-e-manifestantes-entram-em-conflito-pelo-segundo-dia-consecutivo-na-cidade-dos-1319696339593_615x300.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="310" src="http://n.i.uol.com.br/noticia/2011/10/27/manifestantes-derrubam-uma-cerca-durante-protesto-ocupe-oakland-no-frank-ogawa-plaza-em-oakland-na-california-policiais-e-manifestantes-entram-em-conflito-pelo-segundo-dia-consecutivo-na-cidade-dos-1319696339593_615x300.jpg" width="401" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;Manifestantes derrubam uma cerca durante protesto “Ocupe Oakland” no Frank Ogawa Plaza, em Oakland, na Califórnia. Policiais e manifestantes entram em conflito pelo segundo dia consecutivo na cidade dos Estados Unidos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;O departamento do orçamento expôs parte dessa realidade terrível em um relatório recente, que documentou um declínio drástico da parcela de renda total que é destinada aos norte-americanos de rendimento baixo e médio. Nós ainda gostamos de achar que somos um país de classe média. Mas, considerando que 80% dos domicílios recebem atualmente menos do que a metade da renda total do país, essa ideia não corresponde à realidade.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como resposta, os suspeitos atuais apresentaram alguns argumentos familiares: os dados estão incorretos (não estão); os ricos representam um grupo de indivíduos em constante mudança (mentira); e assim por diante. Atualmente o argumento mais popular parece ser, no entanto, a alegação de que nós podemos até não ser uma sociedade de classe média, mas somos ainda uma sociedade de classe média alta, na qual uma ampla classe de trabalhadores de alto nível educacional, que possuem as qualificações para competir no mundo moderno, está se saindo muito bem.&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;A história é bonita, e bem menos perturbadora do que o quadro de uma nação na qual um grupo muito menor de indivíduos ricos está se tornando cada vez mais dominante. Mas não se trata de uma história verdadeira.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os trabalhadores com diploma universitário estão, de fato, se saindo melhor do que aqueles que não cursaram o terceiro grau, e a lacuna entre eles está de forma geral aumentando com o passar do tempo. Mas os norte-americanos de alto nível de escolaridade não estão de forma alguma imunes à estagnação de salário e à crescente insegurança econômica. Os ganhos salariais para a maioria dos trabalhadores com diploma universitário têm sido medíocres (e inexistentes desde 2000), e nem mesmo aqueles com qualificação ainda mais alta podem mais esperar conseguir empregos com bons benefícios. E um fato notável é que esses trabalhadores com diploma universitário básico, mas que não têm pós-graduação, contam com menor possibilidade de obter cobertura de seguro saúde vinculada ao emprego do que os trabalhadores em 1979 que tinham apenas o segundo grau.  &lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sendo assim, quem está embolsando com os grandes lucros? Uma minoria rica muito pequena.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O relatório do departamento do orçamento nos mostra que essencialmente toda a redistribuição de renda de baixo para cima, que teve origem na parcela de 80% da população que tem menos dinheiro, foi destinada ao grupo do 1% de norte-americanos mais ricos. Os seja, os manifestantes que dizem representar os interesses dos 99% acertaram na mosca, e os especialistas que lhes asseguram solenemente que tudo diz respeito de fato ao nível educacional, e não aos lucros de uma pequena elite, estão completamente equivocados.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se os manifestantes estiverem cometendo algum erro quanto à estimativa, eles estarão errando por subestimarem o número de pessoas que estão sendo subtraídas no processo de divisão de riquezas. O relatório recente do departamento do orçamento não faz uma análise detalhada do grupo do 1% mais rico, mas um relatório anterior, que só cobre o período até 2005, mostrou que quase dois terços da parcela de riqueza crescente dos 1% mais ricos na verdade foram parar na verdade nos bolsos de 0,1% indivíduos mais ricos desse grupo – o um milésimo de norte-americanos mais ricos, que viram as suas rendas aumentarem em mais de 400% de 1979 a 2005.  &lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;E quem faz parte desse grupo de 0,1% mais ricos? Seriam eles heroicos empresários criadores de empregos? Não, em sua maioria eles são executivos de corporações. Pesquisas recentes revelam que cerca de 60% dos 0,1% mais ricos são executivos de companhias não financeiras ou indivíduos que ganham o seu dinheiro com finanças, ou seja, via de regra, o pessoal de Wall Street. Acrescentemos a este grupo os advogados e os integrantes do setor imobiliário e teremos mais de 70% dessa fatia de um milésimo de sortudos.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas por que essa concentração crescente de riqueza em tão poucas mãos tem importância? Parte da resposta é que a desigualdade crescente significa que a maioria das famílias não recebe a sua fatia do crescimento econômico. Além disso, assim que um indivíduo percebe o quanto os ricos ficaram mais ricos, o argumento de que impostos e salários mais altos deveriam fazer parte de qualquer acordo de longo prazo referente ao orçamento se torna muito mais convincente.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A resposta mais abrangente, no entanto, é que a concentração intensa de renda é incompatível com uma democracia real. Será que alguém poderia negar com seriedade que o nosso sistema político encontra-se distorcido pela influência do grande capital e que essa distorção está se agravando à medida que a riqueza de uns poucos fica cada vez maior? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alguns especialistas estão tentando afirmar que as preocupações quanto à desigualdade crescente não passam de bobagem. Mas a verdade é que a própria natureza da nossa sociedade encontra-se ameaçada.  &lt;/div&gt;&lt;h6 align="justify"&gt;Paul Krugman&lt;i&gt;&lt;b&gt;, Professor de Princeton e colunista do New York Times desde 1999, Krugman venceu o prêmio Nobel de economia em 200&lt;/b&gt;&lt;b&gt;8&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/h6&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tradução: UOL&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://planobrasil.com/2011/11/05/concentracao-de-riqueza-ameaca-fazer-com-que-democracia-nos-eua-vire-rotulo-sem-significado/"&gt;PLANO BRASIL - defesa geopolítica soberania (defense geopolitics strategy intelligence security) - Concentração de riqueza ameaça fazer com que democracia nos EUA vire rótulo sem significado «&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-2747175021789797482?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/2747175021789797482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=2747175021789797482&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/2747175021789797482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/2747175021789797482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/11/concentracao-de-riqueza-ameaca-fazer.html' title='Concentração de riqueza ameaça fazer com que democracia nos EUA vire rótulo sem significado'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-6624632746623551110</id><published>2011-10-14T23:28:00.002-03:00</published><updated>2011-10-14T23:38:40.213-03:00</updated><title type='text'>João Negrão: As duas mortes do Toni</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;a href="http://mariafro.com.br/wordpress/"&gt;&lt;b&gt;Por João Negrão, especial para o Maria Frô, no blog da Conceição Oliveira&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;26/09/2011&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quarta-feira, 21 de setembro de 2011, 19 horas, em Jackson, capital do estado da Geórgia, Estados Unidos, Troy Davis, um negro de 42 anos, recebeu a dose letal que o levaria à morte. Condenado por assassinato, Troy Davis deitou-se na maca para receber as injeções repetindo a mesma frase de 22 anos antes, quando foi preso e condenado: “Sou inocente”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quinta-feira, 22 de setembro de 2011, por volta das 23 horas, em Cuiabá, capital do estado de Mato Grosso, Brasil, Tony Bernardo da Silva, um negro de 27 anos, africano de Guiné-Bissau, estudante de Economia da Universidade Federal, recebeu um pontapé na traquéia e morreu. O golpe culmina uma sessão de socos e pontapés desferidos por dois policiais e um empresário que duraria em torno de 15 minutos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Impossível não traçar um paralelo entre as duas mortes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;A primeira foi uma condenação legal, nos moldes da justiça norte-americana, que todos conhecemos, empenhada a condenar negros, ainda que, como é o caso de Troy, haja evidências de inocência. Inclusive depoimento de outro preso assumindo a autoria do crime atribuído a ele. Em vão: Troy não recebeu perdão, não teve a clemência do governador da Geórgia e muito menos direito a recurso na Suprema Corte, dado às evidências de sua inocência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Difícil não imaginar que se trata de mais um caso de racismo como os que pontuam a crueldade do sistema jurídico e a sociedade racista dos Estados Unidos, especialmente nos estados sulistas como a Geórgia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como é difícil não suspeitar que o caso do Toni foi uma expressão pura e cabal de racismo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma condenação prévia: um negro que adentra a uma pizzaria freqüentada por rapagões e moçoilas de classe média alta de Cuiabá, num bairro idem, embora predominantemente de repúblicas estudantis (o Boa Esperança fica ao lado do campus da UFMT) é um bandido. E ainda mais se este negro acidentalmente esbarra na namorada de um desses fregueses.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Afinal, aquele não é um lugar para negros. Pior ainda. Que atrevimento! Um negro que deveria estar na senzala não pode adentrar a uma casa grande dos pequenos burgueses e tocar a mulher branca do sinhozinho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, eis seu crime. E está decretada a pena de morte. Não se sabe se os policiais e o empresário (sinhozinho) estavam armados. Se estivessem teriam desferido vários tiros?&amp;nbsp; Tenho dúvida. Não sei se não preferiram mesmo usar como instrumentos de execução os socos e pontapés. Afinal, esta na moda uma das marcas da intolerância: matar a porradas negros, homossexuais e todos que esses “bad boys” não toleram por serem diferentes deles, supostamente bem nascidos, bem nutridos e crentes da impunidade. E com um ingrediente macabro: eles se divertem.&amp;nbsp; E não raras vezes filmam e jogam em suas redes sociais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seguindo o mesmo “modelito” que a imprensa em geral aplica a esses casos, todos ciosos a dar voz e vez aos assassinos da elite, tentam desqualificar o morto. Versões diversas surgem por todos lados dando conta que ele tinha passagens pela polícia, era drogado, perdeu a vaga no convênio da UFMT e outras informações nefastas. Como sempre trabalham com meias-verdades, com deturpações dos fatos e a omissão de outros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essas versões são disseminadas por advogados e familiares dos assassinos, que encontram voz em veículos de comunicação que, deliberadamente ou não, as propagam sem questionar o contexto da vida do Toni e os depoimentos de amigos, colegas e ex-namorada, todos, unanimemente, testemunhando sua conduta passível e respeitadora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É compreensível que os advogados e familiares tomem tal atitude. Mas não justifica a postura dos representantes da Universidade Federal de Mato Grosso, que qualificaram o Toni como um indivíduo de má conduta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O setor da UFMT responsável pelo convênio entre o governo brasileiro e os governos dos países africanos de língua portuguesa, que permitem jovens daqueles países estudarem no Brasil, sempre foi omisso e racista com esses estudantes. Poderia desfilar aqui uma série de descasos, dificuldades criadas e declarações preconceituosas. Não é o caso agora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por enquanto fica o registro de que o Toni sempre buscou desesperadamente lutar contra o vício do crack e encontrou pouco apoio na UFMT. Seus amigos se mobilizaram, igualmente seus colegas e professores. Mas a instituição se agarrou na burocracia. Por ele não conseguir mais freqüentar as aulas, o desligaram do convênio, pura e simplesmente. E ficou por isso. Contudo não pouparam declarações cruéis, insensíveis e até irresponsáveis na imprensa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta é a mesma instituição que ignora que drogas como o crack estão se proliferando dentro e na periferia do campus da UFMT do Boa Esperança. Foi ali mesmo que o Toni se viciou. Nas imediações da república em que ele morava, assim como nos corredores da UFMT, a droga e traficantes transitam livremente. Que providência a instituição tem tomado acerca disso? Prefere tapar os olhos e ajudar a condenar seus jovens alunos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi-se o tempo em que o romantismo e a rebeldia de fumar um baseado faziam parte do cotidiano universitário. Agora o ambiente universitário é um dos mercados de drogas pesadas, assim como seu entorno. E a tragédia do crack, a pior delas, bate à porta de todos nós. Meus amigos e colegas, muitos deles vivendo esse drama familiar, sabem do que estou dizendo. Acompanhei esses dramas quando morava ainda em Cuiabá.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu mesmo o vivo bem de perto. Tenho um irmão que vive a perambular pelas ruas de Goiânia se consumindo pelo crack. Gilmar, um dos sete filhos adotivos de minha mãe, era um rapaz trabalhador desde criança. Estudou, casou, formou família. Suas três filhas e esposa não agüentaram viver aquela tragédia e o abandonaram. Desde então passou a viver nas cracolândias do bairro Vila Nova, na capital de Goiás.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Minha mãe, já com seus 74 anos e morando agora em Goiânia, acompanha seu infortúnio e, dentro de suas limitações, nos mobiliza a todos para tentar salvá-lo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Toni tentou sobreviver. Poucos meses antes de voltar para Brasília, o recebi na minha casa, a qual ele freqüentava com os demais estudantes guineenses. Minha mulher era amiga dele, chegaram de Guiné-Bissau juntos. Ele para curso Economia e ela, Publicidade. Éramos capazes de deixar nossa casa aberta para ele, junto com meus filhos. O Toni não era um bandido. Repito: era uma pessoa amável e respeitadora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Naquela tarde fria de julho e Cuiabá melancólica devido à carência de seu sol escaldante, o Toni chegou desesperado. Primeiro pediu dinheiro emprestado. Depois, muito envergonhado, chorou no nosso colo. Pediu ajuda, implorou para que afastássemos aquela sua vontade incontrolável de querer consumir a droga. Então começamos a mobilizar os amigos, colegas e seus professores. Ele necessitava de tratamento para poder concluir os estudos e voltar para o seu país.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dois meses depois voltei para Brasília. Mas acompanhamos daqui a vida do Toni. Ficamos sabendo que ele havia ido para o tratamento. Depois fomos informados que havia vendido tudo que tinha e foi obrigado a entregar toda a sua bolsa de estudos para os traficantes. Quando perdeu a bolsa, foi para a rua mendigar. Foi num desses momentos que entrou na pizzaria naquela noite do dia 22 de setembro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Toni é filho de uma família de classe média alta em Guiné-Bissau. Seu pai é agrônomo e possui uma pequena fazenda. Idealista, sempre quis que os filhos tivessem boa formação para ajudarem no desenvolvimento do país. Tem irmãos que estudam ou estudaram na França, Inglaterra e Portugal. Parte da família fez carreira nas forças armadas, onde um tio seu é um dos comandantes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Certa vez o Toni foi flagrado pela polícia em Cuiabá carregando um botijão de gás que ganhou de um dos colegas, pois o seu ele havia vendido para comprar crack. A polícia o abordou, o levou preso, apesar de afirmar que o objeto era dele. Passou o dia inteiro na delegacia, jogado numa sala e só saiu de lá depois que acionou a Polícia Federal, jurisdição da qual estão os estudantes africanos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui abro um parêntese. Não foram poucas as vezes que a UFMT acionou a Polícia Federal para perseguir os estudantes africanos que, por um motivo ou outro, não estavam freqüentando aulas ou haviam formado e ainda estavam no Brasil tentando pós-graduações ou empregos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;Setores da imprensa de Cuiabá, motivados por advogados e familiares dos assassinos, utilizam este caso do botijão, entre outros sem gravidade, para propagar que o Toni tinha passagens pela polícia. Como se a tal “passagem” fosse uma sentença de morte. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes de continuar, peço licença para contar duas histórias:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 1980, um rapaz que faria 20 anos dali a poucas semanas, cursava Agrimensura na antiga Escola Técnica Federal de Goiás e fazia estágio numa cidade a 20 quilômetros de Goiânia. Numa tarde, como fazia todos os dias, entrou às 17 horas no ônibus que o levaria de volta para casa, quando dois policiais o abordaram, algemaram, jogaram no camburão e levaram para a delegacia. Lavraram um boletim e mal ouviram a versão do rapaz. Em seguida, para fazê-lo confessar que havia feito um assalto, os policiais deram-lhe tapas nos ouvidos, murros, beliscões no nariz, nas orelhas, cascudos e ameaçaram quebrar seus dedos com um alicate e queimá-lo com cigarros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As sevícias duram até que um dos policiais sugeriu ao delegado que o rapaz fosse levado para que a vítima identificasse o assaltante. Àquela altura a cidade inteira já sabia da prisão. Ao chegar à casa da senhora assaltada, de onde foram levados um televisor, aparelho de som e uma bicicleta do filho, o carro da polícia encontrou uma multidão que queria linchar o “bandido”. Os policiais com dificuldade abriram um corredor para a mulher chegar até o carro. Quando ela olhou pelo pára-brisa foi logo dizendo: “Não, não é este. O ladrão é branco!”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 2004, um homem de 44 anos foi abordado pela polícia próximo à sua casa. Estranhou o fato de os policiais o obrigarem a ficar ao lado da viatura, longe do seu carro. Então um dos policiais faz uma rápida revista e aparece com um revolver e um pacote do que seriam drogas. Imediatamente o homem protesta, denuncia a “plantação” e só não vai preso porque estava com a identificação de secretário-adjunto de Comunicação Social do governo de Mato Grosso e ameaçou denunciar os policiais, que imediatamente fugiram do local.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O homem e o rapaz de 24 anos antes é a mesma pessoa: eu. Poderia aqui contar outras várias histórias de arbitrariedades e prisões às quais fui submetido.&amp;nbsp; Por ser negro, tido como ladrão, drogado e traficante, tive passagens pela polícia. Infelizmente aquela piadinha infame que de vez em quando ouvimos por aí&amp;nbsp; é de fato uma máxima entre policiais: “Preto parado é suspeito, correndo é ladrão”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quantas passagens pela polícia justificam uma morte?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mereceria eu morrer por ter cometido o crime de ter nascido negro?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mereceria eu morrer pelo crime de provocar aos policiais a sanha assassina de quem ainda nos vê como escravos, como sub-raça, como seres desprezíveis? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;Mereceria eu morrer porque há cinco séculos retiraram meus antepassados da África, jogaram num navio negreiro, atravessaram o Atlântico, os leiloaram, os submeteram a ferro e fogo, os jogaram nos canaviais, minas e fazendas, os subjugaram nas senzalas, colocaram no pelourinho, humilharam, sugaram seus sangues e suores, para depois, com a abolição, os jogarem as ruas como se fossem animais, sem direito a dignidade?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deveria eu morrer por ser filho de Clarice Laura e José Orozimbo, neto de José e Regina e de Josefa e Pedro Alves, por sua vez netos e filhos de escravos?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este é meu crime?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por favor, se é este o meu crime, então que me matem! Mas me matem apenas uma vez. Não façam como estão fazendo com o Toni.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de ser trucidado pelos “bad boys da intolerância”,&amp;nbsp; Toni corre o risco de ser massacrado, pisoteado, sangrando até a última gota da sua dignidade.&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;PS: &lt;/b&gt;O corpo do Toni ainda está no IML de Cuiabá aguardando resultados de exames pedidos pelo delegado que acompanha o caso e a chegada da família para liberá-lo. Dona Cecília, mãe dele, me informou que um de suas irmãs, que é arquiteta na França, deve vir ao Brasil. A Embaixada de Guiné-Bissau em Brasília também está acompanhando o caso e prestando apoio à família. O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, já se manifestou, repudiando o crime e pedindo desculpas à família e aos guineenses. Amigos e compatriotas do Toni estão se mobilizando em Cuiabá e aqui em Brasília, denunciando o assassinato e pedido para que seja tipificado como motivado por racismo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/denuncias/joao-negrao-as-duas-mortes-do-toni.html"&gt;João Negrão: As duas mortes do Toni | Viomundo - O que você não vê na mídia&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-6624632746623551110?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/6624632746623551110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=6624632746623551110&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/6624632746623551110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/6624632746623551110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/10/joao-negrao-as-duas-mortes-do-toni.html' title='João Negrão: As duas mortes do Toni'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-6704133143116043291</id><published>2011-10-14T23:18:00.001-03:00</published><updated>2011-10-14T23:18:38.157-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geopolítica'/><title type='text'>Naomi Klein: Ocupa Wall Street é o movimento mais importante do mundo hoje</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/arquivosCartaMaior/FOTO/74/foto_mat_30657.jpg"&gt;&lt;img alt="http://www.cartamaior.com.br/arquivosCartaMaior/FOTO/74/foto_mat_30657.jpg" src="http://www.cartamaior.com.br/arquivosCartaMaior/FOTO/74/foto_mat_30657.jpg" width="267" height="165"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;“Por que eles estão protestando?”, perguntam-se os confusos comentaristas da TV. Enquanto isso, o mundo pergunta: “por que vocês demoraram tanto? A gente estava querendo saber quando vocês iam aparecer.” E, acima de tudo, o mundo diz: “bem-vindos”. Dez anos depois, parece que já não há países ricos. Só há um bando de gente rica. Gente que ficou rica saqueando a riqueza pública e esgotando os recursos naturais ao redor do mundo. Leia o pronunciamento de Naomi Klein em Nova York.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Naomi Klein – Commondreams&lt;/strong&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br&gt;&lt;/strong&gt; &lt;p align="justify"&gt;Foi uma honra, para mim, ter sido convidada a falar em Occupy Wall Street na 5ª-feira à noite. Dado que os amplificadores estão (infelizmente) proibidos, e o que eu disser terá de ser repetido por centenas de pessoas, para que outros possam ouvir (o chamado “microfone humano”), o que vou dizer na Praça Liberty Plaza terá de ser bem curto. Sabendo disso, distribuo aqui a versão completa, mais longa, sem cortes, da minha fala. &lt;p&gt;Occupy Wall Street é a coisa mais importante do mundo hoje[1] &lt;p&gt;Eu amo vocês. &lt;p align="justify"&gt;E eu não digo isso só para que centenas de pessoas gritem de volta “eu também te amo”, apesar de que isso é, obviamente, um bônus do microfone humano. Diga aos outros o que você gostaria que eles dissessem a você, só que bem mais alto. &lt;p align="justify"&gt;Ontem, um dos oradores na manifestação dos trabalhadores disse: “Nós nos encontramos uns aos outros”. Esse sentimento captura a beleza do que está sendo criado aqui. Um espaço aberto (e uma ideia tão grande que não pode ser contida por espaço nenhum) para que todas as pessoas que querem um mundo melhor se encontrem umas às outras. Sentimos muita gratidão. &lt;p align="justify"&gt;Se há uma coisa que sei, é que o 1% adora uma crise. Quando as pessoas estão desesperadas e em pânico, e ninguém parece saber o que fazer: eis aí o momento ideal para nos empurrar goela abaixo a lista de políticas pró-corporações: privatizar a educação e a seguridade social, cortar os serviços públicos, livrar-se dos últimos controles sobre o poder corporativo. Com a crise econômica, isso está acontecendo no mundo todo. &lt;p align="justify"&gt;Só existe uma coisa que pode bloquear essa tática e, felizmente, é algo bastante grande: os 99%. Esses 99% estão tomando as ruas, de Madison a Madri, para dizer: “Não. Nós não vamos pagar pela sua crise”. &lt;p align="justify"&gt;Esse slogan começou na Itália em 2008. Ricocheteou para Grécia, França, Irlanda e finalmente chegou a esta milha quadrada onde a crise começou. &lt;p align="justify"&gt;“Por que eles estão protestando?”, perguntam-se os confusos comentaristas da TV. Enquanto isso, o mundo pergunta: “por que vocês demoraram tanto? A gente estava querendo saber quando vocês iam aparecer.” E, acima de tudo, o mundo diz: “bem-vindos”. &lt;p align="justify"&gt;Muitos já estabeleceram paralelos entre o Ocupar Wall Street e os assim chamados protestos anti-globalização que conquistaram a atenção do mundo em Seattle, em 1999. Foi a última vez que um movimento descentralizado, global e juvenil fez mira direta no poder das corporações. Tenho orgulho de ter sido parte do que chamamos “o movimento dos movimentos”. &lt;p align="justify"&gt;Mas também há diferenças importantes. Por exemplo, nós escolhemos as cúpulas como alvos: a Organização Mundial do Comércio, o Fundo Monetário Internacional, o G-8. As cúpulas são transitórias por natureza, só duram uma semana. Isso fazia com que nós fôssemos transitórios também. Aparecíamos, éramos manchete no mundo todo, depois desaparecíamos. E na histeria hiper-patriótica e nacionalista que se seguiu aos ataques de 11 de setembro, foi fácil nos varrer completamente, pelo menos na América do Norte. &lt;p align="justify"&gt;O Ocupa Wall Street, por outro lado, escolheu um alvo fixo. E vocês não estabeleceram nenhuma data final para sua presença aqui. Isso é sábio. Só quando permanecemos podemos assentar raízes. Isso é fundamental. É um fato da era da informação que muitos movimentos surgem como lindas flores e morrem rapidamente. E isso ocorre porque eles não têm raízes. Não têm planos de longo prazo para se sustentar. Quando vem a tempestade, eles são alagados. &lt;p align="justify"&gt;Ser horizontal e democrático é maravilhoso. Mas esses princípios são compatíveis com o trabalho duro de construir e instituições que sejam sólidas o suficiente para aguentar as tempestades que virão. Tenho muita fé que isso acontecerá. &lt;p align="justify"&gt;Há outra coisa que este movimento está fazendo certo. Vocês se comprometeram com a não-violência. Vocês se recusaram a entregar à mídia as imagens de vitrines quebradas e brigas de rua que ela, mídia, tão desesperadamente deseja. E essa tremenda disciplina significou, uma e outra vez, que a história foi a brutalidade desgraçada e gratuita da polícia, da qual vimos mais exemplos na noite passada. Enquanto isso, o apoio a este movimento só cresce. Mais sabedoria. &lt;p align="justify"&gt;Mas a grande diferença que uma década faz é que, em 1999, encarávamos o capitalismo no cume de um boom econômico alucinado. O desemprego era baixo, as ações subiam. A mídia estava bêbada com o dinheiro fácil. Naquela época, tudo era empreendimento, não fechamento. &lt;p align="justify"&gt;Nós apontávamos que a desregulamentação por trás da loucura cobraria um preço. Que ela danificava os padrões laborais. Que ela danificava os padrões ambientais. Que as corporações eram mais fortes que os governos e que isso danificava nossas democracias. Mas, para ser honesta com vocês, enquanto os bons tempos estavam rolando, a luta contra um sistema econômico baseado na ganância era algo difícil de se vender, pelo menos nos países ricos. &lt;p align="justify"&gt;Dez anos depois, parece que já não há países ricos. Só há um bando de gente rica. Gente que ficou rica saqueando a riqueza pública e esgotando os recursos naturais ao redor do mundo. &lt;p align="justify"&gt;A questão é que hoje todos são capazes de ver que o sistema é profundamente injusto e está cada vez mais fora de controle. A cobiça sem limites detona a economia global. E está detonando o mundo natural também. Estamos sobrepescando nos nossos oceanos, poluindo nossas águas com fraturas hidráulicas e perfuração profunda, adotando as formas mais sujas de energia do planeta, como as areias betuminosas de Alberta. A atmosfera não dá conta de absorver a quantidade de carbono que lançamos nela, o que cria um aquecimento perigoso. A nova normalidade são os desastres em série: econômicos e ecológicos. &lt;p align="justify"&gt;Estes são os fatos da realidade. Eles são tão nítidos, tão óbvios, que é muito mais fácil conectar-se com o público agora do que era em 1999, e daí construir o movimento rapidamente. &lt;p align="justify"&gt;Sabemos, ou pelo menos pressentimos, que o mundo está de cabeça para baixo: nós nos comportamos como se o finito – os combustíveis fósseis e o espaço atmosférico que absorve suas emissões – não tivesse fim. E nos comportamos como se existissem limites inamovíveis e estritos para o que é, na realidade, abundante – os recursos financeiros para construir o tipo de sociedade de que precisamos. &lt;p align="justify"&gt;A tarefa de nosso tempo é dar a volta nesse parafuso: apresentar o desafio à falsa tese da escassez. Insistir que temos como construir uma sociedade decente, inclusiva – e ao mesmo tempo respeitar os limites do que a Terra consegue aguentar. &lt;p align="justify"&gt;A mudança climática significa que temos um prazo para fazer isso. Desta vez nosso movimento não pode se distrair, se dividir, se queimar ou ser levado pelos acontecimentos. Desta vez temos que dar certo. E não estou falando de regular os bancos e taxar os ricos, embora isso seja importante. &lt;p align="justify"&gt;Estou falando de mudar os valores que governam nossa sociedade. Essa mudança é difícil de encaixar numa única reivindicação digerível para a mídia, e é difícil descobrir como realizá-la. Mas ela não é menos urgente por ser difícil. &lt;p align="justify"&gt;É isso o que vejo acontecendo nesta praça. Na forma em que vocês se alimentam uns aos outros, se aquecem uns aos outros, compartilham informação livremente e fornecem assistência médica, aulas de meditação e treinamento na militância. O meu cartaz favorito aqui é o que diz “eu me importo com você”. Numa cultura que treina as pessoas para que evitem o olhar das outras, para dizer “deixe que morram”, esse cartaz é uma afirmação profundamente radical. &lt;p align="justify"&gt;Algumas ideias finais. Nesta grande luta, eis aqui algumas coisas que não importam: &lt;p align="justify"&gt;Nossas roupas. &lt;p align="justify"&gt;Se apertamos as mãos ou fazemos sinais de paz. &lt;p align="justify"&gt;Se podemos encaixar nossos sonhos de um mundo melhor numa manchete da mídia. &lt;p align="justify"&gt;E eis aqui algumas coisas que, sim, importam: &lt;p align="justify"&gt;Nossa coragem. &lt;p align="justify"&gt;Nossa bússola moral. &lt;p align="justify"&gt;Como tratamos uns aos outros. &lt;p align="justify"&gt;Estamos encarando uma luta contra as forças econômicas e políticas mais poderosas do planeta. Isso é assustador. E na medida em que este movimento crescer, de força em força, ficará mais assustador. Estejam sempre conscientes de que haverá a tentação de adotar alvos menores – como, digamos, a pessoa sentada ao seu lado nesta reunião. Afinal de contas, essa será uma batalha mais fácil de ser vencida. &lt;p align="justify"&gt;Não cedam a essa tentação. Não estou dizendo que vocês não devam apontar quando o outro fizer algo errado. Mas, desta vez, vamos nos tratar uns aos outros como pessoas que planejam trabalhar lado a lado durante muitos anos. Porque a tarefa que se apresenta para nós exige nada menos que isso. &lt;p align="justify"&gt;Tratemos este momento lindo como a coisa mais importante do mundo. Porque ela é. De verdade, ela é. Mesmo. &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;[1] Discurso originalmente publicado no The Nation, em &lt;a href="http://www.thenation.com/article/163844/occupy-wall-street-most-important-thing-world-now."&gt;http://www.thenation.com/article/163844/occupy-wall-street-most-important-thing-world-now.&lt;/a&gt; Tradução para o português do Brasil, de Idelber Alvelar, da Revista Fórum, em &lt;a href="http://www.revistaforum.com.br/conteudo/detalhe_noticia.php?codNoticia=9518/a-coisa-mais-importante-do-mundo-."&gt;http://www.revistaforum.com.br/conteudo/detalhe_noticia.php?codNoticia=9518/a-coisa-mais-importante-do-mundo-.&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/em&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;Fonte: &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.commondreams.org/view/2011/10/07-0"&gt;Common Dreams via Carta Maior&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://planobrasil.com/2011/10/13/naomi-klein-ocupa-wall-street-e-o-movimento-mais-importante-do-mundo-hoje/"&gt;PLANO BRASIL - defesa geopolítica soberania (defense geopolitics strategy intelligence security) - Naomi Klein: Ocupa Wall Street é o movimento mais importante do mundo hoje «&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-6704133143116043291?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/6704133143116043291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=6704133143116043291&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/6704133143116043291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/6704133143116043291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/10/naomi-klein-ocupa-wall-street-e-o.html' title='Naomi Klein: Ocupa Wall Street é o movimento mais importante do mundo hoje'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-5970884721614819883</id><published>2011-08-25T17:34:00.004-03:00</published><updated>2011-08-27T16:49:20.800-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geopolítica'/><title type='text'>Debate: Desafios assimétricos do Brasil</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div align="justify"&gt;Car@s leitores,&lt;br /&gt;As ideias aqui exposta não são todas de nossa concordância, pois divirjo fundamentalmente de algumas delas. O objetivo desta publicação é somente produzir um debate e exercitar nossa crítica, não somente em relação ao texto, mas ao acontecimentos em escala global que envolve o Brasil numa perspectiva comparada.&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/conselho.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="213" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/conselho.jpg" title="conselho" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;h5&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;i&gt;Peter de Mambla para o Plano Brasil&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;&lt;h5&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Tradução: E.M.Pinto&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Clique nas imagens para vê-las em maior definição&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/h5&gt;&lt;h5 style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;i&gt;Segundo um velho ditado, existem três tipos de pessoas: aqueles que fazem as coisas acontecerem, aqueles que assistem as coisas acontecerem e aqueles que se perguntam o que está acontecendo. Nos dias de hoje podemos levar este pensamento a todas as nações do mundo, e determinar que existem aquelas nações que fazem acontecer, as outras que sabem o que está acontecendo e por último aquelas que têm pouca ou nenhuma idéia do que está acontecendo de fato.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;&lt;h2&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;i&gt;Peter de Mambla&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Rico-e-pobre.jpg" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="" height="219" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Rico-e-pobre.jpg" title="Rico e pobre" width="320" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;h5&gt;&lt;b&gt;Desafios assimétricos do Brasil&lt;/b&gt;&lt;/h5&gt;&lt;h5 align="justify"&gt;As nações que fazem as coisas acontecerem são obviamente as grandes potências que compõem os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Eles são os Estados Unidos da América, o Reino Unido, a França, a China e a Rússia.&lt;/h5&gt;&lt;h5 align="justify"&gt;As nações que “sabem” o que está acontecendo são as potências intermédias, como a Austrália, Canadá, Espanha, os países escandinavos, bem como as potências vencidas na&amp;nbsp; Segunda Guerra Mundial, como a Alemanha o Japão e a Itália.&lt;/h5&gt;&lt;h5 align="justify"&gt;Por fim teríamos as nações que certamente não sabem o que se passa no mundo, por exemplo Bangladesh, as Ilhas do Pacífico, Guiné Equatorial e muitos outros. Estas são nações pequenas e que podem ser consideradas os “peões” do tabuleiro de xadrez global. Eles são os que se perguntam “o que está acontecendo?”.&lt;/h5&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Big-boys-os-senhores-do-mundo.gif" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="" height="211" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Big-boys-os-senhores-do-mundo.gif" title="Big boys os senhores do mundo" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como mencionado, há algumas nações que por natureza seriam grandes potências, mas, pelo fato de terem sido derrotadas na Segunda Guerra Mundial, não têm outra opção senão aceitar a sua posição subordinada, observando os assuntos um pouco à margem, mantendo uma distância respeitosa e de silêncio, são nomeadamente a Alemanha, Japão e a Itália. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/brasil1.jpg" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="" height="160" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/brasil1.jpg" title="brasil" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porém, há um quarto tipo de nações, as chamadas potências emergentes, “jovens” entusiasmadas e ansiosas nações que almejam ou assentar-se ao lado das potências da “velha guarda” ou simplesmente suplantá-las. Neste contexto, temos entre outras nções, o Brasil, inegavelmente uma dessas novas&amp;nbsp; aspirantes à super potências.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas para aqueles que ousam “fazer”&amp;nbsp; acontecer e com isto desfrutar do posto de “comando”, é necessária muita experiência e astúcia, as potências emergentes devem antes de mais nada escalar o íngreme e difícil caminho para alcançarem o olimpo, e poderem atuar e decidir nos assuntos globais. Tendo isto em mente, aprimeira pergunta que vem a mente é de um modo tão básica como também relevante, o Brasil tem condições de chegar a este objetivo e adentrar ao clube? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;…este é o tema central deste artigo. &lt;/div&gt;&lt;b&gt;1. “O clube dos Big Boys os meninos grandes “&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/geopolitica.jpg" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="" height="307" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/geopolitica.jpg" title="geopolitica" width="391" /&gt;&lt;/a&gt;Os “meninos grandes” neste jogo, são os “donos’ do campo e da bola, ou seja, os membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas. E os “meninos grandes” dentro deste conselho, a força dominante, os caras que dtam as regras são os anglo-americanos, isto é, os Britânicos e os Americanos. Nesta análise, a França pertence ao grupo dos “big boys” tão somente porque acabou no lado dos vencedores da Segunda Guerra Mundial, além disso, suponho, porque eles têm algum status residual decorrente da sua história. Já a Rússia e a China representam as forças preeminentes fora da dominação e do controle Anlgo-Americano, em outras palavras, aqueles que representam um obstáculo para a hegemonia Anglo-Americana.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tempos atrás a Alemanha apresentou o maior perigo para a hegemonia britânica, a Alemanha assumiu o papel da França que lutou por séculos contra &lt;i&gt;la perfide Albion&lt;/i&gt; até que finalmente fez as pazes em uma &lt;i&gt;Entente cordiale&lt;/i&gt;, cujo objetivo foi o de enfrentar a ameaça Germânica.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/dividir-para-governar.png"&gt;&lt;img alt="" height="268" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/dividir-para-governar.png" title="dividir para governar" width="188" /&gt;&lt;/a&gt;Como &lt;i&gt;F. W. Engdahl&lt;/i&gt; afirma em seu livro&lt;i&gt; A Century of War (um século de guerra)&lt;/i&gt;, A grande potência da Grã-Bretanha aplicou a sua estratégia envolvida no apoio às potências mais fracas do continente, com o único objetivo de oporem-se à potência mais forte, isto é, a fim de manter o equilíbrio de poder tal que a &lt;i&gt;British hegemony&lt;/i&gt; (hegemonia britânica) não seria assim ameaçada. Como é óbvio, a melhor opção era jogar as duas grandes potências uma contra a outra, para que assim pudessem eventualmente, degladiarem-se em uma guerra, tornando a equação nula pois ao fazê-lo, se anulariam mutuamente, deixando o espaço para a potência britânica intacta e igualmente poderosa.&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Geopolitica1.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="245" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Geopolitica1.jpg" title="Geopolitica" width="266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De fato isso constituía a grande estratégia da Grã-Bretanha na última parte do século XIX, ao longo do século XX e, porque não dizer, até hoje…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porém, enquanto a Alemanha foi retirada, anulada pela equação, a Rússia sobreviveu, mas numa análise mais profunda, a retirada deste segundo ator não será fácil e deve ser feita com muito cuidado, a distância. De lá para cá muita cosia mudou e o ponto central da discussão agora alinhou-se a um outro ator de peso, a China, que surgiu desde então e levanta-se opondo-se as potências anglo-americanas. &lt;/div&gt;&lt;b&gt;2. The Powers That Be&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/entente-cordiale.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="640" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/entente-cordiale.jpg" title="entente cordiale" width="484" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesta altura, torna-se necessário esclarecer exatamente quem são os anglo-americanos. Para muitos este anglo americano seria o americano médio o “comedor de hamburger”, que vive nos subúrbios dos Estados Unidos e que tenta pagar as suas hipotecas ou&amp;nbsp; mesm, o seu homólogo britânico do mesmo gênero&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este cidadão médio, embora seja parte do grupo dos “big boys”, não faz a mínima idéiacriadanas sombras da noite por um cartel privado de ricos e poderosos Banqueiros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este cartel bancário, com seus centros de poder dividido entre o &lt;i&gt;Batman&lt;/i&gt; da Cidade de Londres e do &lt;i&gt;Robin&lt;/i&gt; de &lt;i&gt;Wall Street&lt;/i&gt;, e que finalmente venceu no início do século XX a sua batalha para executar e controlar os Estados Unidos.&amp;nbsp; Houve até cerat resistência por alguns, mas apesar de presidentes como o FDR e JFK resistirem ao poder do seu dinheiro, o interesse do povonão poderia prevalecer no final e, desde JFK, os presidentes norte-americanos têm sido algemados e firmemente subjulgados ao controle dessa oligarquia financeira. &lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/JFK.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="303" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/JFK.jpg" title="JFK" width="432" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta oligarquia representa um governo que não é do povo, pelo povo ou para o povo. Por esta razão, ela deve ser necessariamente um governo das “sombras”, que opera nos bastidores em segredo, pois não pretende despertar a curiosidade e escrutínio deste povo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este sistema oligárquico de governo tem suas raízes, principalmente, na oligarquia de Veneza, que durante mais de um milênio atuou de forma diabólica na diplomacia e inteligência política, manipulando e controlando os seus vizinhos europeus, jogando-os&amp;nbsp; uns contra os outros na prática dos seus próprios interesses nefastos. Eventualmente, essa oligarquia transplantou-se nas Ilhas Britânicas e de lá continuou a ser uma ameaça para a humanidade. Porém, apesar de poderosa esta oligarquia enfrenta atualmente uma série de grandes desafios e adversários. &lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/oligarquia.jpg" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="" height="328" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/oligarquia.jpg" title="oligarquia" width="500" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O cassino de dívida de reservas &lt;i&gt;Fraction-banking&lt;/i&gt; está finalmente atingindo seu ponto final matemático. Se a economia global vale cerca de US$ 60 trilhões de dólares e as quantidades fictícias derivados da dívida são cerca de US$ 1,5 quatrilhão, então essa dívida não pode ser paga. A insistência atual decai sobre as medidas de austeridade – cortar serviços públicos de tal modo a poder saudar a dívida que é impagável, nada mais é do que “crueldade sobre palafitas”( creio que&amp;nbsp; amelhor tradução seria bater aleijado). Porém a resistência entre as massas está aumentando e a oligarquia de mesmo modo tem acelerado a chegada do momento final.  &lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Fractional-banking.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="417" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Fractional-banking.jpg" title="Fractional banking" width="600" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muito lentamente está sendo instituído um estado policial, extremista, que pode ser sentidos nos EUA com a imposição do &lt;i&gt;Patriot Act &lt;/i&gt;e medidas similares no Reino Unido.&lt;br /&gt;O outro grande desafio para esta oligarquia está na parte do mundo que não está sob o seu controle. Tendo finalmente afastado a Alemanha como uma grande ameaça à sua hegemonia na metade do século XX, esta oligarquia tem na sua frente dois gigantes, a Rússia e a China que bloqueiam o seu caminho rumo a hegemonia global.&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;3.&amp;nbsp; Pax (Anglo)- Americana&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;Halford Mackinder&lt;/i&gt; foi um geógrafo britânico que ajudou a geopolítica encontrado nela a Geoestratégia. Ele é particularmente lembrado por sua&amp;nbsp; &lt;i&gt;Heartland Theory&lt;/i&gt;, que pode ser resumida da seguinte forma: “Quem controla a Europa oriental comanda a &lt;i&gt;Heartland&lt;/i&gt;. Quem governa a &lt;i&gt;Heartland&lt;/i&gt; comanda o Mundo Ilha. Quem governa o Mundo Ilha controla o mundo”.&amp;nbsp; Esta teoria teve alguma influência sobre os estrategistas nazistas levando-os a incentivar o seu” caminho para o Oriente “durante a Segunda Guerra Mundial.&lt;br /&gt;A importância desta teoria para os estrategistas britânicos era servir como um alerta sobre a possibilidade de ter uma outra potência, ou um conglomerado de potências, dominando o território da Eurásia, o que&amp;nbsp; tornaria irrelevante a supremacia marítima britânica que até então era capaz de controlar as rotas de comércio marítimo mundial.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/depositphotos_5084864-Eurasia.jpg" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="" height="369" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/depositphotos_5084864-Eurasia.jpg" title="depositphotos_5084864-Eurasia" width="493" /&gt;&lt;/a&gt;Atualmente esta é a mesma preocupação dos geoestrategistas Americanos, como os britânicos do passado, os EUA são hoje a potência marítima que tenta impedir qualquer potência rival de dominar a Eurásia e, a partir daí, o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;Zbigniew Brzezinski&lt;/i&gt;, a eminência parda da administração &lt;i&gt;Obama&lt;/i&gt;, que anteriormente serviu como Conselheiro de Segurança Nacional do presidente &lt;i&gt;Jimmy Carter&lt;/i&gt;, escreveu sobre as exigências geoestratégica dos Estados Unidos em seu livro de 1998, &lt;i&gt;The Grand Chessboard: a Primazia americana e seus imperativos geoestratégicos&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele começa o livro da seguinte forma: “É imperativo que nenhum desafiador Eurasiano tenha emergia capaz de dominar a Eurásia e, portanto, a América. A formulação de uma abrangente e integrada geoestratégia eurasiana é, portanto, o propósito deste livro. “ &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Falando do momento histórico da América, ele diz: “Para a América, o principal trunfo geopolítico é a Eurásia … Agora, um poder não-Eurasiano é proeminente na Eurásia – e a primazia global dos Estados Unidos é diretamente dependente de quanto tempo e quão eficazmente a sua preponderância no continente euro-asiático será sustentado “. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Debruçado sobre este tema, ele julga ser um assunto, tênue e crítico, mas também, deixa transpassar claramente não só “o que” mas também o “como” a América deve gerenciar Eurásia”. Um poder que dominasse a Eurásia controlaria duas das três regiões do mundo mais produtivas e avançados economicamente. Um simples olhar ao mapa também sugere que o controle sobre a Eurásia quase que automaticamente implicaria na subordinação da África, tornando o Hemisfério Ocidental (Américas) e Oceania, geopoliticamente periféricos ao continente central do mundo. Cerca de 75% da população mundial vive na Eurásia e a maioria da riqueza física do mundo está lá também, isto sem falar nas riquezas que se escondem a baixo do solo. A Eurásia responde por cerca de 3/4 dos recursos energéticos do mundo conhecido”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Barbadros.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="345" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Barbadros.jpg" title="Barbadros" width="500" /&gt;&lt;/a&gt;Seu conselho para manter e gerir este continete é o seguinte: “Para colocá-lo em uma terminologia que remonta à idade mais brutal dos antigos impérios, os três grandes imperativos da geoestratégia imperial são: evitar a colisão e manter a dependência da segurança entre os vassalos, desta forma mantemos nossos “clientes” dóceis e protegidos, e assim impedimos que os bárbaros se unam. “&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele continua mais adiante: “De agora em diante, os Estados Unidos pode ter que determinar como lidar com as coalizões regionais que buscam empurrar a América para fora da Eurásia, ameaçando o &lt;i&gt;status&lt;/i&gt; da América como uma potência global.” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sua conclusão é, essencialmente, que a importância de alguns lugares da Eurásia para o Estados Unidos nada mais são que o “prêmio de uma manobra de manipulação, que deve visar evitar o surgimento de uma coalizão hostil que desta maneira poderia, eventualmente, visar contestar a primazia dos Estados Unidos.” &lt;/div&gt;&lt;b&gt;4. La Résistance&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/RussiA.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="250" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/RussiA.jpg" title="RussiA" width="450" /&gt;&lt;/a&gt;Os “bárbaros” para a oligarquia anglo-americana que não podem manter-se unidos, são essencialmente os Russos e os chineses. Os russos têm lutado muito contra o poder antagônico, resistindo a intriga da geopolítica britânica – “O grande jogo” – e foram cruciais para frustrar os esforços britânicos em derrotar a União durante a Guerra Civil dos EUA. Eles suportaram o peso da fúria de Hitler durante a Segunda Guerra Mundial, o líder alemão foi alimentado e financiado pela inteligência anglo-americana, quer dizer, pela oligarquia financeira (embora eles não contassem que Hitler tomaria o seu rumo a oeste, mudando de direção e tornando-se um Frankenstein que ameaçaria a existência do seu criador).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta oligarquia de certa forma prejudicou a Rússia ao derrotar o comunismo soviético, quase acabou com ela, para isto implantou lá a famosa “&lt;i&gt;terapia de choque&lt;/i&gt;“, instituída durante o reinado caótico e desastroso de &lt;i&gt;Boris Yeltsin&lt;/i&gt;, período o qual a Rússia foi saqueada pelos oligarcas locais e trazida aos seus joelhos. &lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Wladmir-putin.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="347" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Wladmir-putin.jpg" title="Wladmir putin" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Patrióticos russos na comunidade da inteligência russa decidiram que já era o suficiente e acabaram com essa destruição e empobrecimento do país. Eles perseguiram a maioria desses oligarcas (novos Russos) que fugiram correndo com seus mal-ganhos bilhões de dólares para Londres e Tel Aviv. Com Putin ao leme, a Rússia começou a resistir ainda mais aos esforços no exterior, esforços estes que visavam enfraquecer a Rússia e eliminá-la a partir da &lt;i&gt;equação global&lt;/i&gt;, dividindo o país em cinco ou mais nações menores, e desta forma entregando-os facilmente as manipulações de qualquer multinacional aos seus serviços.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma parte óbvia da resistência seria esmagá-los militarmente.&amp;nbsp; Mas para isto seriam necessários alguns requisitos, o que tem sido atrapalhados pela resposta russa.&amp;nbsp; Prevendo este colapso a Rússia tem recentemente se concentrado em investimentos específicos e busca manter-se na vanguarda das principais áreas cruciais para a sua defesa, como por exemplo os ICBM Topol-M que é projetado para penetrar qualquer defesa antimísseis altamente avançados. Junta-se a isso o desenvolvimento de caças da família Sukhoi, iguais ou melhores que os rivais ocidentais (com exceção do F 22), bem como dos sistemas terra-ar S-300, S-400 e, agora os S-500, projetados para neutralizar a vantagem do Ocidente mediante a superioridade aérea. &lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/russia-2.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="209" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/russia-2.jpg" title="russia 2" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outra parte da resistência está na guerra de informação e neste ponto, um jogador importante na resistência Russa é sem duúvida o General &lt;i&gt;Leonid Ivashov&lt;/i&gt;, que anteriormente era o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas e que atualmente ocupa o cargo de vice-presidente da Academia de assuntos Geopolíticos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Consciente do tipo de dominação que os anglo-americano gozam na guerra de informação, o General &lt;i&gt;Ivanov &lt;/i&gt;e os seus colegas criaram um intrincado sistema de contra ataque cibernético e informativo. Revistas escritas em Inglês surgiram, dando uma perspectiva da alternativa russa sobre os temas. De fato, estes escritórios são alimentados por escritores da inteligência russa. É interesse da comunidade de inteligência russa dizer a “verdade” no que diz respeito a esta luta, portanto fornecem as informações sobre o que realmente está acontecendo em matéria de geopolítica segundo a sua ótica. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim, sempre que surge uma dúvida sobre questões geopolíticas eles recorrem aos &lt;i&gt;Think-tank&lt;/i&gt;: &lt;i&gt;Strategic Culture Foundation; New Eastern Outlook; e Oriental Revie. &lt;/i&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A versão russa da BBC, a RT, é uma outra forma da guerra de informação que os russos estão oferecendo. Aparentemente fazendo muito bem, a rede abriu a RT Latina, oferecendo a multidão de “tolos” (os cidadãos médios), uma alternativa de notícias nos EUA, uma plataforma de destaque diga-se de passagem. Soma-se a isso a abertura das versões em espanhol e em língua árabe, o que tem feito o suficiente para pelo menos deixar &lt;i&gt;Hillary Clinton&lt;/i&gt; preocupada. Qual a razão de deixar a geração de opinião apenas nas mãos dos Anglo-Americanos? &lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Bilderbergs.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="" height="300" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Bilderbergs.jpg" title="Bilderbergs" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os russos, deve ser dito, parecem estar adorando irritar aos anglo-americanos com a RT. Eles relatavam com alegria indisfarçável o que acontecia na reunião dos &lt;i&gt;Bilderberg&lt;/i&gt; na Espanha em Junho de 2010, quebrando um tabu proibido pela mídia. A existência até então desta organização foi oficialmente negada e a crença em sua existência foi limitada a &lt;i&gt;wild-eyed &lt;/i&gt;dos conspiracionistas. Mas com a RT proclamando a sua existência a partir do seu terraço, a pretensão não poderia mais ser mantida em segredo, após todas essas décadas os &lt;i&gt;Bilderbergers &lt;/i&gt;são agora obrigados a ter um&lt;i&gt; site&lt;/i&gt; e a revista &lt;i&gt;the Economist&lt;/i&gt; (como o porta-voz do &lt;i&gt;establishment&lt;/i&gt; britânico, centrada em torno da cidade de Londres, a oligarquia financeira, a instituição mais poderosa do mundo) prontamente reconhece a sua existência e admite que o seu editor é um participante ocasional, embora de um modo desdenhado projetado para minimizar a sua importância e significado. &lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/FED.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="400" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/FED.jpg" title="FED" width="500" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A OTAN prometeu a &lt;i&gt;Gorbachev&lt;/i&gt; que não iria se expandir para a Europa Oriental se &lt;i&gt;Gorbachev&lt;/i&gt; não interviesse na reunificação da Alemanha. Evidentemente esta promessa foi feita de dedos cruzados, pois violando o acordo assinado com a Rússia a OTAN se expandiu até a sua fronteira limitrofe e até quase&amp;nbsp; a ultrapassou, até que a Rússia resolveu dar um basta, esmagando a Geórgia na Guerra de 2008, que muito provavemente teria sido instigada pela ação de &lt;i&gt;Brzezinski&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Russia_Georgia.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="" height="198" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Russia_Georgia-300x198.jpg" title="Russia_Georgia" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pelo menos, desde que &lt;i&gt;Wladmir Putin &lt;/i&gt;esteja por perto mesmo a facção “rebelde” a qual ele está associado, a Rússia irá resolver e vai continuar a desafiar a oligarquia anglo-americana.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A China, talvez em consonância com a sua tradição confuciana, age com moderação e finesse na sua resposta à contínua intriga anglo-americana que tenta cercá-la e depois quebrá-la. A grande estratégia neste caso é a de gradualmente torná-la dependente dos recursos vitais até que ela seja forçada a entrar nas fronteiras pouco povoadas da Rússia do extremo oriente, fazendo com que a Rússia e a China partam para o confronto e, assim, se anulem mutuamente, aos mesmos moldes do esperado na segunda guerra, quando os atores eram Rússia e Alemanha, diga-se de passagem, plano parcialmente bem sucedido. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para este fim, os EUA, como potência marítima, tem estado ocupado a tentar dominar as posições navais estratégicas ao estrangulamento do comércio marítimo, crucial para o crescimento continuado da China, ou seja, o Estreito de &lt;i&gt;Ormuz&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Bab-el-Mandeb&lt;/i&gt; e o Estreito de &lt;i&gt;Malaca&lt;/i&gt;, de tal forma que um bloqueio destas rotas cruciais, selaria por si só o seu destino, deixando a China aleijada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Gwadar.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="309" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Gwadar.jpg" title="Gwadar" width="538" /&gt;&lt;/a&gt;A China respondeu a esta ameaça às suas linhas de comunicação marítimas com o que foi chamado de política de “colar de pérolas”, que segundo um relatório interno dos EUA, do Departamento de Defesa, intitulada “&lt;i&gt;Energy Futures in Asia&lt;/i&gt;“, que descreve-o como a manifestação “da crescente influência da China geopolítica através dos esforços para aumentar o acesso aos portos e aeroportos, e desenvolver especiais relações diplomáticas, modernizar as forças militares que se estendem desde o Mar da China Meridional através do Estreito de &lt;i&gt;Malaca&lt;/i&gt;, em todo o Oceano Índico, e para o Golfo Pérsico. “&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em resposta à ameaça representada pelo ponto de estrangulamento no Estreito de &lt;i&gt;Malaca&lt;/i&gt;, os chineses têm se esforçado em construir corredores de transporte por vias terrestres destinados ao transporte de recursos vitais para a China e ignorar tais pontos de estrangulamento. A Birmânia e o Paquistão são dois países onde os chineses estão fazendo tais esforços, como a construção de um porto de águas profundas em &lt;i&gt;Sittwe&lt;/i&gt;, Myanmar, e um grande porto em &lt;i&gt;Gwadar&lt;/i&gt;, no Paquistão, que também é provavelmente uma base naval para os chineses a aproximadamente 200 milhas do Estreito de &lt;i&gt;Ormuz&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os anglo-americanos reagiram tentando desestabilizar Mianmar com uma mudança de regime através da “&lt;i&gt;Revolução do Açafrão&lt;/i&gt;” e, com relação ao Paquistão, parecem decididos a romper o país em três ou mais, com a parte que contém o grande porto de &lt;i&gt;Gwadar&lt;/i&gt; criando o novo país de &lt;i&gt;Baluchistan&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Tiananmen.gif" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="" height="247" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Tiananmen.gif" title="Tiananmen" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Os Esforços para desestabilizar e dividir a China estão em curso, talvez começando com a revolta da praça de &lt;i&gt;Tienanmen&lt;/i&gt; em uma tentativa inicial de uma revolução de cores, em 1989, mais recentemente com a agitação &lt;i&gt;uigur&lt;/i&gt; no oeste da China e a agitação contínua por um particular estritamente definido conjunto de “direitos humanos”, que é, na realidade, uma significava criação de divisões que irão resultar na fragmentação da China em feudos rivais insignificantes, que como presumível, não são páreo para a &lt;i&gt;Halliburton&lt;/i&gt; ou qualquer outra multinacional sem princípios.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Escusado será dizer que os chineses e os russos não vão ficar de braços cruzados assistindo tudo isto acontecer, eles já mexem as suas peças no tabuleiro, até mesmo decidiram organizarem-se entre si para resistir a esses esforços que visam a sua destruição. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os chineses, em 2001, tomaram a iniciativa de fundação da Organização de Cooperação de Xangai (SCO), composto por China, Rússia, Cazaquistão, Uzbequistão, Quirguistão e Tajiquistão. Índia, Irã, Mongólia e Paquistão desfrutam do &lt;i&gt;status&lt;/i&gt; de observadores na organização, a Bielorrússia e o Sri Lanka, nenhum dos quais são países da Ásia Central, assumiram o &lt;i&gt;status &lt;/i&gt;de parceiros de diálogo, em 2009. &lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/tigre-tamil.jpg" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="" height="240" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/tigre-tamil.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Após esta união o Sri Lanka foi finalmente capaz de derrotar os separatistas &lt;i&gt;Tigres Tâmeis&lt;/i&gt; depois de muitos anos de guerra civil com a ajuda de membros da SCO Rússia e China. O Sri Lanka é estrategicamente importante para os chineses, porque está localizado ao longo das linhas do seu mar de comunicação. A China está atualmente construindo o que é amplamente considerado como uma base naval no Sri Lanka na cidade de &lt;i&gt;Hambantota&lt;/i&gt;. Durante a ofensiva do governo do Sri Lanka contra os Tigres Tamil, os anglo-americanos reagiram aos gritos sobre os direitos humanos e desde então, ameaçaram as lideranças do Sri Lanka com processos por alegadas violações dos direitos humanos durante a luta final contra os Tigres.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sem dúvida para a consternação dos Estados Unidos, o Afeganistão é a parte do Grupo-SCO que serve com um meio pelo qual os países membros da SCO podem contribuir para a estabilidade e reconstrução da região e do próprio Afeganistão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O escritor iraniano&amp;nbsp; &lt;i&gt;Hamid Golpira&lt;/i&gt; declarou os objetivos geopolíticos do SCO definindo-o segundo a teoria de &lt;i&gt;Brzezinski&lt;/i&gt;: &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;“O controle do território Eurasiano é a chave para a dominação global, o controle da Ásia Central é a chave para o controle do território Eurasiano”. &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parece que a Rússia e a China tem prestado atenção à teoria &lt;i&gt;Brzezinski&lt;/i&gt;, já que eles formaram a Organização de Cooperação de Xangai em 2001, supostamente para conter o extremismo na região e aumentar a segurança nas fronteiras, mas muito provavelmente com o real objetivo de contrabalançar as atividades das Nações Unidas e da OTAN na Ásia Central.&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/BRICS.png"&gt;&lt;img alt="" height="207" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/BRICS.png" title="BRICS" width="450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Além das iniciativas como a resistência SCO que representa a resistência para a unidade anglo-americana em sua busca pela hegemonia global, existem outras formas de multilateralismo que vieram à tona, como o agrupamento incipiente dos BRICS ( Brasil, Rússia, Índia e China), representando as aspirações das potências emergentes para um assento na mesa das instituições globais e tomadas de decisão. &lt;/div&gt;&lt;b&gt;5. Brasil – O País do Futuro?&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/unasur.jpg" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="" height="196" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/unasur.jpg" title="unasur" width="256" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Brasil, como uma potência em desenvolvimento, está baseando sua ascensão diplomaticamente sobre a integração regional, com o Brasil como líder natural da região. E para fazer isso, ele deve deslocar os Estados Unidos como nação hegemônica na América do Sul. A União de Nações Sul-Americanas (Unasul) é um esforço do Itamaraty, o ator principal que busca alcançar a união sul-americana na emulação da União Européia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contribuindo para esse objetivo no cenário internacional, o Brasil é a favor de um mundo multilateral, em oposição a um mundo unipolar anglo-americano e portanto, trabalha em cooperação com outras potências emergentes para este fim, especialmente após agrupar-se aos BRICS, mas também aos IBSA (Índia, Brasil, África do Sul). O Brasil&amp;nbsp; acredita que a ascensão de outras potências emergentes e o multilateralismo que ela representa seja a melhor garantia da sua própria ascensão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/IBAS.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="" height="66" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/IBAS.jpg" title="IBAS" width="396" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A própria ascensão econômica do Brasil, depende, em grande medida, do crescimento econômico dos parceiros BRICS como a China. Especialmente na sua exigência de recursos o que torna o Brasil um elegível parceiro totalmente aparelhado para lhe sanar as necessidades.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/quarta-frota.jpg" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="" height="273" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/quarta-frota.jpg" title="quarta frota" width="393" /&gt;&lt;/a&gt;A oligarquia Norte-americana entretanto, não olha com bons olhos a possibilidade desta “perda” de hegemonia regional. Em resposta a criação da incipiente UNASUL e da criação de um Conselho de Defesa Sul-Americano (CDS), os EUA reativaram a IV Frota, que permanecia adormecida desde 1950. Isto acendeu os protestos oficiais do Brasil e da Argentina quanto à finalidade da frota. Não para por aí, os EUA pouco depois anunciaram a sua intenção de estabelecer sete bases na Colômbia, provocando mais alarme nas nações sul-americanas, incluindo o Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Além de criação destas entidades o Brasil e a política externa estão consciente de que o caminho necessário para o Brasil realizar o seu objetivo, passa pela integração regional e mais importante ainda,&amp;nbsp; da garantia da hegemonia regional. Por isto o que já era estabelecido no meio militar já há algum tempo, passou a ser consciência de que a cobiça por nações estrangeiras na Amazônia, tanto na verde quanto na Azul (em momento oportuno) não são meros devaneios e já estão se ajustando e se preparando em conformidade a realidade que se avizinha. &lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;6. Probidade incomum&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu estava fazendo uma refeição com uns amigos no restaurante &lt;i&gt;Oklahoma &lt;/i&gt;no Flamengo, Rio de Janeiro e a TV estava no fundo mostrava a notícia de que o então Presidente Lula da Silva, havia recentemente decidido avançar com a construção da barragem de Belo Monte. o vídeo mostrava índios protestando contra a obra. &lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/indios-belo-monte.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="525" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/indios-belo-monte.jpg" title="indios belo monte" width="700" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Virando-se para um dos meus interlocutores eu perguntei: “Você acha que eles devem ir em frente e construir essa represa?” Ele disse que achava que deveriam. Depois de assistir o filme e relatar mais algumas novidades, aquele sujeito logo seguiu a conversa com um: “Sabe aqueles índios protestando? são financiadas por interesses estrangeiros, a fim de prejudicar o desenvolvimento do Brasil e roubarem as riquezas contidas na Amazônia” Ele balançou a cabeça vigorosamente.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Surpreso, perguntei-lhe como ele sabia disso?&amp;nbsp; Leu numa revista ou jornal? Como ele havia se informado sobre o assunto? Para meu espanto ele anunciou com orgulho que tinha sido um oficial do Exército Brasileiro durante oito anos, no corpo de blindados e ainda estava servindo na reserva como tenente. Esquemas&amp;nbsp; estrangeiros na Amazônia eram de conhecimento comum no serviço militar, ele me assegurou.&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Em-defesa-dos-indios-OEA.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="415" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Em-defesa-dos-indios-OEA.jpg" title="Em defesa dos indios OEA" width="600" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Isto contrastou fortemente com o que percebi na população civil que, pela minha experiência, parecia não saber nada sobre tais esquemas, foi quando então ele disse que inclusive já havia lutado para defendê-la. Por exemplo, meus colegas de casa (Rio de Janeiro), em seus vinte e tantos anos de idade, quando não estão interessados em fumar “maconha” seja qual for o motivo, estão preocupados com o fim de semana, com uma ida à praia ou, à noite, Lapa ou algum clube. &lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Brazil-Brasil.jpg" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="" height="199" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Brazil-Brasil.jpg" title="Brazil-Brasil" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A impressão geral que fiquei no meu tempo no Brasil, era de que as pessoas tendem a ver menos o seu governo como uma instituição, servindo-os e mais como um obstáculo a ser evitado ou, na falta deste, superado, por meio de uma aplicação hábil do famoso “jeitinho brasileiro”. Na minha cabeça eu achava que informando-os de tais realidades geopolíticas eu iria levá-los a indignação e uma insistência para que os seus representantes eleitos fizessem algo, mas a resposta quase sempre era na forma de um olhar de consternação e ingenuidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A resposta parecia ser: “O que isso tem a ver comigo?&amp;nbsp; É da responsabilidade de quem tem a responsabilidade de tais coisas “, era o que eles pareciam dizer em seus olhares. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Isto explica a grande desconexão entre os militares e o público em geral. Enquanto o estabelecimento militar parece plenamente consciente de tais enganos e esquemas de interesses estrangeiros e governos no Brasil, o público parece totalmente ignorante de tal fato, trata-o como absurdo quando se diz, ou simplesmente são completamente indiferentes. &lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/brasil-de-todos.gif"&gt;&lt;img alt="" height="354" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/brasil-de-todos.gif" title="brasil-de-todos" width="485" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Claramente parece haver uma grande divergência entre o estabelecimento militar e os outros estabelecimentos e instituições. Ao contrário, por exemplo, em países anglo-saxões, onde o Judiciário goza de uma reputação de imparcialidade, justiça e assim por diante, o Judiciário brasileiro é conhecido por ser corrupto.&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/stflibera.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="427" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/stflibera.jpg" title="stflibera" width="468" /&gt;&lt;/a&gt; E o &lt;i&gt;establishment&lt;/i&gt; político é extremamente venal, o que descaradamente, faz com que o público tenha pouca confiança e portanto demonstre quase nenhuma surpresa ou mesmo preocupação com o mais recente escândalo chocante.&lt;a href="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2008/08/brasilia-charge.jpg"&gt;&lt;img alt="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2008/08/brasilia-charge.jpg" height="320" src="http://humbertodealmeida.com.br/wp-content/uploads/2008/08/brasilia-charge.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt; (Os únicos que parecem realmente ter trabalhado ao longo desses escândalos é a mídia e alguns estudantes).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que faz com que o estabelecimento militar olhe o todo com melhor percepção. Fiquei surpreso ao saber que durante a Ditadura, os líderes militares não se enriqueceram, mas em vez disso, modestamente se aposentaram com suas pensões militares. Propriedades e probidades tais que contrastam marcantemente com a liderança civil que se seguiu à ditadura, a ponto de me perguntar se o estabelecimento militar é do mesmo país ou&amp;nbsp; de algum outro laneta completamente diferente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fica-se perplexo ao saber que uma das grandes “injustiças” declaradas destes pais (como se não houvesem outras) diz respeito a quantidade de abuso de poder que havia, durante a ditadura, que durou cerca de 20 anos, mas especificamente de quão pouco… Isto claro em contraste com as ditaduras em países vizinhos como Chile e Argentina, onde muitos milhares foram mortos pelo governo, ao longo dos 20 anos de ditadura militar no Brasil, a quantidade de assassinatos foi surpreendentemente limitado a menos de 400. Claro que isso é lamentável por si só, porém, proporcionalmente e relativamente a sua população, a ditadura do Brasil aparece de forma positivamente “benigna”. &lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/ditadura.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="377" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/ditadura.jpg" title="ditadura" width="541" /&gt;&lt;/a&gt;Isso apesar do fato da ditadura basear a sua existência sobre a ameaça da revolução comunista, que, se tivesse sido permitida ter sucesso, teria supostamente realizado muito mais abusos de direitos humanos.&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/liberdade.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="350" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/liberdade.jpg" title="liberdade" width="436" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;7. Use It Or Lose It&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/selva.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="375" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/selva.jpg" title="selva" width="500" /&gt;&lt;/a&gt;Se o estabelecimento militar é o mais nobre dos estabelecimentos e instituições Brasileiras (como parece o caso – eu sei muito pouco sobre a instituição da Igreja Católica, no Brasil ou em outro lugar, para comentar sobre isso), por isso não seria nenhuma surpresa que o &lt;i&gt;establishment&lt;/i&gt; militar seria um dos mais preocupados com as ameaças de curto e longo prazo para a soberania da nação e da integridade territorial e até mesmo a coesão social.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/amazonia-internacional.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="310" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/amazonia-internacional.jpg" title="amazonia internacional" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;O Coronel &lt;i&gt;Gelio Fregapani&lt;/i&gt; era, antes de sua aposentadoria, um alto oficial do exército brasileiro ligado às questões estratégicas e suas implicações no domínio militar. Ele ocupou cargos importantes do Exército e da Secretaria de Estado, mas também foi um alto funcionário do serviço de inteligência do Brasil, ABIN. Ele é um especialista em Amazônia e foi um dos fundadores e desenvolvedores da doutrina de guerra na selva do Brasil. Ele tem pós-graduação em ciências políticas, política e estratégia e planejamento de governo, e escreveu três livros: “&lt;i&gt;A Amazônia e a cobiça internacional maciça&lt;/i&gt;”; “&lt;i&gt;No lado de dentro da selva&lt;/i&gt;”, e “&lt;i&gt;Segredos da Espionage&lt;/i&gt;m”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O coronel &lt;i&gt;Fregapani &lt;/i&gt;foi franco e direto quando respondeu as perguntas sobre as ameaças à soberania do Brasil e a integridade territorial na Amazônia, bem como dos interesses estrangeiros sobre as riquezas da mata e dos minerais, ele tem sido um dos principais impulsionadores por trás orientação do Exército Brasileiro para a preparação da defesa&amp;nbsp; da Amazônia contra supostos agressores externos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Devido as suas reclamações (talvez demasiadas) sobre essas ameaças como o chefe do Grupo de Trabalho da Amazônia, um grupo de inteligência composto por representantes das forças armadas, Polícia Federal e Serviço de Inteligência, o coronel &lt;i&gt;Fregapani &lt;/i&gt;foi dispensado de seu comando pelo ministro da Defesa, &lt;i&gt;Nelson Jobim&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/comando-d-eselva.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="258" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/comando-d-eselva.jpg" title="comando d eselva" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;Talvez o abismo que separa os líderes civis e os militares no Brasil é tal que a liderança civil muitas vezes não acredita no que os seus militares dizem. Mas se esta ação foi feita para parar o militar de continuar a reclamar da ameaça à soberania da nação e da integridade territorial, não funcionou, pouco tempo depois, não menos que o General &lt;i&gt;Augusto Heleno&lt;/i&gt; criticou publicamente a política indigenista do governo, repetindo muitas das queixas levantadas pelo Coronel &lt;i&gt;Fregapani.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O general estava alertando sobre a Declaração de 2007 da ONU sobre os direitos dos povos indígenas, dos quais o Brasil foi signatário, mas que, curiosamente, os países anglo-saxões como os EUA, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, que também possuem as suas próprias populações indígenas, não assinaram. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/gen-augusto-heleno.jpg" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img alt="" height="300" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/gen-augusto-heleno.jpg" title="gen augusto heleno" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;Os militares brasileiros mantém firmemente a opinião de que tal medida constitui uma grave ameaça à soberania do país e da integridade territorial, e dá a entender que isso é pura desculpa encoberta por uma verdadeira preocupação pelos&amp;nbsp; interesses dos povos indígenas. Eles defendem a presença do governo brasileiro na região, não só militarmente, mas em termos de prestação de serviços sociais básicos pelo Estado e assim por diante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Geral &lt;i&gt;Heleno&lt;/i&gt;, em primeiro lugar, é um general, e, por outro, foi o primeiro comandante da missão da ONU liderada pelos brasileiros no Haiti. No momento em que criticava publicamente a política indigenista do governo, ele ostentava o posto de comandante da região Amazônica. Talvez por esta razão ao contrário do Coronel &lt;i&gt;Fregapani&lt;/i&gt;, o governo não estava disposto a demiti-lo. &lt;/div&gt;&lt;b&gt;8. Frentes ONG&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/ONG.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="207" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/ONG.jpg" title="ONG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como resultado das revelações prejudiciais levantadas pelo comitê &lt;i&gt;Church&lt;/i&gt;, chefiada pelo senador de&amp;nbsp; mesmo nome oe da Comissão &lt;i&gt;Rockefeller&lt;/i&gt; em 1975, as quais apuravam as investigações sobre os abusos da CIA, o presidente &lt;i&gt;Reagan&lt;/i&gt;, em 1981, assinou a Ordem Executiva 12333, permitindo a privatização de muitas funções da CIA, e assim eximia o estado americano das críticas e pressupostos negativos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A partir desta medida, surgiram como resultado várias ONGs (Organizações Não Governamentais) que se configuraram na forma de fundações cooptadas para atuar como frentes de ações que agiam publicamente tal como a CIA havia atuado de forma encoberta até então. Desta forma, na altura em que foi criada a &lt;i&gt;National Endowment for Democracy &lt;/i&gt;(NED), 1983, uma importante ONG utilizada pelo governo dos EUA instituída para provocar uma mudança de regime, &lt;i&gt;Allen Wenstein&lt;/i&gt;, um dos redatores da legislação pertinente, comentou: “Muito do que nós fazemos hoje era feito de forma encoberta, há 25 anos pela CIA. “ &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim, não era surpresa que o Serviço de Inteligência do Brasil suspeitasse de que muitas das numerosas ONGs que operam na Amazônia, supostamente para o benefício da população indígena (na maioria dos casos), são na verdade, gabinetes de fachada da CIA e MI6 entre outros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A grande estratégia que estes “desbravadores” da Amazônia parecem estar se preparando é para provavelmente garantir a autonomia dos “territórios” índigenas – que se assim acontecer, garantirá o assentamento definitivo sobre a vasta riqueza mineral – e, eventualmente,&amp;nbsp; estes territórios declararão as suas independências.&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Vie1.gif"&gt;&lt;img alt="" height="314" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Vie1.gif" title="Vie" width="387" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma vez que isso acontecer, os líderes indígenas que foram tão bem manipulados, terão as suas nações recém-independentes prontas e maduras para a exploração por pessoas muito queridas por eles… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sobre estes mesmos interesses, diversos grupos fizeram ruídos ao longo dos anos na campanha de internacionalização da Amazônia, argumentando que, devido à sua rica biodiversidade e, portanto, importância para o resto do mundo (como “os pulmões da Terra”, por exemplo), este patrimônio deveria ser tratado como ” bem público e coletivo”, e assim deveria estar sob o controle internacional, em vez de permanecer sob a gestão supostamente dos pobres brasileiros. Para tal argumento a resposta lapidar do senador &lt;i&gt;Cristovam Buarquem&lt;/i&gt; não poderia ser superada… &lt;/div&gt;&lt;b&gt;9. O Brasil move-se em direção do Checkmate&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diante dessa crescente pressão para internacionalizar a Amazônia a partir de várias vozes internacionais de um lado, e o rosnado da pressão dos militares brasileiros por outro lado, tentando fazer algo para proteger a soberania da nação, o governo, talvez declinou agindo com o seu famoso “jeitinho brasileiro”, fazendo surgir uma resposta brilhante, que tomou completamente o vento das velas do que é reconhecidamente um esforço astuto e sofisticado da apropriação da Amazônia pelos anglo-americanos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Checkmate.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="320" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Checkmate-235x300.jpg" title="Checkmate" width="410" /&gt;&lt;/a&gt;O governo brasileiro criou o Fundo Amazônia, essencialmente para desafiar os interesses internacionais e para colocar seu dinheiro onde sua boca está – com o discurso de que o Brasil administra os esforços para proteger a floresta e, assim, mantém o controle soberano sobre seu próprio território. No &lt;i&gt;website&lt;/i&gt; do Estado, pode-se ler que o fundo “é destinado a captar doações para investimentos não reembolsáveis ​​nos esforços de prevenir, monitorar e combater o desmatamento, bem como promover a conservação e o uso sustentável da floresta no bioma Amazônia”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como que a aplicação hábil de um xeque-mate, houve pouco barulho após esta jogada de mestre, a internacionalização da Amazônia tem se silenciado desde então.&amp;nbsp; A ameaça, no entanto, continua a ser dos grupos indígenas manipulados por interesses estrangeiros&amp;nbsp; em consolidar a sua separação e, talvez, eventualmente, tentar a secessão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/guerreiro-de-selva.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="284" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/guerreiro-de-selva.jpg" title="guerreiro de selva" width="500" /&gt;&lt;/a&gt;O Exército Brasileiro vem investindo em suas habilidades de combate em selva, na medida de consultar os vietnamitas e adquirir as suas experiências de combate as quais foram as armas utilizadas para enfrentar os norte-americanos durante a Guerra do Vietnã, de modo que eles agora estão confiantes de que possuem a melhor escola de formação de guerra de selva&amp;nbsp; em todo o mundo, assim como os melhores guerreiros de selva do mundo. Se a Raposa-Serra do Sol, por exemplo, escolher declarar-se uma nação indígena independente, mesmo com a aprovação da ONU, o Exército Brasileiro tem deixado claro que irá ignorar esta declaração e que vai lutar por isto seja com quem for…&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;10. Dividir para reinar&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os militares, como a instituição mais alerta dos brasileiros a tais ameaças, foram muito conscientes sobre o &lt;i&gt;modus operandi&lt;/i&gt; dos interesses estrangeiros, da ameaça a soberania brasileira e à integridade territorial. No entanto, enquanto o militar exibia uma consciência louvável e adaptação a estes desafios emergentes da guerra assimétrica, ou de quarta geração, outros setores do governo parecem não se dar conta da real ameaça e da natureza desta nova forma de guerra, muitas vezes sutis em seus métodos e estratégias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A estratégia de dividir para reinar é antiga, usada ao longo dos séculos pela classe dominante ou elite para manter as ordens inferiores divididas e fracas, seja em colônias distantes ou mesmo dentro das suas próprias sociedades. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como já mencionado, os poderes que são de natureza oligárquica, a oligarquia anglo-americana, atualmente desfrutam de&lt;i&gt; status&lt;/i&gt; de “ocultos” a este respeito. Dado que a maioria de seus povos assumem serem democracias liberais, e desta forma estas oligarquias necessitam ser ocultas para que seus poderes e &lt;i&gt;controles&lt;/i&gt; possam necessariamente ser disfarçados e escondidos. Como escritor norte-americano &lt;i&gt;Michael Lind&lt;/i&gt; observou: “A oligarquia americana não mede esforços para promover a crença de que ela não existe …” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Ford.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="429" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Ford.jpg" title="Ford" width="556" /&gt;&lt;/a&gt;Uma maneira de fazer isso é transformar a fortuna da família desses clãs oligárquicos em fundações. Assim, (nos EUA) a &lt;i&gt;Fundação Ford&lt;/i&gt; e a &lt;i&gt;Fundação Carnegie&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Pew Foundation&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Rockefeller Foundation&lt;/i&gt; e assim por diante, são usados ​​pela elite dominante para manter o controle social por meio da fundação financidora da divisão e regra de engenharia social, jogando um grupo da população contra o outro, de modo que no final, os interesses de &lt;i&gt;Wall Street&lt;/i&gt; não serão ameaçados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A grande ameaça para a elite dirigente dos EUA veio na década de 1960, na sequência da derrota na Guerra do Vietnã e da anti-guerra, estudantes e movimentos de direitos civis. Líderes como &lt;i&gt;Martin Luther King &lt;/i&gt;ameaçaram oferecer uma frente unida coletivamente e promover os interesses que se sobrepõem aos do movimento dos direitos civis, os interesses de trabalho da classe trabalhadora e do movimento anti-guerra. Campanha seu “Povo Pobre”, que por exemplo apresentou uma ameaça mortal para a Oligarquia. &lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/ELO-FRACO.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="167" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/ELO-FRACO.jpg" title="ELO FRACO" width="301" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Oligarquia entrou em ação com sua estratégia de contra-insurgência atuando nas bases destes movimentos de forma a fragmentá-los, dividindo-os nas classes mais baixas em mesquinhas disputas estreitas e grupos de interesse que nunca poderiam se unir para ameaçar &lt;i&gt;Wall Street&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sob a mão orientadora de &lt;i&gt;Skull &amp;amp;amp;amp; Bones&lt;/i&gt; e do patrício &lt;i&gt;McGeorge Bundy&lt;/i&gt;, a &lt;i&gt;Fundação Ford &lt;/i&gt;começou a jogar o coquetel Molotov de provocadores em coligações, como as de &lt;i&gt;Martin Luther King&lt;/i&gt; na tentativa de desestabilizá-lo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esses provocadores eram defensores do &lt;i&gt;Black Power&lt;/i&gt;, como os “Panteras Negras”, extremistas como &lt;i&gt;H Rapp Brown&lt;/i&gt;, com seu incendiário “&lt;i&gt;burn, baby, bur&lt;/i&gt;n” declarações como “a violência é tão americana quanto a torta de cereja” serviram aos propósitos de alimentar uma reação da classe média contra as exigências dos militantes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/NewBlackPantherPty.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="354" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/NewBlackPantherPty.jpg" title="NewBlackPantherPty" width="364" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A &lt;i&gt;Fundação Ford &lt;/i&gt;continuou a dividir ainda mais as classes inferiores americanas mas não somente através da fragmentação, mas também através da criação de pequenos feudos de grupos de interesse. Não apenas entre os “negros” e “brancos” a Fundação procurou acentuar e enfatizar – ou até mesmo criar onde não existia diferenças anteriormente. Ela financiou e fundou a identidade hispânica e continua a financiar extremistas e grupos de divisões como &lt;i&gt;La Raza&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Aztlan&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para fragmentar ainda mais as classes média e baixa, estão adicionando a estes o glorioso ativismo feminista radical e os grupos homossexuais que atendem pela cacofonia das siglas GLS, criando a eles identidade política e assim por diante. Alguns oligarcas cuidam das coisas dentro da ala da direita, como os Irmãos &lt;i&gt;Koch&lt;/i&gt;, que atuam promovendo a cooptação e financiamento do &lt;i&gt;Tea Party&lt;/i&gt; entre outros grupos de tendência direitistas, enquanto &lt;i&gt;George Soros&lt;/i&gt; opera na esquerda, capturando e domesticando os grupos de esquerda. O falecido comediante &lt;i&gt;George Calin&lt;/i&gt; lamentou esta estratégia de dividir para governar com humor. &lt;/div&gt;&lt;b&gt;11. Cuidado com os presentes de grego&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/O-mundo-e-a-ostra.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="200" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/O-mundo-e-a-ostra-300x200.jpg" title="The world is your oyster still life" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os Interesses da oligarquia anglo-americana são, obviamente, extensíveis além das suas fronteiras &lt;i&gt;english-speaking&lt;/i&gt; – &lt;i&gt;the world is your oyster, after all,&lt;/i&gt; o mundo é sua ostra, depois de tudo.&amp;nbsp; E como já mencionado, essa oligarquia está enfrentando alguns desafios, como os países emergentes arrogantes e com claras pretensões de ocupar um assento na mesa ao em vez de se portarem como meros operários do sistema. De fato! a presunção de um país como o Brasil é um exemplo, parece que o Brasil não sabe ou esqueceu de vez o momento e o seu lugar no mundo, o quintal dos Estados Unidos e que nunca deveria presumir entrar na Casa dos senhores pela porta da frente! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já falei aqui de projetos sobre a floresta amazônica mas sem dúvida haverá também projetos na Amazônia Azul. Já mencionei as intenções nefastas da &lt;i&gt;Fundação Ford&lt;/i&gt; no Brasil, ainda que com sarcasmo e humor. &lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/estado-corrupto.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="300" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/estado-corrupto.jpg" title="estado corrupto" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Portanto, agora vou elaborar sobre ela, a oligarquia que parece ter&amp;nbsp; a intenção de investir no Brasil nos moldes da mesma estratégia de dividir para reinar da contra-insurgência empregada através das frentes de suas fundações,&amp;nbsp; tal como nas suas próprias sociedades, de modo a obter o mesmo sucesso.&lt;br /&gt;O Brasil, como uma sociedade relativamente homogênea e coesa, deve ser dividido. fragmentado e reduzido aos feudos de restritos grupos de interesse, os quais servirão para ascensão bem sucedida do poder da oligarquia no Brasil. &lt;br /&gt;Claramente a estratégia usada não será a divisão de classes, pois esta&amp;nbsp; já existe e muito provavelmente será reduzida com o crescimento econômico, o que a torna descartável. &lt;br /&gt;Portanto, uma forma de fazê-lo é implementando a divisão de raça – ou “raças” . Uma “raça americana”&amp;nbsp; do tipo, da cor e consciência terá que ter raiz, incutida e enraizada na próxima geração, para que a oligarquia anglo-americana seja capaz de jogá-los uns contra os outros, a nova raça confrontará as mais velhas. Dividir para reinar, é como é chamado. &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Infelizmente, o governo brasileiro, evidentemente, sem a sofisticação e conhecimento necessários para ser capaz de discernir tais más intenções, aceitou de bom grado e com boa intenção os caminhos&amp;nbsp; que levam a estes planos tortuosos. A Oligarquia ordena “salte&lt;i&gt;!”&lt;/i&gt; e o governo brasileiro submisso ansiosamente responde: “Quão alto?”. Resposta extraordinariamente absurda para um país como o Brasil, o estado brasileiro e o governo federal, a pedido da &lt;i&gt;Fundação Ford&lt;/i&gt; estão institucionalizando o racismo, dando o conceito de raça legal pela primeira vez no país em 500 anos de história.&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/charge-dilma-obama.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="302" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/charge-dilma-obama.jpg" title="charge dilma obama" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É claro que a &lt;i&gt;Fundação Ford &lt;/i&gt;está cheia de boas intensões, diga-se de pasagem, das melhores intenções para o com Brasil e o seu povo, afinal eles estão no seu coração são amados de longa data, é claro… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os sociólogos franceses &lt;i&gt;Pierre Bourdieu&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Loïc Wacquant&lt;/i&gt;, deixaram-nos&amp;nbsp; a melhor impressão sobre o tema em seu artigo, “Sobre as Artimanhas do Raciocínio imperialista”, nas páginas 44-48, onde lamentam esta imposição forçada a qual eles se referem como “a universalização pelos EUA do conceito popular de&amp;nbsp; raça como resultado da exportação mundial de categorias das academias, em países como o Brasil, um país tão longe da realidade&amp;nbsp; americana.”&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/racismo-e-preconceito.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="402" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/racismo-e-preconceito.jpg" title="racismo-e-preconceito" width="450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/racismo.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="548" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/racismo.jpg" title="racismo" width="340" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os próprios brasileiros, alarmados com esta tentativa de deformar e desfigurar a realidade da sua nação e a identidade social, têm montado uma defesa valente. Liderados pelos acadêmicos da UFRJ &lt;i&gt;Yvonne Maggie&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Peter Fry&lt;/i&gt;, um &lt;i&gt;brésilienne&lt;/i&gt; da resistência, alguns patriotas tem se manifestado em grandes esforços como&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;“Uma gota de Sangue: Uma História do Pensamento Racial&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;” &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;e Divisões Perigosas: Políticas Raciais no Brasil Contemporâneo, editado por &lt;i&gt;Fry&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Maggie&lt;/i&gt;, a esforços menos acadêmicos e mais populares como o blog Contra a racialização do Brasil&amp;nbsp; e do Movimento Nação mista.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem vai prevalecer? a oligarquia anglo-americana através da sua frente de batalha, a&amp;nbsp; Fundação Ford? ou os brasileiros empenhados em salvaguardar a integridade de sua nação?&amp;nbsp; Só o tempo poderá dizer… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas tal é a velocidade com que os esforços divisivos da Fundação estão a dar frutos que um parlamentar brasileiro já propôs a criação de territórios “brancos” territórios étnicos, evidentemente emulados nos territórios “índígenas” ou “negros” que&amp;nbsp; já estão sendo agitados vigorosamente para, o fim de “preservar os direitos culturais, o exercício de práticas comunitárias, a memória, cultura e a identidade racial da etnia branca”.&amp;nbsp; Isso no Brasil, talvez o mais multirracial pais do mundo. &lt;/div&gt;&lt;b&gt;12. A sorte favorece os fortes&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Brasil_copa_2010_charge_humor_piada_dunga_africa_selecao_zoando_risos_comedia.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="317" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Brasil_copa_2010_charge_humor_piada_dunga_africa_selecao_zoando_risos_comedia.jpg" width="369" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os militares brasileiros já cumpriram o seu dever constitucional de proteger a nação contra as ameaças externas, seja no sentido tradicional convencional, ou seja no mais novo sentido, na assimetria desenhada para o conflito na Amazônia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No entanto, a ameaça ainda mais assimétrica (e, portanto, sutil e desafiadora), que visa quebrar a coesão social do Brasil parece ter passado despercebido até mesmo pelos militares,&amp;nbsp; tal é a natureza, muitas vezes sutil da guerra de quarta geração.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Devem ter notado, que eu sou um pouco suspeito para tratar do assunto, mas parece que não foi reconhecida a&amp;nbsp; importância que merece.&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Brasileiros.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="225" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Brasileiros.jpg" title="Brasileiros" width="225" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A ameaça a coesão social&amp;nbsp; deve ser tratada no seu grau de importância, pois apesar de um projeto destes ser relativamente de longo prazo, e também pelo fato de não haver aparentemente nenhuma ameaça imediata, já que uma mentalidade racial toma conta, as mentes dos brasileiros serão capturadas e controladas para realmente pensar que eles pertencem a uma comunidade “negra” ou a comunidade “branca” que é, ou deveriam ser, segregados, com identidades diferentes e interesses divergentes e assim por diante, então essa mentalidade vai ser muito difícil de remover uma vez que esta idéia já será sedimentada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O resultado prático será a transformação da população do Brasil em brinquedos dos oligarcas estrangeiros, sem piedade jogados uns contra os outros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os brasileiros têm a vontade ou não de resistir? Os brasileiros tem que se sentar à mesa dos adultos? Ou será que vão ser jogados e manipuladas, muito ingênuos e pouco sofisticados para ter qualquer esperança de desafiar o poder global que ai está? Talvez eles não estão prontos para o grande momento.&amp;nbsp; Mas, então talvez eles estejam. O tempo dirá… &lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Brasileiros-na-rua.jpg"&gt;&lt;img alt="" height="349" src="http://www.planobrasil.com/wp-content/uploads/2011/08/Brasileiros-na-rua.jpg" title="Brasileiros na rua" width="391" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;h5 align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Peter de Mambla é um australiano que recentemente passou um ano no Brasil. É&amp;nbsp; bacharel em Ciência política pela Universidade de Monash e está atualmente a realizando o doutorado em Direito&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt; (Júris doutor)&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt; pela Universidade de New England, Austrália. Possui um grande interesse na geopolítica e, mais amplamente, nas questões relativas à boa vida (no sentido Aristotélico) contatos: peterdemambla@gmail.com&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/h5&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;a href="http://planobrasil.com/2011/08/24/desafios-assimetricos-do-brasil/"&gt;PLANO BRASIL - defesa geopolítica soberania (defense geopolitics strategy intelligence security) - Desafios assimétricos do Brasil «&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-5970884721614819883?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/5970884721614819883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=5970884721614819883&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/5970884721614819883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/5970884721614819883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/08/debate-desafios-assimetricos-do-brasil.html' title='Debate: Desafios assimétricos do Brasil'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-3664182595188169670</id><published>2011-07-30T12:32:00.001-03:00</published><updated>2011-07-30T12:32:13.041-03:00</updated><title type='text'>Por Beto Almeida - Brasília: território livre de analfabetismo</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;O governador Agnelo Queiroz assumiu o corajoso compromisso de erradicar o analfabetismo na Capital da República e no Distrito Federal até 2014. A atitude de Agnelo Queiroz, na prática, é um chamado às forças progressistas a se mexerem mais além da luta institucional ou parlamentar.&amp;nbsp; Por Beto Almeida&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O governador Agnelo Queiroz assumiu o corajoso compromisso de erradicar o analfabetismo na Capital da República e no DF até 2014. Este compromisso deve ser apoiado por todos os brasileiros - não apenas pelos moradores do DF - por todas as forças progressistas, movimentos sociais, intelectuais, movimento estudantil, pois trata-se, simbolicamente, de uma atitude que revela claramente o potencial de que o Brasil, com todos os seus recursos, tem seguramente todas as condições para ver-se livre desta mazela social.&lt;br&gt;Agnelo está também enviando , como este compromisso , uma mensagem de otimismo, de convocação à luta, de chamado para as transformações sociais, indicando claramente que o Brasil Sem Miséria tem que ser também um Brasil livre da miséria do analfabetismo, da ignorância, da incultura. É como se dissesse: um país com as imensas riquezas que possui, do petróleo ao nióbio, sendo uma das maiores economias do planeta, não tem o direito de conviver com uma herança tão opressiva e desumana que afeta, sobretudo, as camadas mais pobres dos brasileiros, no DF e em todo o território nacional!&lt;br&gt;&lt;b&gt;A América Latina está derrotando o analfabetismo!&lt;/b&gt;&lt;br&gt;A guerra contra o analfabetismo na América Latina sempre esteve vinculada à luta revolucionária, aos programas de governos populares, a governantes antiimperialistas e de esquerda. Agnello está indicando que estão presentes as condições para que o Brasil dê um salto político. Deste modo, está chamando a superar a simples prática e uma administração rotineira, convencional e sem audácia, trazendo para os partidos progressistas o desafio de se colocar à altura das reais possibilidades de transformações sociais que o Brasil possui agora depois de dois governos Lula e após a eleição da presidenta Dilma, derrotando as forças conservadoras, que jamais se levantaram contra o analfabetismo, como também jamais se propuseram a transformar a sociedade.&lt;br&gt;Vale lembrar que o próprio Plano Estratégico para o Brasil, lançado durante o governo Lula, previa apenas para 2022 a superação do analfabetismo, o que é uma prova de timidez e de falta de prioridade política imensas, se observarmos que vários países muito mais pobres que o Brasil estão conseguindo derrotar o analfabetismo na América Latina. O problema está claramente localizado na esfera das decisões políticas. Exemplo : como dói a substituição do Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães pelo ex-governador Moreira Franco para comandar a Secretária de Assuntos Estratégicos! Colocar como ministro desta pasta um homem que destruiu os CIEPs no Rio de Janeiro, única vez que um governo estadual dedicou 50 por cento de seu orçamento para a educação, é lançar dúvidas sobre um verdadeiro e sincero combate ao analfabetismo.&lt;br&gt;A atitude de Agnelo Queiroz, na prática, é um chamado às forças progressistas a se mexerem mais além da luta institucional ou parlamentar. Em todos os países que derrotaram o analfabetismo na América Latina a mobilização popular é uma condição indispensável. Assim foi em Cuba, onde o analfabetismo foi extinto há 50 anos!!. Assim foi na Nicarágua Sandinista, quando a Cruzada Nacional da Alfabetização, que contou com a participação ativa de professores cubanos, levou à suspensão das aulas nas universidades por seis meses, período em que os estudantes universitários subiram as montanhas e foram para o campo para alfabetizar os camponeses, numa generosa demonstração de maturidade revolucionária e de entrega, que só os processos revolucionários alcançam, porque elevam as relações humanas, vencem o individualismo, promovem a consciência de que o progresso cultural de um povo ~e tarefa de todos, tarefa coletiva!&lt;br&gt;&lt;b&gt;Tiririca: alfabetizado com o método cubano&lt;/b&gt;&lt;br&gt;A Venezuela Bolivariana também já é Território Livre do Analfabetismo, com reconhecimento da UNESCO, devendo sua conquista também à generosa ajuda de Cuba com o seu método de alfabetização “Yo si puedo”, que permite aprender a ler e escrever em um prazo de 45 dias em média. Aliás, conforme revelou Frei Betto em Conferência sobre Cuba Hoje, transmitida pela TV Cidade Livre de Brasília, foi com o método cubano que o Deputado Tiririca aprendeu a ler e escrever rapidamente para fazer frente às exigências elitistas e arrogantes da Justiça Eleitoral que não queria dar-lhe o diploma parlamentar a que faz jus em razão de milhares de votos recebidos, em sua maior parte das camadas mais oprimidas do Estado de São Paulo, sobretudo os trabalhadores nordestinos da construção civil, a quem ele apresentou uma série de propostas corretas e necessárias, escondidas maliciosamente pela mídia. Uma vez mais, foi Cuba, com sua contribuição humanista em escala internacional, que demonstrou, neste episódio do Tiririca, que quando há vontade política, os instrumentos estão disponíveis e podem ser utilizados pelos mais inesperados setores sociais com vistas a elevar sua condição de cidadania. A conclusão é clara: o programa Brasil Sem Miséria, justo e necessário, não deve limitar-se à alimentação e formação profissional dos mais miseráveis. Aos animais é que se oferece apenas alimento, aos seres humanos é preciso oferecer também cultura, educação, livros, produtos culturais etc&lt;br&gt;&lt;b&gt;Prioridade política ou planejamento conservador?&lt;/b&gt;&lt;br&gt;Se a Bolívia de Evo Morales também já é , segundo a UNESCO , Território Livre de Analfabetismo, as condições para que o Distrito Federal, (muito melhor equipado e estruturado) mas também o Brasil alcance tal conquista estão totalmente presentes. É paradoxal que o Brasil seja um dos maiores consumidores de automóveis e de telefones celulares do mundo, que São Paulo tenha a segunda maior frota de helicópteros do mundo, e ainda existam milhões e milhões de analfabetos! A solução deste dilema está no plano da política. Agnelo está fazendo uma convocatória decisiva, urgente, inadiável! Não há nenhuma razão para que a erradicação do analfabetismo não tenha sequer metas concretas, apesar de oito anos de governo Lula, de vários governos estaduais progressistas que tivemos neste período, mas, ainda assim, sem que o fim do analfabetismo tenha sido encarado com tarefa prioritária, central, realizável.&lt;br&gt;Basta lembrar que o Evo Morales, em criança, quando seus pais trabalhavam como canavieiros no norte da Argentina, foi considerado inepto para o letramento. Hoje, não apenas ele é o presidente da Bolívia, como nossos irmãos bolivianos, uma das economias mais pobres da América do Sul, já estão livres da praga do analfabetismo! Se um país como o Brasil que conseguiu recuperar a indústria naval, destruída pela privataria tucana, como não poderia superar definitivamente o analfabetismo? Sobretudo sendo o Brasil a pátria de Anísio Teixeira, Darcy Ribeiro, Paulo Freire???. É porque tem faltado vontade política e Agnelo, com o compromisso que assumiu publicamente, está demonstrando que é preciso uma nova arrancada política e que Brasília não quer apenas ser a sede da Abertura da Copa do Mundo em 2014, construindo o estádio, mas também tem que mandar ao mundo a mensagem de que erradicou o analfabetismo.&lt;br&gt;&lt;b&gt;A alfabetização é uma luta política&lt;/b&gt;&lt;br&gt;O governo Agnelo credencia-se a convocar todas as forças progressistas, não aquelas que o apoiaram eleitoralmente, para que seja realizado um verdadeiro Mutirão contra o Analfabetismo. O movimento estudantil, a CUT, o Sindicato dos Professores, as Universidades, todos devem ser convocados e incorporados nesta luta por meio da realização de uma Conferência Popular contra o Analfabetismo no DF, na qual sejam planejadas todas as iniciativas possíveis e necessárias, entre elas a mobilização política, pois derrotar o analfabetismo não é uma tarefa apenas técnica, é de cunho político e transformador. É preciso discutir e planejar tendo presente as experiências do passado, entre elas a do Rio Grande do Sul , que, quando governado por Leonel Brizola, conseguiu erradicar praticamente o analfabetismo no início dos anos 60. É preciso organizar acordos com o governo de Cuba para que seus especialistas possam participar deste Mutirão.&lt;br&gt;&lt;b&gt;O uso revolucionário do rádio&lt;/b&gt;&lt;br&gt;É fundamental que haja a consciência sobre o uso da Rádio Cultura-FM, uma ferramenta que pode cumprir um papel indispensável nesta empreitada, ao contrário de ser apenas uma caixinha de música como vinha sendo na triste Era Arruda, quando só as bandas de rock apoiadas por esquemas milionários da indústria cultural imperial tinham vez, ao passo que sua direção, naquela época, discriminava a música popular brasileira, o samba, a música de raiz, inclusive os artistas negros, numa orientação claramente racista. É um verdadeiro desperdício de recursos não ter a Rádio Cultura atuando nesta e outras causas da elevação cultural do povo candango. Aliás, vale lembrar que pedagogos cubanos desenvolveram um método para a alfabetização em dialeto creole do povo haitiano, por meio das ondas do rádio, a partir de Cuba. Temos que abrir espaços à criatividade, ao desenvolvimento de novas experiências, políticas e educativas. E a base para isto é o compromisso assumido pelo governador Agnelo Queiroz, que indica um compromisso de luta!&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;Jornalista, Membro da Junta Diretiva da Telesur.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/analiseMostrar.cfm?coluna_id=5123"&gt;Carta Maior - Beto Almeida - Brasília: território livre de analfabetismo&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-3664182595188169670?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/3664182595188169670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=3664182595188169670&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/3664182595188169670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/3664182595188169670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/07/por-beto-almeida-brasilia-territorio.html' title='Por Beto Almeida - Brasília: território livre de analfabetismo'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-2764682460133926429</id><published>2011-06-30T20:12:00.003-03:00</published><updated>2011-06-30T20:19:30.531-03:00</updated><title type='text'>Lançamento: O livro Trabalho na Capital discute as opções de Brasília</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;O Ministério do Trabalho lançou esta semana, em Brasília, o livro Trabalho na Capital, organizado por Sadi Dal Rosso. “O livro é palco de debate para a questão do desenvolvimento de uma região metropolitna estruturada como cidade de serviços”, explica o organizador. Dentre as questões abordadas, está a opção de desenvolvimento da Capital Federal – abrir suas portas para a industrialização ou continuar na estrutura de serviços?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;img alt="Livro Trabalho na Capital discute as opções de Brasília" height="320" src="http://admin.paginaoficial1.tempsite.ws/admin/arquivos/biblioteca/livrobsb17559.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;" width="222" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Livro aborda a dinâmica econômica da capital federal. &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Um dos autores dos textos de Trabalho na Capital é o pedagogo e pesquisador Robson Câmara. “Trata-se de uma iniciativa que busca trazer elementos para compreender melhor o Distrito Federal e os contornos que o trabalho assume numa sociedade capitalista, em particular na capital do Brasil”, disse ele. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O leitor poderá transitar por temas relacionados ao desenvolvimento e emprego, trabalho e desigualdades, crise e trabalho. E estudos sobre trabalhos produzidos na UnB, ou seja, um breve resumo sobre as produções sobre o tema no DF.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Acredito que será bastante útil para quem busca compreender melhor a dinâmica econômica da Capital e seus desdobramentos sobre o tecido social de sua população, que vive do trabalho nos mais amplos setores”, comenta Robson.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O livro veio na esteira da discussão sobre os 50 anos de Brasília e da necessidade de fazer estudos, teóricos e empíricos, acerca dos efeitos da crise de 2008 na capital na perspectiva do mundo do trabalho. E também verificar a consequência disso nos mais diversos setores econômicos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo Sadi, o livro propicia uma “análise sistemática de pesquisas levadas a efeito em vários departamentos acadêmicos da Universidade de Brasília sobre questões diversas do trabalho. Análise e avaliação crítica de pesquisas constituem condição imprescindível para orientar a geração de futuros conhecimentos no campo do trabalho”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sadi é professor titular do Departamento de Sociologia da UnB e pesquisador 1 do CNPQ. Autor dos livros A jornada de trabalho na sociedade, O castigo de Prometeu e Mais trabalho! A intensificação do labor na sociedade contemporânea.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Robson, formado em pedagogia pela Universidade Federal do Maranhão, foi coordenador geral de Centro Acadêmico de Pedagogia e participou ativamente da organização da executiva maranhense de estudantes de pedagogia. Foi membro de uma gestão executiva nacional dos estudantes de pedagogia e membro da UJS durante toda a militância estudantil. Milita no PCdoB desde 1989. Em 2003 chegou a Brasília, onde iniciou a vida profissional e o mestrado na UnB. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De Brasília &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Régia Vitória e Carlos Pompe&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=157646&amp;amp;id_secao=1"&gt;Livro Trabalho na Capital discute as opções de Brasília - Portal Vermelho&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-2764682460133926429?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/2764682460133926429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=2764682460133926429&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/2764682460133926429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/2764682460133926429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/06/lancamento-o-livro-trabalho-na-capital.html' title='Lançamento: O livro Trabalho na Capital discute as opções de Brasília'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-6670793367429513351</id><published>2011-06-20T19:42:00.001-03:00</published><updated>2011-06-20T19:42:26.394-03:00</updated><title type='text'>Entrevista: Flávio Dino fala sobre gestão na Embratur e futuro político</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;O novo presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Flávio Dino, assume o cargo às 10 horas do próximo dia 29. Jurista de formação e com carreira política em ascensão, ele destaca que esses dois aspectos vão ajudá-lo na condução do setor do turismo. Sobre o futuro político, ele lançou mão da máxima “Cada dia com sua agonia” para dizer que não pode dizer se a sua ida para a Embratur o impedirá ou não de ser candidato nas próximas eleições para o cargo de Prefeito de São Luís (MA).&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p&gt;&lt;img alt="Fl&amp;aacute;vio Dino fala sobre gest&amp;atilde;o na Embratur e futuro pol&amp;iacute;tico" src="http://admin.paginaoficial1.tempsite.ws/admin/arquivos/biblioteca/flavio_dino17305.jpg" width="424" height="220"&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Flávio Dino diz que "se a decisão política partidária e dos aliados for que eu seja candidato a prefeito, eu serei candidato a prefeito".  &lt;p align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Portal Vermelho: &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;A sua área é jurídica, qual a expectativa ao assumir um cargo nesse setor?&lt;br&gt;&lt;i&gt;Flávio Dino: &lt;/i&gt;A politica de turismo é uma política pública e como tal deve ser gerida politicamente. Essa experiência jurídica e política que eu tenho pessoalmente ajudam a compreensão dessa política pública e sua gestão. Na verdade, a política pública de turismo, que possui suas especificidades, não é isolada das demais políticas de Estado. Ao contrário, para ser bem sucedida, seja na sua dimensão interna ou internacional, depende da interface com outras políticas que são desempenhadas pelo Estado. Exatamente ai que entra essa experiência jurídica e política que eu possuo de articular política pública de turismo com outras politicas de Estado e com isso fortalecer a política pública de turismo e possibilitar a realização desses macros objetivos que nós temos, sobretudo no terreno econômico.&lt;br&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Vermelho: &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;Quais são esses objetivos?&lt;br&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt;FD&lt;/strong&gt;: &lt;/i&gt;A política pública de turismo é reconhecida mundialmente, algo consolidado na sua grande aptidão de gerar emprego, renda e divisa para o país, recursos para financiamento do Estado brasileiro. Esses macros objetivos sustentam a necessidade de ela ser priorizada permanentemente e, no caso brasileiro, com uma singularidade de grande importância. A política de turismo se torna mais estratégica na medida em que o Brasil sediará em 2014 e 2016 os dois maiores eventos do planeta, que devem ser trabalhados antes, durante e depois, como capazes de fortalecera imagem do país no cenário internacionais e elevar o patamar de participação do Brasil no mercado de turismo internacional que ainda é muito pequeno. A estimativa é de que um bilhão de pessoas circulam no mundo e no Brasil a presença de turistas estrangeiros está na ordem de cinco milhões e cem mil turistas. Portanto, temos um grande espaço de crescimento.&lt;br&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Vermelho: &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;E com relação ao mercado interno. Com o dólar em baixa, muitos brasileiros viajam para o exterior. O que pode ser feito para estimular mercado interno e aproveitar esses turistas dentro do Brasil?&lt;br&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt;FD&lt;/strong&gt;: &lt;/i&gt; Também ai os eventos esportivos ajudam. Porque nós teremos 14 cidades que serão sede de jogos da Copa do mundo e nós devemos fortalecê-las como destinos turísticos para estrangeiros e para os brasileiros. Na medida em que articularmos e promovermos ações de promoção desses destinos, que não são só os estados sedes, mas também os estados vizinhos, que podem e devem ser abrangidos por esse esforço de divulgação e promoção, se fortalece a imagem desse destinos, alguns já consolidados, outros por consolidar, também se beneficiará e se incentivará o turismo interno. &lt;br&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt;Vermelho: ...&lt;br&gt;FD&lt;/strong&gt;:&lt;/i&gt; ... Além do fato dos investimentos de infraestrutura, de saneamento e de mobilidade que estão articulados com os eventos esportivos melhorarão as condições de vida para a população e para os estrangeiros.&lt;br&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Vermelho:&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; Eu ia perguntar exatamente isso, de que maneira essas melhorias na infraestrutura das cidades e nos serviços, como o de segurança no Rio de Janeiro, por exemplo, ajudarão no turismo interno?&lt;br&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt;FD&lt;/strong&gt;:&lt;/i&gt; Nenhuma proposta ou projeto que seja implementado nessas áreas tem efeito isolado em relação a outros aspectos. Por isso é importante compreender a centralidade dos grandes eventos para a política de turismo. Não por eles em si apenas. Eles são importantes por eles mesmos. A estimativa é que 900 mil pessoas de outros países nos visitarão para participar desses dois eventos. Isso já de grande importância, mas é fundamental aproveitar essa janela de possibilidade única. Nenhum país deve oportunidade de num espaço de tempo tão curto sediar dois eventos que geram impactos que são reconhecidos por todos.&lt;br&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Vermelho:&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; Esses dois eventos podem ajudar também a ampliar a oferta de produtos turísticos no Brasil, ou seja, atraindo outros e mais eventos?&lt;br&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt;FD&lt;/strong&gt;: &lt;/i&gt;O turismo de eventos e negócios é essencial. Em São Paulo, por exemplo, o turismo de eventos e negócios é de grande importância. Há um esforço da Embratur de atrair eventos internacionais e a medida que a ‘expertise’ brasileira for comprovada com a realização de dois eventos de altíssima complexidade, com certeza estimulará que outros eventos internacionais possam ser realizados no Brasil, ajudando que a imagem do nosso país tenha agregação de outros elementos, porque hoje os carros-chefes de atração de turista estrangeiros para o Brasil são a nossa natureza e o nosso povo. Precisamos agregar a isso outros elementos, entre os quais está o fato de ter atrativos naturais, cultura viva de grande diversidade, povo caloroso, alegre, hospitaleiro, mas temos o ativo da modernidade, que tem boa estrutura. Novamente aqui os grandes eventos esportivos vão ajudar a agregar esses elementos e com isso nós podemos ocupar um lugar melhor no mercado internacional do turismo na medida em que nossa imagem se pluralize com outros elementos.&lt;br&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Vermelho:&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; Qual o nível de preocupação da Embratur no combate ao turismo sexual?&lt;br&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt;FD&lt;/strong&gt;: &lt;/i&gt;Novamente é preciso contar com ações de outros órgãos do Estado, como o Ministério da Justiça, com ação repressiva, sobretudo, e também do Ministério dos Direitos Humanos. No caso específico da Embratur, há preocupação que existe e permanece quando da divulgação do nosso país não se fortaleça esses elementos. Inconscientemente no passado havia indevida associação entre a imagem do nosso país a fatores que estimulariam o turismo sexual. Isso tem que ser veementemente combatido.&lt;br&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Vermelho: &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;Qual a sua expectativa com relação ao seu futuro polpitico. As eleições municipais estão se aproximando. Você será candidato?&lt;br&gt;&lt;i&gt;&lt;strong&gt;FD&lt;/strong&gt;:&lt;/i&gt; A expectativa é que cada dia com sua agonia (risos). Esse é um ótimo problema. De fato, o Partido está muito bem posicionado na luta política no Maranhão. Se fortalece a cada dia em São Luis e em outras cidades do estado. O Partido vem de duas campanhas vitoriosas politicamente que o colocaram no patamar muito bom de protagonismo político. A indicação para Embratur não enfraquece isso, ao contrário, fortalece esse processo de construção de uma alternativa política no estado. Como isso se traduz concretamente nas eleições para prefeito de São Luiz é algo a ser tratado em 2012. Nem é correto afirmar hoje que eu serei candidato a Prefeito de São Luiz, como também não é correto dizer que em função da indicação para Embratur eu não serei candidato a prefeito, porque se a decisão política partidária e dos aliados for que eu seja candidato a prefeito, eu serei candidato a prefeito. &lt;br&gt;De Brasília&lt;br&gt;Márcia Xavier&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=156895&amp;amp;id_secao=1"&gt;Flávio Dino fala sobre gestão na Embratur e futuro político - Portal Vermelho&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-6670793367429513351?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/6670793367429513351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=6670793367429513351&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/6670793367429513351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/6670793367429513351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/06/entrevista-flavio-dino-fala-sobre.html' title='Entrevista: Flávio Dino fala sobre gestão na Embratur e futuro político'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-6577705644950902429</id><published>2011-05-29T15:58:00.002-03:00</published><updated>2011-05-29T16:13:32.518-03:00</updated><title type='text'>Neocolonialismo: o cinismo ocidental e Muamar Kaddafi</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;em&gt;Por Leonid Ivashov&lt;/em&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.tijolaco.com/wp-content/uploads/2011/03/cin.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="" height="241" src="http://www.tijolaco.com/wp-content/uploads/2011/03/cin.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que se passa na Líbia e ao redor dela mostra convincentemente que a comunidade internacional movimenta-se a uma reconstrução dos antigos métodos fascistas de conduzir os assuntos e processos internacionais, e isso de uma maneira sem precedentes e limites. Nunca na história da humanidade a idéia das normas dos direitos humanos se virou contra ela própria.&amp;nbsp; Apresentar bombardeios aniquiladores como ação humanitária é cinismo. Os antecedentes da história, a adoção e a aplicação da resolução 1973 do &lt;strong&gt;Conselho de Segurança da ONU, é alge e cúmulo do que pode ser entendido por&lt;/strong&gt; cinismo. Em vez de garantir apoio à comunidade dos povos, o Conselho de Segurança (e já não é a primeira vez) sanciona o armamento de bandidos, redistribui propriedade nacional em favor de companhias e bancos ocidentais, aniquila a soberanidade de uma nação e bombardeia, num exercício de exterminação, o próprio povo que ele diz querer salvar de males piores.&amp;nbsp; A comunidade mundial tem o direito de na Assembléia Geral da ONU levantar a questão da legalidade ou criminalidade das ações do Conselho de Segurança. O levantamento dessas questões pode basear-se em:&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1): O artigo 2 da Carta Magna da ONU diz: -“Nada dentro da presente Carta autoriza as Nações Unidas intervir em casos que estejam essencialmente dentro da jurisdição nacional de cada Estado, nada há que requeira os Membros das Nações Unidas a subjugar esses aspectos nacionais à ONU, baseando-se na presente Carta; mas esse princípio que não prejudique a aplicação ou enforcamento de medidas abaixo do capítulo VII”, o qual estabelece muito claramente que o Conselho de Segurança não tem absolutamente nenhum direito de nem mesmo falar de sanções contra a Líbia. Tudo o que o Conselho de Segurança poderia fazer sem ultrapassar os limites dos direitos autorizados seria sondar a possibilidade de intervir na situação criada pelos revoltosos na Líbia. Portanto, os membros do Conselho de Segurança que tomaram parte em preparar e passar a Resolução 1973 deveriam ser responsabilizados por excederem sua autoridade e isso onde havia finalidades criminosas. Em concordância com o fato deveriam enfrentar justiça em Corte Criminal internacional.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2): Mesmo a extensão da ilegal Resolução 1973 é limitada à imposição de uma zona de trafego aéreo proibido, “no-fly zone”, o que de maneira alguma dá autorização a fazer a infra-estrutura civil do país, as forças armadas, ou grupos residenciais de Kadafi como alvo de ataque. A Resolução 1973 também não autoriza o apoiar militarmente a oposição armada da Líbia. Conseqüentemente, os atuais passos da OTAN, a justo título, merecem uma investigação criminal.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3): O Conselho de Segurança tem uma Comissão Militar própria, que é suposta de organizar as ações militares da ONU. Ela deveria analisar as situações em que a ONU tem intenção de intervir, planejar os aspectos técnicos da operação e sugerir a emissão de um mandato para uma eventual missão. Porque os Estados Unidos e a OTAN tomam a si mesmos o monopólio de interpretar realizar ou implementar a Resolução do Conselho de Segurança? Só isso já constitui um crime contra o Direito Internacional.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nas ações do Conselho de Segurança e da OTAN manifesta-se uma finalidade criminosa contra os direitos humanos. O próprio Conselho de Segurança assim como a OTAN deveriam cair abaixo da jurisdição “Organização de Crimes Contra a Humanidade.” Cairia bem organizar um novo processo do tipo do processo de Nuremberg num futuro próximo. Seria muito possível e desejável.&amp;nbsp; Hitler e seu círculo começaram suas atividades no desassossego junto ao Tratado de Versailles, as quais foram seguidas nas agitações contra as normas dos direitos humanos e culminaram nos históricos crimes contra a humanidade. A lição deveria nos ter ensinado que atrás de cada pessoa morta, seja essa um soldado, um oficial, um elemento da oposição ou um cidadão qualquer do mundo, o culpado tem que se submeter à processo criminal e responder perante a ele.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os americanos organizaram o processo contra S. Milosevic [Slobodan] e Saddam Hussein e a conseqüência foi à execução dos dois. O do segundo mencionado foi um ato aberto, o do primeiro, um ato às penumbras. Entretanto, em primeiro lugar não se apresentaram provas jurídicas convincentes quanto às alegações de culpa e em segundo lugar aquilo a que foram acusados nem de longe chega aos pés dos massivos crimes perpetuados pelos Estados Unidos e a OTAN.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que é que se poderia acrescentar quanto a não envolvimentos em assuntos internos de outros países? Quanto à criminalidade da instigação à violência e resistência às autoridades poderíamos por ex. perguntar-nos como reagiriam as autoridades americanas se Kadafi assediasse os manifestantes em Visconsin, estado norte-americano onde não há muito tempo iam demonstrações massivas contra o governo, e através de seus representantes oficiais líbios oferece-se aos revoltosos financiamento e armas para serem usadas contra Washington.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De que é que Kadafi é acusado? De ter regido a Líbia por mais de 40 anos?&amp;nbsp;&amp;nbsp; De ter usado de violência contra insurgentes armados, entre os quais se encontravam Al-Qaeda membros, alguns traidores agora contratados, assim como representantes da polícia secreta do bloco ocidental?&amp;nbsp; A autodenominada maior democracia do mundo- América, já há muito é governada, e isso de forma absoluta, por oligarquias do grande capital, muitos, verdadeiros mafiosos.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto a isso se podia ler já no tempo de Kennedy, que foi assassinado conquanto tentando tirar da Reserva Federal (que se constitui por 12 bancos particulares da Wall Street) o direito do monopólio na impressão do dólar. Nessa ocasião ele também olhava em seu meio à procura de apoio para seu projeto para a construção de um sistema mínimo de controle das atividades dos bancos e comunidades bancárias.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também podemos lembrar-nos aqui que mafiosos saqueiam e pilham não só outros povos, mas a sua própria sociedade e caso se queira levar o princípio da democracia ocidental sem limites a todos com mais de vários decênios de anos no poder, então é de urgência começar com as monarquias da Europa e Oriente Médio. Uma tal proposta iria provavelmente causar uma imensa confusão na Inglaterra. Na Jordânia uma proposta semelhante é só para esquecer, já para não se mencionar outras mais.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em seu longo termo no poder Kadafi levou a nação à não dependência na esfera da politica-economia- e finanças, assim como trabalhou para colocar os recursos do país à favor de seus cidadãos, com a finalidade de desenvolvê-lo para bem de todos.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje a Líbia é o país mais próspero do norte da África. No seu testamento, datado 5 de abril 2011, Moamar Kadafi fala sobre o porquê dos representantes dos interesses ocidentais quererem matá-lo:- “Eles compreendem que nosso país, independente e livre não está abaixo das rédeas coloniais, que a minha visão, a minha revolução foi e continua sendo clara para o meu povo. E eu lhes asseguro que vou lutar até meu ultimo suspiro para a nossa independência. Então nos ajudem todos que confiem no justo e na liberdade.”&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ve-se que a democracia liberal não tem por onde acusar o líder da Líbia pelo que ele fez para seu país, que tornou o mais próspero do continente africano, com excelente gratuito serviço de saúde, um sistema de grandes subvenções com muitos elementos gratuitos na área da habitação, alta segurança social, um elevado numero de cidadãos abastados ou vivendo confortavelmente. Pode-se dizer que a Europa ou os Estados Unidos supera essa abastança para a maioria dos seus cidadãos?&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falando dos seus oponentes internos Kadafi diz que “relacionando-se com americanos e visitantes de outros países eles podem falar que se precisa de “liberdade” e “democracia.” O que absolutamente não é compreendido é que estariam frente à lei da selva, onde todos são sujeitos aos mais fortes… Kadafi aponta para o fato que muitos ainda não compreenderam que na América não haveria serviço médico de qualidade que fosse gratuito, que não haveria hospitais que fossem gratuitos e que estivessem abertos para eles, que também não haveria educação que fosse gratuita, nem habitação que se pudesse conseguir sem muito dinheiro, assim como não haveria segurança social digna do nome” E continuando Kadafi apontou também para o fato que “fazia o que podia para seus irmãos africanos, que ele fazia pelos países da União Africana tudo que estava em seu poder para ajudar as pessoas compreenderem a idéia de uma verdadeira democracia onde, como em seu país, quem tinha o poder de governar era a organização popular.”&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acrescentou que na Líbia a democracia tinha se realizado com órgãos como os Conselhos e as Confederações onde os chefes das tribos e as pessoas podiam discutir e decidir as grandes decisões para o país. Por ex. ressaltou que todas as pessoas podiam tomar parte na discussão da realização do mais grandioso projeto no continente africano. Projeto esse que foi desenvolvido para dar à sociedade da Líbia água proveniente de lagos subterrâneo. Apesar da realidade do caráter do território do país e do calor do clima africano, na Líbia não há falta d água. Vias de transporte, portos, terminais, aeroportos são modernos e efetivos. Acrescentou que, no entanto para os Estados Unidos isso não seria visto como democracia porque o que gostariam de ver seria uma democracia à americana.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Democracia à americana sendo o imenso sistema capitalista, esse modelo fascista de governo de povos e processos, onde os mais ricos pegam todos os principais- internos e externos- postos de decisão e onde os presidentes e parlamentos são como marionetes, dando a impressão de que falam e agem pelo país, mas na realidade não tem esse poder real, porque o poder real está nas mãos de quem controla o dinheiro, ou em outras palavras no círculo da Wall Street.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que é que Obama prometeu aos eleitores se não o acabar com as guerras? Mas, o presidente não pode conduzir o país contrariamente as decisões tomadas atrás das culissas. As decisões tomadas nas culissas determinam o caminho a ser tomado e essas decisões, elas sim vêem do poder real, dos que para começar agiram para que ele, Obama, se tornasse presidente e incondicionalmente e em primeiro lugar, defendesse os interesses deles mesmos. [Obama, assim como todos os outros antes dele, foi por assim dizer escolhido de antemão e, depois de provas de fogo, promovido ao posto.]&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por outras palavras quem manda é a coerção que controla o dinheiro. A divisa “o que é bom para a General Motors também é bom para a América” à já muito tempo cedeu lugar ao moto o que é bom para “Goldman Sachs” também é bom para a América.&amp;nbsp; É a crença que pensam adequadas, mas não se contentam em tê-la só para a América.&amp;nbsp; Estão determinados a forçá-la a toda humanidade. [A divisa “da General Motors” refere-se à economia baseada na produção industrial que hoje, por assim dizer, já não existe na América. A divisa “Goldman Sachs” refere-se à especulação financeira, que hoje é à base da economia americana, sendo o ex. maior do sistema de especulação financeira o que levou ao colapso de 2008.]&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que é com Kadafi que enraivece tanto a oligarquia financeira colonial-imperialista?&amp;nbsp; Em primeiro lugar a sua independência, assim como a da Líbia. Num mundo unipolar isso não poderia acontecer, e se acontece não poderia ser aceito, porque isso faria que a realidade já não seria unipolar, com um único centro de poder absoluto, ou seja, o colonial-imperialista.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em segundo lugar está a realização e desenvolvimento da idéia socialista. Até mesmo a denominada “Dzjamaria,” o socialismo líbio, os oligarcas do mundo vêem como um perigo e uma idéia inaceitável, e esse perigo para eles é duplo. Toda a África do Norte e o Oriente Médio. Todo o mundo Islâmico parece estar à procura de um modelo para desenvolvimento e Líbia como um país Islâmico de grande prosperidade pode ser visto como um atraente e ótimo modelo a ser seguido. Principalmente se ela se mostrar à altura de vencer as admoestações do bloco colonial-imperialista na região. Daí se compreende todos os esforços e gastos para desacreditar e liquidar os resultados socialistas da Líbia.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em terceiro lugar, o líder líbio no ano passado trabalhou muito ativamente na União Africana e entre os países pertencentes à OPEC (na sigla inglesa, os países produtores de petróleo) para persuadi-los a promover o “ouro-negro” ou o “dinheiro-ouro”. Uma forma de pagamentos e trocas em ouro por ouro. Por ex. ouro por petróleo.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo isso leva o bloco colonial-imperialista à decisão de “democratizar” a Líbia. Sem nos aprofundarmos no assunto do padrão concreto da democracia nos países árabes, compreendemos que tudo isso leva ao modelo de “democratização” tipo ao do empregando no Iraque. Democratizar, quer dizer, liquidar a Líbia. Na arena mundial “a democratização” é para ser continuada com a Síria, Irã, com os escombros do Iraque, com o Paquistão, com a construção Curda, com o Yemem, na Caucásia e na Ásia Central. Todos na lista como potenciais alvos de “democratização.” E isso ainda não é tudo…&amp;nbsp; &lt;strong&gt;Tradução: Anna Malm&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Leonid Ivashov, &lt;/strong&gt;Presidente da Academia de Problemas Geopolíticos e Professor da Universidade de Moscou.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O original encontra-se em russo no site www.fondsk.ru A tradução aqui apresentada foi feita diretamente do original russo para o português.&amp;nbsp; O original foi publicado em 2011-04-25.&amp;nbsp; Nos pontos 1), 2) e 3), por se tratar de um texto jurídico dos estatutos da ONU, a tradução foi feita diretamente do texto inglês.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Portal “Strategic Culture Foundation- [Fundação Estratégia e Cultura]- Online Journal- em www.strategic-culture.org encontra-se a tradução em inglês.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=c39b9a47811f1eaf3244a63ae8c22734&amp;amp;cod=7805"&gt;&lt;strong&gt;Fonte: Patria Latina&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://planobrasil.com/2011/05/29/o-cinismo-ocidental-e-muamar-kaddafi/"&gt;PLANO BRASIL - defesa geopolitica soberania (defense geopolitcs strategy intelligence security) - O cinismo ocidental e Muamar Kaddafi «&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-6577705644950902429?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/6577705644950902429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=6577705644950902429&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/6577705644950902429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/6577705644950902429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/05/neocolonialismo-o-cinismo-ocidental-e.html' title='Neocolonialismo: o cinismo ocidental e Muamar Kaddafi'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-5894283806703340330</id><published>2011-05-19T18:29:00.001-03:00</published><updated>2011-05-19T18:29:01.966-03:00</updated><title type='text'>Conflito Líbio e no OM: A Rússia e a China desafiam a Otan</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;font style="font-weight: normal"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;em&gt;&lt;font style="font-weight: normal"&gt;Esperava-se que as consultas do Ministro do Estrangeiros chinês Yang Jiechi em Moscou, no decurso do fim-de-semana, preparassem a visita do presidente Hu Jintao à Rússia no próximo mês. Mas acontece que, afinal, se revestiram de um caráter de imensa importância para a segurança internacional.&lt;/font&gt;&lt;br&gt;&lt;font style="font-weight: normal"&gt;Por M K Bhadrakumar*, em odiario.info&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Os continuados esforços russo-chineses para “coordenar” a sua posição sobre temas regionais e internacionais evoluíram para um nível qualitativamente novo no que diz respeito à situação em desenvolvimento no Médio Oriente.&lt;br&gt;A agência oficial de notícias russa utilizou uma expressão pouco usual –“estreita cooperação”- para caracterizar o novo modelo a que conduziu a sua coordenação de políticas regionais. Isto tenderá a colocar perante um forte desafio a agenda unilateral do Ocidente no Médio Oriente.&lt;br&gt;A visita de Hu à Rússia tem lugar, em princípio, para assistir de 16 a 18 de Junho ao desenrolar do Fórum Econômico Internacional, que o Kremlin está cuidadosamente a coreografar como um acontecimento anual no estilo de um “Davos da Rússia”. Ambos os países estão muito entusiasmados face à possibilidade de a visita de Hu constituir um momento crucial na cooperação energética entre China e Rússia.&lt;br&gt;O gigante russo da energia, Gasprom, espera bombear anualmente para a China 30.000 milhões de metros cúbicos de gás natural até 2015, e as negociações sobre os preços estão numa etapa avançada. Os funcionários chineses sustentam que as negociações, agora paradas, se concluíram com um acordo por ocasião da chegada de Hu à Rússia.&lt;br&gt;Naturalmente, quando a economia importante de mais rápido crescimento no mundo e o maior exportador de energia do mundo chegam a um acordo, o assunto tem maior alcance do que um acordo de cooperação bilateral. Haverá inquietação na Europa, que tem sido historicamente o principal mercado da Rússia para a exportação de energia, devido ao fato de que surja um “competidor” a Oriente e que o negócio energético do Ocidente com a Rússia possa ter a China como “sócio comanditário”. Esta mudança de paradigma potencia uma transferência das tensões Este - oeste acerca do Médio Oriente.&lt;br&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Posição idêntica &lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O Médio Oriente o Norte de África acabaram por ser o tema central das conversações em Moscou de Yang com o seu anfitrião Sergei Lavrov. A Rússia e a China decidiram trabalhar juntas para enfrentar os problemas que decorrem da agitação no Médio Oriente e no Norte de África. Disse Lavrov: “Acordamos em coordenar as nossas iniciativas utilizando as capacidades de ambos os Estados com o fim de ajudar à estabilização mais rápida que for possível e à prevenção de mais consequências negativas imprevisíveis na zona”.&lt;br&gt;Lavrov disse que a Rússia e a China têm uma “posição idêntica” e que “qualquer nação deveria determinar o seu futuro de forma independente, sem interferência externa”. É presumível que os dois países tenham agora acordado uma posição comum de oposição a qualquer iniciativa da Otan no sentido de realizar uma operação terrestre na Líbia.&lt;br&gt;Até agora, a posição russa tem sido de que Moscou não aceitará que o Conselho de Segurança da ONU atribua mandato à Otan para uma operação terrestre sem uma “posição claramente expressa” de aprovação desse mandato por parte da Liga Árabe e da União Africana (da qual a Líbia faz parte).&lt;br&gt;Existe, evidentemente, um “déficit de confiança” neste caso, que se torna cada dia mais inultrapassável a menos que a Otan decida um cessar-fogo imediato na Líbia. Dito em poucas palavras, a Rússia já não confia em que os EUA e os seus aliados da Otan sejam transparentes acerca das suas intenções no que diz respeito à líbia e ao Médio Oriente.&lt;br&gt;Há alguns dias Lavrov falou longamente sobre a Líbia em entrevista ao canal de televisão russo Tsentr. Exprimiu grande frustração face à ambiguidade e aos subterfúgios com que o Ocidente interpreta unilateralmente a Resolução 1973 da ONU, de modo a fazer praticamente tudo o que lhe apetece.&lt;br&gt;Nessa entrevista Lavrov revelou: “Chegam-nos relatórios acerca da preparação de uma operação terrestre [na Líbia] que sugerem que os planos correspondentes estão em desenvolvimento na Otan e na UE”. Deu a entender publicamente que Moscou suspeita de que o plano dos EUA seria evitar a necessidade de um contacto com o Conselho de Segurança para obter mandato para operações terrestres da Otan na Líbia e, em vez disso, pressionar o secretário-geral da ONU Ban Ki-Moon no sentido de obter de que este “solicite” à aliança ocidental a disponibilização de escoltas para a missão humanitária da ONU, utilizando essa “solicitação” como cobertura para dar início a operações terrestres.&lt;br&gt;A posição pública da Rússia e da China impediria os funcionários do secretariado de Ban Ki-Moon de facilitarem sub-repticiamente, por portas travessas, uma operação terrestre da Otan. Ban visitou Moscou recentemente e alguns relatos russos sugeriram que “levou uma descompostura” pela forma como dirige a organização mundial. Um perito comentador moscovita escreveu com contundente sarcasmo:&lt;br&gt;Há muitas maneiras de dizer politicamente a um convidado, por conta própria e por conta dos próprios parceiros internacionais: “Não estamos muito satisfeitos com o seu desempenho, estimado senhor Ban”. É usual que nem sequer sejam necessárias palavras nestes casos. É óbvio que o secretário-geral aprecia o romantismo revolucionário das guerras civis e que apóia os combatentes pela liberdade em geral. Em resultado disto, aparece com frequência ao lado dos arquiliberais da Europa e dos EUA.&lt;br&gt;Todavia, o secretário-geral da ONU não deveria adotar posições políticas extremas, e muito menos deveria alinhar com a minoria dos Estados membros da ONU no que diz respeito a este tema, como fez nos casos da Líbia e da Costa do Marfim. Não é para isso que foi eleito. A questão não reside em obrigar o senhor Ban a mudar de posição ou de convicções, mas em procurar que ajuste ligeiramente a sua visão no sentido de uma maior neutralidade.&lt;br&gt;Moscou e Pequim parecem encarar o denominado Grupo de Contacto Líbia (formado por 22 países e seis organizações internacionais) com muitas reservas. Referindo-se à decisão de grupo, na sua reunião de Roma na 5ª feira passada, de disponibilizar de imediato um fundo temporário de 250 milhões de dólares como ajuda aos rebeldes líbios, Lavrov afirmou de forma cáustica que o grupo “intensifica os seus esforços no sentido de desempenhar um papel dirigente na definição da política da comunidade internacional em relação à Líbia”, e advertiu de que deveria evitar “tentar substituir-se ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, ou tomar partido por uma das partes”.&lt;br&gt;Converteu-se em motivo de inquietação para Moscou e Pequim que o grupo de contacto evolua gradualmente para um verdadeiro processo regional, marginalizando a ONU, com a finalidade de formatar o levantamento árabe em moldes que se ajustem às estratégias ocidentais. O grupo de Estados do Conselho de Cooperação do Golfo (e da Liga Árabe) que está presente no grupo de contacto permite que o Ocidente proclame que o processo constitui uma voz coletiva de opinião regional. (Ironicamente, a França convidou a Rússia a unir-se ao grupo de contato).&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Ponta do iceberg&lt;br&gt;&lt;/b&gt;&lt;br&gt;Na conferência de imprensa com Yang em Moscou na passada 6ª feira, Lavrov foi direto ao essencial: “O grupo de contacto estabeleceu-se por sua conta. E agora se arroga a responsabilidade pela política da comunidade internacional em relação à Líbia. E não apenas em relação à Líbia, temos ouvido apelos a que este grupo decida o que fazer em outros Estados da região”. O que preocupa a Rússia no imediato é que o grupo de contato poderia estar-se deslocando em direção à Síria no sentido de realizar também nesse país uma mudança de regime.&lt;br&gt;A China tem sido até agora muito diplomática no que diz respeito ao tema da Líbia e tem deixado à Rússia o papel de por em respeito o gato ocidental, mas começa a tornar-se cada dia mais eloquente. Yang foi bastante direto na conferência de imprensa em Moscou na sua crítica à intervenção ocidental na Líbia. Há apenas três semanas o Diário do Povo comentou que a guerra na Líbia estava em ponto morto; o regime de Muhamar Khadafi tinha mostrado a sua resistência e a oposição líbia foi subestimada pelo Ocidente. Comentou o jornal:&lt;br&gt;“A guerra líbia converteu-se numa situação delicada para o Ocidente. Primeiro, o Ocidente não pode permitir-se a guerra, econômica e estrategicamente… A guerra sai demasiado cara aos países europeus e aos EUA, que ainda não saíram completamente da crise econômica. Quanto mais tempo dure a guerra, mais os países do Ocidente se verão em desvantagem.&lt;br&gt;“Segundo, o Ocidente vai deparar-se com muitos problemas militares e legais… Se o Ocidente prossegue o seu envolvimento será visto como tendo optado por uma das partes… No que diz respeito às operações militares, os países ocidentais vão ter que enviar forças terrestres para depor Khadafi… Isso vai muito para além do âmbito da autoridade das Nações Unidas, e é provável que repita os erros da Guerra no Iraque… Numa palavra, a solução militar para o problema da Líbia chegou ao limite e há que colocar a solução política na agenda.”&lt;br&gt;As conversações de Yang em Moscou significam que Pequim já se deu conta que o Ocidente está determinado em aguentar, custe o que custar, a delicada situação, fazer com que se “tranquilize” seja a que preço for e depois consumir os resultados sem compartilhar com ninguém. Por conseguinte, parece haver uma revisão da posição chinesa e uma aproximação à da Rússia (a Rússia tem sido muito mais abertamente crítica em relação à intervenção ocidental na Líbia).&lt;br&gt;Moscou poderia ter incentivado Pequim a perceber o que se avizinha. Mas o argumento decisivo parece ser o crescente sentimento de intranquilidade em relação ao que está em causa. A intervenção ocidental na Líbia poderia ser apenas a ponta do iceberg, e o que está em desenvolvimento poderá constituir uma geoestratégia orientada no sentido de perpetuar a dominação histórica do Ocidente sobre o Médio Oriente na era posterior à Guerra Fria. E interligado com este processo está o precedente extremamente preocupante de uma acção militar da NATO sem um mandato específico da ONU.&lt;br&gt;Desde então, Lavrov e Yang participaram em Astana numa conferência de ministros de Negócios Estrangeiros da Organização de Cooperação de Xangai (SCO) que negociará a agenda para uma cimeira do organismo regional a ter lugar na capital cazaque em 15 de Junho. A grande questão é se o acordo russo-chinês sobre “estreita cooperação” em relação aos temas do Médio Oriente e o Norte de África irá converter-se em posição comum da SCO. Parece que a probabilidade de que tal suceda é elevada.&lt;br&gt;*&lt;i&gt;O embaixador M. K. Bhadrakumar foi diplomata de carreira do Serviço Exterior da Índia. Exerceu funções na extinta União Soviética, Coreia do Sul, Sri Lanka, Alemanha, Afeganistão, Paquistão, Uzbequistão, Kuwait e Turquia&lt;br&gt;&lt;/i&gt;&lt;br&gt;Fonte: http://www.atimes.com/atimes/Central_Asia/ME10Ag01.html&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=9&amp;amp;id_noticia=154579"&gt;A Rússia e a China desafiam a Otan - Portal Vermelho&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-5894283806703340330?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/5894283806703340330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=5894283806703340330&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/5894283806703340330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/5894283806703340330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/05/conflito-libio-e-no-om-russia-e-china.html' title='Conflito Líbio e no OM: A Rússia e a China desafiam a Otan'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-5581323630954589696</id><published>2011-05-11T10:23:00.000-03:00</published><updated>2011-05-11T10:23:16.755-03:00</updated><title type='text'>Mais de 25% da população do Maranhão vive na pobreza extrema</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-vmK8d4hscnk/TcqK2FuKSaI/AAAAAAAAANs/tb-__mcYlyc/s1600/ma.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="224" src="http://4.bp.blogspot.com/-vmK8d4hscnk/TcqK2FuKSaI/AAAAAAAAANs/tb-__mcYlyc/s320/ma.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;O Maranhão é o estado que tem proporcionalmente a maior  concentração de pessoas em condições extremas de pobreza. Cerca de 1,7  milhão de pessoas, de um total de 6,5 milhões de habitantes do estado,  estão abaixo da linha de miséria. Isso representa 25,7% da população do  estado — mais que o triplo da média do país, que é de 8,5%. Os dados  foram divulgados nesta terça-feira (10) pelo IBGE.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                               &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;O conceito de miséria foi  estabelecido oficialmente na semana passada pelo governo federal, que  resolveu considerar em estado de pobreza extrema quem ganha até R$ 70  por mês. Para chegar aos R$ 70 por mês, o MDS (Ministério do  Desenvolvimento Social) decidiu usar o critério já adotado pelo programa  Bolsa Família para definir quem é miserável, parecido também com linhas  adotadas por organismos internacionais. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; O segundo pior estado é o Piauí, com 21,3% dos moradores ganhando até R$  70 mensais. Em terceiro, vem Alagoas, com 20,3%. O número de pessoas  que vivem em situação de extrema pobreza é maior no Nordeste (onde  representam 18,1%) e no Norte (16,8%). O Sul é a área com o menor número  de habitantes abaixo da linha da miséria (cerca de 2,6%). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; O estado com menor nível de miseráveis é Santa Catarina. De seus 6,2  milhões de habitantes, 103 mil estão na linha da pobreza extrema, o que  representa 1,6% da população. Em segundo lugar, vem o Distrito Federal,  com 1,8% de miseráveis. São Paulo está em terceiro, com 2,6%. O Rio de  Janeiro tem um índice de 3,7% de pessoas vivendo com até R$ 70 por mês.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; O Brasil tem 16,2 milhões de pessoas vivendo em condições extremas de  pobreza. Isso representa 8,5% dos 191 milhões de habitantes do país. Na  terça-feira da semana passada, o Ministério do Desenvolvimento Social  estabeleceu o valor de R$ 70 per capita ao mês como referência para  definir quem são os brasileiros mais carentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; Os números, baseados em dados do Censo 2010, ajudarão a formular o plano  Brasil Sem Miséria — que deverá se tornar em uma das principais  bandeiras do governo da presidente Dilma Rousseff, assim como ocorreu  com o governo Lula, com a ascensão de 28 milhões de pessoas a classes  sociais acima da linha da pobreza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; A coordenação do programa está a cargo do Ministério do Desenvolvimento  Social, comandado por Tereza Campelo, que será responsável também por  conduzir o programa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; O programa está dividido em três linhas de atuação: benefícios sociais;  inclusão produtiva e na extensão dos serviços que o Estado oferece a  esta camada da população.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt; Com informações da Uol&lt;/span&gt;                    &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-5581323630954589696?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/5581323630954589696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=5581323630954589696&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/5581323630954589696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/5581323630954589696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/05/mais-de-25-da-populacao-do-maranhao.html' title='Mais de 25% da população do Maranhão vive na pobreza extrema'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-vmK8d4hscnk/TcqK2FuKSaI/AAAAAAAAANs/tb-__mcYlyc/s72-c/ma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-6615462160379688333</id><published>2011-04-26T00:10:00.001-03:00</published><updated>2011-04-26T00:10:49.687-03:00</updated><title type='text'>Maranhão: antigo e novo (Artigos)</title><content type='html'>&lt;p&gt;Por Ignácio Rangel&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Uma breve análise da trajetória histórica do Maranhão, desde os tempos do império, quando se constituía numa das suas mais ricas províncias, passando por suas atividades de decadência/ prosperidade/decadência até as novas perspectivas de tornar-se um grande Parque Industrial concentrado na siderurgia e metalurgia em geral.&lt;/em&gt; &lt;p&gt;&lt;img src="http://www.fmauriciograbois.org.br/admin/fotos/imagem_8_227.jpg" width="414" height="419"&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O Maranhão foi como é sabido, uma das províncias mais ricas do Império. Quase isolado do resto do Brasil, enquanto o principal meio de transporte foi o navio à vela, dado que a&lt;br&gt;conjugação da Corrente do Brasil com o alíseo fazia com que o caminho mais curto de São Luis a Fortaleza passasse pelo mar dos Sargaços e Lisboa, vivia também uma conjuntura econômico-social sui generis. Pensava mais com a cabeça de Coimbra e de Paris, do que do Rio de Janeiro. Não por acaso, era a Atenas Brasileira.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt; O navio a vapor viria romper esse isolamento, já que podia vencer a corrente oceânica e o vento, ambos correndo na direção geral Leste-Sudeste a Norte-Noroeste.&lt;br&gt;Mas restava outro fato, capaz de singularizar a conjuntura maranhense no contexto nacional. Com efeito, não se havia cumprido no Maranhão, como também em Mato Grosso – a condição nulle terre sans seigneur. Por outras palavras, persistia a possibilidade de que a abolição da escravidão representasse não um passo à frente, mas um passo atrás. Não a passagem ao feudalismo, um modo superior de produção, mas o retrocesso à tarde e à cubata, isto é, ao comunismo primitivo.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Quando chegou a 13 de maio, já o vizinho Ceará havia, de fato, abolido a escravidão por uma série de posturas municipais. Claro está que isso nem sempre significava a liberdade para os escravos, os quais eram, não raro, contrabandeados para o Sul e, inclusive, para o Maranhão. Mas significava que a economia cearense, ou melhor, o lado interno do pólo interno da dualidade havia passado ao feudalismo, um modo mais avançado de produção.&lt;br&gt;O Maranhão, como Mato Grosso – estava na transição entre o Nordeste Oriental uma área de virtual monopólio da terra pela classe dos fazendeiros, e a Amazônia, que era terra de ninguém. Assim, libertados os cativos, estes usaram sua liberdade, como era natural que o fizessem, voltando à cubata – uma forma legalizada de quilombo, como aglomerados que chegaram aos nossos dias – ou tornaram ao nomadismo copiado dos índios. (Nossa Universidade está a dever-nos um estudo da importância da mão-de-obra indígena, na composição da mão-de-obra escrava, no Maranhão).&lt;br&gt;Assim, enquanto ao Sul-especialmente no Sudeste - a Abolição representava um formidável passo à frente, o Maranhão passou a ser a “Terra do já Teve”. Especialmente a Guiana Maranhense, isto é, a área ocidental do Estado, entrou a caminhar, a passos largos, para a pré-história. Burgos ricos, como Alcântara, Turiaçu e, suponho Engenho Central, etc., entraram em decadência.&lt;br&gt;É certo que, concomitantemente com o virtual colapso da Agricultura, na esteira da Abolição assistíamos a um desenvolvimento singular da indústria da transformação, especialmente em São Luís. Assim, segundo o Prof. Jerônimo de Viveiros – meu ilustre mestre de história – com 16 fábricas, o Maranhão era o segundo parque industrial brasileiro, aí por 1895. Seguindo-se a Minas Gerais, com 37 fábricas e acima da capital Federal e ao Estado do Rio de Janeiro, da Bahia e de São Paulo que, nessa ordem tinham 15, 14, 12 e 10 fábricas, somente.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Era o apagar das luzes de um período brilhante de nossa história. Somente por meados dos anos 60, demográfica e economicamente o peso de nossa velha província, no corpo do Brasil, voltaria a começar a crescer. Demograficamente, somente em 1960, voltaríamos aos três por cento que tínhamos em 1890 – imediatamente após a Abolição. &lt;p align="justify"&gt;Entrementes, o Maranhão foi a “Terra do já Teve”. Além das fábricas de fiação e tecelagem, inclusive de lã, meias e cânhamo, tínhamos tido até fábricas de fósforos e pregos, raros no Brasil de então. A epopéia rodoviária, quebrando nosso isolamento dourado, que faria com que toda área servida pela rica rede potamográfica, pela ferrovia São Luís-Teresina, pela importante frota de barcos à vela gravitasse em torno do empório da Praia Grande, o surto rodoviário viria subverter esse estado de coisas.&lt;br&gt;Com efeito, o que restava do nosso orgulhoso parque industrial da passagem do século - que não se modernizara – quebrou-se como a panela de barro em choque com a panela de ferro da fábula ao entrar em competição aberta com a nóvel indústria sulista e, inclusive, com a indústria do Nordeste oriental.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A seca de 1958, no Nordeste, deu um golpe fatal nesse parque industrial. Os caminhões que vinham buscar o arroz do Mearim, além de flagelados nordestinos, traziam os produtos industriais competitivos com os supridos por nossas fábricas sobreviventes. O taboado lançado sobre a ponte ferroviária entre Teresina e a velha Flores foi o golpe de graça. &lt;p align="justify"&gt; Mas o surto agrícola, nas cinzas da velha mata, compensou com sobras essa perda. Era outro processo que se abria. Queimada a mata uma vez, não tendo mais de onde tirar madeira para a cerca e para queimar, o lavrador maranhense o declarava “terra cansada”. O migrante do Nordeste oriental, muito mais gregário, não raro emitia outro parecer. Vi roçados nordestinos, fileiras de mamona, mas protegida, toda a área por uma única cerca, o que implicava numa colossal economia de material. &lt;p align="justify"&gt;Fui encontrar em Bacabal nada menos que um projeto de declará-lo “município agrícola”. Uma cerca única, envolvendo todo o município, e protegendo suas lavouras contra os bois dos municípios pecuaristas vizinhos, não estava fora de cogitações.&lt;br&gt;Essa utopia, que eu o saiba não teve seguimento e, ao que ouvi, em minha recente passagem por São Luís, Bacabal é hoje um município pecuarista. Primeiro o maranhense expelido pelo nordestino oriental, depois, este último expelido pelo boi. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Aí por princípios dos anos 60, conversando sobre esse processo – na primeira fase, quando entrava o nordestino e saía o maranhense – com o então Governador de Goiás, Mauro Borges dele ouvi o reverso da medalha, isto é, que havia em seu Estado, nada menos que 53 prefeitos maranhenses. O surgimento do Estado do Tocantins, em nossos dias, não deve ser estranho a esse processo.&lt;br&gt;Na seqüência natural deste, estavam implícitos dois movimentos de “fronteiras”: a) os investidos contra a mata amazônica, com seus hoje notórios desastrados efeitos ecológicos; b) a&lt;br&gt;escalada dos chapadões e dos cerrados, o que implicava na introdução de uma agricultura de novo tipo-tecnologicamente apoiada nas novéis indústrias mecânicas e químicas e na ciência agronômica e, sociologicamente, sob, o comando do novo capitalismo agrícola brasileiro, que está tomando o lugar do velho latifúndio feudal. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Parece-me claro que a penetração do capitalismo no campo – efeito socioeconômico das escaladas dos cerrados e das chapadas, não poderá deixar de contagiar-se à catinga nordestina. &lt;p align="justify"&gt; Um pouco mais demoradamente, porque ao contrário do cerrado, que estava desocupado, a caatinga não está. Mas o campo de batalha dessa nova investida bandeirante, que é a penetração do capitalismo no campo, são as áreas problemas do país.&lt;br&gt;Os vastos campos da Baixada Maranhense, abrindo a porta a uma promissora agricultura irrigada, com água dos rios que formam o Golfão, parece-me igualmente estar na ordem natural das coisas, como área de eleição para o emergente capitalismo agrícola brasileiro.&lt;br&gt;Mas, para encerrar essas notas, não poderíamos deixar de lado as perspectivas da nova indústria maranhense de transformação. O Porto do Itaqui, ao emergir como porta aberta para Europa e América do Norte, tinha que ser o ponto de apoio para a alavancagem do processo todo.&lt;br&gt;Lembro-me de que, sendo Presidente da República, Jânio Quadros, eu, atendendo a uma ordem do chefe do governo, encaminhei-lhe parecer onde sugeria a continuação da então BR-24, que começava na Paraíba e, havendo cruzado o Piauí, penetrara no Maranhão, na direção geral da Amazônia. Lembro-me de que dizia aquela estrada somente devia parar – se parasse – na fronteira do Peru, e recomendava que os engenheiros incumbidos da locação da estrada estivessem de olhos bem abertos no cruzamento do divisor de águas entre o Tocantins e o Xingu. Sabemos, hoje, que a estrada não parará na fronteira do Peru e que Callao é seu término natural. Por outro lado, no divisor de águas entre o Tocantins e o Xingu está, nada menos, que Carajás. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Hoje, atrevo-me a pensar numa ferrovia projetando a Carajás-Itaqui para o Oeste, na direção geral de Callao, o que faria de Itaqui a porta do Peru para Europa e América do Norte e de Callao nossa porta natural para o Pacífico.&amp;nbsp; &lt;p align="justify"&gt;As conseqüências desse esboço ciclópico para o Maranhão – naturalmente complementado pela conclusão da ferrovia Norte-Sul (a Estrada Tocantina, neste primeiro trecho já lançado) não podem ser exageradas. Como meio de transporte – excluído o duto, onde couber – a ferrovia emergiu como o mais eficiente meio de transporte de cargas pesadas. Não é por acidente que o Japão no processo de transportar suas cargas para a Europa, esteja preferindo, aos tradicionais caminhos marítimos por Boa Esperança e pelo canal de Panamá, as ferrovias canadense e transiberiana, apesar dos transbordos – em Vancouver e Terra Nova, e em Vladivostok, respectivamente.&amp;nbsp; &lt;p align="justify"&gt;É claro que teremos que vencer dois formidáveis obstáculos, a saber, a Floresta Amazônica, com seus grandes rios e os Andes – aqueles e estes perpendiculares ao sentido da marcha – mas não creio que esses obstáculos sejam maiores que o “permafrost” agravado pelos cimos da Sibéria oriental, que não impediram o lançamento da BAMUR. Ora, somente pensando GRANDE, podemos formar juízo sobre as perspectivas que estão abertas para o nosso Maranhão.&amp;nbsp; &lt;p align="justify"&gt;Minha recente viagem ao Maranhão - maio/89 - persuadiu-me de que a retomada pelo nosso Estado do seu antigo lugar de grande centro industrial já começou. Com uma peculiaridade: que, em vez de indústria leve, é indústria pesada o que teremos, centrada na siderurgia e na metalurgia em geral. Embora geograficamente situado no Pará, é o Porto de Itaqui que alavanca o projeto de Carajás, apenas começando, até por que não tardaremos a “redescobrir” o antracite do Xingu, isto é, do Rio Fresco. Ora, por perto da Ponta da Madeira é que esse antracite se encontrará com nossas hulhas pobres, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Há muito que sabemos que, combinadas, com antracite, essas hulhas pobres forneceriam um coque perfeito. (A menos que, levado a termo o projeto ferroviário Norte-Sul, a localização lógica do grande projeto siderúrgico se desloque para o entroncamento ferroviário Norte-Sul com Carajás, tanto mais quanto, para Açailândia, poderá confluir o gás natural amazônico).&amp;nbsp; &lt;p align="justify"&gt;Mas São Luís será sempre a localização privilegiada para a indústria que converterá os lingotes de Açailândia em produtos finais.&lt;br&gt;Os exclusivismos regionalistas brasileiros – inclusive os Paulistas e Nordestinos – estão morrendo. Eles refletem imperativos geopolíticos exemplificados aqui com o casamento da corrente do Brasil com o alíseo, e imperativos geoeconômicos, herdados do antigo latifúndio feudal. O Brasil unifica-se, cada vez mais energicamente e, nessas condições o que importa decisivamente são os fatores de localização.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Os quais nos apontam uma posição de elite, no vigoroso organismo em que se converteu o Brasil.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.fmauriciograbois.org.br/portal/noticia.php?id_sessao=8&amp;amp;id_noticia=227"&gt;Fundação Maurício Grabois :: Maranhão: antigo e novo (Artigos)&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-6615462160379688333?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/6615462160379688333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=6615462160379688333&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/6615462160379688333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/6615462160379688333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/04/maranhao-antigo-e-novo-artigos.html' title='Maranhão: antigo e novo (Artigos)'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-4487499041335469071</id><published>2011-04-09T16:32:00.002-03:00</published><updated>2011-04-09T16:36:19.515-03:00</updated><title type='text'>O pensamento primitivo e Stalin como bode expiatório</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Por Domenico Losurdo &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;img height="239" src="http://grabois.org.br/admin/fotos/imagem_8_5202.jpg" width="320" /&gt; &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;Neste artigo Domenico Losurdo responde ao texto "O socialismo do Gulag!", escrito pelo historiador trotskista Jean-Jacques Marie como crítica do livro "Stalin - História e crítica de uma lenda negra", publicado em 2009 por Losurdo.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;Jamais se poderá avaliar de modo satisfatório a sabedoria da frase atribuída a Georges Clemenceau: a guerra é uma coisa muito séria para que seja entregue aos generais! Na verdade, em seu ardente chauvinismo e anticomunismo, o primeiro-ministro francês mantinha uma consciência bastante lúcida em relação ao fato de os especialistas (neste caso, os especialistas da guerra) frequentemente serem capazes de ver as árvores, mas não a floresta, eles se deixam absorver pelos detalhes perdendo de vista o global; neste caso eles sabem tudo, menos o que é essencial. À afirmação de Clemenceau se é rapidamente levado a pensar quando se lê a crítica intransigente que Jean-Jacques Marie queria destinar a meu livro sobre Stalin. Pelo que parece, o autor é um dos maiores especialistas sobre “trotskismo-logia” e se põe a demonstrá-lo em qualquer circunstância.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1- Stalin liquidado pelo Relatório secreto, o Relatório secreto liquidado pelos historiadores&lt;br /&gt;Ele começa imediatamente a contestar minha afirmação segundo a qual Kruschev “se propõe derrotar Stalin em todos os aspectos”. Ainda assim, é o grande intelectual trotskista Isaac Deutscher que destaca que o Relatório secreto menciona Stalin como um “enorme, tenebroso, extravagante, degenerado monstro humano”. No entano, esse retrato não é suficientemente monstruoso aos olhos de Marie! O meu livro assim continua: na arguição pronunciada por Kruschev, “por ser responsável por crimes horrendos, era um indivíduo desprezível seja no plano moral seja no plano intelectual. &lt;br /&gt;Além de desumano, o ditador era também risível”. Basta pensar no pormenor sobre o qual se detém Kruschev: “é preciso ter presente que Stalin preparava os seus planos em cima de um mapamundi. Sim, companheiros, ele marcava a linha da frente de batalha sobre o mapamundi” (p. 27-29 da edição francesa). O quadro aqui traçado sobre Stalin é claramente caricatural: como fez para derrotar Hitler a URSS que era dirigida por um líder criminoso e imbecil ao mesmo tempo? E como chegou esse líder criminoso e imbecil ao mesmo tempo a reger pelo “mapamundi” uma batalha épica como aquela de Stalingrado, combatida de bairro a bairro, de rua a rua, de terreno a terreno, de porta a porta? Ao invés de responder a essas contestações, Marie se preocupa em demonstrar que – enquanto maior especialista de “trotskismo-logia” – conhece de memória também o Relatório Kruschev e se põe a citá-lo por toda parte, em aspectos que não têm nada a ver com o problema em discussão!&lt;br /&gt;Como demonstração do fato de essa total aniquilação de Stalin (no plano intelectual além do moral) não subsistir à investigação histórica, chamo a atenção para dois pontos: historiadores eminentes (de nenhum dos quais se pode suspeitar ser filo-stalinista) falam de Stalin como o “maior líder militar do século XX”. E vão ainda além: atribuem-lhe um “talento político excepcional” e o consideram um político “super competente” que salva a nação russa da dizimação e escravização a que é destinada pelo Terceiro Reich, graças não apenas a sua astuta estratégia militar, mas também aos “magistrais” discursos de guerra, por vezes verdadeiros e apropriados “atos de bravura” que, em momentos trágicos e decisivos, chegam a estimular a resistência nacional. E ainda não é tudo: historiadores ardorosamente antistalinistas reconhecem a “perspicácia” com que ele trata a questão nacional no escrito de 1913 e o “efeito positivo” de sua “contribuição” para a linguística (p. 409).&lt;br /&gt;Em segundo lugar, faço notar que já em 1966 Deutscher demonstrava sérias dúvidas sobre a credibilidade do Relatório secreto: “não o considero a ponto de aceitar sem reservas as assim ditas “revelações” de Kruschev, particularmente sua afirmação de na Segunda Guerra Mundial (e na vitória sobre o Terceiro Reich) Stalin apenas ter desempenhado um papel praticamente insignificante” (p. 407). Hoje, à luz de novo material à disposição, não são poucos os estudiosos que acusam Kruschev de ter recorrido à mentira. E, portanto: se Kruschev realiza a aniquilação total de Stalin a historiografia mais recente anula a credibilidade do assim dito Relatório secreto.&lt;br /&gt;De que maneira Marie responde a tudo isso? Resume o ponto de vista não apenas o meu como também o dos autores citados por mim (inclusive o trotskista Deuscher) com o clichê: “Vade retro, Kruschev!”. Ou seja, o grande especialista de “trotskismo-logia” acredita poder exorcizar as dificuldades insuperáveis com que se depara pronunciando duas palavras em latim (eclesiástico)!&lt;br /&gt;Vejamos um segundo exemplo. No início do segundo capítulo (“Os bolcheviques: do conflito ideológico à guerra civil”), eu analiso o conflito que se desenvolve por ocasião da paz de Brest-Litowsky. Bukharin denuncia o “declínio camponês em nosso partido e no poder soviético”; outros bolcheviques se desligam do partido; outros até declaram já desprovido de valor o próprio poder soviético. Em sentido oposto, Lênin expressa sua indignação por essas “palavras esquivas e monstruosas”. Já em seus primeiros meses de vida, a Rússia soviética vê se desenvolver um conflito ideológico de extrema rispidez e a ponto de se transformar em guerra civil. &lt;br /&gt;E tão mais facilmente se transformará em guerra civil – observo em meu livro – já que, com a morte de Lênin, “vem a desaparecer uma indiscutível autoridade”. Antes – acrescento –, segundo um ilustre historiador burguês (Conquest), já naquela ocasião Bukharin havia acalentado a ideia de um golpe de Estado (p. 71). Como Marie responde a tudo isso? Novamente, ele exibe toda a sua erudição de grande, e talvez máximo, especialista de “trotskismo-logia”, mas não faz nenhum esforço para responder às questões que se impõem: se o conflito mortal que sucessivamente aflige o grupo dirigente bolchevista é culpa apenas de Stalin (o pensamento primitivo não pode passar sem o bode expiatório), como explicar a dura troca de acusações que Lênin condena como “monstruosas”, as frases pronunciadas por aqueles que estimulam a “degeneração” do partido comunista e do poder soviético? E como explicar o fato de Robert Conquest – que dedicou toda a sua existência a demonstrar a sordidez de Stalin e dos processos de Moscou – falar de um projeto de golpe de Estado contra Lênin, cultivado ou acalentado por Bukharin?&lt;br /&gt;Não sabendo o que responder, Marie me acusa de manipulador e escreve até que – no que se refere à ideia de golpe de Estado acalentada por Bukharin – eu cito apenas a mim mesmo. Não tenho tempo a perder com insultos. Limito-me a fazer notar que à página 71, nota 137, cito um historiador (Conquest) que não é inferior a Marie nem em erudição nem no zelo antistalinista.&lt;br /&gt;2- De que maneira os trotskistas para Marie insultam Trotsky&lt;br /&gt;Com a morte de Lênin e a consolidação do poder de Stalin, o conflito ideológico se torna cada vez mais uma guerra civil: a dialética de Saturno que, de um modo ou de outro, se manifesta em todas as grandes revoluções, desgraçadamente não poupa nem mesmo os bolcheviques. Desenvolvo essa tese na segunda parte do segundo capítulo, citando uma série de personalidades entre as muitas diferentes (que revelam a existência de um aparato clandestino e militar criado pela oposição) e citando, sobretudo, Trotsky. Sim, Trotsky em pessoa declara que a luta contra “a oligarquia burocrática” stalinista “não comporta solução pacífica”. É sempre ele que declara que “o país se dirige notoriamente em direção à revolução”, em direção a uma guerra civil, e que, “no âmbito de uma guerra civil, o assassinato de alguns opressores não diz respeito mais ao terrorismo individual”, mas é parte integrante da “luta mortal” entre os alinhamentos opostos (p. 104). Como se vê, pelo menos neste caso, o próprio Trotsky coloca em dificuldade a mitologia do bode expiatório.&lt;br /&gt;Compreende-se o embaraço totalmente particular de Marie. E então? Conhecemos já a ostentação de erudição como cortina de fumaça. Vamos à substância. Entre as inúmeras e muito diferentes personalidades por mim citadas, Marie escolhe duas: a uma (Malaparte) considera incompetente, à outra (Feuchtwanger) tacha como agente mercenário a serviço do crime e imbecil que se encontra no Kremlim. E assim o jogo é feito: a guerra civil desaparece e novamente o primitivismo do bode expiatório pode festejar seus êxitos. Mas recusar-se a levar em consideração os argumentos utilizados por um grande intelectual, como Feuchtwanger, para limitar-se a tachá-lo como agente mercenário a serviço do inimigo: geralmente não é esse o modo de proceder considerado “stalinista”? E, sobretudo: o que devemos pensar do testemunho de Trotsky que fala de “guerra civil” e de “luta mortal”? Não é um paradoxo o grande especialista e sumo sacerdote da “trotskismo-logia” constranger ao silêncio a divindade por ele venerada? Sim, mas não é o único paradoxo e nem mesmo o mais ressonante. &lt;br /&gt;Vejamos: Trotsky não apenas compara Stalin a Nicolau II (p. 104) como vai além: no Kremlim se encontra um “provocador a serviço de Hitler”, ou “a marionete de Hitler” (p. 126 e 401). E Trotsky, que se gabava de ter muitos partidários na União Soviética e que, antes, segundo Broué (biógrafo e hagiógrafo de Trotsky), tinha conseguido infiltrar seus “fiéis” até no interior da GPU, não havia feito nada para destruir o poder contrarrevolucionário do novo czar ou do escravo do Terceiro Reich? Marie termina retratando Trotsky como um simples tagarela que se limita a uma basófia verbal de taberna, ou como um revolucionário desprovido de coerência e até medroso e vil. O paradoxo mais gritante é que sou de fato constrangido a defender Trotsky contra alguns de seus apologetas!&lt;br /&gt;Digo “alguns de seus apologetas” pelo fato de nem todos serem tão despreparados como Marie. A propósito da impiedosa “guerra civil” que se desenvolve entre os bolcheviques o meu livro observa: “Estamos diante de uma categoria que constitui o fio condutor da pesquisa de um historiador russo (Rogovin), de firme e declarada fé trotskista, autor de uma obra em vários volumes, dedicada a registrar a reconstrução minuciosa dessa guerra civil. Nela se fala, a propósito da Rússia soviética, de “uma guerra civil preventiva” desencadeada por Stalin contra aqueles que se organizam para derrotá-lo. Também aos de fora da URSS, essa guerra civil se manifesta e em partes arrebenta na frente de combate contra Franco; e, com efeito, em referência à Espanha de 1936-39, se fala não de uma, mas de “duas guerras civis”. Com grande honestidade intelectual e tirando proveito do novo e rico material documentário disponível, graças à abertura dos arquivos russos, o autor aqui citado chega à conclusão: “Os processos de Moscou não foram um crime imotivado e a sangue frio, mas a reação de Stalin ao longo de uma arguta luta política”.&lt;br /&gt;Polemizando com Alexander Soljenítsin, que menciona as vítimas das purgações como um bando de “coelhos”, o historiador trotskista russo cita um folhetinho que nos anos 1930 chamava a varrer do Kremlim “o ditador fascista e sua camarilha”. Depois, comenta: “Mesmo do ponto de vista da legislação russa hoje em vigor esse folhetinho deve ser analisado como um apelo a uma violenta derrocada do poder (mais exatamente do estrato superior dominante)”. Em conclusão, bem longe de ser expressão de “um ataque de violência irracional e insensata”, o sanguinário terror desencadeado por Stalin é, na realidade, o único modo com que ele consegue dobrar a “resistência das verdadeiras forças comunistas” (p. 117-118).&lt;br /&gt;Assim se expressa o historiador trotskista russo. Mas Marie – para não renunciar ao seu primitivismo e à procura de um bode expiatório (Stalin) sobre o qual concentrar todos os pecados do Terror e da União Soviética em seu conjunto – prefere seguir os passos de Soljenítsin e apresentar Trotsky como um “coelho”.&lt;br /&gt;3- Traição ou contradição objetiva? A lição de Hegel&lt;br /&gt;No âmbito do quadro por mim traçado, permanecem firmes os méritos de Stalin: ele compreendeu uma série de pontos essenciais: a nova fase histórica que se abria com a falência da revolução no Ocidente; o período de colonização escravista que ameaçava a Rússia soviética; a urgência de recuperação do atraso em relação ao Ocidente; a necessidade de conquista de ciência e tecnologia mais avançadas e a consciência de que a luta por tal conquista pode ser, em determinadas circunstâncias, um aspecto essencial, e mesmo decisivo, para a luta de classe; a necessidade de coordenar patriotismo e internacionalismo e a compreensão do fato de uma vitoriosa luta de resistência e de libertação nacional (como foi a Grande guerra patriótica) constituir-se na mesma época uma contribuição de primeiríssimo plano à causa internacionalista da luta contra o imperialismo e o capitalismo. &lt;br /&gt;Stalingrado lançou os requisitos para a crise do sistema colonial em escala planetária. O mundo de hoje caracteriza-se por crescentes dificuldades do mesmo neocolonialismo; pela prosperação de países como China e Índia e, mais no geral, da civilização na mesma época subjugada ou humilhada pelo Ocidente; pela crise da doutrina Monroe e pelo esforço de certos países latino-americanos de unir luta contra o imperialismo com a construção de uma sociedade pós-capitalista. Pois bem, este mundo não é presumível sem Stalingrado.&lt;br /&gt;E, no entanto, uma vez dito isso, é possível compreender a tragédia de Trotsky. Depois de ter reconhecido o grande papel por ele desempenhado no curso da Revolução de Outubro, o meu livro assim descreve o conflito que vem a se formar com a morte de Lênin: “Na medida em que um poder carismático era ainda possível isso tendia a tomar corpo na figura de Trotsky, o genial organizador do Exército vermelho e brilhante orador e prosador que pretendia encarnar as esperanças de triunfo da revolução mundial e que para isso fazia avançar a legitimidade de sua aspiração a governar o partido e o Estado. &lt;br /&gt;Stalin, porém, era a encarnação do poder legal-tradicional que procurava penosamente tomar forma: ao contrário de Trotsky – ligado tardiamente ao bolchevismo – ele representava a continuidade histórica do partido protagonista da revolução e, em seguida, detentor de nova legalidade; para além disso afirmando a realizabilidade do socialismo mesmo em um único (grande) país, Stalin infundia uma nova dignidade e identidade à nação russa que, assim, superava a crise assustadora – fictícia mais do que concreta – irrompida a partir da derrota e do caos da Primeira Guerra Mundial, e reencontrava a sua continuidade histórica. &lt;br /&gt;Mas exatamente por isso os adversários gritavam “traição”, enquanto traidores aos olhos de Stalin e de seus partidários surgiam todos com seu aventurismo facilitando a intervenção de potências estrangeiras, colocavam em perigo, em última análise, a sobrevivência da nação russa – que era na mesma época o destacamento de vanguarda da causa revolucionária. O choque entre Stalin e Trotsky é um conflito não apenas entre dois programas políticos, mas também entre dois princípios de legitimação” (p. 150).&lt;br /&gt;Em certo ponto, diante da radical novidade do quadro nacional e internacional, Trotsky se convence (sem razão) de que em Moscou havia uma contrarrevolução e age em conformidade a isso. No quadro traçado por Marie, ao contrário, Trotsky e seus partidários – apesar de terem conseguido se infiltrar na GPU e em outros setores vitais do aparato estatal – sem lutar deixaram-se vencer e massacrar pela contrarrevolução criminosa e idiota que foi instalada no Kremlim. Não há dúvida, é essa a leitura – para ridicularizar particularmente Trotsky, apequenando e para tornar medíocres e irreconhecíveis todos os protagonistas da grande tragédia histórica que se desenvolveu na esteira da Revolução Russa (como em todas as grandes revoluções).&lt;br /&gt;Com o objetivo de compreender de modo adequado tal tragédia, é preciso fazer apelo a uma categoria de contradição objetiva estimada por Hegel (e por Marx). Desgraçadamente, porém – adverte o meu livro –, Stalin como Trotsky compartilham a mesma pobreza filosófica: não conseguem avançar para além dessa troca recíproca de acusação de traição: “De uma parte e de outra, mais do que se empenhar na análise laboriosa das contradições objetivas, e das opostas opções e dos conflitos políticos que se desenvolvem sobre tal base, prefere-se recorrer com ligeireza à categoria de traição e, em sua configuração extrema, o traidor se torna agente consciente e corrompido pelo inimigo. Trotsky não se cansa de denunciar “a conspiração da burocracia stalinista contra a classe operária”, e a conspiração é tão mais abjeta pelo fato de a “burocracia stalinista” não ser nada além do que “um aparato de transmissão do imperialismo”. É apenas o caso de dizer que Trotsky vem generosamente recebendo o troco na mesma moeda. Ele se lamenta de ter sido tachado como “agente de uma potência estrangeira”, mas, por sua vez, tacha Stalin como “agente provocador a serviço de Hitler” (p. 126).&lt;br /&gt;Menos que nunca, Marie – que efetivamente ironiza minha frequente citação de Hegel – dispôs-se a problematizar a categoria de “traição”. No debate ora em curso quem é, pois, o “stalinista”?&lt;br /&gt;4- O comparativismo como instrumento de luta contra as fraudes da ideologia dominante&lt;br /&gt;Até aqui vimos no grande especialista de “trotskismo-logia” um esforço de erudição com fim em si mesma ou utilizada como cortina de fumaça. E, no entanto, em Marie é preciso reconhecer um raciocínio, ou melhor, uma tentativa de raciocínio. No momento em que faço uma comparação entre os crimes de Stalin – ou a ele atribuídos – e aqueles cometidos pelo Ocidente liberal e seus aliados, Marie contesta: “Então, na pátria triunfante do socialismo (porque para Losurdo o socialismo surgiu na URSS) e que concretizou a unidade dos povos é normal que sejam utilizados os mesmos procedimentos dos chefes de países capitalistas ou de um obscurantista feudal e até do czar Nicolau II”. Examinemos essa refutação. Até deixamos de lado as imprecisões, os exageros ou os verdadeiros e próprios mal-entendidos. Em nenhuma parte falo da URSS ou de outro país como “a pátria triunfante do socialismo”; em meus livros escrevi, pelo contrário, que o socialismo é um “processo de aprendizado” difícil e de maneira nenhuma concluído. &lt;br /&gt;Mas concentremo-nos no essencial. Da Revolução de Outubro até nossos dias constante é a tendência de a ideologia dominante demonizar tudo aquilo que tem alguma relação com a história do comunismo. Como fiz notar em meu livro, por algum tempo Trotsky foi tachado de ser (a exemplo de Goebbels) aquele que “talvez em sua consciência tenha o número de crimes mais alto que nunca antes pesou sobre um homem” (p. 343); sucessivamente essa obscura primazia foi atribuída a Stalin e hoje a Mao Tsetung; estão por ser igualmente criminalizados Tito, Ho Chi Minh, Castro etc. Devemos suportar essa “demonização” que – como sustento no último capítulo de meu livro – é apenas a outra face da “agiografia” do capitalismo e do imperialismo?&lt;br /&gt;Vejamos de que maneira a essa manipulação maniqueísta reage Marx. Quando a burguesia do seu tempo – aceitando motivo para o assassinato dos reféns e para o incêndio espalhado pelos Communards – denuncia a Comuna de Paris como sinônimo de infame barbárie Marx responde que as práticas de tomada (e de eventuais assassinatos) de reféns e de ateamento de incêndios foram inventadas pelas classes dominantes e que, de qualquer modo, pelo que diz respeito a incêndios, seria preciso distinguir entre “vandalismo por uma defesa desesperada” (aquele dos communards) e “vandalismo por prazer”.&lt;br /&gt;Marie me faz muita honra quando polemiza comigo sobre esse ponto: ele faria bem em fazer o mesmo diretamente com Marx. Ou, se pudesse, com Trotsky, que age também do mesmo modo com que fui censurado: no libreto A sua moral e a nossa, Trotsky se refere a Marx, já citado por mim, e – para rebater a acusação segundo a qual os bolcheviques, e apenas eles, se inspiram no princípio segundo o qual “o fim justifica os meios” (violentos e brutais) – chama em causa o comportamento não apenas da burguesia do século XIX e XX, como também (...) o de Lutero, protagonista da guerra de extermínio contra Müntzer e os camponeses.&lt;br /&gt;Mas, agarrado como está ao culto à erudição, Marie não reflete nem mesmo sobre textos dos autores por ele mais estimados. E, na verdade, me ironiza dando à sua intervenção o título “O socialismo de Gulag!”. Naturalmente, com essa mesma ironia por aí poderiam ser feitas chacotas da Rússia soviética de Lênin (e de Trotsky): “O socialismo (ou a revolução socialista) da Ceka”, ou “o socialismo (ou a revolução socialista) da tomada de reféns” (tenha-se presente que, em A sua moral e a nossa, Trotsky é obrigado a defender-se até da acusação de ter recorrido a essa prática). Na realidade, com a ironia cara a Marie pode-se liquidar qualquer revolução. Temos então: “A Comuna dos reféns fuzilados”, “a liberdade e a igualdade da guilhotina” etc. De outra parte, não se trata de exemplos imaginários: foi assim que a tradição de pensamento reacionária liquidou a Revolução Francesa (e, sobretudo, o jacobinismo), a Comuna de Paris, a Revolução Russa etc.&lt;br /&gt;Marx resumiu a metodologia do materialismo histórico na afirmação segundo a qual “os homens fazem sua história sozinhos, mas não em circunstâncias escolhidas por eles”. Ao invés de pegar os gestos dessas lições para investigar os erros, os dilemas morais, os crimes dos protagonistas de cada grande crise histórica, Marie indica essa simples alternativa: ou os movimentos revolucionários são soberanamente superiores – e, antes, milagrosamente transcendentes em relação ao mundo histórico, e às contradições e aos conflitos do mundo histórico – no âmbito em que eles se desenvolvem, ou aqueles movimentos revolucionários são uma completa ruína e um engano completo. E assim a história dos revolucionários em seu conjunto se configura como a história de uma única, ininterrupta e miserável ruína e engano. E mais uma vez Marie se coloca na vala da tradição do pensamento reacionário.&lt;br /&gt;5- O socialismo como processo de aprendizado trabalhoso e incompleto&lt;br /&gt;Eu disse que a construção do socialismo é um processo de aprendizado trabalhoso e incompleto. Mas exatamente por isso é preciso empenhar-se em dar respostas: o socialismo e o comunismo comportam a total eliminação de identidades e até de idiomas nacionais, ou tem razão Castro quando diz que os comunistas tiveram culpa por subestimar o peso que a questão nacional continua a exercer mesmo depois da revolução anti-imperialista e anticapitalista? &lt;br /&gt;Na sociedade do futuro previsível não haverá mais lugar para nenhum tipo de mercado e nem para o dinheiro, ou devemos tirar proveito da lição de Gramsci, segundo a qual é preciso ter presente o caráter “determinado” do “mercado”? Em relação ao comunismo Marx fala algumas vezes de “extinção do Estado”, e outras de “extinção do Estado no atual sentido político”: são duas fórmulas entre si sensivelmente diferentes; em qual das duas pode-se inspirar? São esses problemas a provocar entre os bolcheviques, primeiro um ríspido conflito ideológico e depois a guerra civil; e a esses problemas é preciso responder se se quiser restituir credibilidade ao projeto revolucionário comunista, evitando as tragédias do passado. Com esse espírito é que escrevi primeiro Fuga da história? A Revolução Russa e a Revolução Chinesa hoje e, depois, Stalin. &lt;br /&gt;História e crítica de uma lenda negra. Sem confrontar tais problemas não se poderá nem compreender o passado nem projetar o futuro. Sem confrontar tais problemas, aprender de memória até os mínimos detalhes da biografia (ou da agiografia) deste ou daquele protagonista de Outubro de 1917 servirá apenas para confirmar a profundidade do lema caro a Clemenceau: como a guerra é uma coisa muito séria para ser entregue a generais e especialistas da guerra, também a história da própria tragédia de Trotsky (para não falar da grande e trágica história do movimento comunista em seu conjunto) é uma coisa muito séria para ser entregue a especialistas e generais da trotskismo-logia.&lt;br /&gt;_________&lt;br /&gt;Tradução: Lucilia Ruy&lt;/div&gt;&lt;a href="http://grabois.org.br/portal/noticia.php?id_sessao=8&amp;amp;id_noticia=5202"&gt;Fundação Maurício Grabois&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-4487499041335469071?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/4487499041335469071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=4487499041335469071&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/4487499041335469071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/4487499041335469071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/04/o-pensamento-primitivo-e-stalin-como.html' title='O pensamento primitivo e Stalin como bode expiatório'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-5907373836941058579</id><published>2011-04-02T21:45:00.001-03:00</published><updated>2011-04-02T21:45:16.372-03:00</updated><title type='text'>Diário da guerra imperilista: a  inervenção da OTAN na Líbia</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;h4&gt;&lt;a href="http://planobrasil.com/2011/04/02/guerra-da-otan-na-libia/"&gt;Guerra da OTAN na Líbia?&lt;/a&gt;&lt;/h4&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.gazetadeluanda.com/wp-content/uploads/2011/03/Guerra-Libia-Usa-e-EU_WAR_FOR_OIL_lIBYA_WAR_OBAMA.jpg"&gt;&lt;img alt="http://www.gazetadeluanda.com/wp-content/uploads/2011/03/Guerra-Libia-Usa-e-EU_WAR_FOR_OIL_lIBYA_WAR_OBAMA.jpg" src="http://www.gazetadeluanda.com/wp-content/uploads/2011/03/Guerra-Libia-Usa-e-EU_WAR_FOR_OIL_lIBYA_WAR_OBAMA.jpg" width="320" height="257"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;MK Bhadrakumar, Indian Punchline&lt;br&gt;Tradução do coletivo da Vila Vudu&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;72 horas depois de a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) ter sido incumbida pelas potências ocidentais da tarefa de fazer valer uma zona aérea de exclusão e um embargo de armas na Líbia, a aliança deu grande salto adiante. O próprio corpo que toma decisões da própria OTAN decidiu que a própria OTAN ficará encarregada de implantar também todas as demais decisões da Resolução n. 1.973 do Conselho de Segurança da ONU sobre a Líbia [R-1973]. &lt;p align="justify"&gt;Declaração da OTAN, feita em Bruxelas no final desse domingo, mal disfarçava o tom triunfalista: “É passo muito significativo, que prova a capacidade da OTAN para empreender ação decisiva”. &lt;p&gt;Mas tem gato na tuba. &lt;p align="justify"&gt;A declaração da OTAN nada diz sobre quem estaria esperando que a OTAN “provasse” alguma coisa, ou que “ação decisiva” a OTAN agora por-se-á a “empreender”. A questão, de fato, é que a OTAN afinal recebeu a chance de provar-se ela mesma – de provar que é a única organização militar em escala global que pode intervir militarmente e “empreender ação decisiva” contra qualquer país (fora do mundo ocidental, sempre, é claro). &lt;p align="justify"&gt;Não há dúvida que se trata de “passo muito significativo” no que tenha a ver com a segurança internacional. O Conceito Estratégico adotado na cúpula da OTAN em Lisboa [1], novembro passado, definiu que o objetivo da aliança seria constituir-se como organização de segurança global. Mas ninguém do mundo externo, naquele momento, jamais supôs que o objetivo seria alcançado nesse prazo recorde. &lt;p align="justify"&gt;A realidade política é que a R-1.073 não atribuiu nenhum papel específico à OTAN. A própria OTAN se autoatribuiu um papel e esse específico papel. &lt;p align="justify"&gt;As potências ocidentais interpretaram unilateralmente a R-1.973 e incluíram nela os raids aéreos contra forças do governo líbio para, militarmente, alterar o equilíbrio militar na Líbia a favor dos ‘rebeldes’. Agora, também a OTAN por-se-á a atacar militarmente a Líbia. &lt;p align="justify"&gt;Em termos mais simples, a OTAN acaba de entrar no sangrento negócio de derrubar governos, “mudança de regimes”, em países fora da Europa nos quais interesses ocidentais sejam ameaçados. &lt;p align="justify"&gt;A declaração da OTAN dizia que a aliança está preparada para “iniciar imediatamente a operação efetiva”. Significa que a OTAN já sabia que seria encarregada dessa ação e manteve-se em estado de prontidão, enquanto todos os analistas ocidentais, pela imprensa, sugeriam que a aliança estaria sendo empurrada para um dilema. Muito evidentemente tudo acontece segundo plano bem preparado – armar os ‘rebeldes’ líbios; instigar o conflito até situação extrema; e, então, interferir diretamente, com poder bélico gigantesco, para derrubar um governo, digo, para “mudar um regime”. &lt;p align="justify"&gt;É a primeira vez que a OTAN inicia operação militar na África/Oriente Médio. As operações “fora de área”, da OTAN começaram, no mundo, nos Bálcãs, quando se tratou de dividir a antiga Iugoslávia; e a guerra do Afeganistão forneceu o cenário para que a OTAN chegasse à Ásia sul e central. &lt;p align="justify"&gt;Ninguém precisa esperar o resultado da conferência das potências ocidentais que acontecerá em Londres na 3ª-feira, para entender as dimensões políticas da missão da OTAN na Líbia. &lt;p align="justify"&gt;As potências ocidentais estão passando a perna na ONU, depois de obter uma “legitimidade”, de fato, uma folha de parreira, mediante a R-1.073. Os dois membros que têm poder de veto no Conselho de Segurança – Rússia e China – já acionaram as respectivas máquinas de propaganda, mas é altamente improvável que algum dos dois considere, mesmo que remotamente, a possibilidade de convocar sessão do Conselho de Segurança para enfrentar, de fato as novas dimensões do problema da Líbia. Assim sendo, EUA, França e Inglaterra estão totalmente livres para desenhar como bem entendam a missão da OTAN. Se os ataques aéreos não conseguirem arrancar de lá o governo Gaddafi, a OTAN será convocada para mandar suas tropas de ocupação por terra. &lt;p align="justify"&gt;É possível até que Rússia e China estejam estimando que não será de todo mau para seus interesses, se o ocidente envolver-se em guerra na Líbia. Ocupados na Líbia, diminuem os riscos de que a OTAN e o ocidente se metam pelos quintais russos ou chineses, pelo menos por algum tempo. &lt;p align="justify"&gt;Assim sendo, só resta a União Africana para protestar contra operações militares decididas unilateralmente contra o governo líbio. O problema é que, como dizem que Stalin teria perguntado sobre o papa: “Quantas divisões tem a União Africana?”. A resposta é óbvia: ‘Zilch’, necas. &lt;p align="justify"&gt;Feliz, só o presidente Barack Obama, dos EUA. Afinal, é a OTAN, não os EUA, que inauguram um novo, grande espaço, para longas guerras.&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/3/28/a-otan-se-da-o-papel-de-derrubar-governos/"&gt;&lt;strong&gt;Fonte: viomundo&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;PLANO BRASIL - defesa geopolitica soberania (defense geopolitcs strategy intelligence security) - Guerra da OTAN na Líbia? &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-5907373836941058579?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/5907373836941058579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=5907373836941058579&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/5907373836941058579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/5907373836941058579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/04/diario-da-guerra-imperilista-inervencao.html' title='Diário da guerra imperilista: a  inervenção da OTAN na Líbia'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-3820318110912560516</id><published>2011-03-29T21:26:00.001-03:00</published><updated>2011-03-29T21:26:00.457-03:00</updated><title type='text'>A busca de um neocolonialismo: Aliança imperialista decide intensificar agressão contra Líbia</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;h3&gt;&amp;nbsp;&lt;/h3&gt; &lt;h4 align="justify"&gt;&lt;font style="font-weight: normal"&gt;&lt;em&gt;Os EUA reuniram seus aliados nesta terça-feira (29) em Londres para obter maior respaldo à controvertida intervenção imperialista que lideram na Líbia sob a falsa bandeira da ONU. A conferência adiantou o objetivo do império: derrubar o líder do país, Muammar Kadafi.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/h4&gt; &lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;"Ele tem que sair", esbravejou a secretária de Estado da Casa Branca, Hillary Clinton. Ocorre que tal objetivo não tem nada a ver com a polêmica resolução aprovada pelo ONU, que prevê o estabelecimento de uma zona de exclusão aérea teoricamente para proteger civis. Mas a realidade dos bombardeios revela o contrário. A agressão imperialista já fez centenas de vítimas civis e até hospitais e escolas foram alvo das bombas “democráticas” e “humanitárias” do chamado Ocidente. &lt;br&gt;&lt;b&gt;Protesto russo&lt;br&gt;&lt;/b&gt;&lt;br&gt;A ação militar liderada pelos EUA e Otan constitui uma clara violação da resolução da ONU, conforme declarou nesta terça-feira (29), em Moscou, o ministro russo do Exterior, Serguei Lavrov. A Rússia exige explicações dos países envolvidos perante o Conselho de Segurança.&lt;br&gt;A resolução prevê, sobretudo, a defesa da população civil, assinalou Lavrov. Mas, de fato, multiplicam-se as notícias de vítimas civis, inclusive na mídia ocidental. EUA, França e Reino Unido devem prestar contas de seu objetivo no país norte-africano, disse Lavrov, que não viajou a Londres para corroborar a estratégia norte-americana.&lt;br&gt;&lt;b&gt;&lt;br&gt;China contra&lt;br&gt;&lt;/b&gt;Embora tenha se abstido de usar o seu poder de veto no Conselho de Segurança da ONU, a China agora também condena a agressão imperialista. O embaixador da China no Brasil, Qiu Xiaoqi, disse segunda-feira (28) que a medida aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, de impor uma zona de exclusão aérea na região, contraria os “princípios internacionais de soberania, integridade, unidade e independência”. Os EUA usaram a resolução como pretexto para recompor o domínio sobre a região e se apropriar do petróleo líbio.&lt;br&gt;“Lamentamos por este ataque militar porque achamos que a soberania, a integridade territorial da Líbia, a unidade, a independência têm de ser respeitadas e os países o têm de fazer, de acordo com a carta da Organização das Nações Unidas, baseada nos princípios básicos das leis internacionais”, afirmou Xiaoqi, em entrevista coletiva, em Brasília.&lt;br&gt;&lt;b&gt;Falsa polêmica&lt;br&gt;&lt;/b&gt;Representantes do governo americano procuraram eludir os verdadeiros objetivos da agressão militar, estimulando uma falsa polêmica na mídia, com os especialistas de plantão afirmando que os “aliados” ainda não tinham definido o objetivo da missão militar. É como dizer que o império não sabe bem o que quer. Rematada bobagem. A estratégia tem a nítida finalidade de dominar uma região rica em petróleo e dar um outro sentido à onda revolucionária que se espraia pelo Oriente Médio e norte da África.&lt;br&gt;O cinismo de Obama, Clinton e outros líderes imperialistas não tem tamanho. O uso de um peso, duas medidas, transparece no sugestivo silêncio da Casa Branca sobre a brutal repressão promovidas pelas ditaduras do Bahrein, Iêmen e Arábia Saudita, no apoio (até o último segundo) a Mubarak no Egito e no veto à proposta de resolução do Conselho de Segurança da ONU condenando as barbaridades cometidas por Israel contra os palestinos.&lt;br&gt;&lt;b&gt;Cumplicidade da mídia &lt;br&gt;&lt;/b&gt;&lt;br&gt;O bombardeio imperialista conta, todavia, com a cumplicidade da mídia capitalista, que cria uma grande cortina de fumaça para enganar a opinião pública mundial, realizando uma cobertura parcial e ideologizada da guerra civil que estava em curso na Líbia (transformada agora em guerra imperialista), demonizando o líder Kadaf (que até ontem era incensado pelo Ocidente) &lt;br&gt;Durante o encontro em Londres, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, afirmou que as ações militares continuarão. Já o ministro italiano Franco Frattini declarou à agência de notícias AFP que os participantes da conferência concordaram de forma unânime que Kadafi deve deixar a Líbia.&lt;br&gt;O ministro britânico William Hague, foi no mesmo diapasão. "Os participantes concordaram que Kadafi e seu regime perderam completamente a legitimidade e serão chamados a prestar contas de suas ações", afirmou Hague. Representantes da oposição a Kadafi também estiveram em Londres hoje.&lt;br&gt;&lt;b&gt;&lt;br&gt;Kadafi resiste&lt;br&gt;&lt;/b&gt;&lt;br&gt;Mas na Líbia os rebeldes perderam terreno pela primeira vez depois de vários dias de vitórias. Nesta terça-feira (29), após ataques das tropas de Kadafi, os rebeldes foram obrigados a abandonar a cidade de Bin Jawad. As tropas fiéis ao regime atacaram a cidade petrolífera de Ras Lanuf, distante 60 km e também fizeram recuar o avanço rebelde rumo a Syrte, cidade natal do líder líbio, de acordo com informações da emissora árabe Al Jazeera.&lt;br&gt;A resistência de Kadafi pode complicar as coisas para o imperialismo, conforme previu Fidel Castro. “Se Kadafi faz honra às tradições de seu povo e decide combater, como prometeu, até o último suspiro, junto aos líbios que estão enfrentando os piores bombardeios que um país jamais sofreu, afundará a Otan e seus criminosos projetos no pântano da ignomínia”.&lt;br&gt;&lt;i&gt;Da Redação, com agências&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=9&amp;amp;id_noticia=150643"&gt;Aliança imperialista decide intensificar agressão contra Líbia - Portal Vermelho&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-3820318110912560516?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/3820318110912560516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=3820318110912560516&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/3820318110912560516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/3820318110912560516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/03/busca-de-um-neocolonialismo-alianca.html' title='A busca de um neocolonialismo: Aliança imperialista decide intensificar agressão contra Líbia'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-985281776181682599</id><published>2011-03-26T18:05:00.001-03:00</published><updated>2011-03-26T18:05:01.968-03:00</updated><title type='text'>Os ventos da mudança</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p&gt;&lt;img src="http://www.cartamaior.com.br/arquivosCartaMaior/FOTO/62/foto_mat_27128.jpg"&gt; &lt;h4 align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;font style="font-weight: normal"&gt;Os ventos da mudança são hoje verdadeiramente mundiais. Por enquanto, o epicentro é o mundo árabe, e os ventos ainda sopram ferozes por lá. A geopolítica desta região nunca mais será a mesma. Os EUA e a Europa Ocidental estão fazendo tudo o que está ao seu alcance para canalizar, limitar e redirecionar os ventos da mudança. Mas o seu poder já não é o que costumava ser. E os ventos da mudança estão soprando no seu próprio terreno. É a maneira de ser dos ventos. A sua direção e impulso não são constantes nem, portanto, previsíveis. Desta vez são muito fortes. Já não será fácil canalizá-los ou redireccioná-los. O artigo é de Immanuel Wallerstein.&lt;/font&gt;Immanuel Wallerstein - Esquerda.net&lt;/em&gt;&lt;/h4&gt; &lt;p align="justify"&gt;Há 51 anos, a 3 de Fevereiro de 1960, o então primeiro-ministro conservador da Grã-Bretanha, Harold Macmillan, dirigiu-se ao parlamento da África do Sul, cuja maioria era do partido que erigira o apartheid como base do seu governo. A sua intervenção ficaria conhecida como o discurso dos “ventos de mudança”. Vale a pena recordar as suas palavras:&lt;br&gt;&lt;i&gt;“Os ventos da mudança estão a soprar neste continente, e o crescimento da consciência nacional é um fato político, queiramos ou não. Precisamos aceitá-lo como fato político, e as nossas políticas nacionais têm de levá-lo em conta”.&lt;/i&gt;&lt;br&gt;O primeiro-ministro da África do Sul, Hendrik Verwoerd, não gostou do discurso e rejeitou as suas premissas e o seu conselho. 1960 passou a ser conhecido como “O ano da África”, porque 16 colônias tornaram-se estados independentes. O discurso de Macmillan tinha como alvo, na verdade, os Estados do Sul da África que tinham grupos expressivos de colonizadores brancos (e, quase sempre, enormes riquezas minerais) e resistiam à simples ideia do sufrágio universal, na qual os negros constituiriam a esmagadora maioria dos eleitores.&lt;br&gt;Dificilmente Macmillan poderia ser considerado radical. Explicava o seu raciocínio em termos de conquistar as populações asiáticas e africanas para o lado do Ocidente, na Guerra Fria. O seu discurso foi significativo por ser um sinal de que os líderes da Grã-Bretanha (e, consequentemente, os dos Estados Unidos) viam como causa perdida o domínio eleitoral branco no Sul da África, que poderia arrastar o Ocidente para o abismo. O vento continuou a soprar, e num país após o outro as maiorias negras impuseram-se, até que, em 1994, a própria África do Sul sucumbiu ao voto universal e elegeu Nelson Mandela presidente. Neste processo, porém, os interesses econômicos da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos foram de alguma forma preservados.&lt;br&gt;Há duas lições que podemos aprender deste episódio. A primeira é que os ventos da mudança são muito fortes e provavelmente irresistíveis. A segunda é que quando os ventos varrem os símbolos da tirania, não é certo o que virá a seguir. Quando os símbolos caem, todos, retrospectivamente, os denunciam. Mas todos querem também preservar os seus próprios interesses nas novas estruturas que emergem.&lt;br&gt;A segunda revolta árabe, que começou na Tunísia e no Egipto, está agora envolvendo mais e mais países. Não há dúvida de que outros símbolos da tirania vão cair, ou vão fazer grandes concessões e promover amplas mudanças nas suas estruturas estatais. Mas quem vai, então, deter o poder? Na Tunísia e no Egipto, os novos primeiros-ministros foram figuras-chave dos anteriores regimes. E o exército, em ambos países, parece estar dizendo às multidões para porem fim aos protestos. Nos dois países, há exilados que regressam, assumem cargos e procuram prosseguir, ou mesmo expandir, os laços com os mesmos países da Europa e da América do Norte que sustentavam os anteriores regimes. É claro que as forças populares estão reagindo e acabam de forçar a renúncia do primeiro-ministro tunisiano.&lt;br&gt;No meio da Revolução Francesa, Danton aconselhou “&lt;i&gt;de l’audace, encore de l’audace, toujours de l’audace&lt;/i&gt;” (“audácia, mais audácia, sempre a audácia”). Ótimo conselho talvez, mas Danton foi guilhotinado não muito tempo depois. E os que o executaram foram guilhotinados em seguida. Depois, vieram Napoleão, a Restauração, 1848, a Comuna de Paris. Em 1989, no bicentenário, quase toda a gente era retrospectivamente a favor da Revolução Francesa, mas é razoável perguntar se a trindade da Revolução Francesa – liberdade, igualdade e fraternidade – foi realmente realizada.&lt;br&gt;Algumas coisas são diferentes, hoje. Os ventos da mudança são hoje verdadeiramente mundiais. Por enquanto, o epicentro é o mundo árabe, e os ventos ainda sopram ferozes por lá. A geopolítica desta região nunca mais será a mesma. Os pontos-chave a observar são a Arábia Saudita e a Palestina. Se a monarquia saudita for seriamente desafiada – e parece possível que isso aconteça – nenhum regime do mundo árabe vai se sentir seguro. E se os ventos da mudança levarem as duas maiores forças políticas da Palestina a dar-se as mãos, até mesmo Israel pode sentir que é preciso adaptar-se às novas realidades e levar em conta a consciência nacional palestiniana, queira ou não queira, para parafrasear Harold Macmillan.&lt;br&gt;Desnecessário dizer que os Estados Unidos e a Europa Ocidental estão fazendo tudo o que está ao seu alcance para canalizar, limitar e redirecionar os ventos da mudança. Mas o seu poder já não é o que costumava ser. E os ventos da mudança estão soprando no seu próprio terreno. É a maneira de ser dos ventos. A sua direção e impulso não são constantes nem, portanto, previsíveis. Desta vez são muito fortes. Já não será fácil canalizá-los, limitá-los ou redirecioná-los.&lt;br&gt;&lt;i&gt;(*) Tradução, revista pelo autor, de Luis Leiria para o Esquerda.net&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17603"&gt;Carta Maior - Internacional - Os ventos da mudança&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-985281776181682599?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/985281776181682599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=985281776181682599&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/985281776181682599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/985281776181682599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/03/os-ventos-da-mudanca.html' title='Os ventos da mudança'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-8637757058973651896</id><published>2011-03-12T21:01:00.001-03:00</published><updated>2011-03-12T21:01:44.395-03:00</updated><title type='text'>o colapso da velha ordem do petróleo</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p&gt;&lt;img src="http://www.cartamaior.com.br/arquivosCartaMaior/FOTO/61/foto_mat_26866.jpg"&gt; &lt;h3&gt;&amp;nbsp;&lt;/h3&gt; &lt;h4 align="justify"&gt;&lt;font style="font-weight: normal"&gt;&lt;em&gt;Considere o recente aumento nos preços do petróleo apenas um tímido anúncio do petro-terremoto que está por vir. A velha ordem que sustenta o petróleo está morrendo, e com o seu fim veremos também o fim do petróleo barato e de fácil acesso – para sempre. Mesmo que a revolta não alcance a Arábia Saudita, a velha ordem do Oriente Médio não pode ser reconstruída. O resultado será um declínio de longo prazo na disponibilidade futura de petróleo para exportação. Um exemplo: três quartos dos 1,7 milhões de barris produzidos diariamente pela Líbia foram rapidamente tirados do mercado conforme a agitação tomou conta do país. O artigo é de Michael T. Klare.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/h4&gt; &lt;p&gt;Michael T. Klare - Tomdispatch.com &lt;p align="justify"&gt;Qualquer que seja o resultado dos protestos, levantes e rebeliões que agora varrem o Oriente Médio, uma coisa é certa: o mundo do petróleo será permanentemente transformado. Considere tudo que está acontecendo agora como apenas a primeira vibração de um petro-terremoto que irá sacudir nosso mundo em suas bases.&lt;br&gt;Por um século, voltando até a descoberta de petróleo no sudoeste da Pérsia, antes da Primeira Guerra, forças ocidentais têm repetidamente promovido intervenções no Oriente Médio para garantir a sobrevivência de governos autoritários dedicados à produção de petróleo. Sem tais intervenções, a expansão das economias ocidentais após a Segunda Guerra e a atual abundância das sociedades industriais seria inconcebível.&lt;br&gt;Aqui, porém, está a notícia que deveria estar na capa dos jornais em todos os lugares: a velha ordem que sustenta esse petróleo está morrendo, e com o seu fim veremos também o fim do petróleo barato e de fácil acesso – para sempre. &lt;br&gt;&lt;b&gt;O fim da era do petróleo&lt;/b&gt;&lt;br&gt;Vamos tentar medir o que exatamente está em risco nos tumultos atuais. Para começar, não há praticamente chance alguma de fazer justiça completa ao papel fundamental que o petróleo do Oriente Médio representa na equação de energia do planeta. Embora o carvão barato tenha originalmente movido a Revolução Industrial, sendo o combustível das estradas de ferro, navios a vapor e fábricas, o óleo barato fez possível o automóvel, a indústria da aviação, os subúrbios, a agricultura mecanizada, e uma explosão de economia globalizada. E enquanto umas poucas principais região de produção deram início à era do petróleo– EUA, México, Venezuela, Romênia, a área próxima a Baku (então parte do Império Russo) e as índias Orientais Holandesas – é o Oriente Médio que tem satisfeito a sede de petróleo do planeta desde a Segunda Guerra.&lt;br&gt;Em 2009, o ano mais recente para o qual existe dados, a BP relatou que os fornecedores no Oriente Médio e norte da África conjuntamente produziram 29 milhões de barris por dia, ou 36% do produzido no planeta – e nem mesmo isso começa a sugerir a importância da região para a economia baseada em petróleo. Mais que qualquer outra local, o Oriente Médio tem canalizado sua produção para a exportação, de modo a satisfazer as necessidades de energia de poderosos importadores de petróleo como os EUA, China, Japão e União Europeia. Estamos falando de 20 milhões de barris destinados aos mercados internacionais a cada dia. Compare isso com a Rússia, o maior produtor individual, com sete milhões de barris destinados a exportação, com o continente africano e seus seis milhões, ou a América do Sul com apenas um milhão. &lt;br&gt;Os produtores do Oriente Médio serão ainda mais importantes nos anos vindouros pois estima-se que possuam dois terços das reservas não exploradas de petróleo. Segundo projeções recentes do Departamento de Energia dos EUA, o Oriente Médio e o Norte da África irão responder juntos por aproximadamente 43% do suprimento de petróleo do mundo em 2035 (em 2007 era 37%) e irão produzir uma parte maior ainda do que é destinado a exportação.&lt;br&gt;Falando diretamente: a economia mundial requer um suprimento cada vez maior de petróleo a um preço razoável. O Oriente Médio pode prover isso. É por isso que governos Ocidentais tem apoiado por tanto tempo regimes autoritários “estáveis” pela região, providenciando com regularidade suprimentos e treinamentos para as forças de segurança. Agora essa ordem, ferida e petrificada, cujo maior sucesso foi prover petróleo para a economia mundial, está se desintegrando. Não conte com qualquer nova ordem (ou desordem) para fornecer suficiente petróleo barato para preservar a Era do Petróleo.&lt;br&gt;Para compreender as razões disso, uma breve aula de História é necessária.&lt;br&gt;&lt;b&gt;O golpe iraniano&lt;/b&gt;&lt;br&gt;Depois que a Companhia de Petróleo Anglo-Persa (APOC, pela sigla em inglês) descobriu petróleo no Irã (então Pérsia), em 1908, o governo britânico procurou exercer controle imperial sobre o estado persa. O arquiteto-chefe dessa manobra foi Winston Churchill, então primeiro Lorde Comissário do Almirantado da Marinha Real britânica. Tendo ordenado a conversão dos navios de guerra do carvão para o óleo antes da Primeira Guerra e determinado a colocar uma significativa fonte de petróleo sob controle de Londres, Churchill orquestrou a nacionalização da APOC em 1914. Na véspera da Segunda Guerra, o então primeiro-ministro Churchill supervisionou a remoção do pró-germânico mandatário persa Shah Reza Pahlavi e a ascendência de seu filho de 21 anos, Mohammed Reza Pahlavi.&lt;br&gt;Embora inclinado a explorar (míticos) laços com o passado império Persa, Mohammed Reza Pahavi foi uma ferramenta dos britânicos. Seus comandados, porém, estavam cada vez menos dispostos a tolerar a subserviência a Londres. Em 1951, o democraticamente eleito primeiro-ministro Mohammed Mossadeq ganhou apoio parlamentar para a nacionalização da APOC, renomeando-a Anglo-Iraniana Companhia de Petróleo (AIOC). O movimento foi amplamente popular no Irã, mas causou pânico em Londres. Em 1953, a fim de salvar o seu grande troféu, os líderes britânicos engendraram - conjuntamente com o a administração do presidente Eisenhower em Washington e com a CIA – um golpe de estado que depôs Mossadeq e trouxe Shah Pahlavi de volta do exílio em Roma, uma história recentemente contada por Stephen Kinzer no livro &lt;i&gt;“Todos os Homens do Xá”&lt;/i&gt; (editora Bertrand Brasil).&lt;br&gt;Até sua deposição em 1979, o xá exerceu um controle cruel e ditatorial sobre a sociedade iraniana, graças em parte ao generoso apoio militar e policial dos EUA. Primeiro ele esmagou a esquerda secular, os aliados de Mossadeq, e então a oposição religiosa, liderada do exílio pelo aiatolá Ruhollah Khomeini. Devido à brutal exposição à polícia e ao material de cárcere fornecido pelos EUA, os oponentes do xá vieram a odiar a monarquia e Washington na mesma medida. Em 1979, o povo iraniano tomou as ruas, o xá foi deposto e Khomeini chegou ao poder.&lt;br&gt;Muito se pode aprender desses eventos que levaram ao atual impasse nas relações entre EUA e Irã. O ponto chave para se ater aqui porém é que a produção de petróleo iraniana nunca se recuperou da revolução de 1979-1980. &lt;br&gt;Entre 1973 e 1979 o Irã havia alcançado um fluxo de quase seis milhões de barris de petróleo por dia, um dos maiores do mundo. Depois da revolução, AICO (rebatizada British Petroleum ou simplesmente BP) foi nacionalizada pela segunda vez e gestores iranianos assumiram as operações da companhia. Para punir os novos líderes iranianos, Washington impôs duras sanções de comércio, dificultando os esforços da companhia estatal de petróleo para obter tecnologia e ajuda estrangeira. O fluxo iraniano caiu para dois milhões de barris por dia, e mesmo passadas três décadas, retornou para apenas algo perto de quatro milhões de barris por dia, ainda que o país possua a segunda maior reserva do mundo, depois da Arábia Saudita.&lt;br&gt;&lt;b&gt;Sonhos do invasor &lt;/b&gt;&lt;br&gt;O Iraque seguiu uma trajetória assustadoramente similar. Sob Saddam Hussein, a Iraque Companhia de Petróleo (IPC) produziu até 2,8 milhões de barris por dia até 1991, quando a primeira Guerra do Golfo com os EUA e as sanções derrubaram a produção para meio milhão de barris por dia. Embora em 2001 a produção tenha subido para quase 2,5 milhões de barris por dia, nunca mais encontrou os níveis máximos. Conforme o Pentágono se preparava para a invasão do Iraque em final de 2002, porém, as pessoas de dentro da administração Bush e expatriados iraquianos bem relacionados sonhavam com o surgimento de uma era de ouro na qual empresas estrangeiras de petróleo seriam convidadas a retornar ao país, a companhia nacional de petróleo seria privatizada e a produção chegaria a níveis nunca antes vistos.&lt;br&gt;Quem esquece os esforços da administração Bush e de seus oficiais em Bagdá para que o sonho virasse realidade? Afinal de contas, os primeiros soldados norte-americanos a chegar a capital iraquiana protegeram o prédio do Ministério do Petróleo, mesmo que isso deixasse os saqueadores livres para agir no resto da cidade. Paul Bremer III, o cônsul mais tarde escolhido pelo presidente Bush para supervisionar a formação do novo Iraque, trouxe uma equipe de executivos do petróleo dos EUA para supervisionar a privatização da indústria de petróleo do país, enquanto que o departamento de Energia previa, confiante, em maio de 2003 que a produção iraquiana poderia subir para 3,4 milhões de barris por dia em 2005 e para 5,6 milhões em 2020.&lt;br&gt;Obviamente que nada disso virou verdade. Para muitos iraquianos a decisão dos EUA de se dirigir imediatamente para o prédio do Ministério do Petróleo foi um ato decisivo para que um possível apoio na derrubada de um tirano se transformasse em raiva e hostilidade. A condução de Bremer da privatização da estatal de petróleo produziu forte retaliação nacionalista de engenheiros, que essencialmente sabotaram o plano. Não demorou para a explosão de uma insurgência sunita em larga escala. A produção de petróleo rapidamente caiu, registrando em média 2 milhões de barris por dia entre 2003 e 2009. Em 2010, finalmente voltou à marca dos 2,5 milhões -- ainda um deserto de distância daqueles sonhados 4,1 milhões. Não é difícil chegar a uma conclusão: esforços de forasteiros para controlar a ordem política do Oriente Médio visando um maior fluxo de petróleo irão inevitavelmente gerar pressões opostas que resultarão em menor produção.&lt;br&gt;Os EUA e outros poderes que observam os levantes, as rebeliões e os protestos que varrem o Oriente Médio devem estar precavidos certamente: seja quais forem seus desejos políticos e religiosos, as populações locais sempre acabam por abraçar uma feroz e apaixonada hostilidade à dominação estrangeira e irão escolher independência e a possibilidade de liberdade ao aumento de produção. As experiências do Irã e do Iraque não podem ser comparadas com as da Argélia, Bahrein, Egito, Jordânia, Líbia, Omã, Marrocos, Arábia Saudita, Sudão, Tunísia e Iêmen.&lt;br&gt;Todas eles, porém (e outros países próximos de serem arrastados para a crise), exibem alguns elementos de molde politico-autoritário e estão conectados com a velha ordem do petróleo. Argélia, Egito, Iraque, Omã e Sudão são produtores de petróleo; Egito e Jordânia mantêm oleodutos vitais e, no caso do Egito, uma passagem crucial (Canal de Suez) para o transporte do óleo; Bahrein, Iêmen e Omã ocupam pontos estratégicos ao longo de importantes rotas marítimas.&lt;br&gt;Todos recebiam substancial ajuda militar dos EUA e/ou abrigam importantes bases militares dos norte-americanos. E em todos esses países o coro é o mesmo: "O povo quer que o regime seja derrubado". Dois deles já foram, três estão balançando e há outros em risco. O impacto nos preços internacionais do petróleo têm sido rápido e impiedoso: em 24 de fevereiro, os preços do Brent do Mar do Norte, uma referência da indústria, quase alcançou 115 dólares por barril, o mais alto desde o colapso financeiro de outubro de 2008. O West Texas Intermediate, igualmente padrão, rápida e ameaçadoramente passou a barreira dos 100 dólares.&lt;br&gt;&lt;b&gt;Por que os Sauditas são fundamentais&lt;/b&gt;&lt;br&gt;Até agora, o mais importante produtor do Oriente Médio, a Arábia Saudita, ainda não exibiu sinais claros de vulnerabilidade, do contrário os preços teriam disparado ainda mais. Porém, o vizinho Bahrein enfrenta profundos problemas; dezenas de milhares de manifestantes -- mais de 20% da sua população de meio milhão de habitantes - tem repetidamente ido às ruas apesar das ameaças de repressão a bala, em um movimento pela abolição do governo autocrático do rei Hamad ibn Isa al-Khalifa, e sua substituição por um comando genuinamente democrático. Esses acontecimentos são especialmente preocupantes para a liderança saudita, já que a pressão por mudanças em Bahrein está sendo conduzida pela maioria xiita, há muito tempo alvo de abusos da minoria sunita encastelada no poder.&lt;br&gt;A Arábia Saudita também tem grande população xiita (embora não em maioria como em Bahrein) que da mesma forma sofre com a discriminação dos mandatários sunitas. Há nervosismo em Riyadh, medo que a explosão em Bahrein possa se espalhar para a adjacente e rica em petróleo província do oeste – a área do reino onde os xiitas formam a maioria – criando um desafio para o regime. &lt;br&gt;Parcialmente para obstruir qualquer rebelião juvenil, o rei Abdullah, aos 87 anos, acabou de prometer crédito de 10 bilhões de dólares, parte de um pacote de 36 bilhões em mudanças econômicas, para ajudar jovens sauditas que pretendem se casar e comprar casas e apartamentos. &lt;br&gt;Mesmo que a revolta não alcance a Arábia Saudita, a velha ordem do Oriente Médio não pode ser reconstruída. O resultado, sem dúvidas, será um declínio de longo prazo na disponibilidade futura de petróleo para exportação. Três quartos dos 1,7 milhões de barris produzidos diariamente pela Líbia foram rapidamente tirados do mercado conforme a agitação tomou conta do país. Muito disso segue desconectado e fora do mercado por um período indefinido. Pode-se esperar que Egito e Tunísia retomem a produção – modesta em ambos os casos – a níveis pré-revolução, mas é improvável que abracem os tipos de parcerias com empresas estrangeiras que possam alavancar a produção às expensas do controle local. Iraque, cuja principal refinaria de petróleo foi severamente danificada por insurgentes na semana passada, e Irã não mostram sinais de serem capazes de aumentar a produção substancialmente nos próximos anos.&lt;br&gt;O papel fundamental caberá à Arábia Saudita, que acaba de aumentar a produção para compensar as perdas do mercado com a Líbia. Mas não espere que esse padrão se mantenha para sempre. Assumindo que a família real sobreviva ao atual momento de rebeliões, com toda certeza terá que direcionar mais de seu fluxo diário para satisfazer os níveis de consumo doméstico e incentivar a indústria petroquímica local, que poderá oferecer trabalhos mais bem remunerados à sua crescente e inquieta população.&lt;br&gt;Entre 2005 e 2009, os sauditas usaram cerca de 2,3 milhões de barris diários, deixando aproximadamente 8,3 milhões para a exportação. Apenas se a Arábia continuar a fornecer pelo menos essa quantia para os mercados internacionais o mundo poderá manter seu padrão de consumo de petróleo. Isso não deve acontecer. A família real saudita tem se mostrado relutante em aumentar a extração de petróleo para além de 10 milhões de barris por dia, temendo comprometer os seus campos remanescentes e causar um declínio dos lucros futuros. Ao mesmo tempo, o aumento da demanda doméstica deverá consumir uma parte cada vez maior da produção da Arábia Saudita. Em abril de 2010, o executivo-chefe da saudita Aramco, Khalid al-Falih, previa que o consumo doméstico poderia alcançar surpreendentes 8,3 milhões de barris por dia por volta de 2028, deixando apenas uns poucos milhões de barris para a exportação e garantindo que, se o planeta não conseguir mudar para outras fontes de energia, enfrentará problemas de fornecimento de petróleo.&lt;br&gt;Em outras palavras, para quem quiser traçar uma trajetória razoável para os atuais acontecimentos no Oriente Médio já há um esboço na parede. Como nenhuma outra região é capaz de substituir o Oriente Médio como principal exportador de energia do planeta, a economia do petróleo irá encolher - e com ela a economia do planeta como um todo..&lt;br&gt;Considere o recente aumento nos preços do petróleo apenas um tímido anúncio do petro-terremoto que está por vir. O petróleo não desaparecerá dos mercados internacionais, mas nas próximas décadas não irá mais alcançar os volumes necessários para satisfazer a estimada demanda global, o que significa que escassez será a condição dominante do mercado – mais cedo do que tarde. Apenas o veloz desenvolvimento de fontes alternativas de energia e a dramática redução do consumo de derivados de petróleo pode salvar o mundo das mais severas repercussões econômicas.&lt;br&gt;&lt;i&gt;Tradução: Wilson Sobrinho&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17520"&gt;Carta Maior - Economia - Revolta árabe: o colapso da velha ordem do petróleo&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-8637757058973651896?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/8637757058973651896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=8637757058973651896&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/8637757058973651896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/8637757058973651896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/03/o-colapso-da-velha-ordem-do-petroleo.html' title='o colapso da velha ordem do petróleo'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-4544688014367132580</id><published>2011-03-12T20:34:00.001-03:00</published><updated>2011-03-12T20:34:30.271-03:00</updated><title type='text'>Aperta o cerco imperialista à Líbia - Portal Vermelho</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;h3 align="justify"&gt;Aperta o cerco imperialista à Líbia&lt;/h3&gt; &lt;h4 align="justify"&gt;Sob a liderança dos EUA, as potências capitalistas intensificam as pressões e manobras para intervir na Líbia contra o regime de Muammar Kadafi, que ainda ontem era considerado um aliado do chamado Ocidente. O aval ao estabelecimento de uma zona de exclusão aérea no país concedido neste sábado (12) pela Liga Árabe é um passo largo nesta direção. &lt;/h4&gt; &lt;p align="justify"&gt;O pretexto, alardeado pela mídia, é a defesa dos direitos humanos e da democracia, mas a verdade é outra: o controle imperialista da região, de suas ricas minas de petróleo, bem como a contenção e desvirtuamento da onda revolucionária que agita o Oriente Médio e o Norte da África. &lt;br&gt;O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse na sexta-feira (11) que os Estados Unidos e seus aliados estão lentamente "apertando o laço" em torno do líder líbio Muammar Kadafi, e que uma zona de exclusão aérea continua sendo uma opção para pressioná-lo a deixar o poder. &lt;br&gt;&lt;b&gt;Liga Árabe&lt;br&gt;&lt;/b&gt;&lt;br&gt;Por sua vez, a Liga Árabe (LA), que havia tomado posição contra a intervenção estrangeira, pediu neste sábado que o Conselho de Segurança da ONU imponha uma zona de exclusão aérea na Líbia, segundo reportagem da televisão estatal egípcia, uma decisão que sinaliza um apoio da organização aos planos imperialistas esboçados por Obama. &lt;br&gt;Os líderes árabes alegam que a zona de exclusão aérea não caracteriza intervenção, mas na realidade agiram sob &lt;a href="http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=149360&amp;amp;id_secao=9"&gt;forte pressão&lt;/a&gt; dos Estados Unidos e da União Europeia. O aval da LA para a proposta do chamado Ocidente é essencial para dar à imperialista uma aparência enganadora de defesa da democracia e do povo árabe. A zona de exclusão aérea é o primeiro passo de uma intervenção que tende a ser seguida pela ocupação imperialista do país e cujos desdobramentos são imprevisíveis. &lt;br&gt;Compreensivelmente, o império agradeceu o apoio dos líderes da LA. "Nós saudamos esse passo importante da Liga Árabe, o que reforça a pressão internacional sobre Gaddafi e o apoio ao povo da Líbia," disse a Casa Branca em um comunicado. &lt;br&gt;A televisão estatal também disse que a Liga Árabe decidiu abrir canais de comunicação com um conselho rebelde da Líbia, em Benghazi. A Liga afirmou que o conselho representa o povo líbio, segundo o canal. Fontes oficiais da Liga disseram que a entidade já estava em contato com os rebeldes para analisar a situação na Líbia.&lt;br&gt;&lt;b&gt;Líbia vai resistir&lt;/b&gt;&lt;br&gt;A Líbia anunciou na sexta-feira (11) a suspensão das relações diplomáticas com a França, primeiro país ocidental a reconhecer oficialmente o conselho rebelde que luta para tirar Muammar Kadafi do poder. O governo líbio também avisou que vai resistir com todas as armas a uma eventual invasão imperialista e responderá à altura se a zona de exclusão aérea for estabelecida.&lt;br&gt;É muito pouco provável que os EUA obtenham o aval do Conselho de Segurança da ONU para a intervenção, onde Rússia e China que possuem direito a veto já anunciaram discordância com a proposta do império. A União Árabe também fez na sexta-feira uma enérgica declaração contrária a "qualquer intervenção militar estrangeira" na Líbia, e conclamou governo e rebeldes a deterem a beligerância e dialogar para conseguir um acordo. Mas nada disto parece suficiente para deter Washington, que procura envolver a Otan e, se possível, a ONU numa nova e perigosa aventura militar no Oriente Médio. &lt;br&gt;&lt;i&gt;Da Redação, com agências&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=149355&amp;amp;id_secao=9"&gt;Aperta o cerco imperialista à Líbia - Portal Vermelho&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-4544688014367132580?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/4544688014367132580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=4544688014367132580&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/4544688014367132580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/4544688014367132580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/03/aperta-o-cerco-imperialista-libia.html' title='Aperta o cerco imperialista à Líbia - Portal Vermelho'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-9117938614764709342</id><published>2011-03-12T20:29:00.001-03:00</published><updated>2011-03-12T20:29:14.841-03:00</updated><title type='text'>CENTRO ESPACIAL DE ALCÂNTARA RECEBE RECURSOS</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p&gt;&lt;img title="VLS Alc&amp;acirc;ntara" alt="" src="http://planobrasil.com/images/alcantara.png" width="350" height="350"&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sugestão: Harry&lt;/strong&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-g60hmN5mhAQ/TXtmcT-39PI/AAAAAAAAEyY/DGszT_QSUfA/s1600/cla_maranhao1.jpg"&gt;&lt;img border="0" alt="" src="https://lh4.googleusercontent.com/-g60hmN5mhAQ/TXtmcT-39PI/AAAAAAAAEyY/DGszT_QSUfA/s400/cla_maranhao1.jpg" width="400" height="237"&gt;&lt;/a&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;Vista áerea da área residencial do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão&lt;/em&gt;. Foto: Arquivo/CLA &lt;p&gt;&lt;strong&gt;LIBERADOS R$ 8,696 MILHÕES PARA CENTRO ESPACIAL DE ALCÂNTARA&lt;/strong&gt; (no Maranhão) &lt;p align="justify"&gt;“O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Thyrso Villela Neto, liberou R$ 8,696 milhões para implantação do Centro Espacial de Alcântara, situado no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Estado do Maranhão. A autorização foi feita por meio da Portaria nº 18-AEB publicada no Diário Oficial da União, na edição de sexta-feira (11/3). &lt;p align="justify"&gt;“A Diretoria de Transporte Espacial e Licenciamento – DTEL, com o apoio da Diretoria de Planejamento, Orçamento e Administração – DPOA, exercerá o acompanhamento da execução do objeto da presente descentralização, de modo a evidenciar a boa e regular aplicação dos recursos transferidos”, diz o texto da portaria. &lt;p&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-qQtB1tHZROU/TXtm16_tGcI/AAAAAAAAEyc/qYcvXvMPvAg/s1600/foto_sistemica2_grande.jpg"&gt;&lt;img border="0" alt="" src="https://lh4.googleusercontent.com/-qQtB1tHZROU/TXtm16_tGcI/AAAAAAAAEyc/qYcvXvMPvAg/s400/foto_sistemica2_grande.jpg" width="300" height="400"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;Lançamento do VLS-1&lt;/em&gt; &lt;p align="justify"&gt;Em seguida, informa que “o órgão executor beneficiário expressamente submeteu-se aos ditames normativos em vigor, e, em especial, ao teor da Portaria Normativa PRE/AEB nº 9, de 29 de janeiro de 2010 e deverá restituir à AEB, até o final do exercício de 2011, os créditos não empenhados e os saldos financeiros”. &lt;p&gt;&lt;strong&gt;CENTRO DE ALCÂNTARA&lt;/strong&gt; &lt;p align="justify"&gt;O Centro de Lançamento de Alcântara – CLA, organização do Comando da Aeronáutica, é subordinado ao Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial – CTA, e atua nas missões de lançamento e de rastreio de engenhos aeroespaciais, coleta e processamento de dados de suas cargas úteis, incluindo testes e experimentos científicos de interesse da Aeronáutica, relacionados com a política nacional de desenvolvimento aeroespacial. &lt;p align="justify"&gt;Desse modo, todas as atividades exercidas pelo CLA decorrem de projetos e programas previamente aprovados em diretrizes governamentais. &lt;p align="justify"&gt;Os meios operacionais utilizados para o cumprimento dessa missão são organizados e configurados sempre de acordo com as especificidades de cada operação e disponíveis nos sistemas alocados. &lt;p&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-_IccIDiSiII/TXtnF_lmVDI/AAAAAAAAEyg/92Ki_Tw_i6k/s400/foto_atividades_2.jpg"&gt;&lt;img border="0" alt="" src="https://lh5.googleusercontent.com/-_IccIDiSiII/TXtnF_lmVDI/AAAAAAAAEyg/92Ki_Tw_i6k/s400/foto_atividades_2.jpg" width="400" height="262"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;Atividades no Centro de Lançamento de Alcântara (MA). Foto: Arquivo/CLA&lt;/em&gt; &lt;p align="justify"&gt;De maneira geral, o CLA não exerce apenas o conjunto de operações de lançamentos, estabelecido em cronograma de eventos. Está voltado, também, para a permanente manutenção e atualização de equipagens, aperfeiçoamento e treinamento de técnicos e engenheiros e modernização dos sistemas dedicados. &lt;p align="justify"&gt;Complementarmente, são realizados testes em artefatos aeroespaciais nacionais, ensaios e instrumentação de meios embarcados, bem como a constante aferição do complexo operacional instalado. &lt;p align="justify"&gt;O CLA participa, também, como estação remota de atividades conjuntas de rastreio nas operações de lançamentos suborbitais coordenadas pelo Centro de Lançamento da Barreira do Inferno – CLBI, em Natal – RN, e em parceria com o Centro Espacial Guianês – CSG, em Kourou – Guiana Francesa, do Consórcio Europeu – ESA. &lt;p&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRICO&lt;/strong&gt; &lt;p align="justify"&gt;Nas últimas décadas, o avanço nos setores tecnológico, industrial e econômico restringiu a poucos países a capacidade de colocar no espaço equipamentos altamente sofisticados de pesquisa, de coleta de dados, de telecomunicação, de sensoriamento remoto e de inúmeras outras aplicações. &lt;p align="justify"&gt;Em 1979, por proposta da Comissão Brasileira de Atividades Espaciais – COBAE, o governo federal aprovou a realização da Missão Espacial Completa Brasileira – MECB, que visava a estabelecer competência no país para gerar, projetar, construir e operar um programa espacial completo, tanto na área de satélites e de veículos lançadores, como de centros de lançamentos. &lt;p align="justify"&gt;Dentro da MECB, coube ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, do Ministério da Ciência e Tecnologia, o desenvolvimento de satélites e do segmento de solo correspondente. E coube à Aeronáutica a implantação do centro de lançamento e o desenvolvimento dos veículos lançadores de satélites. Foi designado o Centro Técnico Aeroespacial – CTA, sediado em São José dos Campos – SP, por intermédio do Instituto de Aeronáutica e Espaço – IAE, para conduzir o projeto desses veículos, em decorrência da capacitação obtida desde a década de 60, com o desenvolvimento de foguetes de sondagem. &lt;p align="justify"&gt;Nos estudos da MECB, ficou evidenciado que o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno – CLBI, da Aeronáutica, situado na cidade de Natal – RN, apesar de possuir várias características vantajosas, experiência acumulada e qualidade comprovada, apresenta importantes restrições para lançamentos de veículos maiores, do porte do atual VLS-1 e superiores. &lt;p align="justify"&gt;Em face disso, a Aeronáutica propôs ao governo federal a implantação de um novo centro de lançamento que atendesse às necessidades da MECB e com capacidade de crescimento para o futuro. &lt;p align="justify"&gt;Após criteriosa avaliação dos possíveis locais, foi selecionada uma área na região de Alcântara – MA para abrigar todo o complexo de instalações e de sistemas do novo centro de lançamento. &lt;p align="justify"&gt;Foi então criado o Grupo para Implantação do Centro de Lançamento de Alcântara – GICLA, em 1982, com a incumbência de gerenciar todas as atividades necessárias à implementação desse centro. &lt;p align="justify"&gt;Já em 1º de março de 1983, foi ativado o Núcleo do Centro de Lançamento de Alcântara – NUCLA, com finalidade de proporcionar o apoio logístico e de infraestrutura local, assim como garantir segurança à realização dos trabalhos a serem desenvolvidos na área do futuro centro espacial no Brasil.”&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Com informações do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA)&lt;/strong&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;FONTE: &lt;a href="http://blog.planalto.gov.br/liberados-r-8696-milhoes-para-centro-espacial-de-alcantara-ma/#more-25253"&gt;Blog do Planalto&lt;/a&gt;,via&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://democraciapolitica.blogspot.com/2011/03/centro-espacial-de-alcantara-recebe.html"&gt;Democracia Política&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://planobrasil.com/2011/03/12/centro-espacial-de-alcantara-recebe-recursos/"&gt;PLANO BRASIL - defesa geopolitica soberania (defense geopolitcs strategy intelligence security) - CENTRO ESPACIAL DE ALCÂNTARA RECEBE RECURSOS «&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-9117938614764709342?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/9117938614764709342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=9117938614764709342&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/9117938614764709342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/9117938614764709342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/03/centro-espacial-de-alcantara-recebe.html' title='CENTRO ESPACIAL DE ALCÂNTARA RECEBE RECURSOS'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh4.googleusercontent.com/-g60hmN5mhAQ/TXtmcT-39PI/AAAAAAAAEyY/DGszT_QSUfA/s72-c/cla_maranhao1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-3308876330293647207</id><published>2011-03-06T15:39:00.001-03:00</published><updated>2011-03-06T15:39:57.352-03:00</updated><title type='text'>Hillary Clinton: "Estamos perdendo a guerra da informação"</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p&gt;&lt;img src="http://www.cartamaior.com.br/arquivosCartaMaior/FOTO/61/foto_mat_26850.jpg"&gt; &lt;h3 align="justify"&gt;&lt;font style="font-weight: normal"&gt;&lt;em&gt;No dia 2 de março, diante de um comitê de Política Externa do Congresso, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse que o país está perdendo a "guerra da informação". "A Al Jazeera está ganhando", resumiu. Muito citados nos últimos meses, Wikileaks, Twitter e Facebook tornam-se quase insignificantes em comparação com o papel exercido pela Al Jazeera no Oriente Médio. A Al Jazeera em inglês está suprimida para os usuários de tv a cabo nos EUA, com exceção dos que estão em Toledo, Ohio; Burlington, Vermont e Washington DC. Isso não impede, é claro que tanto Obama como a senhora Clinton critiquem a censura no Irã. O artigo é de Alexander Cockburn.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/h3&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;Alexander Cockburn - Counterpunch&lt;/em&gt; &lt;p align="justify"&gt;Nem mais nem menos do que a própria secretária de Estado dos EUA rendeu um incômodo tributo a Al Jazeera no dia 2 de março. Diante de um comitê de Prioridades da Política Externa dos EUA, o senador Richard Lugar pediu a Hillary Clinton que apresentasse seus pontos de vista sobre em que medida o país está promovendo sua mensagem em todo o mundo. Clinton disse de imediato que os EUA estão envolvidos em uma guerra da informação e estão perdendo. “&lt;a href="http://english.aljazeera.net/"&gt;A Al Jazeera está ganhando&lt;/a&gt;”, acrescentou.&lt;br&gt;“Falemos francamente em termos de realpolitik”, prosseguiu a secretária de Estado. “Estamos em uma imensa competição por influência global e mercados globais. China e Rússia lançaram redes de televisão funcionando em várias línguas, quando os EUA faz cortes nesta área. “Estamos pagando por um preço elevado por desmantelar redes de comunicação internacional depois do fim da Guerra Fria. Nossos meios privados não podem preencher essa brecha”.&lt;br&gt;Como temos assinalado durante a última quinzena, há uma florescente pequena indústria da internet que afirma que a derrubada de Mubarak ocorreu por cortesia do comando Twitter-Facebook dos EUA. O New York Times publicou numerosos artigos sobre o papel do Twitter e do Facebook enquanto ignora ou vilipendia ao mesmo tempo Julian Assange e Wikileaks. Por certo, em qualquer discussão sobre o papel da internet na convocação dos levantes no Oriente Médio, deveria se dar o maior crédito a Wikileaks. Mas Wikileaks, junto com Twitter e Facebook, tornam-se quase insignificantes em comparação com o papel exercido pela Al Jazeera.&lt;br&gt;Milhões de árabes não podem tuitar e não estão familiarizados com o Facebook. Mas a maioria vê televisão, o que significa que todos assistem à Al Jazeera que detonou o “artefato explosivo improvisado” que estourou sob a Autoridade Palestina, a saber, o conjunto de documentos conhecidos como os Palestine Papers.&lt;br&gt;Houve imensas ironias na confissão de Clinton diante do senador Lugar e seus colegas. Ao final dos anos setenta, os radicais nas Nações Unidas promoveram com entusiasmo a necessidade de uma “Nova Ordem Mundial da Informação” (NWIO, em sua sigla em inglês) para se contrapor ao controle sobre as comunicações mundiais da propaganda por parte dos países ricos, EUA na frente deles.&lt;br&gt;Ronald Reagan, em sua campanha para a presidência ao final dos anos setenta, denunciava quase que diariamente a visão da NWIO, fazendo-a parecer como um braço particularmente sinistro da conspiração comunista internacional. Sob este ataque, as Nações Unidas abandonaram o NWIO e se dedicaram ao negócio do Aquecimento Global, investindo fortemente no Grupo Intergovernamental de Especialista sobre a Mudança Climática (IPCC) como meio de restaurar o peso da ONU em todo o mundo. No que diz respeito à informação, o mundo sintonizou a CNN de Ted Turner, fundada em 1980, que se converteu precisamente no veículo de propaganda em escala global contra o qual os países do Terceiro Mundo tinham se queixado nas Nações Unidas.&lt;br&gt;E então aparece o emir do Qatar, o xeique Hamad bin Khalifa, patrono fundador e financiador da Al Jazeera, em 1996. O colaborador de CounterPunch, Afshin Rattansi, ex-BBC, foi o primeiro jornalista em idioma inglês que trabalhou na rede de televisão. Foi um momento de grande importância na história do Oriente Médio. Seu poder foi reconhecido tacitamente há algum tempo pelo governo dos EUA que pressionou as empresas de tv a cabo dos EUA para que não transmitissem suas emissões.&lt;br&gt;Nos primeiros dias da rebelião no Egito, os telespectadores nos EUA tiveram a experiência algo surrealista de ver a Al Jazeera, transmitida em um dos monitores da sala de Obama, ainda que a Al Jazeera em inglês esteja suprimida para os usuários de tv a cabo nos EUA, com exceção dos que estão em Toledo, Ohio; Burlington, Vermont e Washington DC. (Isso não impediu que tanto Obama como a senhora Clinton criticassem a censura no Irã).&lt;br&gt;Pobre senhora Clinton. Ela imagina uma vasta rede imperial de comunicações que dissemine propaganda sofisticada ao estilo estadunidense. Insinua que deveria ser financiada com fundos públicos, uma versão reforçada da “Voz da América” que seguia com devoção o público por trás da Cortina de Ferro há meio século. O modelo de propaganda é o “Poderoso Wurlitzer”, como chamavam o aparato de propaganda comandado por Frank Wisner, da CIA.&lt;br&gt;Mas o mundo seguiu adiante. Basta olhar a televisão estadunidense durante dez minutos para concluir que os comunicadores dos EUA já não têm os recursos intelectuais nem a capacidade política para montar uma propaganda exitosa bem informada. O Canal Fox é para idiotas em casa. Além disso, o que poderiam alardear os propagandistas subvencionados pelo Estado? Os ataques dos drones Predator (aviões não tripulados) no Afeganistão? Guantánamo? Trinta milhões de pessoas com trabalho precário ou desempregadas nos EUA? Os EUA já não são o que eram quando a taxa de crescimento econômico estava em alta e o capitalismo parecia capaz de cumprir suas promessas.&lt;br&gt;O 2 de março foi um dia muito atarefado. O Exército dos EUA apresentou 22 novas acusações contra o soldado Bradley Manning, suspeito de passar informação confidencial para Wikileaks. As acusações incluem “ajuda ao inimigo”, um delito capital. Essas acusações coincidiram com o pedido de desculpas do general Petraeus, também no 2 de março, ao dirigente títere afegão Karzai pelas mortes, por fogo de metralhadoras dos helicópteros Apache, de 9 crianças que recolhiam lenha em uma área montanhosa do oeste do Afeganistão. Uma décima criança ficou ferida. O general disse que sentia muito e que “lamentavelmente parece ter ocorrido um erro entre a informação sobre a localização de insurgentes e o envio dos helicópteros de ataque que realizaram as operações subsequentes”.&lt;br&gt;Entre o material entregue a Wikileaks - e que integra a acusação contra Manning – estão as sequências de ataques de helicópteros Apache em Bagdá. A internet ficou petrificada quando no dia 5 de abril de 2010, Wikileaks apresentou no Youtube um vídeo de 38 minutos e uma versão editada de 17 minutos, realizado do interior de um helicóptero Apache do Exército dos EUA, que disparou contra um grupo de iraquianos em Bagdá, na esquina de uma rua, em julho de 2007. Morreram doze civis, incluindo um fotógrafo da Reuters, Namir Noor-Eldeen, de 22 anos, e um motorista da Reuters, Saeed Chmagh, de 40 anos.&lt;br&gt;Dois mortíferos ataques de helicópteros, dois resultados diferentes para os que os divulgaram. Petraeus recebeu um tapinha nas costas por seu rápido esforço de controle de danos. Manning enfrente acusações que implicam a pena de morte.&lt;br&gt;Um de meus vizinhos, aqui em Petrolia, é o doutor Dick Scheinman, que escreveu o seguinte para a sua lista de email’s:&lt;br&gt;&lt;i&gt;“Recentemente li um artigo horripilante no New York Times sobre o Afeganistão e não pude deixar de escrever a meus representantes. Talvez vocês possam fazer o mesmo. Nos aproximados da data de pagamento das nossas contribuições e a resistência ao pagamento de impostos é uma opção. Queria chamar a atenção de vocês sobre um artigo de 2 de março do New York Times intitulado “Nove crianças afegãs que buscavam lenha assassinados por helicópteros da OTAN”.&lt;br&gt;“Eu vivo com meu neto de 12 anos e, para ganharmos a vida, entre outras coisas, recolhemos e vendemos lenha. Nathan recebe 25 dólares para carregar e descarregar um punhado de lenha de nosso caminhão. Quando li esse artigo não pude deixar de pensar na pura sorte que converteu Nathan em um saudável menino estadunidense que pode recolher lenha e ganhar dinheiro, em lugar de ser um pobre menino afegão cuja vida foi destruída por homens (mulheres?) da OTAN (estadunidenses?) em um helicóptero a milhares de quilômetros de suas casas. Meu coração está repleto de amargura”.&lt;br&gt;“David Petraeus pediu desculpas. Talvez tenha filhos e netos. Talvez devesse enviar seus filhos ao Afeganistão para que recolham lenha para as irmãs destes meninos durante o resto de suas vidas com o fim de expiar esse indignante assassinato a sangue fio (“mataram os meninos um depois do outro”). Talvez os homens do helicóptero devessem fazer o mesmo. Talvez as duas filhas de Barack Obama pudessem ajudar. Talvez devessem vestir alguns trapos, beijar seus pés e pedir perdão. Mas o mínimo, o mínimo que vocês poderiam fazer é não votar nunca, jamais, que haja mais dinheiro para continuar esta guerra”.&lt;/i&gt;&lt;br&gt;Como disse, não é muito difícil compreender por que os EUA está perdendo a guerra da propaganda.&lt;br&gt;&lt;i&gt;(*) Alexander Cockburn escreve sobre temas de segurança nacional e outros relacionados. Seu livro mais recente é: “Rumsfeld: His Rise, Fall and Catastrophic Legacy”. É co-produtor de “American Casino”, o documentário longa metragem sobre o atual colapso financeiro. Contato: amcockburn@gmail.com.&lt;br&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.counterpunch.org/cockburn03042011.html "&gt;http://www.counterpunch.org/cockburn03042011.html&lt;/a&gt;&lt;br&gt;Tradução: Katarina Peixoto&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17511"&gt;Carta Maior - Internacional - Hillary Clinton: "Estamos perdendo a guerra da informação"&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-3308876330293647207?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/3308876330293647207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=3308876330293647207&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/3308876330293647207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/3308876330293647207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/03/hillary-clinton-perdendo-guerra-da.html' title='Hillary Clinton: &amp;quot;Estamos perdendo a guerra da informação&amp;quot;'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-5848040929209621559</id><published>2011-02-26T18:22:00.018-03:00</published><updated>2011-03-09T18:25:24.321-03:00</updated><title type='text'>Pequena reflexão sobre o Maranhão: parte 2</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-m3oL_EL2t3Y/TWlpkU7gK-I/AAAAAAAAANo/tAroEHZpV9U/s1600/100_1886.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="https://lh3.googleusercontent.com/-m3oL_EL2t3Y/TWlpkU7gK-I/AAAAAAAAANo/tAroEHZpV9U/s320/100_1886.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Foto do Palácio dos Leões, por Silveria&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;i&gt;Caros leitores&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i&gt;Dessa vez vou falar sobre as &lt;a href="http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2009/05/contibuicao-analise-da-politica.html"&gt;particularidades da nossa terra&lt;/a&gt;, pois cada vez que estudo mais sobre ela, mais a amo.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;Os processos que precederam a ocupação portuguesa nas terras da América, após a descoberta por Cabral, tiveram como elemento definidor motivos de ordem política e econômica. Tais aspectos irão permear a constituição do estrato sócio-econômico e das classes fundamentais, como diria Gramsci (1968), no processo organizativo do Estado colonial brasileiro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;O rei de Portugal, Dom João III, sob inspiração de um regime de divisão territorial baseado em pressupostos feudais europeus, doa a fidalgos de sua corte de grande poder econômico capitanias hereditárias para que pudessem colonizá-las e defendê-las a suas próprias custas (GODÓIS, 2008).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;Distribuídas as terras do Brasil aos capitães mores em 1532, os primeiros movimentos para essa empresa são desencadeados. Consistem na divisão das 12 capitanias aos donatários e posteriormente mantidas por seus sucessores, daí advindo o nome “Capitanias hereditárias”, como é descrito na historiografia brasileira.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;João de Barros, feitor das casas Índia e Mina, Fernão D’Alvares de Andrade, conselheiro e tesoureiro mor e o fidalgo da casa d’El Rei Aires da Cunha (Ayres del Acuña) são contemplados com a donataria do Rio Grande e mais a do Maranhão, que seria o segundo lote de uma mesma associação (MEIRELES, 1996). &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;No ano de 1535 sai de Portugal, em particular de Lisboa, a primeira expedição para ocupação da donataria do Maranhão. Os sócios desse empreendimento colonial organizam embarcações para tomar posse. Esta armada contava com 10 navios, 900 homens de armas, 113 cavalos e farta munição, essa comitiva era composta por representantes de Fernão d’Alvares, os dois filhos de João de Barros (Jerônimo e João) e Ayres del Acuña (ou Aires da Cunha), experimentado capitão tanto de mar quanto de terra. Suas habilidades já tinham sido posta a prova em Malaca e Açores (Op. Cit.). &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;A estrutura montada para ocupação dessas terras só perdera em dimensão para a capitaneada por Cabral em 1500, cuja composição era de treze naus e 1.200 homens. Quatro meses durava o percurso da viagem de Portugal ao Maranhão para que se efetivasse a chegada nas terras do norte.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;Vale ressaltar, que a primeira tentativa de ocupação da donataria do Maranhão nasce já eivada de cultura que se confunde com a história da língua portuguesa. João de Barros, um dos donatários do Maranhão era gramático, ele elaborou a “Gramática da língua portuguesa com os mandamentos da santa madre igreja”, publicada em 1539, o mesmo tinha uma predileção pelo campo da etimologia e envia seus filhos para a empreitada colonial, como nos informa Meireles (1996).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 17.85pt;"&gt;A segunda e terceira tentativa de tomada de posse da donataria do Maranhão ocorreu 1550 e 1555, respectivamente. As três tentativas tiveram fracasso em seus intentos e frustrações que obteve João de Barros na primeira.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 17.85pt;"&gt;Por outro lado, pode ser observam-se os primeiros registros de franceses entre a população indígena. Tal fato indicava, na verdade, uma estratégica de inserção entre os nativos visando uma aproximação que pudesse sustentar, por método diferente dos Portugueses, uma relação mais sedimentada na disputa territorial e colonial do Brasil. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 17.85pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;Em 1610 os franceses chegam à costa maranhense no sentido de estudar e contactar o nativos e começam a sua aventura colonial no Brasil setentrional. Os&amp;nbsp; mesmos já haviam tentado o estabelecimento da França Antártica (1555-1560), conseguem estabelecer experiência colonial no Canadá (1535-1543) e na Flórida (1562-1565).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;A experiência brasileira é a mais importante para nos determos. O Forte Coligny, fundado pelo Cavaleiro de Malta, Nicolas Durand de Villegagnon numa ilhota na baía da Guanabara constitui a primeira experiência, distingue-se pelo seu caráter inaudito; contudo, os conflitos religiosos entre protestantes e católicos destruiria a estabilização dessa colônia e facilitaria a sua remoção pelos portugueses. Como pontua Daher (2007, p.36), em 1556, Villagagnon escreve a Calvino que lhe enviasse mais discípulos da fé renovada, o que não foi suficiente para a guerra teológica naquele pequeno reduto enquanto existiu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;Alguém pergunta - o que isto tem haver com São Luís? Tudo. Pois, o Fort Saint Louis, fundado em 1611, embora eivado de novas expectativas de um eventual reduto hugenote e livre da repressão católica, propiciava a implementação de um projeto que falhou no Rio de Janeiro. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;La Touche, senhor de La Ravadière, hugenote e Rassily, católico eram os lideres do processo de ocupação da nova colônia sob o auspício do Rei Henrique IV da França. Esta nova invertida representou forma francesa de aproximação com os tupinambás na “&lt;a href="http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/02/novissima-viagem-filosofica-da_20.html"&gt;Terre sans mal”&lt;/a&gt; ao aceitar, sobre os ludibrios do catolicismo que relatam&amp;nbsp; os padres capuchinhos D’ Evreux e D'Abbeville&amp;nbsp; e outorga de sua soberania ao fincar a cruz e o estandarte da França em solo Maranhense, passando os nativos a viverem sob a égide das leis francesas decretada por Ravadière e Rassily, representantes do Rei Francês na nova colônia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;O forte São Luís, que posteriormente também será o nome da cidade, foi conquistado pelos portugueses em 1614. Sangue e diplomacia foram as duas táticas utilizadas pelos contendores na disputa. Entretanto, após a morte de Pezeur, o representante de Rassiliy, fez mudar a disposição de Ravardière para resistir a guerra&amp;nbsp; contra os portugueses. Jerônimo Albuquerque, ao entrar nos aposentos do comande do Fort Saint Louis, observa que ali existia muitos aparelhos para navegação e de astronomia, além de diversos livros, o que denotava uma disposição para a ciência.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;Os quatro séculos que agora completa pode ser o sinal do tempo da herança de poder oligárquico que historicamente a nossa terra foi vítima, pois construiu a riqueza e opulência, o que pavimentou, também, a sua decadência econômica e fundou as bases que&amp;nbsp; mantém estado preso as amarras do atraso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;A reflexão que deixo, é de que é possível reverter tal lógica. O aniversário de São Luís pode ser o marco de uma nova saga. &lt;a href="http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2010/05/maranhao-66-vale-pena-ver-de-novo.html"&gt;O povo acreditou em 1965&lt;/a&gt; na &lt;a href="http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2010/06/luta-pelo-fim-do-mandonismo-oligarquico.html"&gt;saga de sua liberdade &lt;/a&gt;e foi traído.&amp;nbsp; Não se pode esquecer&amp;nbsp; que o processo político que leva Sarney ao poder, foi de uma movimentação que também levou o povo as&amp;nbsp; ruas e celebrar a derrota do vitorinismo, agora é chamado a ir as ruas&amp;nbsp; para retirar o engodo do poder e estabelecer um movimento de luta contra contra a oligarquia e seu sócio menor, João Castelo encastelado na prefeitura de São Luis.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;Precisamos fazer a nossa &lt;a href="http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/02/uri-avnery-um-evento-geologico-no.html"&gt;revolta árabe&lt;/a&gt; no &lt;a href="http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/01/pequena-reflexao-sobre-o-maranhao-parte.html"&gt;Maranhão &lt;/a&gt;e entra no novo século da nossa história com a altivez que o Maranhão merece, pois foi o estado que foi o fiel da balança na integração do território quando se uniu ao Brasil no século XIX, o que permitiu a integração de todo o norte ao território nacional e ajudou a construir esse grande país.&lt;br /&gt;Veja também a &lt;a href="http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/01/pequena-reflexao-sobre-o-maranhao-parte.html"&gt;"Pequena reflexão sobre o Maranhão: parte 1" &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;Referências bibliográfica:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;CORREIA, Rosini. Formação social do Maranhão: o presente de uma arqueologia. São Luís: SECMA, 1993.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;DAHER, Andrea. O Brasil Frances: singularidades da França equinocial, 1612-1615. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;D’ABBEVILLE, Claude. Historia das missões dos padres capuchinhos na ilha do Maranhão e terras circunvizinhas. São Paulo: Livraria Martins Editora, 1945.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;D’ EVREUX, Yves. Viagem ao norte do Brasil: feita nos anos de 1613 a 1614. São Pulo: Siciliano, 2002.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;GODÓIS, Barbosa de. História do Maranhão para uso das escolas normais. São Luís: AML/EDUEMA, 2008.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;GRAMISCI, Antonio. Os intelectuais e a organização da cultura. Rio de Janeiro: civilização Brasileira,1968.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;MEIRELES, Mário M. João de Barros, primeiro donatário do Maranhão. São Luís: Alumar, 1996.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-5848040929209621559?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/5848040929209621559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=5848040929209621559&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/5848040929209621559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/5848040929209621559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/02/pequena-reflexao-sobre-o-maranhao-parte.html' title='Pequena reflexão sobre o Maranhão: parte 2'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh3.googleusercontent.com/-m3oL_EL2t3Y/TWlpkU7gK-I/AAAAAAAAANo/tAroEHZpV9U/s72-c/100_1886.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-6333478676660539877</id><published>2011-02-22T00:44:00.001-03:00</published><updated>2011-02-22T00:44:14.530-03:00</updated><title type='text'>Queda do império (científico) americano</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.crunchgear.com/wp-content/uploads/2009/07/science-fiction.jpg"&gt;&lt;img alt="http://www.crunchgear.com/wp-content/uploads/2009/07/science-fiction.jpg" src="http://www.crunchgear.com/wp-content/uploads/2009/07/science-fiction.jpg" width="422" height="294"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Agência FAPESP&lt;/strong&gt; – Uma mudança no cenário da pesquisa científica mundial irá reposicionar os Estados Unidos como um personagem importante, mas não mais como líder dominante. E essa mudança ocorrerá já na próxima década, afirma estudo feito na Universidade Penn State, nos Estados Unidos. &lt;p align="justify"&gt;Por outro lado, a análise, apresentada no dia 18 na reunião anual da American Association for the Advancement of Science (AAAS), em Washington, aponta que o país poderá se beneficiar do novo panorama, caso adote políticas para compartilhar o conhecimento com a comunidade científica mundial. &lt;p align="justify"&gt;“O que está emergindo é um sistema científico mundial no qual os Estados Unidos serão um participante entre muitos outros”, disse Caroline Wagner, professora da Penn State e autora do estudo. &lt;p align="justify"&gt;Segundo ela, a entrada de mais países tem mudado o cenário da pesquisa mundial. De 1996 a 2008, a porcentagem de artigos científicos publicados pelos Estados Unidos em relação ao total mundial caiu 20%. Caroline atribui esse resultado não a uma queda nos esforços de pesquisa no país, mas ao crescimento exponencial observado em países como China e Índia. &lt;p align="justify"&gt;A mudança principal está entre os chineses, que já ultrapassaram os norte-americanos na publicação de artigos em áreas como ciência natural e engenharia. Se as taxas de crescimento atuais forem mantidas, de acordo com a análise, a China publicará mais que os Estados Unidos em todas as áreas do conhecimento já em 2015. &lt;p align="justify"&gt;De acordo com Caroline, embora a China ainda esteja atrás na qualidade –medida por indicadores como fator de impacto e citações –, a diferença nesse ponto para os Estados Unidos também está diminuindo. A China também deverá se tornar o primeiro país em número de cientistas. &lt;p align="justify"&gt;O estudo aponta que recomendações típicas para estimular a pesquisa, como aplicar mais dinheiro no setor, não serão suficientes para garantir a supremacia científica norte-americana. &lt;p align="justify"&gt;No lugar da estratégia tradicional do baixo retorno sobre o investimento, Caroline recomenda que os Estados Unidos passem a adotar uma política mais eficiente de compartilhar o conhecimento ao atrair para o país especialistas que desenvolveram melhores capacidades do que seus colegas norte-americanos em determinadas áreas. Outros países também podem fazer o mesmo com relação aos pesquisadores norte-americanos. &lt;p align="justify"&gt;A autora do estudo discute a possibilidade de uma comunidade global nos moldes da “universidade invisível”, termo que deriva do século 17 e que descreve as conexões entre cientistas de disciplinas e locais diversos para criar uma sociedade científica mundial. &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.agencia.fapesp.br/materia/13483/divulgacao-cientifica/queda-do-imperio-cientifico-americano.htm"&gt;&lt;strong&gt;Fonte: FAPESP&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://planobrasil.com/2011/02/21/queda-do-imperio-cientifico-americano/"&gt;PLANO BRASIL - defesa geopolitica soberania (defense geopolitcs strategy intelligence security) - Queda do império (científico) americano «&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-6333478676660539877?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/6333478676660539877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=6333478676660539877&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/6333478676660539877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/6333478676660539877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/02/queda-do-imperio-cientifico-americano.html' title='Queda do império (científico) americano'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-2304819393499357009</id><published>2011-02-20T18:34:00.003-03:00</published><updated>2011-02-27T17:25:18.176-03:00</updated><title type='text'>Novíssima Viagem Filosófica da brasilidade na Terra sem Mal</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;Publicado por waltersorrentino em 19/02/2011&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mosca! Conheci Varela três dias atrás, em Belém. Antes, indo ao Amapá, recebi mensagem dele no tuíter. Mas foi na homenagem a Neuton Miranda que ele me envolveu, culto, inteligente, com prosa inesgotável (a gente não quer que termine). Na hora, pedi-lhe uma entrevista pro blog. É um presente de domingo aos leitores no conversa.com.O caboco marajoara, patriota do Marajó, mostra suas armas. Vejam vocês mesmos. Deixei a biografia pro final, o melhor é curtir sua prosa antes. Ele é sobrinho de Dalcídio Jurandir, romancista e intelectual de nomeada daquelas terras, sempre prestigiado pelos comunistas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Delicioso: “segundo Montaigne e Rousseau, foram “embaixadores” tupinambás levados à corte de Ruão que sugeriram aos &lt;i&gt;sans cullote&lt;/i&gt;, anos mais tarde, a revolução de 1789”. A utopia da Terra sem Mal frutificou nestas paragens. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.waltersorrentino.com.br/wp-content/uploads/2011/02/Jose+Varella.jpg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img alt="Jose+Varella" height="213" src="http://www.waltersorrentino.com.br/wp-content/uploads/2011/02/Jose+Varella.jpg" title="Jose+Varella" width="220" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Varela, Belém completa 400 anos em 2016 e São Luís agora em 2011. &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Há ligação entre os dois processos, pois não? Aliás, envolvem disputas Portugal X França e isso foi precedido por Olinda...&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho escrito alguma coisa sobre isto. Em 1999, no ensaio “&lt;i&gt;Novíssima Viagem Filosófica&lt;/i&gt;” abordei o que se poderia dizer &lt;i&gt;teoria do bumerangue&lt;/i&gt;: a conquista ultramarina atraindo sobre a Europa imperial efeitos inesperados da dispersão da velha Lusitânia pelo desvio do Atlântico Sul, se estabelece em Nova Lusitânia (Olinda, Pernambuco), se irradia para o Norte e funda Feliz Lusitânia (o Grão Pará, Amazônia lusitana (1616-1823), que se transformou na Amazônia brasileira através de um complexo processo histórico pouco conhecido do público luso-brasileiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 2002 reincidi na tentação historiográfica e publiquei um novo ensaio chamado “&lt;i&gt;Amazônia Latina e a terra sem mal&lt;/i&gt;”. Desta vez, me atrevi a dizer que foram os Tupinambás os verdadeiros conquistadores do rio das Amazonas ao lado de arcabuzeiros “portugueses”, na verdade mamelucos de Pernambuco e da Paraíba. Os portugueses propriamente ditos colonizaram a região depois de conquistada por remos e arcos tupis. No que tange à França, segundo Montaigne e Rousseau, foram “embaixadores” tupinambás levados à corte de Ruão que sugeriram aos “sans cullote”, anos mais tarde, a revolução de 1789. Como se recorda a “Terra sem mal” é a utopia dos índios (lugar mítico sem fome, trabalho escravo, doença, velhice e morte) que corresponde à idéia de um paraíso eterno ou sociedade igualitária justa e perfeita.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A partir dos 400 anos de São Luís do Maranhão (cidade afrolatino-americana por excelência), em 8 de setembro de 2012, pode-se revisitar a invenção da Amazônia. Obra iniciada em Olinda-PE, durante o movimento sebastianista português, interno na chamada União Ibérica (1580-1640), que incluiu a ocupação holandesa do Nordeste e do Norte e remete à aventura geopolítica do “Quinto Império do Mundo” pelo controvertido e genial Padre Antônio Vieira, condenado pelo Santo Ofício pela heresia judaizante original do monge Joaquim de Fiori.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Minha tarefa consiste apenas em provocar a discussão acadêmica para inclusão das populações brasileiras marginalizadas pelo processo histórico e apartadas ainda na historiografia brasileira. Compreendo que não pode haver inclusão social nem cidadania de fato sem prévia inclusão no tempo e no espaço político do País.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A França teve posição ambígua na expansão colonial como monarquia católica e potência mercantil protestante: a denúncia, pelo monarca Francisco I da França, do tratado de Tordesilhas de 1494 entre Portugal e Espanha homologado pelo Papa Alexandre VI, o famoso “testamento de Adão”; explica esta contradição interna francesa, donde a precariedade da “França Antártica” (Rio de Janeiro) de Villegaignon; e da “França Equinocial” (Maranhão) de La Ravardière.&lt;b&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Em são Luís&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt; o PCdoB comemorará levando comunistas franceses (a cidade foi fundada por franceses) e portugueses em 22 de março. Belém está se preparando? Em 1954 São Paulo fez o IV centenário inesquecível até hoje pela “velha guarda”. A “nova guarda” ficou com o Ibirapuera de Niemeyer, veja só. Brasília aos 50 anos fez uma sinfonia. E Belém?&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ciclo de estudo e debate promovido pelo PCdoB sobre o VI Centenário da cidade de São Luís do Maranhão é extremamente interessante, não só para o país tomar consciência deste outro Brasil que lutou contra o colonialismo luso e recaiu sob o neocolonialismo da corte imperial do Rio de Janeiro contra o qual também se insurgiu com movimentos populares notáveis, como a Cabanagem, por exemplo. Mas, também para que as ex-metrópoles percebam a insustentável apartação entre “primeiro” e “terceiro” mundos…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 2015 acaba o prazo combinado com a ONU para as metas do Milênio. Como se acham as classes menos favorecidas das regiões periféricas oriundas da massagada de escravos indígenas e negro africanos? A patuléia descendente de degredados e pobres lavradores dos Açores e mais ilhas de Portugal por acaso, em muitos casos, não se tornaram também estes “negros da terra” independente da melanina?&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;Aux ba&lt;/i&gt;&lt;i&gt;s fonds&lt;/i&gt; da invenção da Amazônia surdiu-se o lumpen-proletariado que ainda hoje é presa fácil dos devastadores da Floresta Amazônica e dos piores latifundiários, vítima preferencial de gateiros e mártires de matadores de aluguel, donde Chico Mendes, João Batista, Paulo Fonteles, Canuto, Expedito, Dorothy Stang e tantos mais… Os comunistas não apenas se preparam para festejar estes 400 anos, mas sobretudo para reverenciar os heróis da resistência e os verdadeiros patriotas da Adesão à Independência do Brasil. Combater a falsificação da História e evitar que o espetáculo acrescente a alienação do povo…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O convite aos camaradas franceses e portugueses para confraternizar com os brasileiros poderiam também se estender aos de países africanos que, pouco depois, vieram ao estado do Maranhão e Grão-Pará (1621-1823) dar contributo fundamental à amazonidade. Belém, podemos dizer, ainda não despertou para esta efemeridade, exceto alguma intenção da municipalidade em promover festividade à altura do acontecimento. Acredito, todavia, pela manifestação da Câmara Municipal de Belém em memória de Neuton Miranda que o PCdoB-PA já está sensibilizado a participar com seus congêneres deste mergulho ao tempo e ao espaço amazônico, donde “negros da terra”, “negros da Guiné” e a patuléia lusitana deram sangue ao povo amazônida donde os João Amazonas, Pedro Pomar, Dalcídio Jurandir, Eneida de Moraes, Ruy Barata, Neuton Miranda e muitos outros se tornaram ícones. Assim, dos levantes indígenas dos inícios do século XVII, da Cabanagem de 1835/40, até a Guerrilha do Araguaia tudo se emendou em um &lt;i&gt;continuum&lt;/i&gt; histórico levando à Democracia Socialista futura…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em Belém o monumento da Cabanagem projetado por Oscar Niemeyer fala aos trabalhadores que circulam diariamente pelo Entroncamento sobre o “dedo decepado” da História: a reflexão dos 400 anos, a partir de São Luis do Maranhão (2012) até Belém do Pará (2016), deve alentar o povo brasileiro a seguir a saga do Bom Selvagem, como o fariam Florestan Fernandes e Darcy Ribeiro, na redescoberta da utopia da Terra sem mal e esperanças do velho Portugal sebastianista de um reino de paz onde cristão, judeus e mulçumanos confraternizados com outras confissões possam conviver em melhor para todos, conforme as primitivas tradições de povos oprimidos pelos impérios da antiguidade, estranhamente refletidas na mensagem internacionalista do Manifesto Comunista.&lt;b&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Você é historiador “amador”, são os mais agradáveis de ler. Mas você foi do Itamarat&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;y e teve passagem pelo Marajó. Como foi isso?&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Embora eu tenha uma formação incompleta de Direito, tecnólogo de Saneamento Ambiental e Economia, o nomadismo inato de meu temperamento não me deixou colocar a mão num canudo de curso superior. Ainda assim fiz extensão em Relações Internacionais e Ciências Sociais: nada mais do que uma base para saber do que os senhores donos do poder estão falando… Cultivei o estudo historiográfico por necessidade e acaso: segundo amigos cabocos eu escrevo muito complicado e, portanto, para eles é melhor uma boa conversa de compadre. Entre os doutos que leram meus dois livrinhos uns três acharam traços de filosofia medieval do italiano Giambattista Vico, que eu em verdade jamais havia lido antes: como eu me tenho em razoável conta de marxista-leninista de beira de rio, desconfio que o aparente “&lt;i&gt;corsi i recorsi&lt;/i&gt;” viquiano se passe na minha estória mais por influência do fluxo e refluxo da maré, ou pelas oscilações do romance de Dalcídio Jurandir entre as ilhas e a cidade grande. Pois, como todos sabemos, o Amazonas é uma imitação natural do rio de Heráclito. Ou vice-versa…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Minha passagem pelo Itamaraty se deu através de um concurso público para oficial de administração (que os militares do extinto DASP transformaram em agente administrativo). Como sou um caboco de sorte fui removido para a Primeira Comissão Demarcadora de Fronteiras, em Belém. A minha verdadeira universidade. O Marajó é minha pátria e lá tenho todos meus avós enterrados, inclusive minha avó índia Antônia Silva e meu avô camponês da Galícia Francisco (aliás Celestino) Pérez Varela…&lt;b&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por isso caboco marajoara então?&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meu pai era filho de uma índia marajoara e se orgulhava de ter sangue cabano…&amp;nbsp; Nasci na maternidade da Santa Casa de Misericórdia do Pará, pois foi o primeiro parto de minha mãe e a vila de Itaguari (Ponta de Pedras) não havia médico. Muito devota, a galega quis que seu primeiro filho se chama-se Jesus José Maria; o caboco que foi meu pai fez finca pé para que o primogênito tivesse nome grego de Orestes. O santo do dia era São Serapião… Não teve jeito, o padre da igreja da Santíssima Trindade conseguiu um abatimento da mãe carola e o caboquinho saiu da pia chamando-se José Maria Varella Pereira, seu criado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A família zarpou da doca do Ver O Peso em canoa à vela, ano de 1937, mês do vento, novembro no verão amazônico. Na Europa estala a II Guerra Mundial… A gente tinha notícia pela BBC e a Voz da América, naquele tempo a Voz do Brasil chegava na ilha muito distante e coada pela estática entre chuvas e trovões.&lt;b&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Aliás, a cultura marajoara sofre a maior antropofagia. Pergunto se há um museu na ilha guardando suas raízes e como anda o trabalho de pesquisa.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Você diz, corretamente, que a Cultura Marajoara sofre a maior antropofagia. Pura verdade, que talvez sua passagem como médico da pequena Cachoeira do Arari lhe deu a perceber prontamente. É exatamente o tema que desenvolvo a partir do conflito pré-colonial entre Tupinambás e Nheengaíbas; que favoreceu, sem dúvida, a Entrada de Pedro Teixeira movido por 1200 arcos e remos de Belém do Pará a Quito (Equador), de 1637/1639, e depois a missão pacificadora do Padre Antônio Vieira. A ilha do Marajó foi de fato a costa-fronteira do Pará segundo a linha de limites de Tordesilhas. Sem a antropofagia ritual do Bom Selvagem a história teria sido outra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Belém pratica a antropofagia cultural contra as ilhas: apropria-se dos símbolos e valores da Cultura Marajoara e não dá quase nada em troca. Mal com os padres e pior sem eles, foi um jesuíta italiano insubmisso que contra vento e maré inventou o ecomuseu chamado Museu do Marajó que o Brasil não quer enxergar. Estou fatigado de clamar pela federalização do Museu do Marajó juntamente a casa em que viveu o escritor Dalcídio Jurandir, em Cachoeira do Arari, o modelo para isto pode ser a&amp;nbsp; fundação Casa de Rui Barbosa. Ou uma extensão do Museu Goeldi…&lt;b&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Dalcídio Jurandir. Que significa para o povo do Pará e do Brasil? Que legado deixou? Ele foi teu &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;tio, não é mesmo?&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Toda obra do romancista Dalcídio Jurandir (Dalcídio José Ramos Pereira, nascido em Ponta de Pedras-PA, em 10/01/1909 e falecido no Rio de Janeiro-RJ, em 16/07/1979) está resumida na série Extremo-Norte (Chove nos campos de Cachoeira, Marajó, Três casas e um rio, Belém do Grão-Pará, Passagem dos Inocentes, Primeira Manhã, Ponte do Galo, Chão dos Lobos, Os habitantes e Ribanceira) e o romance Linha do Parque sob tema proletário do Rio Grande do Sul, este traduzido para o russo e o mandarino (chinês). O mapa literário do Brasil tem diversos ícones que representam estados e regiões culturais, o Pará com a paisagem cultural Belém-Marajó ficaria muito bem representando por Dalcídio.. Ele deixou como legado um testemunho artístico, antropológico e político da “criaturada grande”, populações tradicionais ribeirinhas do Baixo Amazonas, Ilhas do Marajó, e subúrbio de Belém. O homem amazônida que lentamente vai sendo extinto junto com os bichos e as plantas da região sob o peso do mercado capitalista sem pátria. Dalcídio era meu tio por parte paterna, meu pai era do primeiro casamento de meu avô Alfredo com a índia Antônia Silva; e o tio Dal filho na negra Maragarida Ramos, que ainda deixou o capitão viúvo para casar com dona Isabel Trindade, uma mulher negra muito querida na vila de Ponta de Pedras. Ao todo, meu avô teve mais de dezoito filhos e filhas.&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;E Neuton Miranda? Foi ele quem te aproximou do PCdoB. Que ele e esse partido significam para você?&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando Dalcídio morreu eu estava em Manaus a serviço de demarcação de fronteira com a Venezuela, meses antes passando pelo Rio de Janeiro falei ao telefone com ele e me disse do mal de Parkinson. A família sabia que o desfecho não estaria longe. Meu pai morreu em minha casa em Belém depois de longa enfermidade. Lamentei estas duas mortes, mas sabia que eram inevitáveis. Mas, a morte súbita de Neuton foi para mim um golpe devastador e me fez chorar todas as lágrimas represadas. Foi perda imensa para o País e para o partido, de uma maneira que talvez ainda não nos damos conta. Porém para o espoliado e fagocitado Marajó com seus párias ribeirinhos foi um uma morte devastadora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Neuton não apenas me reaproximou do PCdoB (eu tive um curto contato na clandestinidade e estive muito motivado, em 1968, a ir para o Araguaia donde o quinto ataque de malária seguido depressão me afastou e encaminhou, em 1970 a Brasília), ele deu-me oportunidade de colaborar com a equipe de regularização fundiária no arquipélago do Marajó, juntos inventamos seminário dos povos das águas junto ao Fórum Social Mundial em 2009, em Belém. A última vez que nos encontramos na ilha, por acaso, foi no Museu do Marajó. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;JOSÉ MARIA VARELLA PEREIRA&lt;/b&gt;, brasileiro, nascido em Belém-PA, em 30/10/1937, casado com PALMIRA DE NAZARÉ MORAES PEREIRA, do casal nasceram três filhos acrescidos de um adotivo; servidor federal (Oficial de Chancelaria do Serviço Exterior) inativo. É autor dos ensaios “Novíssima Viagem Filosófica”, “Amazônia Latina e a terra sem mal” e “Breve história da gente marajoara”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Descende de imigrantes galegos por lado materno e portugueses por lado paterno todos radicados na ilha do Marajó-PA, sua avó por parte de pai era indígena marajoara. Viveu a infância e parte da juventude até os 20 anos de idade, aproximadamente, no município de Ponta de Pedras, onde em propriedade familiar aprendeu a trabalhar a terra e praticar o extrativismo agroflorestal, a praticar o pequeno comércio fluvial (regatão) no lago e rio Arari e a vender produtos regionais da ilha na feira do Ver o Peso. Foi admitido como repórter no “Jornal do Dia” e mais tarde na “Folha do Norte”, colaborou no jornal “A Província do Pará” e em “O Liberal”, publicou em “A Crítica” de Manaus e “Correio Braziliense” de Brasília. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 1960, disputou o cargo de vice-prefeito do município de Ponta de Pedras pelo extinto Partido Republicano não tendo êxito no pleito, mas a partir de então encerrou a atividade de jornalismo para se dedicar à administração pública. Foi candidato ao cargo de vereador da Câmara Municipal de Ponta de Pedras, em 1996, alcançando apenas uma das suplências. Em 1998, aposentou-se do cargo de Oficial de Chancelaria ao completar 35 anos de serviço público. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É co-organizador do movimento dito “Grupo em Defesa do Marajó – GDM” lançado em 20/12/1994 pela Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Pará, através do &lt;i&gt;campus&lt;/i&gt; Marajó, em parceria com a SOPREN. É representante do Museu do Marajó em colegiado da sociedade civil no GEI-Marajó. Convidado por Neuton Miranda, titular da Gerência Regional do Patrimônio da União (GRPU-PA), prestou colaboração voluntária ao treinamento de força-tarefa para ação emergencial de regularização fundiária de comunidades tradicionais ribeirinhas do Projeto NOSSA VÁRZEA no âmbito do Plano Marajó. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É ele quem nos sugere os sítios &lt;a href="http://www.museudomarajo.com.br/"&gt;www.museudomarajo.com.br&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.dalcidiojurandir.com.br/"&gt;www.dalcidiojurandir.com.br&lt;/a&gt; com complemento a esta leitura. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os “seus livrinhos”, com tiragens domésticas de 1000 exemplares cada título, estão esgotados. Está terminando de revisar o terceiro e último ensaio da trilogia, denominado “Breve história da Amazônia Marajoara”… O prêmbulo você pode ler em &lt;a href="http://academiaveropeso.blogspot.com/2010/12/introducao-amazonia-marajoara.html"&gt;http://academiaveropeso.blogspot.com/2010/12/introducao-amazonia-marajoara.html&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um brasileiro de bem, o Varela! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como Dalcídio: um romancista antifascista , da Aliança Nacional Libertadora, colaborador da Tribuna Popular e de A Classe Operária, do Partido Comunista do Brasil. Veja no sítio &lt;a href="http://www.dalcidiojurandir.com.br/xhtml_php/index.php"&gt;http://www.dalcidiojurandir.com.br/xhtml_php/index.php&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.waltersorrentino.com.br/2011/02/19/novissima-viagem-filosofica-da-brasilidade-na-terra-sem-mal/"&gt;Blog do Sorrentino » Blog Archive » Novíssima Viagem Filosófica da brasilidade na Terra sem Mal&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-2304819393499357009?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/2304819393499357009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=2304819393499357009&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/2304819393499357009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/2304819393499357009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/02/novissima-viagem-filosofica-da_20.html' title='Novíssima Viagem Filosófica da brasilidade na Terra sem Mal'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-710100009191492430</id><published>2011-02-17T20:15:00.001-02:00</published><updated>2011-02-17T20:15:42.792-02:00</updated><title type='text'>Paim apresenta emenda que eleva valor do salário mínimo a R$ 560</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt; &lt;h3 align="justify"&gt;Paim apresenta emenda que eleva valor do salário mínimo a R$ 560&lt;/h3&gt; &lt;h4 align="justify"&gt;A novela em torno do novo valor do salário mínimo não terminou com a votação do projeto do governo na Câmara Federal. A proposta segue para o Senado, onde Paulo Paim, parlamentar afinado com os interesses da classe trabalhadora e do movimento sindical, já preparou uma emenda que eleva o mínimo de R$ 545 (aprovado pelos deputados) para R$ 560.&lt;/h4&gt; &lt;p align="justify"&gt;Os 15 reais que serão acrescidos se a proposta vingar constituiriam antecipação de parte do aumento real previsto para o próximo ano, quando o reajuste será baseado no resultado do PIB de 2010, que teria avançado entre 7,5 a 8%. O valor de R$ 560 passou a ser defendido pelas centrais sindicais como uma alternativa de negociação diante do governo que, porém, não abriu mão de sua proposta original.&lt;br&gt;&lt;b&gt;&lt;br&gt;Antecipação&lt;br&gt;&lt;/b&gt;&lt;br&gt;“Proponho uma antecipação do que vai acontecer em janeiro de 2012, quando o salário mínimo vai para R$ 620. Podemos então antecipar, por oito meses, R$ 15. Estaremos cumprindo o acordo”, explicou Paim.&lt;br&gt;Na opinião do senador, a proposta não significa quebra no acordo do governo com as centrais sindicais, que está em vigência desde o governo Luiz Inácio Lula da Silva. O acordo prevê o reajuste do mínimo conforme a inflação do ano anterior mais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.&lt;br&gt;&lt;b&gt;&lt;br&gt;Cavalo de batalha&lt;/b&gt;&lt;br&gt;“Não há problema em fazer uma antecipação, não estamos propondo mudar a política. Não vejo porque fazer um cavalo de batalha em cima disso”, alegou.&lt;br&gt;Paim disse que vai aproveitar o debate sobre o mínimo para também trazer à discussão a revisão do fator previdenciário e uma política permanente de reajuste para os aposentados, duas bandeiras das centrais sindicais que voltaram à ordem do dia. Mas explicou que esse dois temas não deverão fazer parte da emenda, que será proposta tão logo o projeto de lei sobre o salário mínimo chegue ao Senado.&lt;br&gt;&lt;i&gt;&lt;br&gt;Com agências&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=147851&amp;amp;id_secao=1"&gt;Paim apresenta emenda que eleva valor do salário mínimo a R$ 560 - Portal Vermelho&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-710100009191492430?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/710100009191492430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=710100009191492430&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/710100009191492430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/710100009191492430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/02/paim-apresenta-emenda-que-eleva-valor.html' title='Paim apresenta emenda que eleva valor do salário mínimo a R$ 560'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-238349477854332683</id><published>2011-02-12T17:31:00.002-02:00</published><updated>2011-02-12T17:39:40.530-02:00</updated><title type='text'>Oriente Médio: nada será como antes</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;Por Emir Sader&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;Por duas fortes razões o Oriente Médio tornou-se um pilar da politica externa do império norteamericano: a necessidade estratégica do abastecimento de petróleo seguro e barato para os EUA, a Europa e o Japão, e a proteção a Israel – aliado fundamental dos EUA na região, cercado por países árabes. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="" style="text-align: left;"&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;img height="246" src="http://grabois.org.br/admin/fotos/imagem_8_4883.jpeg" style="margin-left: auto; margin-right: auto;" width="400" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt; Egípcios comemoram renúncia de Mubarak&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt; &lt;i&gt;Emilio Morenatti/AP&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por isso o surgimento do nacionalismo árabe tornou-se um dos fantasmas mais assustadores para os EUA no mundo. Por um lado, pela nacionalização do petróleo pelos governos nacionalistas, afetando diretamente os interesses das gigantes do petróleo – norteamericanas ou europeias –, pela ideologia nacionalista e antimperialista que propagam – de que o egípcio Gamal Abder Nasser foi o principal expoente - e pela reivindicação da questão palestina.&lt;br /&gt;A história contemporânea do Médio Oriente tem assim na guerra árabe-israelense de 1967 sua referência mais importante. A união dos governos árabes permitiu a retomada da reivindicação do direito ao Estado Palestino, que foi respondida por Israel com a invasão de novos territórios – inclusive do Egito -, com o apoio militar direto dos EUA. &lt;br /&gt;Novo conflito se deu em 1973, agora acompanhado da politica da OPEP de elevação dos preços do petróleo. A partir daquele momento ou o Ocidente buscava superar sua dependência do petróleo ou trataria de dividir o mundo árabe. Triunfou esta segunda possibilidade, com a guerra Iraque-Irã, incentivada e armada pelos EUA, que golpeou dois países com governos nacionalistas, que se neutralizaram mutuamente, em um enfrentamento sangrento. Como sub-produto da guerra, o Iraque se sentiu autorizado a invadir o Kuwait – com anuência tácita dos EUA -, o que foi tomado como pretexto para a invasão do Iraque e o assentamento definitivo de tropas norte-americanas no centro mesmo da região mais rica em petróleo no mundo. &lt;br /&gt;Os EUA conseguiram dividir o mundo árabe tendo, por um lado os regimes mais reacionários – encabeçados pelas monarquias, a começar pela Arabia Saudita, detentora da maior reserva de petróleo do mundo, e por outro governos moderados, como o Egito e a Jordânia. A maior conquista norteamericana foi a cooptação de Anuar el Sadar, o sucessor de Nasser, que supreendentemente normalizou relações com Israel – o primeiro regime da região a fazê-lo -, abrindo caminho para a criação de um bloco moderado, pró-norteamericano na região, que se caracteriza pela retomada de relações com Israel – portanto o reconhecimento do Estado de Israel – e praticamente o abandono da questão palestina. Passaram a atuar também dento da OPEP, como força moderadora, favorável aos interesses das potências ocidentais.&lt;br /&gt;O Egito, como país de maior população da região, com grande produção de petróleo e país daquele que havia sido o maior lider nacionalista de toda a região – Nasser – passou a ser o peão fundamental no plano politico dos EUA na região. Não por acaso o Egito tornou-se o segundo país em auxilio militar dos EUA no mundo, depois de Israel e à frente da Colômbia.&lt;br /&gt;Essa neutralização do mundo árabe, pela cooptação de governos e pela presença militar dos EUA no coração da região – atualizada com a invasão do Iraque – constituiu-se em elemento essencial da politica norteamericana no mundo e da garantia de abastecimento de petróleo para complementar a declinante produção dos EUA e todo o petróleo para abastecer a Europa e o Japão.&lt;br /&gt;É isso que está em jogo agora, depois da queda das ditaduras na Tunísia e no Egito. Impotente para agir de forma direta no plano militar, os EUA tentam articular transições que mudem a forma de dominação, mas mantenham sua essência. O Exército preferiu a renúncia de Mubarak, porque se deu conta que sua presença unia a oposição. Tem esperança que, sem ele, possa cooptar setores opositores para uma coalização moderada – com El Baradei, a Irmandade Muçulmana, com o apoio dos EUA e da Europa – que possa fazer reformas constitucionais, mas controlar o processo sucessório nas eleições de setembro, conseguindo desmobilizar o movimento popular antes que este consigar forjar novas lideranças.&lt;br /&gt;Indepentemente de que possa se estender a outros países da região – de que a Argélia, a Jordânia, o Marrocos, a Arabia Saudita, são candidatos fortes – a queda das ditaduras na Tunisia e no Egito demonstra que os EUA já não poderão manter o esquema de poder montado há mais de três décadas. O menos que se pode esperar é a instabilidade politica na região, até que outras coalizões de poder possam se organizar, cujo caráter dará a tônica do novo período em que entra o Orienta Médio.&lt;br /&gt;Fonte: Carta Maior&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://grabois.org.br/portal/noticia.php?id_sessao=8&amp;amp;id_noticia=4883"&gt;Fundação Maurício Grabois :: Oriente Médio: nada será como antes (Artigos)&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-238349477854332683?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/238349477854332683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=238349477854332683&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/238349477854332683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/238349477854332683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/02/fundacao-mauricio-grabois-oriente-medio.html' title='Oriente Médio: nada será como antes'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-1966509428522723648</id><published>2011-02-09T19:02:00.007-02:00</published><updated>2011-02-25T00:34:59.724-03:00</updated><title type='text'>Sarney, nosso Mubarak?</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TVL9JT4nToI/AAAAAAAAANg/1fbp7pm0-2s/s1600/xo+Sarney.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TVL9JT4nToI/AAAAAAAAANg/1fbp7pm0-2s/s200/xo+Sarney.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;É com muito pesar que posto neste blog tal assunto, pois é algo indigno.&amp;nbsp; O  &lt;a href="http://www.jornalpequeno.com.br/2011/2/8/rubens-pereira-junior-faz-cobrancas-a-fapema-145536.htm"&gt;Deputado Roberto Costa (PMDB)&lt;/a&gt; vem agora dizer que vai atuar em defesa da  ciência e tecnologia distribuindo recursos voltados ao amparo a  pesquisa a bajuladores e serviçais do esquema Sarney, é brincadeira, o  antecendentes o condenam. É um escândalo nacional, até o PIG se  horrorizou. &lt;br /&gt;Na época da eleição, eu até escrevi no meu blog um pequeno texto  intitulado em "&lt;a href="http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2010/10/no-maranhao-ao-longo-de-sua-historia-um.html"&gt;Um projeto para o Maranhão com Flávio Dino&lt;/a&gt;" em que falo  de interface do desenvolvimento tecnológico e setor produtivo articulado  as potencialidades do estado no bojo de um verdadeiro projeto de  desenvolvimento para o Maranhão, dialoguei até com Tribuzi nesta ideia.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TVL9NZmfooI/AAAAAAAAANk/bHPEWBnUEWI/s1600/mubarak.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TVL9NZmfooI/AAAAAAAAANk/bHPEWBnUEWI/s320/mubarak.jpg" width="233" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;Bom, o que isso tem haver esse post do &lt;a href="http://pneuma-apeiron.blogspot.com/2011/02/roberto-costa-para-o-premio-fapema.html"&gt;blog do Cristiano Capovila&lt;/a&gt;? Tudo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;A &lt;a href="http://blogdoedwilson.blogspot.com/2011/02/cpi-da-fapema.html"&gt;concepção de ciência desta turma&lt;/a&gt; é contra o aparecimento de qualquer iniciativa de promoção desenvolvimento pesquisa e ciência no seu sentido estrito e, sim, a ciência do compadrio, da mitigação do desenvolvimento, da carniça as hienas e do esgoto fétido que emerge das entranhas da oligarquia e envergonha aqueles que sofrem por terem conciência e civismo republicano do acinte que vilipendia o Maranhão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;O Sarney deveria ter vergonha, é um homem velho, no bom sentido da maturidade e da longevidade de um homem, mas padece de uma ataraxia (ausência de dor, sofrimento etc) histórica sem tamanho, pois condena o futuro do Maranhão e dos mais seis milhões de maranhense ao subdesenvolvimento enquanto a economia do Brasil projeta chegar a quinta do mundo, vergonhoso!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;A &lt;a href="http://comcontinuacao.blogspot.com/2011/02/rubens-marcelo-e-bira-convocam.html"&gt;política dos Sarneys&lt;/a&gt; não é a revolução burguesa como analisada por Florestan Fernandes, ela termina em si mesma, ela não conduz a uma modernização produtiva da exploração capitalista que criou a parque industrial paulista, por exemplo, é a burguesia que consegue ser pior, é um cenário nefando que impede as forças produtivas, sobretudo as intelectuais, de conseguir a expandir e contribuir com o desenvolvimento do estado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;É um grupo que não consegue entender que a produção de ciência é um dos elementos primordiais da modernização, a ignobidade dos Sarneys nesse campo é imensa. Eles conseguem fazer mais, baixar ao último nível do desmando, se é que eles não conseguem ir mais além.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;Os bajuladores, lacaios acéfalos e papagaios de piratas que reproduzem o discurso oficial do grupo em&amp;nbsp; seus blogs sujos e os dos meios de comunicação a serviço do poder local, estes, são os comensais dos restos das vísceras já exposta pelo câncer em metástase que levará o estado a algum processo terminal.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O Sarney é o nosso Hosni Mubarak.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-1966509428522723648?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/1966509428522723648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=1966509428522723648&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/1966509428522723648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/1966509428522723648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/02/sarney-nosso-mubarak.html' title='Sarney, nosso Mubarak?'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TVL9JT4nToI/AAAAAAAAANg/1fbp7pm0-2s/s72-c/xo+Sarney.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-5615241832402337517</id><published>2011-02-06T16:22:00.002-02:00</published><updated>2011-02-06T16:32:40.736-02:00</updated><title type='text'>Uri Avnery: Um “evento geológico” no Oriente Médio</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Um “evento geológico” no Oriente Médio: uma villa na selva?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;por &lt;b&gt;Uri Avnery&lt;/b&gt;,&lt;b&gt; &lt;a href="http://zope.gush-shalom.org/home/en/channels/avnery/1296857067/"&gt;Gush Shalom &lt;/a&gt;[&lt;/b&gt;Bloco da Paz], Israel&lt;br /&gt;&lt;b&gt;T&lt;/b&gt;&lt;b&gt;raduzido pelo Coletivo Vila Vudu&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estamos passando por evento geológico. Terremoto de vastíssimas dimensões está mudando a paisagem do&lt;a href="http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/02/terra-treme-no-oriente-medio.html"&gt; Oriente Médio&lt;/a&gt;. Montanhas convertem-se em vales, ilhas emergem do mar, vulcões cobrem de lava a terra. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As pessoas temem mudanças. Quando acontecem, tendem a negar, ignorar, fingir que nada de importante estaria acontecendo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_ltmWQ9MMRs0/TU7m645n-MI/AAAAAAAAANU/hjIhwJO7l10/s1600-h/image_thumb%5B11%5D%5B5%5D.png"&gt;&lt;img alt="image_thumb[11]" border="0" height="266" src="http://lh5.ggpht.com/_ltmWQ9MMRs0/TU7m8KumILI/AAAAAAAAANY/GRVkRB03mCY/image_thumb%5B11%5D_thumb%5B3%5D.png?imgmax=800" style="background-image: none; border: 0px none; display: inline; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" title="image_thumb[11]" width="404" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os israelenses não fogem a essa regra. Enquanto no vizinho Egito têm lugar eventos que mudam a face da terra, Israel está absorvida num escândalo no alto comando do Exército. O ministro da Defesa detesta o atual comandante do estado-maior e não faz segredo. O novo chefe presuntivo foi denunciado como mentiroso e a nomeação foi cancelada. É o que se vê nas manchetes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas o que está acontecendo no Egito mudará a vida de todos em Israel. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como sempre, ninguém anteviu coisa alguma. O tão incensado e temido Mossad foi colhido de surpresa, como também a CIA e todos os demais serviços secretos do gênero. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois qualquer um poderia prever que aconteceria o que aconteceu – exceto talvez a incrível força da irrupção. Nos últimos poucos anos, temos dito várias vezes nessa coluna, que em todo o mundo árabe multidões de jovens estão chegando à idade adulta tomados por profundo desprezo por seus líderes, e que, mais cedo ou mais tarde, esse desprezo geraria um levante. Não são profecias, mas simples análise atenta das probabilidades. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O torvelinho no Egito foi causado por fatores econômicos: a carestia, a miséria, o desemprego, a nenhuma esperança entre os jovens saídos das universidades. Mas que ninguém se engane: há causas muito mais profundas, que se podem resumir numa palavra: a Palestina. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na &lt;a href="http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/02/segunda-revolta-arabe-vencedores-e.html"&gt;cultura árabe&lt;/a&gt;, nada é mais importante que a honra. As pessoas sabem sobreviver à miséria, mas não admitem ser humilhadas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E o que todos os jovens árabes viam, do Marrocos a Omã, todos os dias, é sempre os seus respectivos líderes políticos deixando-se humilhar, se auto-humilhando, traindo os irmãos palestinos para obter algum favor a mais, um pouco mais de dinheiro, dos EUA; colaborando com a ocupação israelense, curvando-se aos novos colonizadores. É humilhação profunda para os jovens árabes criados à luz das conquistas da cultura árabe em tempos passados e das glórias dos antigos califas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em nenhum outro ponto do Oriente Médio essa desonra era mais visível que no Egito, que declaradamente colaborava com os governos israelenses, impondo o escandaloso bloqueio contra a Faixa de Gaza, que condenava 1,5 milhões de árabes à fome e à miséria. Jamais foi bloqueio só israelense. Não haveria bloqueio sem a colaboração do Egito. Sempre foi bloqueio israelense-egípcio, lubrificado anualmente por 1,5 bilhão de dólares dos EUA. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já pensei várias vezes – e várias vezes disse e escrevi – sobre como me sentiria se tivesse 15 anos e vivesse em Alexandria, Amã ou Aleppo, vendo os políticos agir como servos abjetos dos EUA e de Israel, ao mesmo tempo em que oprimem e torturam os próprios cidadãos. Aos 15 anos, eu próprio alistei-me numa organização terrorista. Por que qualquer jovem árabe faria diferente? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É possível tolerar-se um ditador, se ele manifesta a dignidade nacional. Mas ditador que manifeste a vergonha nacional é como árvore sem raízes – qualquer vento mais forte a derruba. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para mim, a única dúvida sempre foi em que ponto o mundo árabe começaria a agitar-se. O Egito – e a Tunísia – não era o primeiro da minha lista. E, contudo, aí está: a grande revolução árabe acontecendo no Egito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;São perfeitas maravilhas. Se a Tunísia foi pequena maravilha, a revolução dos egípcios é maravilha gigante. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sempre amei os egípcios. Claro que não se pode amar igualmente 88 milhões de indivíduos, mas pode-se, sim, gostar mais de um povo que de outro. Alguma generalização se permite. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os egípcios que se veem nas ruas, com quem se fala na casa de intelectuais e nas vielas mais pobres dentre as mais pobres sempre me pareceram inacreditavelmente tolerantes. São dotados de senso de humor que ninguém consegue esconder. E orgulham-se imensamente dos seus 8.000 anos de história. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Do ponto de vista de um israelense, já habituado à agressividade dos israelenses, a quase total ausência de agressividade dos egípcios é sempre surpreendente. Lembro claramente de uma cena: estava num táxi no Cairo, que bateu noutro táxi, no trânsito. Os dois motoristas saltaram dos respectivos veículos e puseram a gritar ameaças, as mais terríveis, um contra o outro. De repente, pararam e puseram-se a rir, às gargalhadas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um ocidental que chegue ao Egito, ou ama ou odeia. No instante em que se põe os pés no Egito, o tempo já não é o tirano que o Ocidente conhece. Tudo deixa de ser tão urgente, tudo é mais lento, mas, como que por milagre, tudo sempre toma jeito. A paciência dos egípcios parece sem limites. É traço que pode iludir ditadores, porque paciência é coisa que, de repente, acaba. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É como uma represa, num rio. A água sobe sem que ninguém veja, silenciosamente, imperceptivelmente – mas se ultrapassa o limite crítico, e a represa não a contém, a água explode e varre tudo o que encontrar pela frente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meu primeiro encontro com o Egito foi embriagador. Depois da surpreendente visita de Anwar Sadat a Jerusalém, viajei imediatamente para o Cairo. Não tinha visto. Jamais esquecerei o momento em que apresentei meu passaporte israelense ao funcionário do aeroporto. Ele folheou e folheou o passaporte, cada vez mais intrigado – e de repente levantou a cabeça e abriu um sorriso. Disse “&lt;i&gt;marhaba&lt;/i&gt;”, bem vindo. Naquele momento éramos só três israelenses naquela enorme cidade, e fomos tratados como reis, como se, a qualquer momento, alguém nos fosse levantar sobre os ombros, em triunfo. A paz estava no ar, e as multidões egípcias riam de prazer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas apenas poucos meses depois, tudo mudou profundamente. Sadat esperava – creio que sinceramente – que a paz implicaria libertação também para os palestinos. Sob intensa pressão de Menachem Begin e Jimmy Carter, aceitou uma declaração em termos vagos sobre os palestinos. Rapidamente Sadat percebeu que Begin nem sonhava cumprir o que prometera. Para Begin, o acordo de paz com o Egito só lhe interessava com paz em separado, que lhe permitiria concentrar-se na guerra contra os Palestinos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os egípcios – começando pela elite cultural e chegando às massas – jamais perdoaram essa traição dos israelenses. Sentiram-se enganados. Amem ou não amem os palestinos – nada é mais vergonhoso na tradição árabe que trair parente pobre. Ver Hosni Mubarak colaborar nessa traição levou muitos egípcios a desprezá-lo. Esse desprezo existe em cada movimento do que se viu acontecer semana passada. Conscientemente e inconscientemente, os milhões que gritam “Mubarak fora!” ecoam esse desprezo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em todas as revoluções há um “momento Yeltsin”. As colunas de tanques foram mandadas para a capital para reafirmar a ditadura. No momento crítico, as massas enfrentam os soldados. Se os soldados recusam-se a atirar, o jogo terminou. Yeltsin subiu num dos tanques, ElBaradei falou às massas na Praça Tahrir. É o momento em que qualquer ditador prudente parte, como fez o Xá e, agora, também o chefete tunisiano. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois, há o “momento Berlim”, quando o regime desaba e ninguém, no poder, sabe o que fazer, e só as massas anônimas parecem ver com clareza o que querem: em Berlim, queriam derrubar o Muro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E vem o “momento Ceausescu”. O ditador vai ao balcão e fala à multidão, e, das ruas, sobe um coro de “Abaixo o tirano!”. Por um instante, o ditador fica sem ter o que dizer, movendo os lábios sem que ninguém o ouça. Depois, desaparece. De certo modo, já aconteceu a Mubarak, que fez discurso ridículo, tentando conter a maré. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se Mubarak perdeu o contato com a realidade, o mesmo se pode dizer de Binyamin Netanyahu. Ele e seus colegas parecem incapazes de ver o significado terrível desses eventos, para Israel. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando o Egito se move, o mundo árabe move-se com ele. O que quer que aconteça no futuro imediato no Egito – democracia ou ditadura militar – é questão de (pouco) tempo antes do fim das ditaduras em todo o mundo árabe, e as massas modelarão uma nova realidade, sem generais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo que os governos de Israel fizeram nos últimos 44 anos de ocupação ou 63 anos de existência vai ficando obsoleto. Estamos diante de realidade nova. Israel pode ignorá-la – insistir que Israel ainda seria “uma &lt;i&gt;villa&lt;/i&gt; na selva”, na famosa fórmula de Ehud Barak – ou poderá descobrir o lugar que adequado que caiba a Israel na nova realidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A paz com os palestinos deixou de ser artigo de luxo. Hoje, é absoluta necessidade. Paz agora, paz rápida, paz já. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Paz com os palestinos e, depois, paz com as massas democratizantes em todo &lt;a href="http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/02/tunisia-egito-marrocos-essas-ditaduras.html"&gt;o mundo árabe, &lt;/a&gt;paz com as forças islâmicas racionais (como o Hamás e a Fraternidade Muçulmana, absolutamente diferentes da al-Qaeda), paz com as novas lideranças políticas que brotarão no Egito e por toda parte.&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;Reproduzido de: &lt;a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/uri-avnery-uma-villa-na-selva.html"&gt;Viomundo - O que você não vê na mídia&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-5615241832402337517?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/5615241832402337517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=5615241832402337517&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/5615241832402337517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/5615241832402337517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/02/uri-avnery-um-evento-geologico-no.html' title='Uri Avnery: Um “evento geológico” no Oriente Médio'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_ltmWQ9MMRs0/TU7m8KumILI/AAAAAAAAANY/GRVkRB03mCY/s72-c/image_thumb%5B11%5D_thumb%5B3%5D.png?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-9184589565066359357</id><published>2011-02-05T00:09:00.003-02:00</published><updated>2011-02-05T15:11:51.968-02:00</updated><title type='text'>A terra treme no Oriente Médio</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Afastado alguns meses por outros compromissos das colunas semanais do Portal Vermelho, retorno agora ao objeto de meus estudos e pesquisa há quase trinta anos – o Oriente Médio árabe – a convite desta vez do portal da Fundação Maurício Grabois na condição de colaborador. E retorno em um momento especial: a terra treme em todo o Oriente Médio em termos políticos. Dias de Fúria&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;*Por Lejeune Mirhan&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TUyvB9j7m5I/AAAAAAAAANQ/05976X72DDQ/s1600/Egito.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="216" src="http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TUyvB9j7m5I/AAAAAAAAANQ/05976X72DDQ/s320/Egito.bmp" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em termos de história, na maior parte do tempo, sejam em atitudes pessoais, atos coletivos e mesmo descobertas e invenções, nem sempre aquilatamos as dimensões que essas atitudes e descobertas podem ter na história da humanidade e no futuro imediato ou de médio e longo prazo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois arrisco um palpite que o caso do jovem de 26 anos Mohammed Boazizi, vendedor de frutas ambulante, mas com formação universitária, é um desses casos. Inconformado com o fato da polícia ter tomado seu carrinho, seu ganha pão, decidiu imolar-se em frente ao palácio presidencial onde governava desde 1988, por longos 23 anos Zine Abdine Ben Ali. A partir desse momento, até a queda do ditador em 16 de janeiro, transcorreram 27 dias de grandes manifestações. A polícia atacou com fúria a multidão diariamente, que, de peito aberto, a enfrentou. O ditador – chamado durante todos esses anos de “presidente” por ser amigo de Washington – fugiu em debelada com sua família e, dizem, com mais de cem malas carregadas de ouro e dólares.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em vários outros países ocorreram imolações nas capitais árabes. Essa forma de manifestação não é novidade no movimento popular. Foi muito usada pelos monges budistas na década de 1960, contra os EUA na Guerra do Vietnã. Na Guerra dos Bálcãs na década de 1990, em especial na Albânia esses episódios também ocorreram. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Toda a região do Oriente Médio, nos 22 países árabes (incluindo a palestina que ainda não tem seu Estado nacional), possui governos longevos. Ou são monarquias absolutistas ou são ditaduras disfarçadas de democracias, onde a cada cinco ou seis anos, fazem-se “eleições” farsescas, fraudulentas para tentar legitimar ditadores amigos dos Estados Unidos, para garantir ao império norte-americano a defesa de seus interesses nessa estratégica região, em especial a garantia do fluxo de petróleo para a América, a passagem dos seus navios petroleiros e cargueiros pelo Canal de Suez, garantir, fundamentalmente, a existência do estado racista e sionista judaico de Israel, algoz do povo palestino.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, há uma diferença imensa de alguns protestos e mesmo a derrubada de um ditador na Tunísia, protestos na Jordânia contra o Rei Abdulláh 2º, no Iêmen do ditador Ali Abdulláh Saleh no poder há 32 anos ou até contra o rei Abdulláh Bin Abdel Aziz, da família saudita que governa a Arábia Saudita há séculos (até o nome do país vem do ancestral Ibn Saud) e o que esta agora acontecendo no Egito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Egito, cujos protestos iniciaram-se desde a queda do ditador tunisiano, as coisas são completamente diferentes. É o maior país árabe, com 80 milhões de habitantes e aliado estratégico tanto dos Estados Unidos como de Israel, pois se coloca como inimigo dos árabes e dos palestinos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pretendia dar um panorama geral de todos os outros países árabes neste momento, com suas encruzilhadas históricas, em especial o Líbano, a Palestina e o Iraque. No entanto, ainda que os problemas desses países que mencionei se insiram no contexto geral de que comentarei sobre o Egito em particular, esta análise ficará por demais longa se tratasse de todos. Ficarão para as próximas colaborações que enviarei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Egito, um país estratégico&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Egito é um dos países árabes mais milenares, ao lado da Síria. É claro que é justo falar de uma época dos faraós e suas dinastias e outra do momento no século VII quando foi ocupada pelos muçulmanos do Império Árabe. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O marco fundamental do Egito ocorre com a revolução de 1952 que derruba o rei Farouk e instaura a República, foi uma iniciativa dos jovens oficiais livres, liderados pelo coronel Gamal Abdel Nasser. Um presidente interino foi colocado no poder, o general Mohammad Naguib, que durou até 1954. Dessa data em Dante, esse país, que diz fazer eleições regulares para presidente, teve apenas e tão somente três presidentes. O primeiro deles, Nasser, o maior e mais querido líder árabe da história, governou de 1954 até 1970 quando morreu. Anuar El Sadat assume e é assassinado em 1981 e de lá para cá, Hosni Mubarak, o ditador de plantão foi “eleito” e reeleito nada menos que seis vezes, muitas vezes com votações que atingiam quase cem por cento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre foi amigo dos Estados Unidos. Governou com a mão de ferro esses trinta anos e nem sequer teve a pretensão e nem precisou indicar um vice-presidente. Era vice de Sadat desde 1975, como chefe da Força Aérea. Após a assinatura dos acordos de paz com Israel em 1979, sob os auspícios da administração Carter após as conversações de Camp David em 1978, Mubarak vai ganhando destaque até que, com o assassinato de Sadat por extremistas islâmicos que o consideraram traidor, assume definitivamente a presidência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Egito sob o seu governo viveu trinta anos de corrupção e repressão do povo, dos sindicatos e dos partidos de esquerda e progressistas. Reprimiu, em nome de uma suposta laicidade, a organização Irmandade (ou Fraternidade, dependendo da tradução) Muçulmana, fundada por Hasan Al Banna, em 1928, sob a inspiração de Sayyid Qutb (falaremos dela posteriormente).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Egito é o país do OM que mais recebe ajuda direta do tesouro americano, autorizado pelo Congresso dos Estados Unidos. Isso significa em torno de dois bilhões de dólares ao ano nos últimos trinta anos pelo menos. Israel recebe o dobro, ainda que tenha um décimo da população egípcia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é a primeira vez que as massas egípcias vão ás ruas e mesmo com as atuais dimensões (a manifestação do último dia 1º de fevereiro, terça-feira, atingiu dois milhões de pessoas, apesar da imprensa ocidental e brasileira falar em “alguns milhares”...). O povo já havia protestado contra a ocupação turca e depois britânica nos idos dos últimos anos da década de 1910 no século passado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, as características atuais são completamente distintas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O momento delicado que vive o Egito&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quero a seguir, com base na literatura internacional a que tivemos acesso, tecer diversas considerações sobre a realidade desse histórico e estratégico país, sob diversos aspectos, citando, sempre que possível, a fonte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1. A economia do país – o Egito vive um modelo econômico de absoluta inspiração neoliberal. Privatizou praticamente metade das suas antigas 300 empresas estatais, em especial as estratégicas. É o chamado capitalismo financeiro, que engordou as contas das famílias e grupos rentistas do país em detrimento da pauperização das amplas massas árabes. Como diz Pepe Escobar em seu blog, é como se o vírus latino-americano contra o neoliberalismo tivesse contaminado o Egito e todo o OM. O desemprego é elevadíssimo e a renda per capita não cresce há anos. O FMI dizia para todo o mundo que o Egito era um “modelo de economia a ser seguido” (corte de gastos, juros altos, sem controle de câmbio, arrocho salarial... aliás, muito parecido com as primeiras medidas do governo brasileiro). Esse é o contexto econômico em que ocorreram as manifestações na Praça Tahrir (Praça da Liberdade);&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2. A Questão política – o Egito e qualquer outro país árabe nunca foi exemplo de democracia. Não pelo menos nos moldes do que estamos acostumados no Ocidente e no Brasil desde a redemocratização em 1985. Não há liberdade de imprensa, nem liberdade partidária. No parlamento, o único partido consentido, a Irmandade Muçulmana, elegeu nas eleições parlamentares de 2005, 88 deputados de um total de 454 cadeiras (19,38%). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A parceria estratégica que o Egito mantém com os EUA tem diversos objetivos. O maior deles é o controle do Canal de Suez, por onde passam boa parte dos petroleiros e navios transoceânicos de luxo de todo o mundo. Boa parte da economia mundial depende dessa passagem que liga o Mar Vermelho ao Mediterrâneo. O Canal era explorado pela Inglaterra, mas foi nacionalizado por Nasser em 1956, na mais firme e heroica atitude tomada por um dirigente árabe em toda a história. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, a mais estratégica passagem entre o Egito e a Faixa de Gaza, a cidade de Rafah, esta sob total controle do governo Mubarak. Para asfixiar Gaza e os palestinos, Mubarak mantém com mão de ferro o total controle dessa fronteira, fazendo o jogo de Israel, que lhe pede repressão maior a cada dia. O exército americano esta inclusive construindo uma muralha de aço para separar a fronteira egípcia e palestina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em recente declaração do vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Bidden, este confessou em público o que todos sabem: afirmou com todas as letras que Mubarak não pode ser chamado de ditador. Que seria ele então? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O exemplo tunisiano e algumas imolações ocorridas também no Cairo foi a gota d’água para as manifestações. A imprensa insiste em vincular isso com a questão islâmica, mas isso é um equívoco. O levante é popular e não islâmico. Isso esta claro. São cidadãos egípcios que saem às ruas para pedir um basta à ditadura Mubarak, que até outro dia era chamado de “presidente” por essa mídia internacional e a brasileira, hipócrita como sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que vimos na imprensa ser chamada de Revolução Egípcia, pode sim ter características de revolução, a depender de quem a dirija e dos rumos que ela possa tomar de ora em diante. Não há como negar que os Estados Unidos lutam com todas as suas forças e armas, para ter o controle de um processo de transição que não faça com que o aliado histórico se afaste de sua órbita de influência (mais abaixo comentarei sobre Israel ainda). O próprio Lênin dava as características de uma situação que pode ser revolucionária, quando ele dizia que “os de cima não mais conseguem governar como antes e os de baixo já não aceitam mais ser governados como antes”. É o caso do Egito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda assim, a chamada revolução egípcia ainda não da sinais de que tem seu caráter antiamericano, anti-EUA. É sim, de forma clara, uma revolução anti um regime apoiado abertamente pelos Estados Unidos, mas isso é diferente. Sigo de acordo com a opinião da imensa maioria dos analistas internacionais a que pude ler seus despachos, qual seja, de que qualquer regime que suceda Mubarak, é muito pequena a probabilidade de que seja serviçal e dócil com os Estados Unidos. Nesse sentido e por si só, isso já representa uma derrota para o império norte-americano e sinalizam problemas para Obama, mais dos que ele os têm, tanto no front interno e externo. É como se Washington tentasse a todo custo, sequestrar a revolução egípcia, realizando uma transição pacífica e de colaboração que preserve o futuro de Mubarak e seus aliados e os interesses norte-americano e israelenses. E que o modelo neoliberal seja preservado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui, registro algumas observações:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;• Não há uma animosidade contra os Estados Unidos; sintonizo o tempo todo ao vivo a TV Al Jazeera (veja o link &lt;a href="http://english.aljazeera.net/watch_now/"&gt;http://english.aljazeera.net/watch_now/&lt;/a&gt;) e não vi uma bandeira norte-americana sendo queimada; tampouco vejo animosidade contra os estrangeiros em geral; os cartazes não me parecem ser antiamericanos;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;• Como diz Fisk, os egípcios deram gargalhadas quando viram Barak Obama na TV “conclamar” que Mubarak “abrace a democracia”, depois desse ter servido fielmente com sua ditadura aos interesses estadunidenses;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;• Soa profundamente hipócrita, segundo Borón, que tanto Obama como sua secretária Hilary Clinton, apelando para que um regime corrupto e repressivo como poucos no mundo inteiro, trilhe agora um caminho de reformas democráticas, econômicas e sociais;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;• O movimento popular não mirou em nenhum momento, como seus alvos estratégicos, como diz Chossudóvsky, que poderiam ser simplesmente a embaixada norte-americana no Cairo, os escritórios nacionais do FMI e do Banco Mundial, e mesmo as bases americanas no Egito;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;• Vive-se, na visão de Pepe Escobar, uma espécie de Intifada egípcia, nos moldes das duas que ocorreram na palestina, em 1987 e 2000; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3. Os que protestam – como dissemos, a oposição vivia momentos de quase total desmobilização; milhares de seus líderes encontram-se ainda encarcerados e muitos foram cooptados pelo próprio regime. A juventude toma, como sempre, a dianteira. No entanto, os repórteres que acompanham de perto as manifestações na Praça da Liberdade, registram que são, além de estudantes e desempregados em geral, operários, a classe média, advogados e juízes, médicos, professores, doutores da mais antiga universidade do mundo, a Al Azhar, camponeses, teólogos, jornalistas e tantas outras profissões. Quanto à sua religiosidade, temos muçulmanos em sua maioria, mas cristãos cooptas. Mas, em momento algum se viu um caráter religioso das manifestações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Formam-se neste momento por todo o país, os chamados comitês populares. O Partido Comunista Egípcio emitiu nota contundente condenando toda a repressão, conclamando o “Fora Mubarak” e a formação de um governo de unidade nacional. O povo nas ruas grita que “exército e povo são aliados”. O slogan que mais se escuta nas manifestações é “não a outro mandato; não á uma república hereditária”, em uma alusão a possibilidade de Mubarak indicar seu filho, Gamal, para assumir o poder em setembro (em árabe La lil-tamdid; La lil-tawrith). Nas paredes pichadas, como que lembrando Maio de 1968, lê-se “Queremos derrubar o sistema”. Cidadãos comuns, unidos, carregam a bandeira egípcia com orgulho. Quiçá isso retorne e desemboque na volta do nacionalismo e o pan-arabismo das décadas de 1950 e 1960 do século passado. Ouve-se ainda “Mubarak, vá-se para sempre! Mubarak, mostre alguma dignidade! (em árabe isso até rima).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4. A oposição – como tem dito a grande imprensa, parece que a revolução egípcia não tem rosto, não têm líderes, os partidos quase não aparecem. Quero comentar aqui alguns deles:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;• Associação Nacional pela Mudança – é liderada pelo ex-presidente da Agência Internacional de Energia Atômica, Mohammed El Baradei, Prêmio Nobel da Paz. Baradei, um técnico de prestígio internacional e de carreira na ONU, passou quase 15 anos fora do país. Ninguém atinge um posto desse sem ter sido de confiança quase que absoluta dos EUA. No entanto, nos últimos dois anos de seu segundo mandato à frente da AIEA, Baradei desalinhou dos EUA quanto ao programa nuclear do Irã. Cumpriu um papel positivo, no sentido de afirmar ao mundo que os técnicos da agência não atestavam o programa iraniano com objetivos de fabricar a bomba. É claro, ele é um político moderado, independente. Mas, já esta tentando se cacifar pelo menos neste momento de transição e recebeu autorização de cinco partidos para tentar formar um gabinete de transição; pode emplacar ou não;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;• Partido Al Ghad – de linha republicana, liderado por Ayman Nour, que disputou com Mubarak a presidência em 2005, sendo esmagado pela fraude eleitoral; de linha centrista;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;• Partido Wafd – sob a liderança de Al Sayed Al Badawi, de linha liberal e moderada;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;• Movimento “6 de Abril” – uma organização juvenil, de centro-esquerda;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;• Kefaya – movimento laico, integrado por sindicalistas e intelectuais de classe média;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;• Irmandade Muçulmana – disputam apenas o parlamento e nunca passam de 20% dos votos. Seu atual líder é Mohammad Badias. A Irmandade tem estado discreta nas manifestações, mas sabemos que participa ativamente. O Ocidente quer mostrar que é um pavor a tomada do poder pelos muçulmanos, mas isso apenas como forma de jogar terrorismo e preconceito na cabeça das pessoas. Ate porque esse agrupamento não propõe – assim como o Hamas na Palestina e o Hezbolláh no Líbano, nunca propuseram um estado islâmico (o Hamas na sua fundação propunha, mas mudou de posição). Essa Irmandade egípcia, que inspirou todas as outras nos países árabes, é na verdade uma organização moderada na política. Não falam em ruptura com o modelo capitalista e defendem a propriedade privada. É conservadora também do ponto de vista da moral e dos costumes. Presta mais serviços sociais de apoio à população pobre com baixa atuação na classe média de alta escolaridade e com intelectuais;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;• Partido Comunista Egípcio – fundado em 1922, fará, tal qual o PCdoB, 89 anos. Atua na mais absoluta clandestinidade, tem influência em setores sindicais e estudantis. Possui muitos de seus quadros dirigentes encarcerados, mas atua na linha de frente das amplas manifestações deste janeiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelo fato da Irmandade ser o agrupamento mais importante na política egípcia, vale a pena saber quais seriam as suas propostas neste momento. Defendem a nomeação de um 1º Ministro interino e que uma comissão de juízes faça uma imediata revisão da constituição e que eleições livres e gerais sejam convocadas para o parlamento e para a presidência. Poderia aceitar o moderado do Baradei na linha de frente desse governo provisório de união nacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mubarak ainda não deu sinais, apesar da pressão popular, da opinião pública e mesmo das pressões norte-americana para uma transição mais abreviada, ainda que controlada, de que vai deixar o poder. Para isso nomeou um vice-presidente. Não poderia ter sido pior, pois indicou um tenente-coronel do exército, vinculado ao setor de espionagem e informações, um homem avesso à democracia e ao processo de transição, conhecido torturador. Parece-nos que isso seria uma decisão parecida com a que tomou o Xá do Irã, Reza Pahlevi em 1978, um ano antes de sua queda e fuga para o mesmo Egito atual, quando indicou um 1º Ministro chamado Shapour Baktiar. Mas, tal manobra não surtiu efeito, pois a partir de março de 1979, uma insurreição popular, dirigida pelos setores mais progressista da sociedade iraniana, derrubou o governo despótico do Xá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;5. A cobertura da mídia – a mídia procurou esconder as manifestações iniciadas em Túnis, capital da Tunísia. De um modo geral, tanto no Brasil, como no mundo, o Oriente Médio é deturpado e mesmo desconhecido. Reforça-se um imenso preconceito contra esse povo e sua religião majoritária, o Islamismo. Estereótipos são reforçados, mostrando-se os muçulmanos como radicais e mesmo terroristas. A ombudsman da Folha, Susana Singer, em sua coluna de domingo, 30 de janeiro, criticou a cobertura do próprio jornal, dizendo que demorou para enviar correspondentes e nunca explicou bem aos seus leitores o significado daquela região do mundo. E agora, recebendo material e despachos das grandes agências, procura ficar na superficialidade e não mostra a questão central, política e ideológica. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os jornalões brasileiros em particular, só despertaram para enviar correspondentes depois de quase um mês de manifestações e da queda do ditador tunisiano. Descobriram depois de 23 anos na Tunísia e 30 no Egito que ambos os países eram uma ditadura. Chamaram, até uma semana atrás, os respectivos ditadores Ben Ali e Mubarak de “presidente” (sic). E, mesmo quando enviaram correspondentes para a região, estes passaram a cobrir mais os que eles chamaram de atos de vandalismos e saques, desconsiderando o conteúdo político e mesmo revolucionário das manifestações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa mesma imprensa, como diz Fisk, omite que tais saques e vandalismos são feitos por agentes e milicianos ligados ao governo Mubarak, chamados de battagi que em árabe quer dizer literalmente de “bandidos”. São, em sua maioria, ex-policiais, viciados em drogas. Como diz o competente jornalista Antônio Luiz Costa de Carta Capital, “a mídia Ocidental cobre os protestos do Cairo com muito menos entusiasmo do que os ocorridos em Teerã em 2009; protestos só interessam quando são pró-ocidentais e a democracia só convém quando a preferência dos eleitores coincide com os de Washington”. Uma conclusão correta e clara.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;6. Ditadores e Legitimidade – ninguém gosta de ditadores. Mas, como disse em longa entrevista que concedi à Rádio CBN de notícias no último dia 30 de janeiro domingo&amp;nbsp; não se trata de escolher um ditador melhor que o outro.&lt;a href="http://cbn.globoradio.globo.com/programas/revista-cbn/2011/01/30/MONARQUIAS-PRO-AMERICANAS-PODEM-SER-AFETADAS-POR-CRISE-NO-EGITO.htm"&gt; Ouça a entrevista aqui.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Todos sabem que Saddam Hussein, quando era amigo dos EUA, e bombardeou o Irã em uma guerra absurda em que morreram um milhão de pessoas de ambos os lados, era chamado pela imprensa norte-americana de “presidente” Saddam. Depois que passou a atacar os EUA, passou a ser “ditador” Saddam. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A legitimidade de um governo não provém e nem emana sempre das eleições ditas democráticas nos moldes que conhecemos no Ocidente. A prova disso é que a democracia norte-americana é uma farsa. Praticamente só dois partidos concorrem e só tem chance quem tem bilhões de dólares para pagar a propaganda nas mídias. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gamal Abdel Nasser praticamente nunca foi eleito nos 16 anos que esteve á frente do governo do Egito. No entanto, era adorado pelos egípcios. As tarefas que ele executou, o conteúdo e o caráter de classe do Estado e do governo egípcios eram claramente antiimperialistas. Sua morte em 1970 levou um milhão de egípcios às ruas em seu funeral e outros milhões em todas as capitais árabes. Ele nunca foi chamado de ditador pela esquerda e pelo imprensa árabe. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como diz Juan Cole em seu blog, o “estado nasserista com todos os seus problemas, teve legitimidade porque era visto como um estado para a grande massa dos egípcios, tanto para os de fora como os de dentro do país; o atual de Mubarak, é visto no Egito como um estado para os outros: EUA, Reino Unido, França e Israel e é um estado para poucos – os ricos e neoliberais”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso vale para o presidente Bashar El Assad, da Síria. Ele “herdou” o governo de seu pai, Hafez El Assad, morto em 1999 (governava desde 1970). A Síria hoje é o país que mais enfrenta o imperialismo norte-americano, ao lado do Irã. Na sua capital, Damasco, grupos revolucionários, de esquerda, progressistas e patrióticos mantém livremente seus escritórios. É o país árabe que mais apoia a causa palestina. No entanto, as eleições ocorrem nos mesmos moldes que as egípcias. Não há comparação de um com o outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na ciência política marxista costumamos dizer que o que assegura o caráter de classe de um estado pode ser respondida quando a seguinte questão estiver clara: contra quem (qual classe social) e a favor de quem age a máquina do estado. Respondido isso, sabe-se o caráter de classe de um estado. Não estou entre os que veem na democracia um valor universal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Problemas para Israel. O fortalecimento do Irã&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também sobre isso não tenho a menor dúvida. Quem mais perde neste momento, nesta situação pré-revolucionária ou até mesmo revolucionária, a depender do andamento do processo, é Israel e seu governo reacionário de Benjamin Netanyahu. E essa opinião minha coincide com diversos analistas, em especial M. K. Bradakumar, do Asia Times. E ganha a República islâmica do Irã.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mubarak é o principal parceiro de Israel. O Egito foi o primeiro país que assinou a paz em separado com Israel, seguido pela Jordânia. Nenhum outro assinou. Tecnicamente, Israel esta em guerra com a Síria e o Líbano, pois confiscou terras desses países (respectivamente as colinas de Golã e as fazendas chamadas de Shebaa). Entre os dias 27 de dezembro de 2008 e 22 de janeiro de 2009, Israel bombardeou sem pena nem dó a Faixa de Gaza. Matou a sangue frio 1,5 mil palestinos, dos quais dois terços crianças, mulheres e velhos, sob o pretexto de atacar o grupo Hamas, legitimo representante do povo palestino. Que fez Mubarak? Ao invés de abrir a fronteira de Gaza para deixar passar alimentos, remédios, materiais de construção pela cidade egípcia de Rafah, acabou fechando-a de uma vez, forçando milhares de palestinos a construir túneis na região de fronteira, reforçando o contrabando e encarecendo os preços.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já temos notícias que dezenas de diplomatas israelenses e seus familiares já deixaram, há muito, o Cairo. Impera na chancelaria e em geral no governo israelense, um nervosismo excessivo. Isso foi registrado por diversos analistas. Israel sabe que um novo governo egípcio poderá romper o acordo de paz de 1979 e isso fará com que o estado judeu venha a ter que gastar muito mais em armamentos e despesas militares, pois há 32 anos ele desguarnece a fronteira Sul, com o Egito e concentra esforços com a front Norte do país, exatamente onde estão o Líbano, a Síria e Irã. Ruim para Israel isso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não tenho dúvidas que Israel vai ficando a cada dia mais isolado. E o Irã que não é um país árabe (é persa), se fortalece a cada dia. Senão, vejamos os motivos que elenquei:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;• Papeis recentemente divulgado pelo WikiLeaks (Palestinian Papers), revelaram acordos e negociações secretas entre Israel e a ANP, do grupo Fatah, que fizeram enfraquecer ainda mais o grupo de Abbas e fortalecer novamente o Hamas, que tem apoio do Irã e da Síria;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;• O Hezbolláh acaba de conseguir formar um governo de maioria no Líbano, derrubando o governo pró-EUA e Israel de Saad Hariri; registre-se que tal governo é chamado de Bloco Patriótico e é composto, além do Hezbolláh do sheik Hasan Nasralláh, mais o Movimento Patriótico Livre, do general cristão Michel Aoun, mais o grupo Amal, de orientação xiita, cujo líder é Nabi Berri, presidente do parlamento e pelo Partido Comunista Libanês;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;• O Irã tem boa influência no governo do 1º ministro xiita do Iraque, Nur El Maliki;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;• Desde os primeiros momentos, o Irã deu seu total apoio ao levante popular no Egito; Israel entrou em profundo mutismo e silêncio; reflete na verdade o seu imenso pavor de que todos os regimes árabes moderados e pró-Ocidente sejam derrubados no que alguns autores vêm chamando de Revolução de Jasmim ou Primavera Árabe;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;• O Irã tem profundas ligações com a Fraternidade Muçulmana, que Israel tem pavor que assuma o comando do país (de meu ponto de vista esse agrupamento vai participar do novo governo, mas não defenderá um governo o islâmico; o Egito é fortemente laico);&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;• Todos os fracassos seguidos de Washington de barrar o programa nucelar iraniano para fins pacíficos – apoiado pelo Brasil inclusive – que agora deixa de ser o foco no OM; Israel perde seu discurso central;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;• A questão palestina e seu estado nacional, a paz volta a ser o centro das negociações e Israel não vai ter como sair disso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conclusões preliminares&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É um jogo ainda em andamento. As cartas estão na mesa e os jogadores se posicionando, articulando. Não se pode prever exatamente os resultados. Mas quero arriscar alguns palpites:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1. Obama perde nesse processo. Seu discurso do Cairo em julho de 2009, estendendo a mão para os muçulmanos provou-se uma farsa, uma hipocrisia. Não deu passo algum para respeitar os muçulmanos e os árabes em geral. Insiste em classificar, quase que à revelia da maioria dos países, os Partidos políticos Hamas e o Hezbolláh como “terroristas”; são movimentos de resistência e de libertação nacional;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2. Qualquer governo, por mais moderado que seja, não terá, jamais, as mesmas relações de subserviência com os norte-americanos como sempre teve Mubarak. O que tanto os Estados Unidos sempre tiveram pavor, poderá mesmo acontecer concretamente, que é a participação com destaque da Irmandade Muçulmana no futuro governo egípcio; isso não dará caráter religioso ao governo;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3. Israel sai profundamente derrotado e isolado. Perdeu seu discurso de que o maior inimigo é o Irã, que este precisaria ser derrotado e bombardeado e seu programa nuclear visa a construção da bomba atômica (fala como se ninguém soubesse que tem pelo menos 200 ogivas);&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4. Ganham os palestinos, que devem se fortalecer na sua luta e na busca de seu estado nacional. Eu só lamento ainda a existência da divisão entre o Hamas e o Fatah e outras organizações. Espera-se até meados do ano eleições gerais, ou pelo menos municipais;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;5. Um novo Oriente Médio será construído e isso é perfeitamente possível. O modelo neoliberal pode sofrer abalos. Deverá crescer a democracia mais ampla, os partidos terão maiores liberdades, bem como a imprensa. Eleições gerais devem ocorrer em curto prazo no Egito e na Tunísia. O OM nunca mais será o mesmo depois desse imenso tremor político ocorrido; mudanças profundas podem ocorrer inclusive nas monarquias da Arábia Saudita, Jordânia, Kuwait entre outras;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De minha parte, espero, com sinceridade que avancem as massas populares, no rumo de uma verdadeira revolução democrática, popular, patriótica e nacional. Que avancem os partidos comunistas e socialistas e de feições populares, independente da confissão religiosa de seus dirigentes. São todos árabes, sejam muçulmanos ou cristãos e mesmo judeus dos 22 países árabes. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Termino este artigo com uma frase de Helena Cobban, de seu blog, muito ferino contra os EUA: “no caso da política de Obama para o OM, são cegos guiando cego e cegos aconselhando cego no salão oval da Casa Branca”, em uma clara alusão a Bill Daley, Ben Rhodes, Tony Blinken, Denis McDorough, John Brennan e Robert Cardillo, assessores e conselheiros de diversos cargos de Obama, todos, indistintamente, militantes fanáticos pró-Israel e à serviço do lobbyie judaico. Como diz elas, que venham os arabistas de Washington.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;PS: esclareço aos leitores que este é um típico artigo de Internet. Ele pode se dar ao luxo de ser longo, mas é datado, ou seja, vale para este momento histórico, em que a terra treme, no sentido político. De um dia para outro, a conjuntura pode ser alterada completamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;_________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*Sociólogo, Professor, Escritor e Arabista. Membro da Academia de Altos Estudos Ibero-Árabe de Lisboa e da International Sociological Association e colunista da Revista Sociologia da Editora Escala.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fonte: http://grabois.org.br/portal/&lt;/div&gt;&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-9184589565066359357?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/9184589565066359357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=9184589565066359357&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/9184589565066359357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/9184589565066359357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/2011/02/terra-treme-no-oriente-medio.html' title='A terra treme no Oriente Médio'/><author><name>Robson Camara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05041576432252144340</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TGQAODa7pMI/AAAAAAAAALQ/i1ZcYXUx54o/S220/100_1184.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ltmWQ9MMRs0/TUyvB9j7m5I/AAAAAAAAANQ/05976X72DDQ/s72-c/Egito.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37873659.post-2572520587498816827</id><published>2011-02-04T20:27:00.002-02:00</published><updated>2011-02-04T23:20:39.690-02:00</updated><title type='text'>Tunísia, Egito, Marrocos; Essas ditaduras amigas</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;h3 align="justify"&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h6 align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Os nossos meios de comunicação e jornalistas não insistiram durante décadas que esses dois “países amigos”, Tunísia e Egito, eram “Estados moderados”? A horrível palavra “ditadura” não estava exclusivamente reservada no mundo árabe muçulmano (depois da destruição da “espantosa tirania” de Saddam Hussein no Iraque) ao regime iraniano? Como? Havia então outras ditaduras na região? E isso foi ocultado pelos meios de comunicação de nossa exemplar democracia?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Por Ignacio Ramonet&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_ltmWQ9MMRs0/TUx94KjEggI/AAAAAAAAANI/NoFnOc8HLAQ/s1600-h/image%5B21%5D.png"&gt;&lt;img alt="image" border="0" height="276" src="http://lh5.ggpht.com/_ltmWQ9MMRs0/TUx95f7HiLI/AAAAAAAAANM/0PV9iXcOMfA/image_thumb%5B11%5D.png?imgmax=800" style="background-image: none; border: 0px none; display: inline; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" title="image" width="431" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma ditadura na Tunísia? No Egito, uma ditadura? Vendo os meios de comunicação se esbaldarem com a palavra “ditadura” aplicada a Tunísia de Ben Alí e ao Egito de Mubarak, os franceses devem estar se perguntando se entenderam ou leram bem. &lt;br /&gt;Esses mesmos meios de comunicação e esses mesmos jornalistas não insistiram durante décadas que esses dois “países amigos” eram “Estados moderados”? A horrível palavra “ditadura” não estava exclusivamente reservada no mundo árabe muçulmano (depois da destruição da “espantosa tirania” de Saddam Hussein no Iraque) ao regime iraniano? Como? Havia então outras ditaduras na região? E isso foi ocultado pelos meios de comunicação de nossa exemplar democracia? &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-8b7dde19c3d21aa6" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v13.nonxt4.googlevideo.com/videoplayback?id%3D8b7dde19c3d21aa6%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331649197%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D65FB4B19A0E653E76D9172074AF5F2B3A31C26BA.4E89311FB8E7B398FC3F306D9C30A756FE2E090%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D8b7dde19c3d21aa6%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D1ChLKkaRKMrGvNur3e5FtkP2yHg&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v13.nonxt4.googlevideo.com/videoplayback?id%3D8b7dde19c3d21aa6%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331649197%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D65FB4B19A0E653E76D9172074AF5F2B3A31C26BA.4E89311FB8E7B398FC3F306D9C30A756FE2E090%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D8b7dde19c3d21aa6%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D1ChLKkaRKMrGvNur3e5FtkP2yHg&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;Eis aqui, em todo caso, um primeiro abrir de olhos que devemos ao rebelde povo da Tunísia. Sua prodigiosa vitória liberou os europeus da “retórica hipócrita de ocultamento” em vigor em nossas chancelarias e em nossa mídia. Obrigados a tirar a máscara, simulam descobrir o que sabíamos há algum tempo (1), a saber, que as “ditaduras amigas” não são mais do que isso: regimes de opressão.&lt;br /&gt;Sobre esse assunto, os meios de comunicação não têm feito outra coisa do que seguir a “linha oficial”: fechar os olhos ou olhar para o outro lado confirmando a ideia de que a imprensa só é livre em relação aos fracos e aos povos isolados. Por acaso Nicolás Sarkozy não teve a altivez de assegurar que na Tunísia “havia uma desesperança, um sofrimento, um sentimento de angústia que, precisamos reconhecer, não havíamos apreciado em sua justa medida”, ao se referir ao sistema mafioso do clã Ben Alí-Trabelsi?&lt;br /&gt;“Não havíamos apreciado em sua justa medida...” Em 23 anos...Apesar de contar, neste país, com serviços diplomáticos mais prolíficos que os de qualquer outro país...Apesar da colaboração em todos os setores da segurança (polícia, inteligência...) (2). &lt;br /&gt;Apesar das estâncias regulares de altos responsáveis políticos e midiáticos que estabeleciam ali descomplexadamente seus locais de veraneio... Apesar da existência na França de dirigentes exilados da oposição tunisiana, mantidos marginalizados como pesteados pelas autoridades francesas e com acesso proibido durante décadas aos grandes meios de comunicação... Democracia ruinosa...&lt;br /&gt;Na realidade, esses regimes autoritários foram (e seguem sendo) protegidos de modo complacente pelas democracias europeias, que desprezaram seus próprios valores sob o pretexto de que constituíam baluartes contra o islamismo radical (3). &lt;br /&gt;O mesmo argumento cínico usado pelo Ocidente durante a Guerra Fria para apoiar ditaduras militares na Europa (Espanha, Portugal, Grécia e Turquia) e na América Latina, pretendendo impedir a chegada do comunismo ao poder.&lt;br /&gt;Que formidável lição das sociedades árabes revolucionárias aqueles que, na Europa, os descreviam em termos maniqueístas, ou seja, como massas dóceis submetidas a tiranos orientais corruptos ou como multidões histéricas possuídas pelo fanatismo religioso. &lt;br /&gt;E agora, de repente, elas surgem nas telas de nossos computadores e televisores (conferir o admirável trabalho da al-Jazira), preocupadas com o progresso social, não obcecadas pela questão religiosa, sedentas de liberdade, cansadas da corrupção, detestando as desigualdades e reclamando democracia para todos, sem exclusões.&lt;br /&gt;Longes das caricaturas binárias, esses povos não constituem de modo algum uma espécie de “exceção árabe”, mas sim se assemelham em suas aspirações políticas ao resto das ilustradas sociedades urbanas modernas. &lt;br /&gt;Um terço dos tunisianos e quase um quarto dos egípcios navegam regularmente pela internet. Como afirma Mulay Hicham el Alaui: “Os novos movimentos já não estão marcados pelos velhos antagonismos como anti-imperialismo, anticolonialismo ou antisecularismo. As manifestações na Tunísia e no Egito são, até aqui, desprovidas de todo simbolismo religioso. Constituem uma ruptura geracional que refuta a tese do excepcionalismo árabe. Além disso, esses movimentos são animados pelas novas metodologias de comunicação da internet. Eles propõem uma nova versão da sociedade civil, onde o rechaço ao autoritarismo anda de mãos dadas com o rechaço à corrupção” (4).&lt;br /&gt;Especialmente graças às redes sociais digitais, as sociedades da Tunísia e do Egito se mobilizaram com grande rapidez e puderam desestabilizar o poder em tempo recorde. &lt;br /&gt;Ainda antes de os movimentos terem a oportunidade de “amadurecer” e favorecer a emergência de novos dirigentes entre eles. É uma das raras ocasiões onde, sem líderes, sem organizações dirigentes e sem programa, a simples dinâmica da exasperação das massas bastou para conseguir o triunfo da revolução. &lt;br /&gt;Trata-se de um momento frágil e, sem dúvida, as grandes potências já estão trabalhando, especialmente no Egito, para que “tudo mude sem que nada mude”, segundo o velho adágio de O Leopardo. Esses povos que conquistaram sua liberdade devem lembrar a advertência de Balzac: “Se matará a imprensa assim como se mata um povo, outorgando-lhe a liberdade” (5). &lt;br /&gt;Nas “democracias vigiadas” é muito mais fácil domesticar legitimamente um povo do que nas antigas ditaduras. Mas isso não justifica sua manutenção. Nem deve ofuscar o ardor de derrubar uma tirania.&lt;br /&gt;A derrocada da ditadura na Tunísia foi tão veloz que os demais povos magrebinos e árabes chegaram à conclusão de que essas autocracias – as mais velhas do mundo – estavam na verdade profundamente corroídas e não eram, portanto, mais do que “tigres de papel”. Esta demonstração está ocorrendo também no Egito.&lt;br /&gt;Daí esse impressionante levante dos povos árabes, que leva a pensar inevitavelmente no grande florescimento das revoluções europeias de 1848, na Jordânia, Iêmen, Argélia, Síria, Arábia Saudita, Sudão e também no Marrocos.&lt;br /&gt;Neste último país, uma monarquia absoluta, na qual o resultado das “eleições” (sempre viciado) é decidido pelo soberano, que designa segundo sua vontade os chamados ministros “da soberania”, algumas dezenas de famílias próximas ao trono continuam controlando a maioria das riquezas (6). &lt;br /&gt;Os telegramas divulgados por Wikileaks revelaram que a corrupção chega a níveis de indecência descomunal, maiores que os encontrados na Tunísia de Ben Alí, e que as redes mafiosas teriam todas como origem o Palácio. Trata-se de um país onde a prática da tortura está generalizada e o amordaçamento da imprensa é permanente.&lt;br /&gt;No entanto, como na Tunísia de Ben Alí, esta “ditadura amiga” se beneficia da grande indulgência dos meios de comunicação e da maior parte de nossos responsáveis políticos (7), os quais minimizam os sinais do começo de um “contágio” da rebelião. Quatro pessoas se imolaram, incendiando suas próprias vestes. Produziram-se manifestações de solidariedade com os rebeldes da Tunísia e do Egito em Tânger, Fez e Rabat (8). &lt;br /&gt;Acossadas pelo medo, as autoridades decidiram subvencionar preventivamente os artigos de primeira necessidade para evitar as “rebeliões do pão”. Importantes contingentes de tropas do Saara Ocidental teriam sido deslocados aceleradamente para Rabat e Casablanca. O rei Mohamed VI e alguns colaboradores teriam viajado a França no dia 29 de janeiro para consultar especialistas em ordem pública do Ministério do Interior francês (9).&lt;br /&gt;Ainda que as autoridades desmintam as duas últimas informações, está claro que a sociedade marroquina está seguindo os acontecimentos da Tunísia e do Egito, com excitação. Preparados para unir-se ao impulso de fervor revolucionário e quebrar de uma vez por todas as travas feudais. E para cobrar todos aqueles que, na Europa, foram cúmplices durante décadas dessas “ditaduras amigas”.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;NOTAS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(1) Ler, por exemplo, de Jacqueline Boucher "La société tunisienne privée de parole" e de Ignacio Ramonet "Main de fer en Tunisie", Le Monde Diplomatique, de fevereiro de 1996 e de julho de 1996, respectivamente.&lt;br /&gt;(2) Quando Mohamed Buazizi se imolou incendiando-se em 17 de dezembro de 2010, quando a insurreição ganhava todo o país e dezenas de tunisianos rebeldes continuavam caindo sob as balas da repressão, o prefeito de Paris, Bertrand Delanoé, e a ministra de Relações Exteriores, Michèle Alliot-Marie consideravam absolutamente normal ir festejar alegremente em Tunis.&lt;br /&gt;(3) Ao mesmo tempo, Washington e seus aliados europeus, sem aparentemente medir as contradições, apoiam o regime teocrático e tirânico da Arábia Saudita, principal sede do islamismo mais obscurantista e mais expansionista.&lt;br /&gt;(4) &lt;a href="http://www.medelu.org/spip.php?article711"&gt;http://www.medelu.org/spip.php?article711&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(5) Honoré de Balzac, Monographie de la presse parisienne, Paris, 1843.&lt;br /&gt;(6) Ler Ignacio Ramonet, "La poudrière Maroc", Mémoire des luttes, setembro 2008. &lt;a href="http://www.medelu.org/spip.php?article111"&gt;http://www.medelu.org/spip.php?article111&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(7) Desde Nicolas Sarkozy até Ségolène Royal, passando por Dominique Strauss-Kahn, que possui um “ryad” em Marrakesh, os dirigentes políticos franceses não têm o menor escrúpulo em passar suas férias de inverno entre estas “ditaduras amigas”.&lt;br /&gt;(8) El País, 30 de janeiro de 2011- &lt;a href="http://www.elpais.com/Manifestaciones/Tanger/Rabat"&gt;http://www.elpais.com/../Manifestaciones/Tanger/Rabat&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(9) Ler El País, 30 de janeiro de 2011 &lt;a href="http://www.elpais.com/..Mohamed/VI/va/vacaciones"&gt;http://www.elpais.com/..Mohamed/VI/va/vacaciones&lt;/a&gt; y Pierre Haski, "Le discret voyage du roi du Maroc dans son château de l´Oise", Rue89, 29 de janeiro de 2011. &lt;a href="http://www.rue89.com/..le-roi-du-maroc-en-voyage-discret...188096"&gt;http://www.rue89.com/..le-roi-du-maroc-en-voyage-discret...188096&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.elpais.com/Manifestaciones/Tanger/Rabat"&gt;http://www.elpais.com/../Manifestaciones/Tanger/Rabat&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Agência Carta Maior/ Portal Vermelho&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=9&amp;amp;id_noticia=146922"&gt;Ignacio Ramonet: Tunísia, Egito, Marrocos; Essas ditaduras amigas - Portal Vermelho&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://www.vermelho.org.br/widget/widget160.php"&gt;&lt;/script&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37873659-2572520587498816827?l=blog-do-robson-camara.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blog-do-robson-camara.blogspot.com/feeds/2572520587498816827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37873659&amp;postID=2572520587498816827&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37873659/posts/default/2572520587498816827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feed
